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Isto merece aplauso

por Pedro Correia, em 19.05.16

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 Maria Manuel Leitão Marques com a secretária de Estado adjunta, Graça Fonseca

 

Estarei sempre na primeira linha do aplauso a qualquer decisão governamental que reduza a imensa carga burocrática que ainda nos preenche o quotidiano e simplifique a relação entre os cidadãos e a máquina estatal. Aqui venho, pois, saudar o Simplex 2016 com o seu pacote de medidas que há muito se impunham: pagamento de impostos por débito directo, renovação da carta de condução sem sair de casa, alargamento dos casos previstos para o voto antecipado, alertas electrónicos para a renovação de documentos, fim às declarações de IRS para os trabalhadores dependentes ou reformados e pensionistas. Falta o voto electrónico generalizado: já faltou mais para lá chegarmos. Se existe no imenso e caótico Brasil, porque não haverá em Portugal?

A iniciativa, hoje anunciada com compreensível espavento, funciona a crédito do Executivo de António Costa. E se me perguntarem qual é o melhor membro deste elenco ministerial tão irregular em competência e mérito, respondo sem hesitar: a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques.


14 comentários

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De Luís Lavoura a 20.05.2016 às 15:50

E o meu problema nem são sobretudo as máquinas - é o voto por procuração e a compra de votos que o voto eletrónico permite. A partir do momento em que o voto deixa de ser presencial e secreto, passa a ser trivial uma pessoa pagar a outra para votar por ela, ou de qualquer forma uma pessoa ceder a outra o poder de votar por ela. Não é difícil imaginar que, com voto eletrónico, o pai de família passaria a votar por todos os membros da família, os velhinhos acamados passariam a ter quem votasse por eles, os militantes do PSD passariam a votar aos magotes todos da mesma forma, etc etc etc. Seria um forrobodó de caciquismo como nos tempos da Monarquia e Primeira República.
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De Nuno a 21.05.2016 às 01:15

Não sei de que tipo de voto electrónico fala o Pedro Correia.

No Brasil, tanto quanto sei, é presencial, numa máquina de voto. A máquina não garante a presença, mas a envolvente, supostamente, garante-o.

Voto electrónico e remoto é uma receita para o desastre, concordo consigo.

Voto electrónico presencial, dificilmente cumpre os simultaneamente os requisitos de unicidade, segredo e rastreabilidade, sem degenerar num sistema mais complexo que o actual (com o mesmo papel, as mesmas pessoas mas mais máquinas), e com poucas vantagens (basicamente, a única vantagem é a contagem mais rápida).

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