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Indignação aposentada

por Pedro Correia, em 01.06.18

Os profissionais da indignação estão todos aposentados.

Se não estão, parecem.

Não se detecta sinais deles no país com maior carga fiscal em 22 anos, e que paga a terceira factura europeia mais pesada em gasolina - mesmo antes de impostos - e a electricidade mais cara da Europa por custo de vida.

Esperava deles ao menos um gritinho. Afinal permanecem todos em silêncio: esgotaram os decibéis no anterior ciclo político.

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De Anónimo a 01.06.2018 às 17:12

Alberto Gonçalves. O povo merece os governos do PS

"O PS é o partido que melhor governa a economia e as finanças. O PS sempre esteve na primeira linha no combate contra a corrupção. A identidade do PS são os valores da liberdade. O PS luta pela transparência dos titulares de cargos políticos. O PS tem a responsabilidade cívica de liderar a recuperação da confiança dos portugueses na nossa democracia e nos seus partidos. O PS combate sobretudo pela democracia. O PS dá aos portugueses melhores condições de vida, melhores salários e uma economia a crescer. O PS orgulha-se do Serviço Nacional de Saúde. O PS vai retirar regiões do empobrecimento e despovoamento. O PS, insiste-se, governa as contas públicas com rigor e com responsabilidade."

As frases acima, a cargo do investidor imobiliário António Costa, do patriarca da família César e de mais duas ou três “personalidades” fascinantes, foram proclamadas no Congresso do PS, bonito certame que esteve patente na Batalha. Comparando com outros bandos enclausurados em espaços reduzidos, os davidianos de Waco diziam coisas menos amalucadas. O que, afinal, vem a ser isto? Fanatismo religioso? Exorcismo colectivo? Alta comédia?

Um pouquinho de cada, com certeza. Mas trata-se principalmente de um teste aos cidadãos. É como quando, a meio de uma conversa, desconfiamos que o nosso interlocutor deixou de nos ouvir e desatamos a afirmar os maiores disparates para medir a respectiva atenção: “E então na quinta-feira almocei em Ponte de Lima com a Kristen Wiig, cinco filatelistas e o Gandhi…” Se o bandalho anuir seriamente, percebemos que não nos liga nenhuma e estamos à vontade para inventar o que quisermos.

Assim foi no Congresso. Os socialistas espalharam mentiras sem nexo, brutais enormidades, uma visão distorcidíssima da realidade e uma definição inversa do que o PS de facto é. E depois esperaram. No mínimo, que se escutasse uma gargalhada de Norte a Sul. No máximo, que uma horda de indignados com as periódicas calamidades que o PS impõe ao país rumasse à Batalha a fim de ajustar contas, públicas e privadas. Não aconteceu nada. E o PS confirmou aquilo de que já suspeitava: a total impunidade para continuar a desgraçar inúmeras vidas. E continuar a mentir descaradamente sobre isso.

Não que o PS apenas saiba mentir, pelo amor de Deus e do dr. Arnaut. Perto do final do Congresso, uma senhora subiu ao palco e garantiu que “os portugueses merecem António Costa como primeiro-ministro”. Esta frase é verdadeira – e só não merecem pior porque seria difícil encontrar.

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