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Isto está para piorar... e muito

por João André, em 23.03.20

Isto não vai melhorar tão cedo, na realidade a vida vai piorar. Mesmo que amanhã, por milagre, se anuncie que não há mais novos casos, continuará a haver casos nos outros países. E os que existem no própro país poderão continuar a contaminar outras pessoas. E aqueles que estão assimptomáticos poderão continuar a ser vecotres de transmissão. E as crianças podem não ser tão afectadas mas até por isso mesmo poderão contaminar outras pessoas se tiverem o vírus mas não a doença. Não, não vai melhorar tão cedo.

Mas vai piorar. Os locais mais óbvios para o ver são os restaurantes e hóteis e cinemas e teatros e cafés. Mas há também as empresas de transporte de passageiros ou mercadorias a serem afectadas. As fábricas que estão paradas por não fabricarem nada de fundamental para estes momentos. O desporto que não pode continuar porque vive do contacto. Até mesmo empresas que vivem da publicidade online porque não vale a pena comprar anúncios para atingir pessoas que gora não são consumidores.

Isto vai demorar, e muito. As pessoas vão recebendo salários por inteiro ou perto disso, mas a certa altura os cofres dos estados vão dizer chega. A solução será ir ao mercado e contrair dívida, mas também os bancos estão apertados, tendo já perdido biliões e biliões (sim, o bilião português, não o billion inglês) com as quedas nos mercados. Os bancos centrais ajudam dentro do que podem, mas é dinheiro virual que arrisca criar depois uma inflacção desenfreada. Vai demorar.

E depois de a produção retomar o seu caminho, nada vai ser como antes. Muitas empresas poderão simplesmente reenviar os seus trabalhadores para os seus postos de trabalho e voltar ao que faziam antes, ams pdoerão descobrir que o mercado já não existe. Uma empresa de automóveis vai descobrir que as poupanças dos consumidores desapareceram ou que o crédito apertou. As pessoas esperarão para comprar. Uma empresa de sumos pode descobrir que fornecedores não aguentaram o período e desapareceram, além de os consumidores provavelmente hesitarem antes de escolherem o seu Compal de pêssego em vez de um copo de água da torneira. As empresas que vivem de melhorar processos - de ajudarem outros a fazer mais com menos - poderão descobrir que os seus clientes não têm liquidez para comprar os seus produtos ou serviços e que estão a colocar todos os seus esforços em voltar a ganhar dinheiro.

E isto antes de vermos o realinhamento no panorama empresarial. Muitas empresas não sobreviverão, nuns sectores mais que noutros, e as que sobrevivam irão aproveitar-se para melhorar a sua posição. Isso a certa altura levará provavelmente a aumentos de preços. Basta imaginar que a TAP iria à falência. A Air France poderia aumentar as rotas para os voos para Paris mas, sem concorrência, poderia tentar espremer mais lucro de cada passageiro, especialmente sabendo que quem fizesse a viagem provavelmente iria pagar mais por necessidade.

E isto é no cenário de a vacina aparecer ou de os governos avançarem com a decisão de aceitar mortes em troca de um módico de normalidade. Até lá tudo será ainda mais complicado, com ou sem achatamento da curva.

Sim, vai demorar. E o pior está para vir. A doença que mais matará não será o covid-19.


44 comentários

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De Vento a 23.03.2020 às 18:44

Os hotéis já estão a ser requisitados para fazer papel de hospitais.

https://covid19.min-saude.pt/areas-com-transmissao-comunitaria-ativa/

Veja a curva epidemiológica para se aperceber, em comparação com a China, que poderá não ser assim como diz. Mas também a distribuição geográfica. Dados do dia de hoje. Aqui:

https://www.ecdc.europa.eu/en/geographical-distribution-2019-ncov-cases

Neste momento a questão da massa é o menos importante, porque ela aparecerá. Depois da II Guerra Mundial também apareceu.
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De João André a 24.03.2020 às 12:50

A II Guerra Mundial foi um caso especial. Uma forte percentagem da população europeia (ficando só no continente) morreu e muita da sua infraestrutura foi destruída. A massa apareceu porque houve um país, os EUA, que ficou essencialmente inalterado fisicamente pela guerra mas em condições de produzir a um nível nunca visto na história mundial.

