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Delito de Opinião

Hoje é dia de

Maria Dulce Fernandes, 07.12.22

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Hoje assinala-se O Dia Internacional da Aviação Civil

«Nesta data, destaca-se o papel da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), fundada em 1944 pela Convenção de Chicago, na cooperação entre os países, na eficácia da rede de trânsito e na indústria aeronáutica ao serviço da inovação e da humanidade.

A ONU tem reforçado a ideia de que a aviação civil é um forte elo de ligação entre as diversas partes do globo, promovendo a paz e a prosperidade.»

 

O que seria das viagens sem o advento do avião de passageiros? Os gloriosos malucos das máquinas voadoras, da pré-história à Grécia antiga, de Da Vinci à Passarola, dos Montgolfier a Giffard, de Lilienthal a Langley, dos Wright a Dumont, sobrevoando centenas de mentes geniais e duas grandes guerras e aterrando na actualidade, neste presente em que aviões tão grandes como casas transportam centos de  passageiros, decolando pelos céus até onde os  sonhos se possam concretizar, porque o homem sonhou ter asas e voar. E voou. 

Se pudesse, viajaria sempre de avião. Até para ir trabalhar.

 

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Hoje é O Dia Internacional do Algodão Doce

«Existem no mundo pequenas nuvens de prazer absoluto, fios multicoloridos flutuantes de açúcar de confeiteiro enrolados num pauzinho ou servidos num saquinho. Tudo, desde a máquina que produz esta guloseima, aos homens e mulheres que a operam até ao próprio sabor que deixa na boca, é puramente mágico. Quando uma guloseima ganha notoriedade em todo o mundo e define totalmente o que significa visitar uma feira no interior, fica a saber-se de imediato que ela merece um dia especialmente dedicado. 

O algodão doce surgiu como uma forma de açúcar fiado na Europa do século XIX. Embora a tecnologia actual nos permita produzi-lo com uma máquina simples em pouco tempo, o processo teria sido incrivelmente trabalhoso e sem dúvida caro. Não é de surpreender, considerando que na época era fiado à mão... Dois amigos criaram uma máquina para fazer algodão doce que apresentaram na Feira Mundial de 1904 em St. Louis, EUA. Desde então, explodiu em todo o mundo e pode ser encontrado nos mais diversos países do mundo.»

 

Ainda hoje debico no algodão doce dos netos. A primeira vez que comi algodão doce foi em Viseu, na Feira de S. Mateus, quando ia de férias com os meus avós para a Quinta dos Frangos em Nandufe. Ia eu muito aprumada, vestidinho em tom de rosa de bordado inglês, as trancinhas da praxe, chapéu de palha com fita da cor do vestido e sapatinho branco com furinhos. É certo que íamos a um evento mas não era na cidade,  o chão era de terra batida e com a passagem dos animais, muito mais teria do que simples lama. O homem do algodão doce estava logo ali. A minha avó disse que sim, que podia comer, mas depois de almoçar. Almoçámos num "pré-fabricado" ou coisa parecida, feito de tábuas e coberto com ramos, com mesas grandes de madeira e bancos corridos. Comi frango e comi tudo, por isso devia estar bom. No final, lá veio o algodão doce. Por esta altura, já tinha os sapatos cheios de lama e sei lá o que mais, o vestido com uma enorme nódoa onde caíra a coxinha que comi, e o chapéu com o elástico rebentado. O algodão doce estava um delícia. Comi num instante, toda lambuzada de açúcar e pó, e quanto mais tentava limpar com a mão pior ficava. A minha avó conseguiu encontrar um repuxo,  molhou um lenço e limpou-me o melhor que pôde. Hoje já vamos prevenidos com garrafas de água ou toalhitas para limpar as caras peganhentas da doce alegria.

(Imagens Google)

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