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Hoje, às 18 horas, em Letras

por Pedro Correia, em 14.04.15

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Fórum Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao Acordo Ortográfico de 1990

A sessão, organizada por Cristina Pimentel, Helena Buescu e Teresa Cadete, decorre hoje, a partir das 18 horas, no anfiteatro I da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Organizada em duas partes:
Primeira - Intervenções de António Chagas Dias (tradutor, membro da Associação Portuguesa de Tradutores), António Feijó (vice-reitor da Universidade de Lisboa), Casimiro de Brito (poeta, ex-presidente do PEN Clube Português), Duarte Bénard da Costa (aluno do Liceu Camões, Movimento contra a aplicação do AO90 aos exames nacionais), Francisco Miguel Valada (tradutor nas Instituições da União Europeia), Maria Filomena Molder (professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) e Nuno Pacheco (jornalista, subdirector do Público).

Segunda - Debate com o público presente. Algumas intervenções previstas: Ana Isabel Buescu, Bárbara Wong, Gastão Cruz, Henrique Leitão, Ivo Miguel Barroso, Maria Alzira Seixo, Maria do Carmo Vieira, Mário de Carvalho, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira, Teolinda Gersão e Teresa Cid.

 

Tudo boa gente. Espero ir lá também.

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40 comentários

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De Beware a 14.04.2015 às 16:03

RAP é um abominável benfiquista.
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De Pedro Correia a 16.04.2015 às 00:15

Passe a redundância.
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De Luís Lavoura a 14.04.2015 às 17:38

O post que anuncia este evento é uma vergonhosa mistificação, ao colocar "palavras" (inatidão, secionar, encritado, etc) que têm consoantes que nunca foram mudas e que portanto de forma nenhuma desaparecem na nova ortografia.
Quanto ao mais, acho muito bem que os opositores à nova ortografia conversem entre si, mas não vejo em que é que tal monólogo possa contribuir para qualquer progresso.
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De fhy a 15.04.2015 às 04:06

Estas palavras são erros que se têm encontrado na imprensa - a começar pelo diário da "república" que abunda em "fatos".
E tais erros não ocorriam antes da tentativa - ilegalíssima - da imposição do "acordo" de 1990 e são uma consequência directa do acordês.
Só um tolo é que pensaria que mudar milhares de palavras - coisa que nunca aconteceu em lado algum - não acarretaria o caos total. Já há anos, o Prof. António Emiliano previa o que se está a passar.
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De Luís Lavoura a 15.04.2015 às 11:20

Esses erros são algo de transitório, enquanto as pessoas não aprendem a nova ortografia, enquanto esta não é codificada em dicionários exatos, e enquanto não há corretores ortográficos adequados. Não constituem razão para que a ortografia permaneça imutável.
Os meus filhos já estão a aprender tudo de acordo com a nova ortografia. Na próxima geração já ninguém cometerá esses erros. É normal que os adultos tenham dificuldade em aprender a nova ortografia e portanto cometam erros.
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De Costa a 15.04.2015 às 13:12

Duas coisas pelo menos, então, se retiram do que você rabisca nessa corruptela insensata e infundada, elevada a "boa ortografia" por gente má (ou pelo menos muito distraída e incompetente) e por si adorada:

A) É apenas normal que se repitam à náusea e impunemente erros (veja-se que esses erros não foram coisa passageira; prolongam-se imperturbavelmente, por muito denunciados que sejam), seja perante a boa ortografia seja perante a repugnante de 1990 e desde logo em publicações com a responsabilidade pública do jornal oficial da república portuguesa, ou em publicações (e estações de televisão) com a responsabilidade formativa de jornais de grande tiragem e conhecida difusão por camadas menos cultas das população. É apenas normal, escreve você, e passará com o tempo. Tudo isso é normal e desculpável. Mas curiosamente (ou nada curiosamente, na verdade) se um estudante numa próxima prova escolar optar pela grafia de 1945 e 1973 perderá pontuação não irrelevante, ao ponto de poder condicionar, no limite impedindo-a, a sua evolução académica. O que para si será absolutamente natural, pois pela sua opinião - é o que decorre do que tem para aqui deixado - estarão então em causa erros imperdoáveis, fruto de um intolerável reaccionarismo ortográfico a apagar para sempre da nossa memória e dos nossos hábitos.