Neste caso não temos nada disso, começando pelo facto de não estarmos a produzir.
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De Vento a 24.03.2020 às 13:04

João, não é assim como pensa. A Alemanha acabou de aprovar a injecção de 750 MIL MILHÕES para ajudar a economia.
A mesma atitude será acompanhado a curto prazo pelos países da UE.

Portanto, as soluções aparecerão e até mesmo os USA, que já perderam 3 TRILHÕES nas últimas semanas terão que inverter esta situação.
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De João André a 24.03.2020 às 15:30

Suponho que queira dizer 3 trillion, que em português seriam biliões. trliões seriam milhões de milhões de milhões. Ou seja, US $3.000.000.000.000.000.000

Seja como for, a Alemanha está a preparar medidas que não creio que cheguem aos 750 mil milhões (penso que andarão nos 400-450 mil milhões) mas das quais a maior parte são garantias e uma boa parte serão através da contracção de mais dívida. Não é dinheiro que exista ou cresça nas árvores.
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De Vento a 24.03.2020 às 15:41

Sim, são esses trillions.

As garantias servem como dinheiro. E são 750 MIL MILHÔES. E o futuro logo se vê.
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De Vento a 23.03.2020 às 20:29

João, depois de ter feito o comentário surgiu-me uma hipótese que gostaria de deixar aqui como sugestão na expectativa de poder ajudar as autoridades a pensar em um método preventivo para melhor combater a doença:

Fazer uso extraordinário da vacina contra a pneumonia, a começar pelos grupos de maior risco, mas também médicos e enfermeiros e outros trabalhadores, forças de segurança...
Estou em crer que isto poderá oferecer um melhor combate à agressão do bicho e proporcionará mais tempo para que os organismos recuperem dessa agressão.
Quiçá também voltar às doses controladas de quinino, e que os especialistas em medicina tropical melhor avaliarão.
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De Anónimo a 24.03.2020 às 01:03

Boa noite, Vento !
Como ex-potência "colonial", será que o nosso instituto de medicina tropical nos pode ajudar (se é que ainda existe) e terão os nossos laboratórios farmacêuticos capacidade para sintetizar as "drogas" apropriadas para combater esta doença.
Quanto tempo conseguiremos (enquanto nação) sobreviver sem que ninguém se mexa e as cadeias de produção / distribuição paradas.
Creio que o principal problema não é o dinheiro até porque como "todos" sabemos ele é cada vez mais virtual mas sim a vontade de muitos se sacrificarem por todos...

WW
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De João André a 24.03.2020 às 12:56

Não sei se o instituto existe, mas só serve para ajudar da mesma forma que qualquer laboratório preparado para o estudo de vírus pode ajudar. Com investigação. Sendo uma doença nova e não tropical, o instituto não a conhece melhor que outros laboratórios.

A produção é um caso distinto. À partida podemos falar de dois tipos de abordagens: a vacina e um medicamento anti-viral (terapêutico). Quando a vacina foir desenvolvida, produzi-la não deverá ser difícil, qualquer empresa que produza vacinas a saberá produzir. No caso de anti-virais a questão pode ser distinta, mas habitualmente não há problemas em reproduzir um método. Na maior parte dos casos a única razão para um laboratório não produzir um medicamente é o facto de outro deter a patente.
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De Vento a 24.03.2020 às 13:57

Veja que os sintomas do covid-19 são em tudo semelhantes aos da malária:

http://app7.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=10586&tipo_doc=fi
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De João André a 24.03.2020 às 15:34

Não, não são sintomas parecidos. Eu nunca tive malária mas o meu pai sim, e descreveu-me os sintomas (relativamente leves) que ele teve e os que viu outros a terem (bem mais severos, mesmo na ausência de morte).

