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Incêndios na Amazónia

por jpt, em 26.08.19

amazonia.jpg

Mudei-me para Lisboa, regressei ao lar, agora reinstalei internet em casa, visito as redes sociais (e os muito mais interessantes blogs). Vejo que muitos discutem algo relativo aos incêndios na Amazónia. Muitos gritam contra Bolsonaro - são os mesmos que quando este apareceu o guinchavam contra os homossexuais, as mulheres e os negros, secundarizando a sua anunciada política amazónica. Na época isso não lhes era relevante, não estava nas suas agendas de bolso agitando-se. E outros, muitos, gritam contra os que gritam contra Bolsonaro - parece que a devastação da Amazónia já existia antes, descobrem, e isso sossega-os. Esganiçados, o que lhes interessa é criticar os esganiçados do BE e afins.

Mal comparado é como se eu aqui viesse escrever a anunciar que tinha um cancro e as pessoas se preocupassem com os hipotéticos erros ortográficos e até sintácticos do auto-comiserado postal.

As pessoas não são só insensíveis. São-no mas não só. Não são só estúpidas. São-no, e numa até incomensurável dimensão, por mais doutores especializados e analíticos que surjam. Mas não só. São, acima de tudo, más. Não maliciosas. São malvadas. São a Besta. Não umas bestas, que isso é óbvio que também são. São mesmo a Besta. Imunda.

E veraneam!


36 comentários

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De Desconhecido Alfacinha a 26.08.2019 às 11:29

E votam....
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De jpt a 28.08.2019 às 01:05

E de que maneira
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De Cristina Torrão a 26.08.2019 às 11:51

Como o compreendo, caro jpt...
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De jpt a 28.08.2019 às 01:05

Isto anda difícil
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De Anónimo a 26.08.2019 às 13:05

Está a dizer que é uma Besta Imunda, ou não é uma pessoa.

Em qualquer dos casos porquê ralar-se?
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De jpt a 26.08.2019 às 15:04

Não, não sou. Não, não é isso que disse. Sou apenas um tipo que escreve postais cristalinos e que tem leitores anónimos imbecis.
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De Anónimo a 26.08.2019 às 16:46

Geralmente parte-se para o insulto quando não se sabe o que se há de dizer.
Se as pessoas são uma Besta Imunda, então só não são Bestas Imundas as não pessoas.
É isso que afirma cristalinamente no seu texto.
Acontece muito haver quem se ache uma Super-pessoa. Mas estão geralmente enganados.
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De jo a 26.08.2019 às 16:51

O blog pode cortar os comentários anónimos sabe. Era mais inteligente do que permiti-los e depois insultar as pessoas porque não dizem o nome.

O seu postal diz que as pessoas são uma besta imunda, não faz distinções entre pessoas. Logo, só quem não é pessoa é que pode aspirar a não ser a besta. É o que o seu postal diz.

Claro que há sempre gente que pensa que é a Super Pessoa. Invariavelmente estão enganados, não são.
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De jpt a 26.08.2019 às 19:08

Jo, por mim eu cortaria os comentários anónimos mas não é prática do blog, ainda que qualquer um de nós tenha a liberdade de editar os seus postais e respectivos comentários como quiser. Já o escrevi aqui, e várias vezes: um comentário anónimo é um acto indigno, não tem outro nome. É uma falta de educação, gritante, mas é mesmo mais, é uma indignidade.

Quanto ao resto, olhe para o postal e leia-o como o quiser. Se o quiser ler como um rol de compras no mercado faça-o, e faça depois um comentário imbecil como o pateta acima. E como você repete. Quer ler um texto claro como água com um gota, ínfima, de inteligência e poupar-se a vir aqui despejar atoardas? Faça-o, fica bem melhor.
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De António Pereira a 28.08.2019 às 00:42

Muitas vezes o que queremos dizer tem de dito pela calada, não vá um superior hierárquico ou um recrutador não gostar do que se escreve...
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De jpt a 28.08.2019 às 00:59

António Pereira, considerando a pertinência do que diz:

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!

Refrão
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Terra sem amos }bis
A Internacional.

Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!
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De António a 26.08.2019 às 13:13

E votam...
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De jpt a 28.08.2019 às 01:06

pois, e repito-me, "e de que maneira"
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De Anónimo a 26.08.2019 às 13:32

Exactamente : "e votam"...



JSP
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De jpt a 28.08.2019 às 01:06

pois, e repito-me na repetição, "e de que maneira"
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De Vorph Valknut a 26.08.2019 às 16:10

Abraço, jpt. Esperando que esteja tudo bem consigo.

Já sentia, sinceramente, a sua falta. A qualidade dos seus "postais",sem desprimor para os restantes delituosos
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De jpt a 28.08.2019 às 01:06

Obrigado
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De Marta a 26.08.2019 às 18:53

Já tinha saudades dos seus postais.
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De jpt a 28.08.2019 às 01:04

Obrigado Marta
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De Anónimo a 26.08.2019 às 19:11

Absolutamente, jpt. Mesmo.
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De jpt a 28.08.2019 às 01:06

Pois. E nem sei se deverei agradecer.
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De Anónimo a 27.08.2019 às 10:53

Tenho as opções de:
■ me identificar (preencher dados), o que até poderá ser aldrabice da pura.
■ publicar comentário, como anónimo.