B) O AO90 foi-nos imposto antes de (palavras suas) haver dicionários "exactos" e correctores ortográficos "adequados". Ou seja, uma vez mais, e antes mesmo da discussão da bondade ou maldade do AO90 houve ou grosseira negligência ou má-fé descarada. Num mundo onde, por exemplo, a responsabilidade civil extracontratual do estado fosse levada a sério isto já teria feito rolar apreciável número de cabeças. Ou nunca teria acontecido, porque não reinaria a impunidade que se conhece.

Costa
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De Luís Lavoura a 15.04.2015 às 16:27

se um estudante numa próxima prova escolar optar pela grafia de 1945 e 1973 perderá pontuação não irrelevante

Naturalmente.

Eu também, quando era estudante, embirrava com a grafia de 1973 e perdi muitos pontos nos testes de português por usar a grafia anterior.

Um estudante aprende de acordo com a grafia atual e tem que a utilizar. Se se arma aos cucos, perde pontuação.

houve ou grosseira negligência ou má-fé descarada

Possivelmente. Mas o mercado está a funcionar e já há, creio, muitos dicionários e corretores ortográficos disponíveis. A maioria dos jornais, livros, etc já são escritos de acordo com a nova ortografia sem que se registem erros nem variações.
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De Costa a 15.04.2015 às 17:52

Precisamente. O mercado está a funcionar, escreve você. Precisamente. Uma gigantesca negociata, eis no que foi convertida - ao serviço do que foi colocada - a ortografia da língua portuguesa. E você, preclaro Lavoura, aprova.

Claro que o facto do mercado estar a funcionar em resposta a uma ilegalidade - a vigência do AO90 é ilegal (e por isso será ilegal penalizar alunos que o não sigam; e de extraordinária falta de educação - pelo menos falta de educação - afirmar que "armam aos cucos") - para si é absolutamente irrelevante.

É impressionante como você e a generalidade dos apoiantes daquela barbárie mandam às urtigas o estado de direito. Porque é isso mesmo o que fazem.

Costa
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De c. a 16.04.2015 às 00:14

Pode produzir qualquer prova por onde se verifique que tenha perdido muitos "pontos" nos testes de português por escrever com a "ortografia de 73"?
Seria uma experiência edificante.

Quanto à grafia actual, é a do Decreto nº 35 228 - isto se Portugal é, mesmo que vagamente, um Estado de Direito e não uma republicazeca de bananas.

Sabe-se que a corrupção alastra - no governo, na administração e nas oposições - mas ainda não chega ao Direito dos Tratados internacionais. O resto é conversa para licenciados da Lusófona.

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De Luís Lavoura a 16.04.2015 às 09:20

Não posso produzir prova porque, naturalmente, não guardei os testes que realizei há 35 anos.
Mas lembro-me de escrever coisas como "sòzinho" e "fàcilmente" e de a professora pôr lindas bola a vermelho à volta dessas palavras e de me descontar uns pontinhos por elas estarem mal escritas. E de eu protestar com ela dizendo que não fazia sentido tirar aqueles acentos, que eles eram imprescindíveis para a leitura correta das palavras, e de ela me dizer simplesmente que eu tinha que escrever as palavras corretamente.
E tinha toda a razão. Os alunos estão lá para aprender, não para exibirem a sua personalidade.
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De c. a 16.04.2015 às 19:23

Não refere em quantos valores foi prejudicado.
Deve preparar-se para provar as afirmações que faz. Incumbe-lhe o ónus delas. Se não está preparado para o fazer, arrisca-se a ser tomado por fala-barato.