Há pontos em comum, os que estão habitualmente associados com a febre e que resultam da resposta do nosso sistema imunitário.

Mas mesmo que os sintomas fossem todos iguais, isso nada significaria. Sintomas iguais não é o mesmo que mesma doença e ainda menos que mesmo tratamento.

Não posso realçar isto o suficiente: a malária nada tem a ver com o Covid-19 e os tratamentos de um não devem ser usados no outro caso. Fazê-lo pode causar problemas muito graves!!
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De Vento a 24.03.2020 às 15:44

Nesta matéria só digo: Experimentem, foda-se!!! Testem em laboratório através da cultura do vírus. A malária não prejudica os animais, só humanos. As evidências são mais fortes que a ciência.
E a malária tem vários estágios, incluindo a que ataca o cérebro.
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De Vento a 24.03.2020 às 19:46

Para que não pense que isto são coisas do Trump, e para que não pense que foi gratuita a sugestão feita, deixo aqui informação, que hoje busquei em português para que saiba o que está a acontecer:

https://saude.abril.com.br/medicina/remedios-promissores-coronavirus-oms/

https://saude.abril.com.br/medicina/hidroxicloroquina-o-remedio-antimalaria-promissor-contra-o-coronavirus/

https://www.mdsaude.com/bulas/azitromicina/

https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-contra-novo-coronavirus/amp/#aoh=15843918154902&_ct=1584391842560&referrer=https://www.google.com&_tf=Fonte:%20%251$s?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQFKAGwASA=

Claro está que isto é para ser acompanhado PELOS ESPECIALISTAS.

Vamos agora ao ponto: se sabemos que as previsões de uma pandemia há muito pensada, e que aqui já foi debatido, viria em função da alteração climática que ocorre ciclicamente na terra, em particular com o aquecimento, fácil será deduzir que nos climas tropicais e semitropicais a propagação é maior.
Acontece que as alterações ocorrem no mundo inteiro e, assim, a propagação desses vírus ocorre à semelhança desses anteriores ambientes que referi.

Portanto, deduzir-se-á também que certos medicamentos usados em medicina tropical, que não curam, mas ajudam o organismo a criar as defesas necessárias para enfrentar vários ataques de diferentes vírus, poderão ser privilegiados para, concomitantemente, proteger as pessoas infectadas com o bichito agora conhecido.

Sabido que é que Portugal possui uma ELEVADÍSSIMA COMPETÊNCIA E CONHECIMENTO NESTA ÁREA (medicina tropical) não se estranhará que eu tenha sugerido tais avanços.
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De Vento a 24.03.2020 às 13:14

Saudações, WW.

Temos a experiência e os registos. O vírus surgiu em um continente que tem muitas semelhanças em matéria de questões tropicais. Nos USA já se mostrou que a combinação de compostos que servem para combater a malária podem eliminar o bicho.
Nós somos especialistas em matéria de medicina tropical e, como disse, o quinino em doses controladas pode ser experimentado nos laboratórios para ver como o vírus reage.
Eu nunca fui vítima da malária, devido às doses controladas do medicamento camoquina, mas também de doses controladas de quinino que era usado nas águas tónicas.
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De João André a 24.03.2020 às 15:37

«Nos USA já se mostrou que a combinação de compostos que servem para combater a malária podem eliminar o bicho»

Não, não se mostrou. trump disse que sim e foi imediatamente desmentido por Fauci O medicamento pode ajudar, talvez. Nãos e sabe se sim porque ainda não foram conduzidos testes médicos (suponho que apenas in vitro). Dizê-lo é perigoso.

Já morreu uma pessoa nos EUA por causa de tomar comprimidos do fármaco (que nem sequer eram para consumo humano mas para serem usados na limpeza de aquários). Sejamos responsáveis. É por isso que falo de educação científica.

