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Incerteza

por Luís Naves, em 29.07.14

Na sociedade portuguesa instalou-se um mal-estar que está a levar os políticos a ensaiar a fuga para a frente, feita de promessas que não poderão ser cumpridas. O País empobreceu e está crivado de dívidas que não consegue pagar. Os Portugueses adquiriram uma profunda noção de humilhação nacional e o pior é que a doença não passa, os sintomas não aliviam, gritam-se diagnósticos alucinados.

O clima de incómodo insustentável não se limita a dividir a sociedade, mas cria na vida uma sensação de falta de soluções. Portugal tem hoje uma política mais crispada, crescente descrédito das instituições e da democracia. Já ninguém discute o futuro, pois ninguém acredita que ele exista. O declínio parece irreversível.

O País continua a enfrentar problemas recorrentes. As crises do último século estiveram ligadas a desequilíbrios orçamentais ou problemas financeiros com base em incerteza nas contas públicas. Foi o que nos afundou também desta vez e é o que ninguém deseja debater de forma séria.

No actual regime democrático tem aumentado a estabilidade do sistema (os governos parecem sobreviver mais tempo), mas no passado, quando se deparou com crises difíceis, Portugal escolheu caos ou ditadura, matando à nascença qualquer ímpeto reformista.

Não teremos contas públicas equilibradas sem a reforma corajosa do Estado Providência, mas se todos os nossos problemas forem encarados como enigmas insolúveis, não haverá saída. O mal-estar pode conduzir ao impasse, levar a escolhas erradas, populismo ou revolução, que implicam o isolamento do País e a sua condenação à pobreza por muitas décadas.


11 comentários

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De amendes a 29.07.2014 às 14:28

Os governos e os Portugueses, sempre acreditaram numa solução externa para resolver ou minimizar os seus problemas...

Elas foram as colónias, hoje a UE... amanhã Deus dará!

Com tantas santas promessas de Segura e do putativo1º CostaConcordia... não encalharemos... Vamos ao fundo. Felizmente, para nós, há uma troika de nadadores salvadores!
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De tric a 29.07.2014 às 16:10

"O País continua a enfrentar problemas recorrentes. As crises do último século estiveram ligadas a desequilíbrios orçamentais ou problemas financeiros com base em incerteza nas contas públicas. Foi o que nos afundou também desta vez e é o que ninguém deseja debater de forma séria."
.
o problema deste País é que não vale um tostão furado...quando Portugal abdica dos seus interesses estratégicos para defender os interesses estratégicos dos Judeus e dos Whaabis...Portugal do inicio do sec. XXI é uma prostituta politica! Israelitas e Whaabis a financiarem a economia portuguesa e Portugal assobia para o lado aos acontecimentos que estão a levar a extinção da cristandade no Levante, alías, até apoia a sua extinção...este regime é lixo...é um regime pró-judaico-maçónico...Portugal está sempre preocupado com a imagem que passa para o estrangeiro...o silêncio de Portugal na cena Internacional ao que está a acontecer à Cristandade no Levante, motivadas pelas estratégias dos Israelitas e Whaabis naquela região diz muito do que é o Portugal do inicio do sec. XXI...una mierda completa! É uma Nação ocupada por interesses estrangeiros que arranjaram uns testas de ferro para governar por eles...
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De Luís Naves a 29.07.2014 às 18:39

Este comentário é anti-semita e islamofóbico primário. O Hamas é certamente uma organização extremista, liderada por gente pouco recomendável, mas não consigo defender a brutalidade da intervenção militar israelita na Faixa de Gaza. Certamente, e ao contrário do que pensa o autor do comentário, os judeus não podem ser colectivamente responsabilizados pelos desmandos do governo do senhor Netanyahu.
De qualquer forma, este tema nada tem a ver com o post.
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De tric a 29.07.2014 às 20:51

" Este comentário é anti-semita e islamofóbico primário."
.
sim, é verdade! é uma vergonha assistir no inicio do sec.XXI a nação a que pertenço ter perdido a razão da sua existência...agora vende-se aos Israelitas e Whaabis...pode haver decadência maior para Portugal, quando a Cristandade no Levante está a ser perseguida como resultado de estratégias Israelitas-Saudis no médio-oriente, com o apoio da NATO e UE! Mas enfim, o que interessa é perseguir a Russia Cristã...
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De cristof a 29.07.2014 às 16:13

apoiado
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 29.07.2014 às 17:51

