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Já não entoam hossanas a Tsipras

por Pedro Correia, em 25.01.16

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Faz hoje um ano, a "verdadeira esquerda" triunfou na Grécia. Alexis Tsipras, líder do Syriza, proclamou em Atenas o fim da austeridade, provocando um coro de hossanas um pouco por toda a Europa.

Poucos pararam para pensar que nenhum líder político soluciona problemas financeiros com retórica inflamada. A razão cedia lugar à emoção, como ficou bem patente no dia seguinte em eufóricas manchetes de periódicos como o Jornal de Notícias e o Público. "Grécia - o princípio do fim da austeridade", anunciava o primeiro, em parangonas. "Grécia vira a página da austeridade e deixa a Europa a fazer contas", bradava o segundo, igualmente em letras garrafais.

 

Um ano depois, o que temos?

A austeridade afinal vigora na Grécia. Mais apertada que nunca, após um terceiro resgate no valor de 86 mil milhões de euros que Tsipras se viu forçado a aceitar para evitar in extremis a bancarrota do país, pondo de lado todas as bravatas que lhe haviam rendido votos e o aplauso acéfalo de pequenas e médias multidões de colunistas.

Doze meses exactos após a vitória eleitoral do Syriza, imitando qualquer social-democrata ou "neoliberal", a esquerda "revolucionária" helénica implora por investimento externo enquanto os gregos apertam cada vez mais o cinto. As pensões de reforma e benefícios sociais estão sujeitas a cortes que podem chegar aos 30%. E o IVA dos restaurantes e dos transportes subiu para 23%.

Intervindo perante os próceres da finança internacional na mais recente reunião do Fórum Económico Mundial em Davos, iniciativa antes diabolizada por servir de cobertura ao "capital especulativo", Tsipras anunciou sem pudor que Atenas "era parte do problema e agora quer fazer parte da solução". E, dando o dito por não dito, fez nova jura de equilíbrio das contas públicas enquanto acedia à tutela do FMI sobre as finanças gregas - algo que há um ano constituía um anátema para a sua base eleitoral de apoio.

Desde então o chefe do Executivo grego enfrentou duas greves gerais, violentas manifestações nas ruasruidosos protestos de um número crescente de cidadãos - incluindo  agricultores e  funcionários públicos - que se sentem  traídos pelas promessas que ficaram por cumprir. Incluindo o fim dos cortes salariais e da vaga de privatizações no país.

 

Publico-20150126[1].jpg

 

Vale a pena recordar o que escreveram e disseram há um ano diversas personalidades que produzem opinião no espaço público português. Para se perceber até que ponto eram irreais as expectativas que depositavam neste resultado eleitoral.

E para se perceber também até que ponto as convicções pessoais, nomeadamente do foro ideológico, perturbam a capacidade de entender a realidade.

 

Ana Gomes: «Pela Grécia passa, antes, a salvação da Europa.»

António Costa: «Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir na mesma linha.»

Boaventura de Sousa Santos: «A vitória do Syriza teve o sabor de uma segunda libertação da Europa.»

Catarina Martins: «Hoje vira-se uma página na Europa. Hoje começa-se a colocar a austeridade no caixote do lixo.»

Daniel Oliveira: «A vitória do Syriza é a única boa notícia que a Europa pode receber nos próximos meses.»

Freitas do Amaral: «Eles [governo grego] recuaram muito, mas a Alemanha recuou muito mais. (...) Terminou a austeridade pura e dura [na Grécia].»

José Castro Caldas: «A Grécia renasceu hoje. O medo falou e perdeu.»

José Vítor Malheiros: «A Grécia vai ter finalmente um Governo grego, composto por gregos que se preocupam com a vida dos cidadãos gregos.»

Leonel Moura: «Uma parte do sucesso do Syriza deve-se à boa imagem de Tsipras, reforçada agora pela de Varoufakis. Ao que parece muitas mulheres na Europa andam perdidas de amores por estes dois gregos.»

Nicolau Santos: «A Europa vai ter de ceder.»

Pedro Adão e Silva: «É uma transformação importante: deixou de haver uma hegemonia na forma como estava a ser governada a União Europeia.»

Pedro Bacelar de Vasconcelos: «A vitória do Syrisa lavrou a certidão de óbito de uma "política" que recusava admitir alternativas para a quebra da solidariedade europeia.»

Rui Tavares: «Os gregos abrem uma porta para a transformação das políticas da União Europeia.»

Viriato Soromenho-Marques: «A coragem da Grécia rasgou uma brecha no muro da insensatez.»