PAREM DE LIGAR AOS "CONSELHOS" MÉDICOS DE POLÍTICOS, SEJAM ELES QUAIS FOREM, SE NÃO FOREM REPRODUZIDOS PELOS MÉDICOS!!!!
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De Vento a 24.03.2020 às 15:47

Não é nada perigoso escrever. Partilham-se experiências. O que até agora ocorreu não foi com o quinino mas com os compostos em um todo. Temos medicamentos aprovados que podem ser testados em laboratório, através da cultura deste vírus.
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De Vento a 24.03.2020 às 15:54

João, não me venha com o Trump. O que está em causa não é o que Trump diz, mas o que se começa a experimentar. O problema, em algum desses compostos, são os efeitos secundários.
Isto em nada contradiz qualquer preceito médico.
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De João André a 24.03.2020 às 12:53

Não sou médico, mas a pneumonia, a doença à qual nos referimos como pneumonia, é provocada por uma bactéria. O problema causado por esta doença é semelhante à pneumonia (mesmo que não exactamente igual) e é viral. Nem a vacina é para o mesmo agente nem é sequer da mesma família.

Pode ajudar? Suponho que sim. Se alguém ficar enfraquecido por uma pneumonia ou tiver a doença e apanhar pneumonia por causa de estar enfraquecido, a vacina ajudaria nestes casos. De resto duvido. Mas mal não deveria fazer, suponho, além de desviar recursos.
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De Vento a 24.03.2020 às 13:00

Os vírus provocam infecções secundárias, entre elas as infecções respiratórias. A vacina da pneumonia poderá ajudar a restabelecer os pacientes aumentando-lhes a capacidade imunitária.
Aliás, nas gripes conhecidas os antibióticos não são receitados para combater o vírus, mas sim as infecções secundárias.
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De João André a 24.03.2020 às 15:38

Por isso indiquei que podem ajudar. Mas não vale a pena tomar tais vacinas apenas para o caso de se apanhar a doença, ter sintomas, serem graves e levarem a pneumonia. Há pessoas que precisam efectivamente dessas vacinas. Mas isto sou eu a dizer. Pergunte a médicos.
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De Vorph Valknut a 25.03.2020 às 00:26

A vacinação "contra a pneumonia" não é eficaz porque não existe vacina contra o COVID-19. A pneumonia é uma infecção que pode ser de etiologia viral, bacteriana (existem algumas vacinas para pneumonias bacterianas) , parasitária, fúngica. Não havendo vacina contra o COVID-19 não há profilaxia para a pneumonia causada por este agente etiológico. Por exemplo, a tuberculose é também uma doença respiratória, uma pneumonia bacteriana (Mycobacterium) , existindo uma vacina que é totalmente ineficaz como prevenção de outros tipos de bactérias, vírus, etc. E já agora, os antibióticos são ineficazes contra agentes virais. Os Covid-19 destrói as células do parênquima pulmonar porque é dentro delas que ele se multiplica, lesionado, irreversívelmente as células pulmonares, levando assim a uma perda da função respiratória.
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De Vento a 25.03.2020 às 06:57

A vacina é eficaz, Vorph, para ajudar a controlar alguns efeitos secundários, ganhando-se assim tempo para que o organismo possa melhor desenvolver a sua imunidade ao atacante. Acontecerá em todos os organismos? Não. Mas uma só vida salva devido à vacinação é uma vida para partilhar experiências connosco aqui no DO.
Os antibióticos não são ineficazes. A azitromicina, concomitante com um medicamento para a malária, já deu provas em França.
Leia as ligações por mim deixadas mais abaixo. Notícias fresquinhas, que vêm ao encontro de minha sugestão, e que a OMS já deu luz verde.
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De Vorph Valknut a 23.03.2020 às 21:41

As leis económicas não são leis naturais.

As primeiras são arbitrárias, criadas por nós, podendo, por isso, ser recriadas a nosso "belo prazer". As naturais, não. São objectivas, não dependendo, o seu curso, da vontade do homem. Assim é claramente mais fácil mudar as primeiras, haja para isso vontade. A economia, assenta, funciona por símbolos. A natureza, não.

