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Isto está perigoso.

por Luís Menezes Leitão, em 29.08.17

A notícia de que a Coreia do Norte acaba de lançar um míssil (felizmente não armado) sobre o Japão é a confirmação do agravamento da tensão internacional na região, motivado pela estupidez de Trump. Qualquer pessoa inteligente percebe que o que não tem remédio remediado está e a Coreia do Norte há muito que constitui um Estado pária, completamente à margem do actual sistema internacional, que por isso pode ser ignorado, mas que é um autêntico suicídio tentar combater.

 

Contra a Coreia do Norte não servem condenações internacionais, e muito menos por resolução das Nações Unidas. A Coreia do Norte é o único país do mundo que travou com sucesso uma guerra contra as Nações Unidas, da qual não saiu derrotada. Por isso pode dar-se ao luxo de ignorar tudo o que na ONU se diga, limitando-se a qualificar as sua resoluções como uma nova declaração de guerra. E por isso as ameaças dos EUA são absolutamente irrelevantes para Pyongyang, de nada servindo os disparates que Trump tem vindo a dizer. Ou melhor, podem servir para lançar um mar de chamas sobre Seul, Tóquio e até Guam.

 

Steve Bannon, o estratega principal da eleição de Trump viu isso muito bem quando afirmou o seguinte: "Até que alguém resolva a parte da equação que mostra que 10 milhões de pessoas morrerão em Seul nos primeiros 30 minutos pelo uso de armas convencionais, eu não sei do que estão a falar, não há solução militar aqui. Eles apanharam-nos". Logo a seguir a estas declarações Trump demitiu Steve Bannon. Mais uma vez se demonstra, como no Frankenstein, que é muito fácil a criatura rebelar-se contra o criador. O pior é que isso pode provocar uma catástrofes de dimensões imprevistas. O mundo já tem um louco na Coreia da Norte. Só lhe faltava um monstro de Frankenstein na Casa Branca.


17 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 29.08.2017 às 08:10

Kim é louco. E se a loucura se confinasse ao seu território, o melhor seria deixá -lo em paz. Mas se se atacou o Iraque e a Líbia por princípios de segurança e liberdade mais se justificaria um ataque preventivo à Coreia da Morte usando armas nucleares. A lógica para as usar seria igual aos ataques de Nagasaki e Hiroshima. Irão morrer muitos mas poderão evitar-se a morte de muitos mais. Os EUA têm com certeza a informação para escolherem bem os alvos. Quanto à Coreia de Morte ter ganho a guerra à coligação da ONU, não me parece linear. Se MacArthur tivesse continuado como estratega penso que a teria vencido, com ou sem o uso de armas nucleares como era sua intenção. Relembrar também o apoio chinês na Guerra da Coreia.

Pela mesma lógica, de não atacar um país governado por um louco, Hitler teria conquistado a Europa e exterminado os judeus.

Por vezes é melhor morrer com medo do que viver com um medo que não têm fim.
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De Luís Menezes Leitão a 29.08.2017 às 19:25

McArthur foi demitido pode ter proposto a opção nuclear contra a China, que nesse momento ainda não tinha a bomba atómica. Mas Truman avisadamente percebeu que por cada bomba nuclear que lançasse sobre a China, a URSS de Estaline lançaria 10 sobre os EUA. Quando está em causa um país com armamento nuclear, a estratégia tem que ser diferente da que foi adoptada na II Guerra Mundial. Porque as consequências de um conflito são muito mais devastadoras.
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De hclc a 29.08.2017 às 09:20

Ufff. Estava a ver que a culpa da Coreia do Norte ser governada por comunistas malucos não era do Trump.



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De rão arques a 29.08.2017 às 09:32

Até apetece comparar este explosivo exemplo com o recreio e pequenez das bolas de sabão na nossa dimensão política.
Sendo o silêncio tantas vezes a melhor arma para combater e destruir montagens circenses e falácias pingadas a eito, ao contrário dando-lhe trela vai-se alimentando a representação grotesca dos impostores de serviço em palco.
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De Alain Bick a 29.08.2017 às 10:42

gozaram com o 'eixo do mal'
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De JSP a 29.08.2017 às 11:16

Deliberadamente caricatural : em termos de política internacional a RPC exibe dois canídeos de regaço,mansinhos e afáveis, e um rafeiro alentejano para intimidar "os passantes"...
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De Vento a 29.08.2017 às 11:52

O líder norte-coreano já demonstrou que está ansioso por um pretexto para colocar o mundo a ferro e fogo. As manobras militares conjuntas dos norte-americanos e sul-coreanos na península em nada intimidam Kim Jong-un. O míssil lançado, talvez para celebrar o nascimento de seu terceiro filho, passou 550 Km acima do Japão e andou 2700Km. Aqui está uma clara indicação que Guam está na fila para ser atacada pela Coreia do Norte.