 

Um ano depois, todos estes ditirambos só podem provocar sorrisos amarelos - por estarem nos antípodas do que aconteceu. Os factos são teimosos, como Lenine nos ensinou.

Durante todo o dia, procurei ouvir novos hossanas a Tsipras. Apenas escutei um silêncio ensurdecedor.

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48 comentários

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De antónio a 25.01.2016 às 19:03

O Sr. Presidente da Republica sintetizou todas as declarações que citou desses hipotéticos fazedores de opinião quando afirmou que a ideologia acaba sempre mais tarde ou mais cedo por esbarrar com a realidade. É duro mas a realidade é essa.
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 14:36

O Sr. Presidente da República, no contexto actual, é a má moeda que não tarda a ser substituída pela boa moeda.
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De JSP a 25.01.2016 às 19:27

Bela colecção de palhaços ignorantes e de aldrabões profissionais.
Mas o "povo do caldo da portaria do convento" tem memória curta - se é que chega a ter memória...
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 14:36

Só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro.
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De Anónimo a 25.01.2016 às 19:43

É verdade que há um ano o Syriza ganhou mas...depois foi derrotado pelas forças contrárias. A vitória não costuma sorrir à primeira. Há que reconhecer que começou bem e acabou mal. O conselho das forças contrárias agora é: desistam ninguém conseguirá derrotar-nos. Terão razão?
"socialismo ou barbárie" quem disse isto? Parece que está, pelo menos por agora, a barbárie a vencer. A sua vitória será definitiva?
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De lh a 25.01.2016 às 20:38

Parece que está equivocado: a barbárie é socialista. A barbárie de Staline, a barbárie totalitária da ex- RDA, a barbárie da ditadura cubana, da Coreia do Norte. etc.
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De do norte e do pais a 25.01.2016 às 21:42

É o costume, quem não é de esquerda está errado...
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De Anónimo a 25.01.2016 às 23:06

Será que na direita se pensa ao contrário: quem não é de direita está certo. Mas qualquer um adere a uma ideia pensando que ela está certa (mesmo que alimente dúvidas) ou será que quem é de direita adere à direita por pensar que ser de direita é um erro? Estranho, não?
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De do norte e do pais a 26.01.2016 às 10:17

Não sei. Sei que as pessoas de extrema-esquerda (mais correctamente) e são. Aliás, basta ouvir-se alguém do be ou do pc para perceber isso. Parecem fanáticos a falar. Mais, têm 10 ou 30% dos votos e parecem querer obrigar os outros a seguir as suas ideias. O que o Anónimo disse antes vai nesse sentido: "começou bem"
Quando se vive em democracia temos (incluindo os cidadãos) de assumir os erros dos governos anteriores em que a maioria votou, ou se formaram democraticamente. Quando um governo muda, não se pode passar uma esponja. Os cidadãos têm de assumir o voto que deram! Claro que isto não acontece nas ditaduras.
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 23:39

Em países do "verdadeiro socialismo", como Cuba e a Coreia do Norte, nunca o novo governo precisa de desdizer o que o governo anterior disse. Porque o governo é sempre o mesmo.
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De do norte e do pais a 25.01.2016 às 21:46

Um bom post que mostra, mais uma vez, como essa gente estava errada.
A Grécia do syriza continua em modelo de resgate, os países com governos da dita "direita" já não. Afinal quem é patriota? Para quê votar nesta esquerda que não consegue evoluir? Falam sempre como se fossem donos da verdade, mas ...
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 08:37

A Grécia está hoje mais "resgatada" do que há um ano. A diferença são 86 mil milhões de euros.
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De Anónimo a 25.01.2016 às 23:05

Se é bem verdade o que diz sobre a Grécia, não é menos verdade que a narrativa, tem várias nuances, que o seu artigo não refere:

1º O que é válido para a Grécia, também o é para a UE, ou seja se nós entrámos para a UE e €, foi para ficarmos mais ricos e não o contrário.

2º Aqui há uns anos, a globalização foi vendida como a cura de todos os males, mas se houve País que ganhou com a Globalização, foi a R. P. da China que tanto quanto julgo saber, não é nem democrática, nem capitalista...

3º A ser verdade que 2016, vai ser de novo o inicio de uma crise Mundial, a conversa de que a economia de casino é o que há de melhor no Mundo, talvez tenha que ser revista; a não ser que se arranje mais uma Guerra Mundial, para resolver o problema.