A propósito do centenário do inicio da 1ª Grande Guerra, ouvi ontem na tv um coronel português afirmar que no inicio do século XX , e com mais enfâse após o fim da Monarquia, a anexação de Portugal pela Espanha era um designio de nuestros hermanos, e que Afonso XIII no principio dos anos 30 estava mesmo a preparar a coisa, com o guloso beneplácito da Inglaterra, da Alemanha e provavelmente da Bélgica, mortinhos para dividir entre si as colónias portuguesas.
Confesso que nunca tinha ouvido tal teoria, da qual não duvido minimamente; mas se tivesse acontecido, provavelmente hoje não estaríamos a discutir (mal) um futuro que não conseguimos construir, e a península de que ocupamos uma faixa maritima correspondente a 1/5 da sua área, seria hoje provavelmente um grande e próspero país, ombreando com os grandes da Europa.
Começo a acreditar que após quase 900 anos a resistir aos espanhóis, seremos nós mais cedo ou mais tarde, que lhes iremos pedir para tomar conta de nós e deste jardim à beira-mar. A questão é se eles estarão prái virados...
Afinal que futuro teremos nós no seio de uma União Europeia num futuro próximo com mais de trinta países, com regras próprias que os politicos portugueses teimam em não querer cumprir, optando antes por querer viver de uma caridade (eles chamam-lhe solidariedade) que para os outros tem limites que aliás se aproximam inexorávelmente?
Se como se costuma dizer "o que tem de ser tem muita força", vamos à Ibéria que se faz tarde. Isto se os Catalães não estragarem tudo...
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De Miguel R a 29.07.2014 às 19:49

Alexandre se é para não ser português, prefiro ser alemão ou dinamarquês ou norueguês...
Não é o tamanho que torna um país próspero.
Enquanto continuarmos a achar que a solução vem de fora para dentro, não vamos a lado nenhum. Faz isso na sua vida?
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De tyu a 29.07.2014 às 17:53

Não será de afastar a ideia - que talvez seja partilhada por alguns juízes do constitucional - de que haverá sempre uma "amabilidade" da Europa, que manterá o país à tona em nome da estabilidade zona euro, ou de qualquer outra estratégia "pacificadora".

Mas, sem diminuição de despesa consequente, nem reformas, não será de excluir a breve trecho, algo de parecido com o ultimatum de 1891 (desde logo com ordens para que as criancices do constitucional cessem).
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De William Wallace a 29.07.2014 às 23:13

"O País empobreceu e está crivado de dívidas que não consegue pagar"

Divida feita por quem e porquê ?
Politicos traidores a soldo de interesses económicos obscuros que todos os dias mostram a "massa" de que são feitos.


"O clima de incómodo insustentável não se limita a dividir a sociedade"

Clima criado e fomentado pela actual governação ao pôr novos contra velhos, Funcionários do Estado contra funcionários de empresas privadas (muitas delas falidas de propósitos pelos seus brilhantes "gestores") e as que não faliram continuam a viver á sombra do Estado.

"As crises do último século estiveram ligadas a desequilíbrios orçamentais ou problemas financeiros com base em incerteza nas contas públicas"

Pois á excepção de 48 anos de "ditadura", no resto a máfia soube bem governar-se á conta dos Portugueses.


"Não teremos contas públicas equilibradas sem a reforma corajosa do Estado"

Bem se com um presidente, uma maioria e um governo, realmente não sei o que será preciso.

E já agora essa força toda dirigida toda contra quem trabalhou (e ainda trabalha) uma vida inteira em prol dos filhos e netos fosse dirigida para manter as empresas lucrativas do Estado no Estado, tornar as deficitárias em empresas que tivessem contas equilibradas, deixar de dar rendas mirabolantes nas PPP , fazer prisões em vez de fechar tribunais para lá meter os corruptos que defraudam o Estado em tudo o que lhes é possível, fazer uma reforma administrativa com pés e cabeça em de se limitarem a fechar freguesias onde só há velhos que nem votam não se perdendo assim muita clientela.

É mais que óbvio que os actuais capatazes financiados não se sabe por quem tomaram o poder de assalto com base em mentiras despudoradas e são ainda piores que o PS do inginheiro , no fundo todos uma cambada de traidores e mentirosos mas a sua hora chegará.................
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De gter a 30.07.2014 às 15:17

A dívida de que se fala é a dívida pública (emitida pelo estado) e tem servido para subsidiar pensões e salários da função pública, já que apenasestas verbas absorvem perto de 80% do valor total dos impostos cobrados.
Não há nada de misterioso! Há 40 anos que Portugal não tem um orçamento equilibrado e endivida-se.
O único mistério é que se desconheça isto.

Há dívida privada ao estrangeiro mas essa apenas afecta quem a contraiu.
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De William Wallace a 31.07.2014 às 02:31

Falácias caro comentador, a SS é perfeitamente auto-sustentável e sempre seria se os fundos que gerou ao longo dos últimos 40 anos não tivessem sido usados indevidamente.

O Estado era apenas seu guardião e gestor ao qual se recomendava parcimónia e transparência na gestão desses fundos.

Se se fizerem bem as contas chegar-se-á facilmente á conclusão que a SS foi defraudada em milhares de milhões de euros ou contos (como preferir) na ânsia de ganhar eleições para ter poder e assim se poderem distribuir e receber prebendas.

Traidores como você existem aí aos montes, o problema será quando já não conseguirem esconder mais a mentira em que têm embrulhado algumas (os poucos que votam) centenas de milhares de Portugueses.





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