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Horror: o PSD "perdeu o centro"

por Pedro Correia, em 23.11.15

Andavam alguns por aí a clamar contra a suposta "direitização" do PSD, que abandonara o centro e se entregara nos braços pérfidos do CDS. O mentor desta tese, Pacheco Pereira, logo a viu repetida, serão após serão, por uma infindável legião de pequenos e médios comentadores nas pantalhas.

É uma excelente tese. Que só tem um problema: a falta de adesão à realidade.


10 comentários

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De Helena Sacadura Cabral a 23.11.2015 às 18:58

Ó Pedro o grande problema de PP - estas siglas são maldosas - não é a inteligência. É a realidade, que ele não lobriga, mas constrói. Já vem do tempo do Dantas e só se agravou.
É o drama dos que se consideram geniais: o mundo é, e só, o deles! Uma pena.
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De Pedro Correia a 23.11.2015 às 19:02

O que mais me admira, Helena, é ver a multidão de epígonos que logo saltam de todo o lado a secundar o mote do mestre.
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De William Wallace a 23.11.2015 às 19:26

Como habitualmente discordo do Pedro Correia e cada vez mais me revejo em Pacheco Pereira e felizmente existem cada vez mais pessoas a [ pensar ] como ele.
Poderia argumentar que o exemplo dado para "suportar" o Post é um não exemplo, não tem ponta por onde se lhe pegue mas seria inutil (talvez), logo resta-me deixar um link para quem quiser ler outro autor que não pertence ao "mainstream" dos colunistas politicos da nossa comunicação social (e socializada) mas ao que parece conhece bem os "meandros" do PSD vai para mais de 20 anos, inclusive conhece Marco António Costa desde que este "entrou" para o PSD.

http://aventar.eu/2015/11/21/porque-e-que-o-psd-ja-nao-e-social-democrata/
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De Pedro Correia a 24.11.2015 às 01:06

Falava eu em epígonos e eis logo um que aparece.
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De jo a 23.11.2015 às 20:04

Perder o centro é difícil. Mas os tais votos do centro de que precisava para ter maioria parece que abalaram.

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De Pedro Correia a 24.11.2015 às 01:07

Maioria teve. Estranhamente nas últimas semanas em Portugal anda muita gente a confundir maioria com maioria absoluta.
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De cristof a 23.11.2015 às 21:37

Coisa alias habitual no nosso tudologo de pacotilha
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De Pedro Correia a 24.11.2015 às 01:08

Hei-de voltar em breve ao tema.
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De João Pereira a 24.11.2015 às 02:03

É clara que o PSD não e nunca foi de direita, infelizmente. Eu sei que não tem tanto a haver com o posto mas queria publicar aqui um texto sobre o casamento gay e sobre o porquê de ele não fazer sentido.

"A maioria das pessoas que defende o casamento gay utiliza o mesmo argumento: e que é um direito. Ora partindo do princípio que isso está certo, então eu também posso exigir que o Estado legalize a poligamia, porque 3 ou mais pessoas também têm o direito de casar entre si. Se um avó e uma neta, maior de idade, quiserem casar entre si, então por essa lógica também teem esse direito. Li recentemente que um inglês já quis casar com a sua playstation, pela lógica do direito esse inglês também pode casar com a sua playstation visto até que ele é dono dela. Para mim quem defende o casamento gay e não defende a poligamia, o casamento incestuoso ou o casamento com playstions está no mínimo a ser incoerente.
Supondo que todo estes tipos de "casamentos" é aprovado, então por essa lógica tudo passa a ser casamento, mas como costumam dizer os admiradores de arte "Se tudo passa a ser arte, então nada é arte", a mesma lógica vale para o casamento. Se tudo é casamento, então nada é casamento. Quando um casamento entre um homem e uma mulher que se amam, passa a ter o mesmo valor que um velho rico que se casa com as suas protistutas favoritas, a de um nerd que é casado com a playstation ou até de um tarado que casa com a própria irmã então nada é casamento.
Poderá então alegar-se que o Estado não tem nada a haver com casamento e que o casamento então deva ser "privatizado" como alguns já defendem. Mas convenhamos que isso é uma utopia, a maioria da população é até contra a privatização de empresas, quanto mais privatizar o casamento.
Já li também um activista gay a dizer que o casamento é um assunto entre quatro paredes. Ora, dizer que o casamento gay é apenas um assuntos entre quatro paredes é o mesmo que dizer o futebol é apenas um assunto do gramado, mas como toda a gente o fenômeno do futebol passa e muito o gramado onde é jogado. Eu como admirador de Edmund Burke também não gosto de fazer da sociedade um laboratório ideológico e quer se queira ou não, a aprovação de novos "casamentos" vai mudar a sociedade e muito provavelmente para pior.
Será que os defensores do casamento gay que (ainda) não defendam a poligamia ou o casamento incestuoso podem ser tachados de "poligamofóbicos" ou "incestofóbicos"?
A aprovação deste dois tipo de casamento também traria muitas confusões legais.
Se o Estado legalizar a poligamia: Supondo que haja um casal em o marido queira ter uma segunda esposa. Qual é o direito que vale mais? O direito do marido de casar com quiser ou direito da esposa de não querer que o seu casamento tenha uma terceira pessoa?
Se o Estado legalizar o casamento incestuoso: O regime de heranças ficaria muito mais complicado do que já é. Supondo que um avó case com a neta e depois morra. A neta tem direito à herança como esposa ou teria de ver primeiro o património do falecido marido ir primeiro para os pais e só depois para ela? Ou será que uma pessoa que seja casada com um parente teria de ter 2 personalidade jurídicas para efeitos de herança?"
É por isso que o "casamento gay" NÃO faz sentido.
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De Pedro Correia a 26.11.2015 às 23:03

A melhor prova de que o PSD não "perdeu o centro" está precisamente nestas votações parlamentares.

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