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Isto merece aplauso

por Pedro Correia, em 19.05.16

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 Maria Manuel Leitão Marques com a secretária de Estado adjunta, Graça Fonseca

 

Estarei sempre na primeira linha do aplauso a qualquer decisão governamental que reduza a imensa carga burocrática que ainda nos preenche o quotidiano e simplifique a relação entre os cidadãos e a máquina estatal. Aqui venho, pois, saudar o Simplex 2016 com o seu pacote de medidas que há muito se impunham: pagamento de impostos por débito directo, renovação da carta de condução sem sair de casa, alargamento dos casos previstos para o voto antecipado, alertas electrónicos para a renovação de documentos, fim às declarações de IRS para os trabalhadores dependentes ou reformados e pensionistas. Falta o voto electrónico generalizado: já faltou mais para lá chegarmos. Se existe no imenso e caótico Brasil, porque não haverá em Portugal?

A iniciativa, hoje anunciada com compreensível espavento, funciona a crédito do Executivo de António Costa. E se me perguntarem qual é o melhor membro deste elenco ministerial tão irregular em competência e mérito, respondo sem hesitar: a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques.

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14 comentários

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De js a 19.05.2016 às 22:26

Um Informex não é um Simplex. Provavelmente uma dor de cabecex para muitos aninformaticos.
Não seria melhor uma flat tax ou uma modesta simplificação fiscal ?
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De Luís Lavoura a 20.05.2016 às 09:48

Não seria melhor uma flat tax?

Sim!!! Seria muitíssimo melhor.

A introdução de uma flat tax conjuntamente com eliminação de muitos benefícios e deduções fiscais seria muitíssimo melhor.
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De JS a 21.05.2016 às 19:15

Exactamente: "...com eliminação de muitos benefícios deduções fiscais ...".
Fiscalidade e, não olvidemos, despesa a gosto.

Felizmente os deputados, dos partidos, têm um perfeito sentido do politicamente correcto ... para os seus partidos.
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De cristof a 20.05.2016 às 00:38

No mesmo dia o ministro da seg. social anuncia a criação duma equipa de gestores para acompanhar as 500 maiores empresas.
Mas a Seg Social Directa já não funciona? gestores? dos baratinhos ou dos bois?
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De Lucinda a 20.05.2016 às 11:37

Sabe que essas "maiores empresas" são as que mais se "baldam". (Ou não sabe?).
É que quem trabalha por conta de outrem e as pequenas e médias empresas é que estão a sustentar isto tudo, desde há muito, porque não se podem furtar a nada.
Os meus Parabéns a quem se propuser corrigir esta infeliz e injusta realidade.
Desejo-lhes (nos) sorte, e que obtenham a superação dos objectivos propostos.
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De Anónimo a 20.05.2016 às 13:56

Ah Ah as pequenas empresas são as ques estão a pagar tudo???? Não me faça rir, as pequenas empresas fogem a tudo bem como aos direitos e pagamentos aos funcionários, descontos, etc...
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De Luís Lavoura a 20.05.2016 às 09:45

pagamento de impostos por débito directo

Acho bem que se dê essa possibilidade aos cidadãos. Mas observo que, mesmo para pagar contas de eletricidade, o débito direto é uma opção não muito popular. Quando se trata de pagar impostos que podem atingir centenas de euros, muito menos popular será. Quem é que dará ao Estado confiança para nos ir à conta bancária retirar umas centenas de euros?

renovação da carta de condução sem sair de casa

Como essa renovação exige sempre um certificado médico, teremos sempre que sair de casa. De resto, já hoje há empresas que, por relativamente pouco dinheiro, tratam de nos renovar a carta de condução.

