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Intolerantes face à intolerância

por Pedro Correia, em 18.07.19

Karl Popper ensinou-nos, sobretudo na sua obra máxima, A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos, expoente do pensamento liberal: há que ser intolerante face à intolerância. Para que a serpente não choque os ovos.

Quando começaram a meter os primeiros judeus em vagões, na Alemanha hitleriana, a maioria da população encolheu os ombros e virou a cara para outro lado. A História ensina-nos que devemos agir ao contrário. Vemos, ouvimos e lemos: não podemos ignorar.

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46 comentários

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De Luís Lavoura a 18.07.2019 às 11:09

Quando começaram a meter os primeiros judeus em vagões, na Alemanha hitleriana

Na Alemanha raramente se meteu judeus em vagões; isso fez-se sobretudo na Polónia e noutros países de Leste.
A maioria dos judeus alemães, ou foi morta diretamente no local, ou foi estimulada a fugir da Alemanha antes que a "solução final" começasse.
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 11:23

Tem razão. Os judeus eram transportados de limusina. Com chofer de libré.
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De Manuel Sousa a 19.07.2019 às 10:11

"Tem razão. Os judeus eram transportados de limusina. Com chofer de libré".
E com barzinho... Pedro correia, tive de me rir. Ironia bem metida. Gosto
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De Anónimo a 18.07.2019 às 11:53

eu pensava que V. Exa era idiota só de vez em quando, mas chego à conclusão que é a todas as horas!
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 22:12

Esforça-se mais que nunca para municiar a secção Lavourada da Semana.
No fundo, "trabalha" em causa própria.
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De Anonimus a 18.07.2019 às 19:39

A Polónia era independente?
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 22:10

A Polónia estava debaixo de duas patas. A pata do Hitler e a pata do Estaline.
Dois filhos da pata.
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De Luís Lavoura a 19.07.2019 às 09:10

Não era independente, mas não fazia parte da Alemanha.
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De Pedro Correia a 20.07.2019 às 22:19

Estava debaixo da pata da Alemanha.
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De Anónimo a 18.07.2019 às 11:43

Bom dia,
http://www.holocaustawareness.com/holocaust-death-statistics.html
Isabel
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 22:09

É muito útil meditarmos nas lições da História. Começando pela História dos últimos cem anos no nosso continente. Não precisamos de ir mais longe.
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De V. a 18.07.2019 às 12:17

Então não temos o direito a ser intolerantes quando sabemos que a nossa tolerância vai levar à intolerância — quando os intolerantes forem em número superior?

É o que tem acontecido na Europa. Agora querem dividir os países em etnias com privilégios devidamente arregimentados — em vez de na liberdade e na igualdade que a lei já permite as pessoas conquistarem o seu lugar exclusivamente pelo mérito individual.

Vejam o texto de um afro-descente no observador de hoje para perceber como é moeda quando ela dá a volta — qual é a visão de país que está impregnada no texto e como será daqui a uns anos a manutenção da supremacia de uma ideologia assente na lógica racial: à força. Como fazem noutros sítios. Porque a lei democrática não serve para governar um país com tribos.
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 22:06

Não gosto de catalogações como essas do 'afro-descendente'. Moda importada dos "amaricanos", que enchem tudo de etiquetas cromáticas.
Confundindo as sociedades abertas e plurais do nosso tempo com montras de taxidermistas.
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De Vorph Valknut a 18.07.2019 às 23:16

O V, desta, até foi meigo
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 23:42

Outra demonstração prática do "arrefecimento global".
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De V. a 18.07.2019 às 23:54

Eu também não aprecio nada — mas não sei se se pode dizer o mesmo das gerações que vêm atrás de mim. Usam essas taxidermias como "moeda" quando lhes convém.
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 23:56

Sim, é o que mais há por aí agora.
Copiam tudo dos "amaricanos".
Agora até põem a mãozinha direita no lugar do coração quando toca o Hino, como fazem os américas...
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De Vorph Valknut a 19.07.2019 às 00:04

Antes essa que a romana.
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De Anónimo a 19.07.2019 às 10:21

Tadinhos ...
Admira também ainda não terem substituído a águia na heráldica.

A saudação romana faz confusão a muita gente. Devem estar saudosos destes memórias: https://www.youtube.com/watch?v=kWOvIh_dL-I
Um desafio ao BE para mais uma proposta nestes tempos de demagogia e pré bancarrota.

