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Indignação aposentada

por Pedro Correia, em 01.06.18

Os profissionais da indignação estão todos aposentados.

Se não estão, parecem.

Não se detecta sinais deles no país com maior carga fiscal em 22 anos, e que paga a terceira factura europeia mais pesada em gasolina - mesmo antes de impostos - e a electricidade mais cara da Europa por custo de vida.

Esperava deles ao menos um gritinho. Afinal permanecem todos em silêncio: esgotaram os decibéis no anterior ciclo político.


34 comentários

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De Costa a 01.06.2018 às 14:31

"A grande diferença entre o passado e o presente é sobretudo comunicacional. Com Passos estávamos sempre prestes a morrer", escreve-se em comentário a um texto anterior.

Dizer que estávamos prestes a morrer - e estivemos - foi coisa inaceitável, neo-liberal, de retrocesso civilizacional e o mais que se pôde e pode ler sobre esses tempos. A traição à pátria esteve perto de ser invocada, se o não foi mesmo.

Mas mentir repetida é descaradamente, sem escrúpulos, aos pulos no palco, está muito bem e é até patriótico e de esquerda (de esquerda, claro, ou nem o seria).

Enfim sabemos bem o que acontece à mentira, ensina-o a História, quando repetida muitas vezes. Sabemos e sabe o primeiro-ministro de turno.

Costa
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De Meister Von Kälhau a 01.06.2018 às 16:46

Agora cita-me!?

"Mas mentir repetida é descaradamente, sem escrúpulos, aos pulos no palco, está muito bem e é até patriótico e de esquerda (de esquerda, claro, ou nem o seria)."


Costa ninguém chega ao poleiro inocentemente. Ou se dobra a verdade à vontade de poder, ou a vontade de poder à verdade - A mentira é um meio para um Bem maior, assim se pensa bem um mal necessário. Assim se forjam os Príncipes!

http://www.afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Nietzsche,%20Friedrich/Friedrich%20Nietzsche%20-%20Vontade%20de%20Potência.pdf

E Costa, ambos nascemos num cestinho de verga...não nos indignemos, então, com coisas que juncam além das nossas forças….
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De Costa a 01.06.2018 às 18:39

É verdade, agora cito-o, veja bem onde se chegou... E faço-o sem identificar o citado! Mas conceder-me-á que não seria muito árduo, a um leitor assíduo do blogue, resolver esse mistério.

Quanto ao resto, isso de ninguém chegar ao poder, ou lá perto, sem umas coisitas menos confessáveis na consciência (tendo-a), é capaz de ser verdade. A avaliar pela amostra indígena, é um facto com bem poucas excepções, havendo-as, e exuberante demonstração. Uns podem é fazer toda a sorte de trafulhices e permanecer largamente puros perante os bem-pensantes (e ser por estes assim anunciados) e outros, por um proporcional pecadilho, são impiedosamente arrastados na lama.

É, creio, questão de pertença à família que afirma por cá que "para os amigos, tudo".

Costa
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De V. a 01.06.2018 às 18:52

Agora é mais "Agora cítara!?"

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