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Isto está a animar

por Sérgio de Almeida Correia, em 22.02.17

Divida_Publica_bruta_em_percentagem_do_PIB_entre_1

 

Pois é, contra factos não há argumentos, diz ele. 

Então e a dívida, que Passos Coelho, Gaspar e Maria Luís Albuquerque andaram durante quatro longos anos a fazer que encolhiam, e que António Costa está aflito para conseguir controlar, isso não interessa?

Já nem falo dos 10 mil milhões que entre 2011 e 2014, a Autoridade Tributária, na altura sujeita aos olhinhos da coligação PSD/CDS-PP, deixou sair de Portugal para paraísos fiscais, porque lá virá o tempo em que também mais essa roupa se lavará. Temo é que haja nódoas e odores que já não saiam e que também não possam ser imputadas aos antecessores.

O melhor mesmo, enquanto não sair o segundo volume da nova edição da sebenta do Prof. Cavaco, é aguardar pelas explicações do Prof. Bambo, personalidade de reconhecido mérito junto dos meios judiciais. Ele deverá ser, neste momento, o único capaz de se pronunciar sobre o que está a acontecer, e sobre o que mais irá acontecer aos portugueses, sem correr o risco de lhe serem chamados nomes feios. Por exemplo, como "burlão". 


41 comentários

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De Vento a 23.02.2017 às 12:26

Já reparei que detesta a tal ponto o Estado que não se importa que tudo fique em mau estado.
Tem exemplos de alguma sociedade ultraliberal onde o Estado não exista? Se até os ultraliberais apreciam as virtudes do Estado, quando para lá vão fazer que governam, para deixar em bom estado os amigos, o meu caro V. ainda não nos indicou em que estado pretende deixar a nação.
Já percebi que pretender substituir a função pública por funcionários privados. Mas tome atenção que em matéria privada, que eu bem conheço, há muita porra pelas cachimónias que não entram na cabeça de quem bem pensa. Aqui não há funcionários públicos, mas lá se vai encontrando capatazes que é espécie bem pior. As panelinhas e os amiguismos emperram a produtividade no privado. E é assim mesmo, pois quando querem aumentar a competitividade só pensam em salários baixos e aumento da carga horária, com excepção para os familiares e/ou um ou outro amigo que seja capaz de se manter vergado por muito tempo, como burritos ou burritas dos deuses. Se assim não for a rotatividade é um foguete.

Todavia, aceito que seja necessário limpar também a função pública, em particular ao nível superior, pois os exemplos correm por aí abaixo com rapidez. Os gajos e as gajas, em regra, pensam que são donos disto tudo e que ao invés de servir os utentes são estes últimos que os devem servir. Há excepções, claro, para confirmar a regra.
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De V. a 23.02.2017 às 13:33

Tivémos as cidades-estado como Veneza, que se aproximaram de um modelo bastante eficiente — no fundo um consórcio de mercadores mas destruído pela política. Creio que a organização medieval das cidades era superior (talvez apenas pecando por não ter centros avançados de conhecimento universidades e laboratórios que estimulem a tecnologia e o conhecimento). Isto por oposição a cidades especializadas (como Detroit). Nisso, talvez a Califórnia seja o modelo mais sofisticado que existe.
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De Vento a 23.02.2017 às 21:55

Não respondeu à minha pergunta. Mas as cidades-estado na península itálica são uma variante das da antiga Grécia.
Mas a Mesopotâmia também possuía tal estrutura. E há mais exemplos de cidades-estado: no México, nas Honduras e a Liga Hansiática.
Actualmente possuímos 2 na Europa com o sistema de governo semelhante: Mónaco e Vaticano. E 3 na Ásia: Singapura, Hong Kong e Macau.
As pólis, criadas pelos gregos no século VIII AC, também eram cidades-estado, com governo e leis próprias.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 21:55

Economia e politica andam de mãos dadas. Não existe politica sem mercados. Quanto às virtudes venezianas lembro apenas a 4ºcruzada.
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De V. a 23.02.2017 às 13:38

"As panelinhas e os amiguismos emperram a produtividade no privado." Admito que sim, mas uma empresa que funcione mal (com maus gestores, etc) tenderá por natureza a fracassar e a ser suplantada por negócios eficientes. Um Estado "mau" pode funcionar indefinidamente se sacrificar a população e funcionar como máquina de extorquir dinheiro às pessoas (como acontece cá). A coabitação de um estado mau com más empresas permite a existência de países como o nosso: em que boas pessoas (bons empregados) são espezinhadas e mal tratadas a vida toda e morrem sem nunca ter despertado ou aproveitado a sua criatividade e o seu talento. Ou pelo menos tentado.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 21:56

"Admito que sim, mas uma empresa que funcione mal (com maus gestores, etc) tenderá por natureza a fracassar e a ser suplantada por negócios eficientes"

Veja o caso da cartelização das empresas de telecomunicações a operaram em Portugal. Já não falo do banca
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De V. a 24.02.2017 às 17:34

Essas empresas não são muito diferentes do sector empresarial do Estado: vivem debaixo do manto protector da política, quase em monopólios promovido pela dificuldade em obter licenças. Eu falo de uma sociedade civil mais activa, de um mapa de pequenas e médias empresas que corresponde ao mapa da sociedade. Os exemplos que vcs estão a dar (Vento e Neubauten) provêm de uma sociedade paralisada pelo estatismo, excesso de regulação e pelo predomínio e controlo do Estado em todos os sectores de actividade: fatalmente, é a nossa. Sabiam, por exemplo, que se você quiser fazer um parque de campismo de luxo (mais caro do que as espeluncas imundas da Federação de Campismo) a Câmara pode vetá-lo se os seus preços que você quer fazer não lhe agradarem (ou a FPCC, que são um bando de comunas e gostam é de carroças cheias de garrafões de vinho, tiver amigos lá dentro)? Isto são manobras que se pagam caro e normalmente pagam-se com inactividade e desinvestimento.
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De Vento a 24.02.2017 às 22:01

Não, não. Não se trata de excesso de regulação que preconizo, mas de arbitragem. Repare que o tecido que refere, naturalmente com excepções, gravita em torno desse monopólios que refere. Em particular no que respeita aos serviços. São os primeiros que detêm a massa crítica em termos de monopólio dos mercados a ponto de influenciarem toda a economia.
Quando em tempos referi aqui que o problema para as pequenas e médias empresas era o custo do crédito e o acesso ao mesmo quase que me afogavam.
E é isso mesmo que acontece:
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/credito/detalhe/carlos_tavares_preocupado_com_acesso_ao_financiamento_pelas_pme

http://observador.pt/2016/10/18/grandes-empresas-competem-com-as-pme-pelo-credito-bancario-critica-antonio-costa/
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De Vento a 23.02.2017 às 22:04

Há outras que por natureza não fracassam, quando têm o tal Estado nas mãos de quem as faz permanecer nesse estado. Podia buscar muitos exemplos em toda a parte. Mas a ideia não é acusar, mas, isto sim, denunciar situações.
Verifico que concorda comigo.

A questão não pode ser colocada somente em termos de debate ideológico, mas de competências e eficiência na gestão. Sendo que a gestão não é somente um acto de deuses, mas de todos os que fazem parte da organização.
Quando o paternalismo e o marialvismo terminarem em Portugal certamente que produziremos muito mais, e bem melhor.

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