Smoreira
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De Rui a 19.07.2019 às 19:37

"mãozinha direita no lugar do coração quando toca o Hino, como fazem os américas..." Essa prática irrita-me de grande. Insuportável. Eu ponho sempre a mão nos ovos (como dizem os brasileiros).
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De Pedro Correia a 20.07.2019 às 22:20

Dá vontade de esticar um dedo e encolher dois.
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De Manuel Ó Pereira a 18.07.2019 às 13:12

“As más ideias combatem-se com boas ideias”. Deve ser este o limite máximo para a intolerância: a liberdade de expressão. Se esmagarmos os ovos da serpente, na próxima postura ela terá muito mais cuidado na escolha do local e dirá aos seus filhinhos: Cuidado! Estamos a ser alvo de intolerância, o vosso nascimento foi um milagre … Em vez de víboras normais, as quais conhecemos e podemos prevenir o seu comportamento e desenvolver antídotos, teremos originado um novo tipo de víbora, uma mutação quase impercetível na forma como passará a utilizar o seu veneno …. Acabará por ser considerada espécie protegida e os seus ninhos de ovos alvo de legislação protetora semelhante aos cornos de rinoceronte. Em prime-time a TVI em desespero de causa transmitirá em direto a postura dos ovos e a história repetir-se-á: a maioria da audiência irá encolher os ombros ou virar a cara …

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De Vorph Valknut a 18.07.2019 às 14:10

Todos os nazis acreditavam que as suas ideias eram as únicas boas ideias. Era necessário o sacrificio, do presente, em nome de um futuro glorioso.
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 21:59

Os pensadores do centro da Europa, que testemunharam a queda desse Reino da Ilustração que foi o Império Austro-Húngaro e o nascimento (desde o ovo) do nazismo escreveram milhares de páginas sobre o tema.
O diagnóstico está mais que feito. Os braços cruzados das burguesias nacionais, em nome da "liberdade de expressão", conduziram em poucos anos à perda da liberdade de expressão e de todas as outras liberdades. E ao maior morticínio jamais registado na história humana.
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De Vorph Valknut a 18.07.2019 às 23:15

Não se pode compreender III Reich sem perceber:
O desfecho da IGG, a crise do pós guerra, o Movimento Socialista, a crise de 30, o pangermanismo de XIX, e o idealismo/romantismo alemão (Wagner e os Cavaleiros Teutónicos), a especificidade da História Alemã, personificada por Arminio Germânico, e a doidice de Himmler e Hitler - Sociedade Thule. (Se me permite recomendo : Blood Religion The true Nazi Doctrine)

https://youtu.be/lwBx21-_S-0
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 23:47

Sim, claro, os acontecimentos estão interligados. E há, em regra, nexos causais que merecem ser estudados.
Embora eu por princípio seja contra o determinismo histórico e desconfie da obsessão pela "causalidade" como chave decifradora e justificadora de tudo.
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De Vorph Valknut a 19.07.2019 às 00:12

Tem razão. A História é escrita pela posteridade, onde até os erros ficam certos.
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 23:44

Sim, um livro-chave. Obra-prima absoluta.

Outro, que recomendo vivamente:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/grandes-romances-19-6641745

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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 22:03

As sociedades têm não só o direito mas o dever de se auto-preservarem.
«A tolerância ilimitada conduz ao desaparecimento da tolerância», como sublinhou Popper na sua obra mais célebre.
Uma lição tão actual agora como em 1945, quando publicou 'A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos'.
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De Vorph Valknut a 18.07.2019 às 14:05

Há quem defenda que os Estados são soberanos. Que não devemos interferir pela força, mas sim pela persuasão da palavra.

Defendendo, eu, a acção militar em Defesa dos Direitos Humanos, fica a pergunta. Atacariamos quantos? - porventura, em nome dos Direitos, ficariamos sem os Humanos

Talvez mais fácil, do que o conflito armado, em nome dos Direitos Humanos, fosse a proibição dos Paraísos Fiscais ( os embargos económicos são uma perda de tempo).
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 21:56

Os embargos económicos não são perda de tempo. Como a queda do 'apartheid' na África do Sul bem demonstra.
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De Vorph Valknut a 18.07.2019 às 22:44

Penso, que os embargos são ineficientes em ditaduras, em países sem economia de mercado, ou riquissimos em recursos energéticos. Precisamente naqueles, que hoje e sempre, é mais urgente actuar. (Venezuela, China, Rússia, Arábia Saudita, R.D.Congo, Libéria, Libia, Irão, Paquistão...).
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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 23:18