4º E última-Existe muita gente importante no nosso País e não só, que vive de facto num regime Comunista, já que pode fazer o que quer, passa a responsabilidade ao Povo e nunca vai preso. Portanto não se fale só do Syrisa, esses pelo menos foram eleitos...
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De sampy a 25.01.2016 às 23:15

Para quem não entendeu totalmente o ponto 4: é uma indirecta aos sindicalistas tugas.
Qualquer dia, Arménio Carlos, qualquer dia...
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De lucklucky a 26.01.2016 às 14:06

Não há mais Economia de Casino que o Estado.

Olhe pode começar pelo Ministério da Educação onde todos são obrigados a aprender as mesmas matérias da mesma maneira com os lindos resultados que se têm visto.
O Estado é uma aposta única logo sem redundância excepto poder pela violência cobrar mais impostos para pagar os resultados desastrados dessas aposta.
Não há mais casino que colocar todas as moedas só numa coisa.
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De Anónimo a 26.01.2016 às 00:08

O tsipras é o D. barroso grego . Este também começou na extrema esquerda e onde foi parar?
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 08:36

Extremamente arguta, a sua observação.
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De Anónimo a 26.01.2016 às 01:09

O silêncio não existe, existe sim, uma UE que não constrói nada, mas destrói aquilo que só os grandes conseguiram idealizar. Foram esses que um dia formaram a então CEE, na qual, os grandes teriam como missão, ajudar os mais fracos. Hoje temos homens que não fazem, desfazem, homens para quem o ser humano é o escravo, a quem exploram sem dó nem piedade. A Grécia, o Tsipras e outros que tal são as cobaias, duma CEE destruída e transformada numa UE que não quer ajudar, mas em contrapartida usa o terror, para assim ter na mão os pobres, duma Europa tão desigual, como mesquinha e desumana.
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 08:36

Tsipras é "cobaia"? Há um ano vocês chamavam-lhe herói.
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De Anónimo a 26.01.2016 às 13:04

Tsipras é a cobaia duma UE que lhe disse: ou fazes o que te ordenamos ou o teu povo morre à fome. Terror puro. Tsipras serviu para mostrar aos outros que aquilo que ele apregoava não o levava a lado nenhum porque os medíocres da UE, não estão lá, para servir os povos, mas para servirem os mesmos de sempre. É uma cobaia na verdadeira acepção da palavra.
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 14:38

Confirma-se então: já não é herói. E andaram vocês a gastar tantos decibéis há um ano a aclamá-lo como triunfador. Na Grécia, na Europa e no mundo.
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De Anónimo a 26.01.2016 às 15:04

Os heróis muitas das vezes têm de engolir sapos vivos para que os cobardes não matem o seu povo. É lamentável que diga, o que diz, de Tsipras que o único que queria era defender os gregos, amordaçados e espezinhados, por gente hipócrita, desumana, para quem só os números valem e o homem é lixo. Não denegrida a pessoa de Tsipras que lutou, foi humilhado e todos os seus camaradas de crise lhe voltaram às costas. Tsipras foi alguém que lutou, mas que os bárbaros lhe deram um ultimato ou cedes ou morrem. Aqui há uma verdade que querem esconder: Estamos a ser comandados por grupos que não nos protegem, mas que decidem se matam ou esfolem. É ler e saber o que ordena e decide o grupo Bidelberg e é muito mau...
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 23:38

Uma história da carochinha. Com Tsipras no papel do João Ratão.
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De Anónimo a 27.01.2016 às 02:08

Aqui não há estórias da carochinha, há factos reais e bem reais. Não compare Tsipras ao João Ratão porque ao fazê-lo diminui-se a si mesmo e não a ele.
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De Pedro Correia a 27.01.2016 às 08:31

Olhe que não, olhe que não. O engenheiro Tsipras, tal como o João Ratão, também caiu no caldeirão.
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De Anónimo a 27.01.2016 às 12:19

Ainda bem que disse que caiu no caldeirão. Mostrou agora que a UE é tudo aquilo que referi. Quem não está com eles, na maldade, vai para o caldeirão.
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De Pedro Correia a 27.01.2016 às 17:54

O caso do engenheiro Tsipras é mais 'sui generis'. Foi ele próprio quem mergulhou no caldeirão. E parece ter gostado.
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De Anónimo a 27.01.2016 às 20:23

Se for correcto e pensar bem no assunto, Tsipras lutou, foi humilhado e espezinhado, por tecnocratas que não sabem nada e sabem tão pouco que aqui, em Portugal nem os problemas da banca viram. Andaram por aqui a impor, nada mais. São autênticos medíocres, ao serviço de agências e de grupos, como já lhe referi, um deles o Bidelberg. O Pedro como jornalista que é, sabe-o bem e se não sabe...,mas em vez de informar aqui, faz aquilo que esses medíocres querem, o que é muito mau, para o jornalismo. Tsipras não gostou, mas obrigaram-no e ele perante a morte ou a vida, teve de optar pela vida e para tal, foi obrigado a fazer aquilo que não está certo, mas que o obrigam a fazer, caso não o fizesse era a morte aos gregos. Estamos a ser orientados por gente que teme o terrorismo, mas que não se importa de impor o terror e o pânico.
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De Pedro Correia a 27.01.2016 às 22:45