Em 1933 os professores alemães receberam instruções para ensinarem aos alunos que as pessoas com deficiências mentais eram caras para o estado e teorias racistas.
Houve professores que resistiram a tais ordens. E terá havido alunos a protestarem.
Creio que dirá que os professores devem obedecer às ordens superiores e que os alunos estão lá para aprender.

Pois é, mas nas democracias, pelo menos nas avançadas, a Lei é algo de muito diferente da boçalidade autoritarista e totalitária. Tão diferente que o grande e digno Acordo do Castelhano tem carácter meramente indicativo, "por respeito aos utilizadores da Lingua".
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De fgy a 16.04.2015 às 19:32

O mercado tem formas legítimas e ilegítimas de funcionamento.
Com a escratura também havia mercado, o que significa que para saber do funcionamento do mercado será necessário aquilatar das leis que o regulam.
Em Portugal, vender um dicionário dizendo que é a ortografia em vigor será publicidade enganosa.
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De M. S. a 15.04.2015 às 15:44

Luís:
É capaz de me explicar a vantagem do AO quanto à ortografia?
Ou outras, se houver?
Cumprimentos
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De Luís Lavoura a 15.04.2015 às 16:21

Simplificou-se a ortografia, diminuindo o número de letras que não se lêem e o número de casos excecionais na ortografia.
Por exemplo, antes as crianças tinham que decorar que "tecto" se escrevia com um c antes do t mas "feto" se escrevia sem c antes do t. Agora não têm que decorar isso.

Diminui-se assim o número de letras a escrever, a quantidade de tinta e papel gastos e o tempo de quem escreve.
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De M. S. a 15.04.2015 às 17:54

Ó Luís:
O número de formas diferentes de escrever a mesmas palavras aumentou mais de 2000.
Não diga barbaridades.
São as ditas facultatividades.
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De Costa a 15.04.2015 às 18:05

Donde, graças ao AO90 , a parte superior e interior de um espaço coberto ("teto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http :/ www.priberam.pt dlpo /teto) e a glândula mamária. = MAMA, MAMILO, TETA (idem), partilham agora, para quem o aceite ou a tanto se sinta compelido, exactamente a mesma grafia.

Magnífico exemplo, Lavoura, de clareza de significado, de ausência de potencial ambiguidade, de inteligência, de verdadeira evolução. Obrigado. Mas há mais, há muito mais brilhantes serviços prestados à língua portuguesa, pelo A090

Costa

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De Luís Lavoura a 16.04.2015 às 09:11

A ambiguidade que você refere existe em múltiplas, para não dizer mesmo a quase totalidade, das palavras portuguesas.
Tome por exemplo "meta". Tanto se pode ler com o e nasalado (mêta, tempo do verbo meter) como com o e aberto (méta, fim de uma corrida). E escreve-se da mesma forma.
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De Costa a 16.04.2015 às 12:10

Admitamos por um instante que você tem razão nessa extraordinária proposição que aqui nos deixa: "A ambiguidade que você refere existe em múltiplas, para não dizer mesmo a quase totalidade, das palavras portuguesas."

Que faz o AO90, perante isso? Aumenta largamente as ambiguidades. O que para si estará muito bem, evidentemente.

Costa
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De Luís Lavoura a 16.04.2015 às 14:46

Aumenta largamente as ambiguidades.

Não aumenta nada. As ambiguidades sempre existiram.

Veja por exemplo as palavras "lactose" e "característica". Ambas têm um c antes do t e em ambas a letra antes do c é muda. Pelo que, o c antes do t nenhum significado tem em matéria de abertura da letra.