Contudo confundimos umas com outras, morrendo indistintamente.
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De João André a 24.03.2020 às 12:58

As leis económicas não são naturais mas dependem da natureza humana. E se assim é, acabam por ser naturais. É um pensamento algo circular, mas sempre que se tentou quebrar a circularidade acabou-se em experiências como a URSS. Não deu em boa coisa.
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De Vorph Valknut a 24.03.2020 às 15:51

O mal é precisamente esse, João, seja aqui, seja nas alterações climáticas. Quem fala em "mudar" é logo classificado de marxista. Muito redutor. Creio sermos capazes de fazer mais do que regressar a velhas fórmulas. Seria estranho haver reforma em todos os sistemas ideológicos (incluindo a religião) menos na Economia.
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De V. a 24.03.2020 às 00:12

Só leio teses. Mas precisamos é de ventiladores.
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De Luís Lavoura a 24.03.2020 às 09:24

O desporto não pode continuar porque vive do contacto.

Há desportos sem contacto, por exemplo o ténis, o badminton, o ténis de mesa, o snooker.

Poder-se-ia, quiçá dever-se-ia, pôr esses desportos a funcionar, só para a televisão transmitir.
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De João André a 24.03.2020 às 13:00

Não falo só do contact físico entre desportistas. Falo do contacto de espectadores. E mesmo um jogo de badminton ou ténis (de mesa) leva a outros contactos. Com bola, mesa, raquetes, ida a balneários, responsáveis pela manutenção, etc. Os contactos podem ser evitados? Podem, como em todo o lado, mas como vemos nem sempre isso é fácil.
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De Luís Lavoura a 24.03.2020 às 14:44

Eu o que sugeri é que se poderia organizar desportos sem espetadores, só para entreter as pessoas através da televisão.

Os desportos que referi não necessitam de ter qualquer contacto pessoal, nem com material de outrém. No ténis de mesa é proibido tocar na mesa (muito menos com as mãos). As raquetas pertencem a cada jogador. A bola pode ser desinfetada antes do jogo, e ninguém lhe irá tossir ou espirrar em cima. No badminton, a maior parte dos volantes somente são usados numa dezena de jogadas, depois são rejeitados.
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De João André a 24.03.2020 às 15:41

Obviamente. Mas só porque os jogadores não podem tocar na mesa significa que não tocam? Claro que sim. E tocam na bola sempre que têm que fazer um serviço, a qual toca nas mesas (ou chão) e é manuseada por assistentes. E depois temos presença de médicos, treinadores e equipas de televisão para fazer a transmissão.

Esqueça. Pensar que tais medidas servem é ignorar a situação.

Mergulhe antes no YouTube e veja o que lá anda. Terá muito com que se entreter. E se for para desportos que conheça menos nem sequer saberá os resultados à partida.
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De Luís Lavoura a 24.03.2020 às 09:27

Sim, vai demorar. E o pior está para vir. A doença que mais matará não será o covid-19.

Exatamente. Para evitar a morte dos velhinhos, estão a matar toda a sociedade. É um erro. Um grande erro.
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De V. a 24.03.2020 às 12:03

Lavoura, no fundo o que se está a tentar salvar com a quarentena é o SNS, num exercício de socialismo directo temporário (espero eu). Não o sabia tão liberal, mas folgo ver que o seu instinto afinal está no sítio certo.
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De Luís Lavoura a 24.03.2020 às 14:46

o que se está a tentar salvar com a quarentena é o SNS

Não. Mesmo em países em que não há SNS, são impostas quarentenas. Veja-se os EUA ou a França. Nesses países o serviço de saúde é privado, mas também se impõem quarentenas.