Por que afirmo que colocará o mundo a ferro e fogo? A Rússia e a China jamais consentirão desequilíbrios militares e geoestratégicos na região. Por conseguinte, para que eles consentissem uma acção dos EUA contra a Coreia do Norte teriam de ter em seu poder redutos e condições que evitassem uma hegemonia e preponderância militar por parte dos EUA na região. Como tal, se ali forem obrigados a intervir a situação arrastar-se-á de imediato ao ex-bloco soviético e ao médio-oriente.
Kim Jon-un e os seus generais não são burros. E já demostraram que se pretenderem que eles caiam, eles levarão outros.
Por outro lado, os EUA não sabem, e é impossível saber, se a Coreia do Norte lançará um ataque nuclear a esse país a partir de um de seus submarinos. Os submarinos são os únicos veículos que podem desequilibrar essa banda desenhada em torno do escudo anti-míssil.

Finalmente, depois que as sanções começaram a ser implementadas contra a Coreia do Norte esta viu a sua economia crescer por volta dos 4,5%.
Portanto, Trump, que está a fazer um bom trabalho na economia dos EUA, tem de se resignar e esperar que outro presidente americano, depois dele, resolva com diplomacia a questão coreana.
A Coreia do Norte tem de ser integrada na comunidade das nações.
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De Maria Dulce Fernandes a 29.08.2017 às 14:26

Os cães já ladram há algum tempo e as caravanas foram passando sem lhes ligar a mínima. Cheia está a história de cães esquizifrénicos e megalónomos que ladraram a tudo, espumando de uma raiva quezilenta e mórbida, que tentava espicaçar o mundo, mostrando uns dentes poderosos feitos de papelão reciclado, que nunca chegaram a ferrar ninguém. Todos olhavam para os cães raivosos e para todo o seu estardalhaço e quase sempre tiveram o bom senso de os ignorar, contornando-os. A História ensinou muito , mas poucos aprenderam fosse o que fosse. Pelo menos os poucos que podem. Principalmente quando os poucos que podem se tornaram mais raivosos do que os cães que ladram para chamar a atenção .

Num registo diferente, Hitler ladrou que se fartou e podia, pirque tinha força oara isso. A arrogância , sentimento de invunerabilidade e não ter querido contar melhor as favas contadas, deu no que deu.
Isso tudo , os apoios ideológicos e principalmente a propaganda, que é a hidra que alimenta estes animais e que parece que tem pilhas duracell...


Meninos a acender fósforos para mostrar ao mundo quem tem a caixa com mais e maiores paus.
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De campus a 29.08.2017 às 14:51

Luís Menezes Leitão, ficámos a saber que em relação
à Coreia comunista não há nada a fazer. Parto do princípio que em relação ao islão também não há nada a fazer, nem em relação à maioria de esquerda que nos governa. O Luís Menezes Leitão para não se maçar e porque é perigoso propõe a capitulação. Lamento desapontá-lo mas há e haverá sempre quem lute com dignidade pelos valores da paz da democracia e da justiça.
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De Luís Menezes Leitão a 29.08.2017 às 19:09

Lutar pelos valores da paz, da democracia e da justiça é muito bonito. Se isso significar 10 milhões de mortos nos primeiros 30 minutos do conflito, só se estiver a falar da paz dos cemitérios. E aí também não se encontra com facilidade a democracia e a justiça.
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De glu glu a 29.08.2017 às 15:18

discordo. os estados unidos têm meios de ataque capazes de aniquilar a coreia do norte sem danos colaterais imediatos em Seul. recordo que três ou quatro B2, ou algumas dezenas de mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares, destruiriam completamente a capacidade de ataque coreana enquanto ainda não possuem tecnologia nuclear em submarinos. mas o problema persiste. o número de vítimas na coreia do norte seria absolutamente inaceitável, assim como seria inaceitável lançar unilateralmente um ataque nuclear em larga escala. a questão não está nos meios. a questão é ética.
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De Luís Menezes Leitão a 29.08.2017 às 19:18

O ataque nuclear em larga escala já tinha sido pedido por McArthur aquando da guerra da Coreia. Truman recusou pois sabia que Estaline responderia na mesma moeda contra os EUA. Se acha que hoje a China e a Rússia ficam indiferentes a um ataque nuclear dos EUA num país com quem têm fronteiras não deve estar a ver bem o filme.
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De glu glu a 30.08.2017 às 00:23

militarmente nem a Rússia nem a China podem fazer o que quer que seja. a situação é completamente diferente daquela que descreve.
em boa verdade se nada fazer é a sua solução então já está tudo perdido no que respeita à alarmante proliferação nuclear militar. e quando tiverem possibilidade de lançamento a partir de submarinos aí sim irá começar a verdadeira chantagem.

quando o pateta que se senta na casa branca ganhar coragem e ordenar a intercepção dos mísseis de teste pouco após o lançamento talvez a tensão se comece a dissipar. nada fazer é aquilo que se tem feito até agora. com excelentes resultados.
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De V. a 29.08.2017 às 18:29

Prometam um iPad Pro de 12.9 polegadas a quem o matar durante a noite. São mesmo bons aparelhos, sobretudo se o utilizarem com o lápis da Apple.
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De Vlad, o Emborcador a 29.08.2017 às 19:38

Penso que o Kim é fã de basquetebol. Ofereçam -lhe antes umas bolas armadilhadas

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