Falta o voto electrónico generalizado

Espero que ele nunca venha, porque seria meio caminho andado para o voto por procuração generalizado e para a fraude eleitoral descarada.
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De Nuno a 20.05.2016 às 15:31

Concordo em relação ao voto electrónico. Dar como exemplo o Brasil só enfatiza os problemas. Mas até em democracias mais avançadas tem havido escândalo atrás de escândalo com máquinas de votar electrónicas.
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De Luís Lavoura a 20.05.2016 às 15:50

E o meu problema nem são sobretudo as máquinas - é o voto por procuração e a compra de votos que o voto eletrónico permite. A partir do momento em que o voto deixa de ser presencial e secreto, passa a ser trivial uma pessoa pagar a outra para votar por ela, ou de qualquer forma uma pessoa ceder a outra o poder de votar por ela. Não é difícil imaginar que, com voto eletrónico, o pai de família passaria a votar por todos os membros da família, os velhinhos acamados passariam a ter quem votasse por eles, os militantes do PSD passariam a votar aos magotes todos da mesma forma, etc etc etc. Seria um forrobodó de caciquismo como nos tempos da Monarquia e Primeira República.
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De Nuno a 21.05.2016 às 01:15

Não sei de que tipo de voto electrónico fala o Pedro Correia.

No Brasil, tanto quanto sei, é presencial, numa máquina de voto. A máquina não garante a presença, mas a envolvente, supostamente, garante-o.

Voto electrónico e remoto é uma receita para o desastre, concordo consigo.

Voto electrónico presencial, dificilmente cumpre os simultaneamente os requisitos de unicidade, segredo e rastreabilidade, sem degenerar num sistema mais complexo que o actual (com o mesmo papel, as mesmas pessoas mas mais máquinas), e com poucas vantagens (basicamente, a única vantagem é a contagem mais rápida).
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De Rodrigo Costa a 20.05.2016 às 10:56

O que o Dr. Costa e a sua trupe se esquecem é que existem muitos milhares, quiçá milhões que não têm dinheiro para a Internet em casa e para o TLM.
Eu, por exemplo, tenho acesso no emprego, mas em casa não tenho nada disto.
Cerca de 1000 euros de rendimento mensal, dois filhos na universidade, 6 pessoas no agregado (uma das quais com um problema oncológico que necessita de tratamentos e deslocações de 80 km -160 ida e volta), todas as despesas inerentes a quem vive numa área do interior sem transportes à porta e serviços distantes, tudo isto determina que não tenha TLM nem Internet em casa.
Para mim, trata-se de uma negociata (um verdadeiro roubo em conluio) com as empresas de telecomunicações. Esses prestadores de serviços são os únicos beneficiados. provavelmente foram eles a propor este abismal alargamento do seu negócio.
Este SIMPLEX não altera nada em relação ao que é aberrante. SIMPLEX a sério seria tomar medidas para que o Estado não obrigue a pagar por um documento que o Estado emite e que se destina a ser entregue noutro departamento do Estado (a não ser para roubar o cidadão, não se justifica), tal como não se justificam as renovações obrigatórias de documentos, etc. etc. etc.
Eu, mais uma vez vítima da ignorância dos políticos em relação ao país real, verei a minha vida mais complicada, sujeitar-me-ei a coimas por não ter sido informado via TLM ou Internet (que não tenho por não ter dinheiro para esses luxos), enquanto o Estado engorda com funcionários dispensa e com as coimas que me aplica, nas taxas que cobra sem ter nenhum trabalho, no IVA das comunicações... e os operadores de comunicações enchem o papo à custo de clientes forçados que nem têm dinheiro para pagar todos os remédios na farmácia...
Vejo-me roubado e marginalizado... tudo de forma SIMPLEX.
Muito obrigado, Dr. Costa & Ca.!... aqui entre nós, caro Dr. Costa, eu fui à bola com o Sr. e sua trupe, mas agora vejo-os cada vez mais palermas, mais canalhas, mas imbecis!
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De Luís Lavoura a 20.05.2016 às 14:10

Vá lá que você tem os filhos na universidade. Se os tivesse ainda no secundário, dificilmente evitaria ter internet em casa, porque atualmente todos os estudos já pressupõem isso.
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De BELIAL a 20.05.2016 às 11:29

Haja Deus!

Oxalá, corra tudo bem.

Aquela da vaca é que foi uma pantomina de mau gosto.
E logo oferecida a dra Leitão

Enfim, asiatices de quem tido muita "vacósia"...
Um amuleto fetiche?

As vacas sagradas não têm asas
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De lucklucky a 20.05.2016 às 13:36

Ou seja apoia o Estado que tudo sabe e controla.

Totalitarismo.

Depois não se admire quando devassarem toda a sua vida porque escreveu qualquer coisa no blogue.

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