De qualquer maneira, o sistema informático pode informar de que servidor veio o comentário.
Quando subscrevo como anónimo, não estou a fugir «com o rabo à seringa». Só não estou para me espraiar pelas gentes que frequentam o blog. Mas, aí, nunca envio um comentário reles, foleiro. Considero-me respeitador (gaba-te cesto).

Assim, jpt, apoio o seu post e considero reles e estúpidos os que não sabem quem é a Besta.
ao
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De jpt a 28.08.2019 às 01:03

Se está a falar comigo, comentando o que eu digo, apresente-se, sff. Farto-me de escrever isso, é o curial entre pessoas que se encontram e trocam opiniões. Francamente estou cansado de gente que vem argumentar, cutucar, resmungar (o caso deste postal é óbvio, segue todas as regras consuetudinárias da retórica e mesmo assim surgem comentários a deturpar o sentido do texto em sentido agressivo), e nem sequer diz "boa tarde/noite/dia, sou fulano de tal, e acho que V. se espalhou no que escreveu". É o que fazemos na vida, fora da internet, porque não o fazer aqui?
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De Guglielmo J Marconi a 27.08.2019 às 11:17

E um tiro ao lado.
A destruição da Amazónia (e da natureza) é alertada quase diariamente por cientistas, organizações civis e personalidades diversas.
Normalmente, acabam todod por serem encostados à parede acusados, respectivamente, "de querer travar a economia", de "serem mimados, vegans ou esquerdalhas sem sentido", ou de "serem hipócritas porque, na realidade vivem à grande e à francesa e a pegada ecológica que deixam dava para sustentar um condado".
Sistematicamente, na última década (e desde que o Donald veio à baila, foi uma festa), estas vozes têm vindo a serem silenciadas e associadas ao "politicamente correcto" que anda a minar a nossa verdadeira democracia.
Para além disto, o tema passou de moda e as pessoas não clicam nos links que as entristece. Os médias têm de fazer dinheiro e perceberam que o medo, a injustiça e o ódio são sentimentos mais lucrativos do que a simples tristeza, repetida por diversas vezes, sobre o mesmo tempo.

Assim sendo, pegando na sua analogia com o cancro, a coisa será mais ou menos assim:
Você foi ao medico numa consulta de rotina e este descobriu-lhe um nódulo. Este avisa-o para fazer uns exames, mas você não tem tempo para isto. Prefere fazer coisas mais aprazíveis do que lidar com algo que deverá ser apenas sazonal. Cada vez que vai ao médico, este pergunta-lhe pelos exames. Você dá uma desculpa rápida porque, pensa você, "o que ele quer é ganhar dinheiro às minhas custas. Ladrão."
Um dia cospe sangue. O médico diz-lhe que desenvolveu um cancro, para o qual não há cura. Você queixa-se que, durante todos estes anos, o médico nunca lhe disse nada sobre um cancro. O que estava ele a fazer, afinal? Sai do hospital zangado, sem reparar nos cartazes de prevenção para o cancro.
Em casa, disparata com os seus amigos, pois estes só agora apareceram para lhe dar os pêsames. Hipócritas.
Na televisão, dá uma notícia sobre um homem poderoso que está a fazer de tudo para fechar un laboratórios de investigação para o tratamento do cancro. Quer lhe chamar nomes. Mas depois, aparece o diretor do laboratório no telejornal, com um crachá de uma equipa de futebol adversária à sua. Por causa disto, afunda o homem (afinal de contas, estão a trabalhar à décadas e a cura não aparece), e decide apoiar o senhor poderoso que, entretanto soube, é também da sua equipa.
Vai de férias, volta a casa, vê as notícias e há gente irritada contra o fecho do laboratório. "Parvalhões" - diz você -"não os vi irritados contra os nódulos".

Pronto. A história seria um bocadinho mais complexa do que a sua, mas o mundo (e os homens) nunca pugnaram pela simplicidade.
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De Manuel da Rocha a 27.08.2019 às 12:31

Silenciadas???? Veja as redes sociais. Qualquer uma dessas "silenciadas" tem direito a 6000 milhões (nas piores das piores hipóteses) de seguidores e mais de 50% desses super activos que fazem 6700000 milhões de comentários mensalmente. São quase 80% das principais redes sociais (ver cá em Portugal a Zero, que já tem 27000 vezes mais seguidores que a Quercus, muito graças aos seus posts e comentários sobre o aeroporto no Montijo).
Pior é que a grande devastação na Amazónia, apesar de a maioria ser em território brasileiro, está a acontecer em 7 dos 9 países que estão ligados pela floresta. O Brasil só começou a ser afectado há menos de 10 dias, por terem surgido quase 2000 focos em locais remotos da floresta. Países como o Peru, Chile, Bolívia (que recusou a ajuda americana, canadiana e do México), Colômbia e Equador, perderam já 20% da área de floresta. Curioso é que a comunidade "internacional" e a comunicação social, continuam a dizer que só existe selva amazónica no Brasil, que não há mais países envolvidos... e há centenas de milhões de pessoas a confirmar que isso é verdade, boa parte deles, membros destacados desses "silenciados".
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De jpt a 28.08.2019 às 01:08

Manuel da Rocha, permita-me a pergunta, are you out of your fucking mind?

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