Tenha calma. Os comunistas gregos já estão a manifestar-se nas ruas contra o governo Tsipras. Vão acabar por derrubá-lo.
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De Justiniano a 26.01.2016 às 08:44

Caríssimo Pedro Correia, o que foi dito serve, sobremaneira, de expressiva ilustração àqueles personagens. Não creio, contudo, que tenham aprendido o que quer que seja. Pelo contrário, mais das vezes.
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 14:39

Nenhum deles, tanto quanto sei, fez algum acto de contrição. Admitindo ter errado.
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De Justiniano a 26.01.2016 às 09:03

E, cruel ironia, coisa muito mais séria que o diletantismo de meia centena de vesgos histriónicos, em breve, há-de o governo Tsipras rechaçar refugiados. Não irá, sequer, a tempo de destrinçar entre refugiados genuínos e migrantes económicos. Há-de rechaça-los a todos, redescobrindo que o excesso de virtude é, na verdade, um vício!!
Enquanto, por aqui, nos entretemos com presidenciais e conversas de corte, lá fora, a Europa arde. E nem uma palavra sobre isso!!
Vivemos tempos demasiado interessantes para o meu gosto!
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De Justiniano a 26.01.2016 às 11:31

E os pobres dos gregos, para além de terem de suportar os danos auto infligidos por falta de tino, têm ainda se suportar o opróbrio, os remoques e os problemas que outros tontos, por manifesta imprudência, lhes remeteram!!
Pasme-se, querem agora servi-los como bode expiatório para a suspensão, por ora, de Schengen!!
Qual a fiabilidade da UE, hoje!? Os Estados dos Balcans, como a Sérvia, Madedónia e Croácia, agiram de boa fé ou por entre ameaças com a cenoura da adesão, abrindo portas em resposta ao convite aberto da chanceller, arriscam-se agora a ter de cercar fronteiras essenciais ao seu desenvolvimento económico e a ver-se a braços com um exército de refugiados que não conseguem sustentar!!
Victor Orban, então demonizado, será visto como a voz da prudência.
Nem a Turquia tomará por boa qualquer palavra endereçada pela UE, será tudo a fingir, e que bem estão uns para os outros. Com a UE só pode haver conversa de garotos, qualquer coisa acima disso é falha de interlocutor.
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De Anónimo a 26.01.2016 às 15:56

"por falta de tino". Por uma questão de consideração acho que devia escrever o nome do homem com maiúscula: Tino. E uma pergunta: acha mesmo que o Tino conseguiria resolver o problema dos gregos? Eu tenho muitas dúvidas.
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De jo a 26.01.2016 às 12:13

"Poucos pararam para pensar que nenhum líder político soluciona problemas financeiros com retórica inflamada."

Quem é que solucionou problemas financeiros nesta Europa da treta?
Deram um novo resgate à Grécia e fingiram que assim é que é.

Por cá a porcaria que o governo, com a cumplicidade da troika, varreu para baixo do tapete, começou a aparecer e lá se tem de pôr a propaganda a funcionar em pleno, tentando fazer esquecer quais eram os objetivos pretendidos.

Na União Europeia está-se à beira da recessão, com inflação negativa.

Se a retórica inflamada não funciona, a propaganda que diz que salvando os bancos ficamos todos bem e que o mal disto tudo é sermos caloteiros, também não está a provar grande coisa.
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 14:40

Informe-se. Tire as palas dos olhos. Levante essa cabeça que está enterrada debaixo da areia.
A Irlanda está a crescer 7%. Devia ser este o nosso modelo. Mas não: vocês andaram a impingir-nos o modelo grego. Há um ano diziam que o Tsipras devia ser o herói de todos nós.
Agora nem uma palavra lhe dedicam. Sois uns ingratos.
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De lucklucky a 26.01.2016 às 14:41

Já estamos em recessão há muito. Quando o crescimento não paga o endividamento estamos em recessão.
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De Pedro Correia a 26.01.2016 às 23:42

E no entanto, em vez de seguirmos a Irlanda, continuamos a gastar tempo e energias a elogiar modelos mais que fracassados. Os desbragados elogios de tantos políticos e líderes de opinião portugueses a Tsipras há um ano confirmaram isso mesmo.

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