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Homenagem.

por Luís Menezes Leitão, em 16.04.18

Quero aqui expressar publicamente a minha homenagem ao deputado Paulino Ascenção. Quando vejo tanta gente envolvida nos maiores escândalos se limitar a dizer que está de consciência tranquila e seguir em frente como se nada se passasse, que haja ao menos um deputado que assume frontalmente as suas responsabilidades e tira a única consequência possível das mesmas: a renúncia ao cargo. Que sirva de exemplo.

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16 comentários

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De Sarin a 16.04.2018 às 17:15

Pensei na volatilidade das justas acções quando li a notícia.

Leio a demissão como prova de carácter. Mas de que serve isso, se quem se afasta é exactamente quem percebe e se envergonha da asneira? Ficam os outros. Ficamos com os piores.

É que não faz sentido haver demissões por honra num país em que ninguém faz leituras políticas da abstenção - ou se fazem provam ser demiurgos com iliteracia funcional.
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De Luís Lavoura a 16.04.2018 às 17:51

Concordo totalmente com este post.
Mais: o deputado não somente se demitiu do cargo como vai devolver o dinheiro que surripiou aos contribuintes. (Não o vai devolver ao Estado porque tal não é possível, vai doá-lo a IPSSs.)
Só lhe fica bem.
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De Luís Lavoura a 16.04.2018 às 17:53

Mais homenageio a deputada (so PSD) Rubina Berardo (sobrinha de Joe Berardo) por ter sido, aparentemente, a única que não se serviu deste esquema para subtrair indevidamente dinheiro ao Estado.
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De Luís Menezes Leitão a 16.04.2018 às 19:05

Há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não necessitam de arrependimento. Lucas, 15,7.
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De Anónimo a 17.04.2018 às 01:23

A cada um o seu céu.
A mim alegra-me o dos justos.
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De V. a 16.04.2018 às 18:26

Homenagear um espertalhão provavelmente forçado a sair pela chefe do partido ou coisa que o valha. Muito bem.
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De José Manuel Faria a 16.04.2018 às 18:29

Um bom exemplo que deveria ser bem noticiado.
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De Vlad a 16.04.2018 às 18:58

A honestidade rareia de tal forma que nos prostramos perante os menos sujos.

Para começar o dito deputado deveria ter recusado a duplicação de abonos. E fica sempre mal uma demissão em cima de uma noticia jornalística. Agora é engraçado ver os outros que, fazendo uso do mesmo chico-espertismo, se mantem no cargo
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De amendes a 16.04.2018 às 19:07

Enquanto isso:

Não me admiro que o deputado Cesar (Açores) exija que o Estado lhe pague o restante que desembolsou nas muitas viagens à sua terrinha!
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De Carlos a 16.04.2018 às 19:52

Eu admiro-me - ia a escrever espanto-me - que o deputado César (Açores) exija que o Estado lhe pague o reembolso de valores que Não desembolsou, respeitantes viagens que ele NÃO fez à sua santa terrinha e que, isso se sabendo, o PS não abane.
Parece que anda tudo anestesiado.
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De Anónimo a 16.04.2018 às 19:46

cedo ou tarde, por isto ou por aquilo, o que é certo é que deve estar a passar por parvo (no mínimo) entre os seus ex-pares no hemi.
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De Cristina M. a 16.04.2018 às 20:44

(nem me apercebi que estava des-identificada...)
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De sampy a 16.04.2018 às 20:48

O chato disto é vir-se a saber que, afinal, o Ascenção já tinha anunciado a sua saída do Parlamento, para se dedicar a tempo inteiro à preparação das eleições regionais.
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De Vento a 16.04.2018 às 23:43

Bem, se o deputado não pode devolver ao Estado, então, é legal o que recebe. O que deve estar em causa é a alteração da lei e não os que dela beneficiam.
Há quem beneficie de leis injustas, mas é a lei que é injusta. Se não é injusta, então que se clarifique a lei.

Vem isto a propósito para dizer que o estalinismo legal, o tal refinado, não se pode transformar em estalinismo moral quando a lei prega destas partidas.
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De Anónimo a 17.04.2018 às 13:56

"se o deputado não pode devolver ao Estado, então, é legal o que recebe." Não vê que sendo um político tem de ser automaticamente um escroque? No caso roubou uma coisa que nem o dono quer ver devolvida!!!! É o dono que então deve ser punido por ser parvo.
Isto é a minha opinião que é minoritária. Mas um dia, quando a onda de populismo passar, há-de ser maioritária.
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De Vento a 17.04.2018 às 23:17

Aí está o estalinismo legal, o tal refinado.
Mas o deputado do BE vai na onda do estalinismo moral. Nem um nem outro me alegram. Da mesma forma que não me alegra a onda de bloquear o piropo, estalinismo moral, nem a lei que lhe subjaz, estalinismo legal.
Digo eu, que até nem assobio às moças. Mas o BE já nos habituou a estas coisitas de verter literatura para inglês ver.

Concluindo, sobre a sua opinião: quando ela for maioritária será então populista. Aconselho que mude nessa altura.

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