Não se trata de socialismo. Mesmo países muito liberais ou conservadores estão a impôr quarentenas.
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De Anónimo a 31.03.2020 às 11:23

em França o serviço de saude nâo é privado, é publico. e tem por nome "Sécurité Sociale".
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De Vorph Valknut a 24.03.2020 às 15:53

"Lavoura, no fundo o que se está a tentar salvar com a quarentena é o SNS"

Não, o que se está a tentar salvar são as pessoas que dependem do SNS para continuarem vivas. (ou julga por acaso que os seguros de saúde cobrem pandemias?)
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De V. a 25.03.2020 às 07:31

Ok ok pronto
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De Anónimo a 24.03.2020 às 10:55

Na sequência do Vorph Valknut digo que as leis da economia mais adequadas a uma situação de "estado quase-estacionário" não são adequadas para gerir uma sociedade num "regime transitório".

Lembro-me da dedicação com que as potências aliadas destruiram o capital físico imobiliário e industrial das potências do eixo para, quase logo a seguir ao fim da guerra, despejarem toneladas de dólares no Plano Marshall, nos derrotados e também nos aliados, para o pessoal se recompor.
É difícil é encontrar as boas regras para o pós-Covid-19, os economistas têm contudo toda a duração da pandemia que os pessimistas dizem que vai ser muito longa, para encontrar boas soluções
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De Anónimo a 24.03.2020 às 17:33

" Lembro-me da dedicação com que as potências aliadas destruiram o capital físico imobiliário e industrial das potências do eixo "

Se não o tivessem feito teriam perdido a guerra, note-se que quanto mais tempo passava mais a resistência e capacidade alemã evoluia, não chegaram á bomba atómica por pouco, já para não falar nos projectos V1, V2, e aviões a jacto que apesar de estarem já na defensiva conseguiram com moderado sucesso pôr em prática.

Caso não saiba (obviamente não deve saber), Hitler ordenou uma impiedosa politica de terra queimada á medida que ia perdendo território e só não foi concretizada na própria Alemanha porque o seu ministro do armamento e infraestruturas arranjou maneira de a sabotar.

As soluções em termos económicos são fáceis o difícil é arranjar alguém com t.... para as aplicar.

WW
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De jo a 24.03.2020 às 12:17

Isto vai demorar.
O que me confunde é que ninguém sabe dizer quais os critérios para parar a epidemia.
Pararia se a doença desaparecesse mas já sabemos que não vai desaparecer. Então qual o critério?
O número de infetados tem de ser baixo, mas se as pessoas não ganharam imunidade o número vai subir logo a seguir e teremos, não uma, mas várias quarentenas separadas no tempo. Falta ainda estabelecer qual o numero que se considera baixo. E não sabemos o que fazer se continuarem a existir países com muitos casos, não me parece que se possa fechar as fronteiras indefinidamente.

Sabemos como começámos e porque começámos, falta saber porque vamos acabar e quando.

É estranho que toda a gente diga que a melhor solução é uma que não sabemos como parar e que não pode durar indefinidamente.
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De João André a 24.03.2020 às 13:02

Os critérios serão definidos pelos médicos (pelo menos seguindo a tendência até agora), mas não vão ser publicitadas em avanço para não distrair da mensagem que está a sair. Não sou eu quem vai especular sobre quais serão.
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De jo a 24.03.2020 às 17:35

Eu especulo que não há critérios definidos no momento. O que indica que entrámos num processo que não sabemos parar.
Ninguém pensou como se para a quarentena.
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De Vorph Valknut a 24.03.2020 às 15:56

O objectivo é que a taxa de infecção (novos casos) suba mas, suba, "devagarinho". A imunidade de grupo virá depois, se é que virá (tudo depende de quanto durar a imunidade natural pós infecção)
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De jo a 24.03.2020 às 17:38

Sim, mas quando pararmos a quarentena vai, quase de certeza, disparar outra vez. Ou isso ou a quarentena não serve para nada.

A pergunta de um milhão de euros é o que se vai fazer quando disparar outra vez e quem é o governante que terá coragem de mandar pará-la sabendo o que vem a seguir.
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De Vorph Valknut a 25.03.2020 às 00:27

A vacina já está a ser testada
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De jo a 25.03.2020 às 16:07

Também a do SARS e a da SIDA e do herpes, a fazer fé no que os laboratórios dizem aos jornais. E há bastante mais tempo.

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