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Iguais, mas ainda pouco...

por Helena Sacadura Cabral, em 25.05.16

G´eneros.jpg

Há mulheres no Governo, na banca, na bolsa e, dentro de pouco tempo, até no Banco de Portugal, onde há muitos anos Manuela Morgado foi novidade.

De facto, não há nenhuma mulher a presidir a uma empresa do PSI 20, o principal índice bolsista.

Segundo o Jornal de Negócios, as empresas cotadas em bolsa terão de ter pelo menos 20% dos administradores do sexo feminino até 1 de janeiro de 2018. Caso contrário, serão castigadas com a suspensão dos títulos.

A proposta, que hoje vai ser apresentada pelo Governo à Concertação Social, contempla o aumento desse número para 33% até 2020. Se a meta for cumprida, um em cada três administradores das cotadas será uma mulher, na viragem da década.

O destaque continua a ir para a Nos, queconta com cinco mulheres na administração (embora apenas uma, Ana Paula Marques, seja executiva), e para a Galp, cuja vice-presidência (não executiva) está entregue a Paula Amorim, filha do maior acionista da empresa.

A última empresa cotada liderada no feminino foi a EDP Renováveis, até 2012, tendo como presidente Ana Maria Fernandes.

No próximo ano, a meta a atingir é de 33%. A cumprir-se o objetivo, teremos em 2017 uma mulher em cada três dirigentes do Estado, contra as atuais uma em cada quatro.

 

                        ( Retirado da comunicação social )

 

A matéria discute-se há muito tempo. E até  se legisla. Mas poucos cumprem.

Pessoalmente não gosto de quotas, porque elas ainda constituem discriminação positiva e eu não gosto de discriminações. Mal vamos nós, mulheres, enquanto elas forem necessárias...

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15 comentários

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De Anónimo a 25.05.2016 às 20:40

"Pessoalmente não gosto de quotas," Eu também não. É uma paternalismo terrível para as mulheres que eu dispenso. O pior com as quotas é que nunca se sabe se uma mulher está numa posição importante (e sublinho esta palavra porque para posições não importantes nenhuma feminista reivindica nada) devido ao mérito ou às quotas. As coisas têm de ser conquistadas por nós e não concedidas ás atrasadinhas. É claro que muitas mulheres defendem as quotas porque isso as favorece para alcançarem certas posições.
Antónia Cunha
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De João André a 25.05.2016 às 21:51

Também não gosto Helena, mas nos últimos anos tenho mudado de opinião por um raciocínio simples:
1) metade do talento disponível é feminino.
1.1) Como tal, é fácil colocar mulheres talentosas em posições superiores.
1.2) Assim sendo, não é um favor que se faz. É simplesmente colocar outra pessoa talentosa.
1.3) aumentando a rede de busca será mais provável colocar alguém talentoso na posição do que se nos focarmos em homens.
2) as mulheres são diferentes dos homens. Pensam e agem de forma diferente (e isso não émau nem bom - é simplesmente assim).
2.1) As pessoas em posições de chefia tendem a promover para os acargos abaixo pessoas que pensem e ajam da mesma forma.
2.2) Desta forma, homens em posições de chefia tenderão a promover homens - os quais serão mais propensos a pensar da mesma forma (sem estarmos a falar em questões de machismo).
2.3) Mulheres promovidas ao abrigo de quotas ajudarão a quebrar este círculo vicioso e não só ajudarão outras mulheres, ajudarão também os homens a promover outras mulheres.
3) A diversidade ajudará as empresas (está já documentado que empresas com maior diversidade de género em cargos superiores tendem a ter melhroes resultados). Não sei qual a galinha e qual o ovo neste caso, mas há correlação.
4) estando expostos a outras formas de pensar, os próprios homens beneficiarão.

Conclusão: as mulheres beneficiam de forma directa e indirecta. Os homens de forma indirecta. As empresas de forma bastante clara.

Último aspecto: diz-se sempre que o importante é colocar pessoas capazes nas posições. Se sabemos que metade das pessoas de talento são mulheres, como se justifica a sua ausência nessas posições superiores?
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De Helena Sacadura Cabral a 25.05.2016 às 22:13

João André
Acabaste de responder à tua pergunta. São poucas as mulheres nas posições superiores porque as que lá chegam são normalmente por via das quotas. Quem merece, quem trabalha não precisa que lhe "concedam" o direito de ser aquilo que são: competentes.
Subi profissionalmente sem precisar das quotazinhas e bati-me em igualdade com os colegas homens que sempre me respeitaram por isso.
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De João André a 26.05.2016 às 10:02

Não sei se a maioria das mulheres lá chega por via de quotas.
Sei que de acordo com a minha experiência a maioria das mulheres que sobe acaba por ter de demonstrar qualidades semelhantes às dos homens que estão em posições superiores e que muitas outras mulheres são descriminadas no acesso a posições de chefia. Esta descriminação não é activa: os chefes não pensam que as mulheres são piores. É apenas uma descriminação passiva, provavelmente por outros motivos apenas tangencialmente relacionados com o género.
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De João André a 26.05.2016 às 10:58

Um comentário do luckylucky que eu apaguei por erro:

«Desde quando é metade das pessoas com talento são mulheres e desde quando que metade das pessoas com talento para ser CEO são mulheres? Onde está isso escrito? Os estudos que há sobre inteligência dizem que as mulheres são menos estúpidas e menos espertas que os homens. Ou seja há menos variação nas mulheres que nos homens estes têm os mais espertos e os mais estúpidos. Logo é natural que os trabalhos mais simples e os mais complexos sejam para homens e as mulheres intermédio. Generalizando. É possível que a pessoa mais esperta do mundo seja mulher. Que tal a pergunta mais importante: Quantas mulheres gostariam da vida de CEO? Quantos homens gostariam da vida de CEO? Em vez Corporativismo sexual. Sistema de Quotas é um sistema que fica bem na Câmara das Corporações. Perfeitamente lógico que venha da Esquerda. Afinal o Marxismo vai dar sempre a Fascismo...»

