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Delito de Opinião

Impressões eleitorais

Diogo Noivo, 27.05.19

António Costa ‘nacionalizou’ as eleições europeias, transformando-as num plebiscito à sua governação. E apesar de Pedro Marques, de Pedro Silva Pereira e da época de banditismo e prepotência que representa, do CV da Maria Begonha, de Carlos César e da sua grande família, das nomeações descaradas de amigos e familiares, da maior carga fiscal dos últimos 22 anos, de Tancos, do caos no Serviço Nacional de Saúde, e do número inaudito de mortos em incêndios florestais onde o Estado falhou por incúria, o Partido Socialista venceu as eleições de forma claríssima. É obra. A força e a legitimidade de António Costa saem reforçadas – embora os 70% de abstenção não permitam embandeirar em arco.

Os resultados porventura digam algo sobre aquilo que somos enquanto eleitores. Mas dizem certamente muito da oposição que temos, pois raras foram as vezes em que o partido incumbente venceu as europeias. O PSD, que é hoje um simulacro do partido que foi em tempos, não parece ter percebido a dimensão da coisa. Não lhe auguro nada de bom.

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