O embargo económico é a alternativa à tradicional política de canhoneira.
Regimes como a Coreia do Norte, a Venezuela e o Irão têm vindo a ser alvo de duríssimas sanções. Que incluem, no caso venezuelano, o congelamento de todas as contas das figuras de proa da proto-ditadura de Caracas espalhadas pelo estrangeiro (parece que a Venezuela "bolivariana" tem muito pouca confiança no seu próprio sistema bancário).
É uma boa alternativa à política do deixa-andar, de permanecer de braços cruzados como se as atrocidades cometidas nesses países devessem deixar o mundo indiferente.
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De Vorph Valknut a 19.07.2019 às 00:02

Meu caro, há quanto tempo duram as sanções ao Irão? À Coreia do Norte? À Rússia? Quanto duraram as do Iraque? Do Congo? A Cuba? As sancões atingem o povo ( vitimas do mercado negro de medicamentos, comida, etc) e poupam a elite corrupta, que envia, por correio azul, milhões de dólares para os Paraísos Fiscais, de bandeira igual, aos que declaram o embargo .


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De Pedro Correia a 20.07.2019 às 22:22

As sanções não matam, mas moem. São um instrumento político defensável e denotam uma atitude moral: não é possível permanecer indiferente perante regimes com vocação totallitária.
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De Anónimo a 18.07.2019 às 14:16

Agora foi eleita para presidente da Comissão Europeia uma Extremista.

lucklucky

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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 21:54

Extremista do quê? Do centro?
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De Anónimo a 19.07.2019 às 01:47

Atendendo à Overton Windows presente sim pode-se dizer extremista do centro.

Para começar quotas para vaginas - bom, para dizer a verdade já não sei nos dias de hoje quem se pode intitular "mulher"...e se é preciso ter vagina para tal...

lucklucky
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De Pedro Correia a 20.07.2019 às 22:22

Você não anda bem. Este seu comentário é prova disso.
Já experimentou uma cura termal?
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De Maria Dulce Fernandes a 18.07.2019 às 18:41

O problema com a intolerância , como muito bem exemplifica com o nazismo, é a incapacidade que o ser humano tem em entender o seu semelhante como tal.
E depois há também a incredulidade e a negação.
Se a Europa e o mundo pós WWI tivessem conseguido vislumbrar a monstruosidade da solução final, mesmo quando todos falavam no que se passava no leste e não teimassem na negação dos factos, talvez os números do holocausto não fossem tão horrendos.
Normalmente o maior cego é o que não quer ver e implicitamente consente na maldade dos homens.

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De Pedro Correia a 18.07.2019 às 21:54

É por isso que eu consulto sempre os clássicos do pensamento democrático liberal, como Popper. Em caso de dúvida, eles iluminam-nos o caminho.
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De Manuel Sousa a 19.07.2019 às 10:19

O que sei, é que vejo o Santo Ofício restaurado. Persecutório e inquisidor quanto à liberdade de expressão. Donos da liberdade alheia. O politicamente correcto vem atingindo liberdade e democracia. Para certa esquerdopatia, estes vocábulos, são meros eufemismos. O que persegue é a igualdade, a todo o custo, e por todos os meios. escudada numa putativa superioridade moral. O "homem novo" é demasiado velho. E muito desigual. Não dá para fotocopiar.
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De Anónimo a 19.07.2019 às 18:00

Boa tarde
Não sei se o seu post se refere à tal de Bonifácio. Se for o caso deixe-me que lhe diga uma coisa: é um equilíbrio difícil, eu sei, mas tem que se tentar sempre até um momento, e o segredo está em acertar com um momento. Há uns anos, um político que não me lembro quem, num parlamento que não recordo qual foi, terá dito a um adversário: "O senhor é um idiota, mas eu lutarei até ao limite das minhas forças para que o senhor possa continuar a ter o direito de se exprimir como um idiota". Foi mais ou menos assim. Ou seja, a senhora tem uma opinião, é importante que a exprima e que a opinião dela seja combatida com opiniões. Se chegar o tempo dos vagões logo veremos, cada um perante a sua consciência ou a sua barriga
Cumprimentos
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De Pedro Correia a 20.07.2019 às 22:24

O meu texto refere-se àquilo que se refere.
Quando quero referir-me a algo mais em concreto, não peço a ninguém para dizer por mim: eu próprio trato disso.

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