Não sei se havia parágrafos: copiei o texto da notificação do meu e-mail.
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De lucklucky a 27.05.2016 às 19:50

Claro pedido de desculpas nada.

"Desde quando metade das pessoas com talento para ser CEO são mulheres? Onde está isso escrito? Os estudos que há sobre inteligência dizem que as mulheres são menos estúpidas e menos espertas que os homens. Ou seja há menos variação nas mulheres que nos homens estes têm os mais espertos e os mais estúpidos. Logo é natural que os trabalhos mais simples e os mais complexos sejam para homens e as mulheres intermédio. Generalizando. É possível que a pessoa mais esperta do mundo seja mulher.

Que tal a pergunta mais importante:
Quantas mulheres gostariam da vida de CEO?
Quantos homens gostariam da vida de CEO?

Em vez Corporativismo sexual. Sistema de Quotas é um sistema que fica bem na Câmara das Corporações. Perfeitamente lógico que venha da Esquerda. Afinal o Marxismo vai dar sempre a Fascismo...»

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De João André a 01.06.2016 às 09:36

O meu único pedido de desculpas é para a Helena. Não tenho que moderar os posts dela pelos meus parâmetros. Se o comentário tivesse sido no meu post não existiria sequer uma reprodução do mesmo. Como já o informei, apago-os sumariamente.
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De lucklucky a 01.06.2016 às 16:49

Como me apagou o post e o desvirtuou é da boa educação pedir desculpa.
Dito isto por causa do seu Marxismo não me surpreende nada o seu comportamento.
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De Ana Vidal a 25.05.2016 às 22:14

Pessoalmente, também não engulo as quotas. Como tu não gosto de discriminações, sejam negativas ou positivas. Sou capaz de perceber o argumento de que elas são um necessário passo intermédio até que a meritocracia não esteja inquinada e possa realmente ser o critério de escolha de profissionais, mas a humilhação de ter de batalhar por uma quota de 33% (a tal "meta a atingir") parece-me completamente absurda. Não percebo a lógica, sequer. Se é realmente para exigir a paridade por essa via, então a "meta a atingir" teria que ser de 50%. Ou sou eu que não sei fazer contas?
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De Teresa Ribeiro a 26.05.2016 às 12:38

Já fui contra as quotas, mas progressivamente mudei de opinião. De facto é absurda a discrepância que existe entre homens e mulheres em cargos de poder. Se atentarmos que nas últimas duas décadas a maioria dos licenciados que saem das universidades são mulheres, esta assimetria parece-me ainda mais difícil de explicar, se não à luz da cultura instituída. É difícil ultrapassar isto sem forçar o caminho. Afinal, se formos a ver, não tem sido sempre assim, no que à igualdade de direitos diz respeito? Nunca nada se conquistou sem luta e sem pressões. Se ficarmos à espera que as mudanças se façam com o tempo, o melhor é puxarmos um banquinho.
Excepções? Há muitas, felizmente. Mas não se tomem as árvores pela floresta.
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De Ana Vidal a 26.05.2016 às 13:04

Entendo tudo isso, claro que tens razão (embora, como já disse, me custe muito a engolir as quotas). Mas então explica-me a percentagem de 33% como "meta a alcançar", porque essa é que me escapa completamente. A não ser à luz de uma auto-humilhação das mulheres perante o todo-poderoso patriarcado que vigora no mundo laboral e na sociedade em geral.
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De Teresa Ribeiro a 26.05.2016 às 21:31

Pelas razões que apontei, já não vejo isto como uma humilhação. Prefiro chamar-lhe pragmatismo. Não sei porque fixaram a meta em 33%, mas também não me choca. Corresponde a 1/3.
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De Ana Vidal a 26.05.2016 às 22:22

Sim, corresponde a 1/3, o que significa aceitar que a competência das mulheres e a capacidade para ocupar cargos de responsabilidade é muito inferior à dos homens. Achas que isso é verdade?
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De lucklucky a 27.05.2016 às 16:10

Já o número de mulheres que trabalham nas empresas do lixo não interessam todas de madrugadas , o número de mulheres em plataformas de extracção de petróleo e nas minas não interessa. E podia continuar.

Fascismo e Marxismo de conveniência mascarado de igualdade

Ou seja o título além de totalitário é uma rematada mentira a demonstrar que as intenções da autora não têm nada que ver com igualdade. O que interessa é atingir o Poder.

A caminho da sociedade em que as pessoas se identificam por sexo e claro cor da pele. Depois não se digam admirados.
Grupos. Não Pessoas. Pois é a anulação da Pessoa. Depois será preciso o chefe da tribo e os secretários.

Tribo=sindicato. Com privilégios pagos pelos outros claro.
Com lugar na Câmara Corporativa.
Como Mussolini ficaria satisfeito.

Mas e os baixos, os gordos e os feios ainda não contam ?
Porque é que não se identificam com essas características políticas?

Lá chegaremos:
http://heatst.com/culture-wars/this-group-wants-to-fatten-up-cartoon-characters-so-overweight-kids-wont-feel-bad/
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De Camarada a 26.05.2016 às 15:49

Os homens que querem criar empresas só devem de as poder criar se as quotas de empresas criadas por mulheres estiver positiva.
Fascismo nunca mais.

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