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Insensatez

por Luís Naves, em 16.02.15

Nas redes sociais encontramos em cada dia dezenas de exemplos de insinuações maldosas e pura má-língua, visando atingir a reputação de quem tenha uma opinião politicamente incorrecta. À medida que a campanha eleitoral se aproxima (e só faltam sete meses para as eleições) o tom das críticas torna-se mais agressivo. No fundo, instalou-se uma nova forma de censura: a incorrecção política está a ser progressivamente afastada dos média tradicionais, onde os comentadores apoiados por claques escrevem apenas o que se espera deles. São raros os que se atrevem a sair da linha justa. Por exemplo: criticar os actuais dirigentes da Grécia tornou-se um exercício inútil, pelo que terá de ser a realidade a curar as ilusões da opinião pública. Este texto de José Manuel Fernandes, no Observador, recebeu insultos furiosos, apesar de ser um dos mais lúcidos que li na imprensa nacional sobre este tema. Os leitores comentam a despropósito: alguns consideram que o bom governo é o de Atenas e que todos os outros estão errados; há quem já queira sair da zona euro e surgem inclusivamente comentários espontâneos a defender o fim da própria União Europeia ou a insultar o autor, lembrando o que ele escreveu há dez anos, exercício que ninguém faz aos colunistas que se enganaram na semana passada. Entretanto, no Eurogrupo, a negociação correu muito mal e temo que a insensatez grega seja irremediável. Tentei explicar o problema neste texto. Se não têm paciência para me ler, aproveitem para seguir o link que leva à opinião de Mario Vargas Llosa, no El Pais: está lá tudo. 


1 comentário

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De da Maia a 16.02.2015 às 20:18

Esse discurso ignóbil do José Manuel Fernandes foi-me apresentado há mais de 20 anos, num pranto de uma amiga grega, Penélope de seu nome.
A miúda tinha uma tese para apresentar numa aldeia bárbara, hoje chamada Paris, e é claro, os vis interesses dos apropriadores do alheio, recusavam aos gregos actuais a herança da Grécia Antiga. Típica barbárie.

Acontece que a herança dos escritos gregos é o grego. Quem, por suor e lágrimas, manteve essa língua própria, praticamente inalterada, foram só uns - os actuais gregos, e são os seus únicos legítimos herdeiros. É claro que a Grécia se espalhava por território alargado no Mediterrâneo, e daí?
Por Camus ter nascido com pied-noir na Argélia, é considerado argelino pelos franceses?

Esse início do discurso de José Manuel Fernandes mete nojo, e a partir desse vómito, ninguém tem estômago para ler as suas banalidades e idiotices seguintes.

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