Há uma terra em Portugal chamada "Leça do Balio" (é um subúrbio do Porto onde há a fábrica da cerveja Super Bock). Quase toda a gente lê o a de Balio fechado. Na verdade lê-se aberto (mas não acentuado, a sílaba tónica é li). A escrita do português é irremediavelmente ambígua.
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De Costa a 16.04.2015 às 21:09

Ó Lavoura, uma réstia - mínima que seja - de honestidade, caramba. Mal de si se a sua acrisolada defesa da mixórdia em causa não tiver mais argumentos do que esses... Olhe que é preciso desfaçatez para vender assim a alma.

As ambiguidades sempre existiram, diz você; mas agora, com o AO90 aumentaram! Como pode você negá-lo? Veja o "pára" e "para", agora apenas "para": existia antes? Esta, por si só, representa uma verdadeira estupidez absolutamente indefensável.

E para usar coisa que lhe é recorrente, Lavoura, o "corretor/corrector", como se a actividade de mediador de valores mobiliários e de corrector (sim, com "c"!) de textos fosse a mesma coisa.

Lá que você diga "latose", é consigo. Eu aprendi, digo e ouço dizer "lactose", com o "c" longe de mudo! O mesmo quanto a "característica"; que numa dicção apressada poderá ignorar o segundo "c", mas que qualquer falante de português europeu - falante de português, enfim - naturalmente pronunciará com essa consoante se usar de um ritmo mais pausado.

Num caso e no outro, o "c" não abre qualquer vogal que o anteceda, pela simples razão (calcule você) que essa consoante se lê... Em Portugal, pelo menos. Que é o que me interessa.

Temos então muitas ambiguidades no nosso idioma... E você, vai daí, aplaude a ideia de ainda mais instituir. O seu pensamento tem um mérito: mais uma geração, ou se calhar nem isso, e todo e qualquer estudante de português será fatalmente avaliado com a nota máxima. Tudo (e o seu oposto) será admissível!

Uma verdadeira vanguarda intelectual!

Costa
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De Costa a 15.04.2015 às 18:18

Devastador argumento, sólido e relevantíssimo como um granítico colosso! "Diminui-se assim o número de letras a escrever, a quantidade de tinta e papel gastos e o tempo de quem escreve."

Ah, as salvíficas virtudes económico-financeiras do AO90 . Felizmente existe o Lavoura para as revelar.

As criminosas consoantes mudas finalmente desmascaradas e reveladas as suas deletérias funções. E nós, seus utilizadores, merecidamente expostos no pelourinho como cúmplices dessa traição às finanças públicas e à economia da pátria.

Lavoura, culpado me confesso!

Costa
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De c. a 15.04.2015 às 23:45

Mas, a nova ortografia não era "natural"? Tem de se aprender o "natural" e o "simples"? Tão "simples" que demorava meia hora, segundo a Edviges, da "Associação de Professores de Português" (sic)?
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De Luís Lavoura a 16.04.2015 às 09:17

Nenhuma ortografia é natural. Todas têm convenções, regras e exceções.
A nova ortografia apenas tem um pouco menos exceções do que a anterior. Nesse sentido, constitui um pequeno progresso.
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De c a 16.04.2015 às 20:16

Convenção não significa arbitrariedade. As convenções ortográficas partem do uso dos utilizadores da língua ao longo dos séculos que vão fixando, não o criam (a não ser em ditaduras ou em países sem tradição democrática e de baixa literacia). A dificuldade, em ortografia, é estabilizá-la, coisa que os ingleses têm, que nós tínhamos, a par com o 1º mundo e que os brasileiros simplesmente não têm - nem terão, tão cedo, porque a qualidade da escolaridade brasileira é péssima.

O "progresso" não é simplificação, A regra, parece ser do simples para o complexo. Quem acompanha o progresso da "physics" percebe isso rapidamente.

De resto, a ortografia brasileira, "simplificada", parece não ter gerado qualquer melhoria no terrível analfabetismo e na iliteracia daquele país, ficando os seus alunos sempre nos últimos lugares, quando não mesmo no último lugar nos testes PISA. Em compensação, os alunos chineses - que têm uma ortografia, digamos, "um pouco" difícil ocupam os melhores lugares.
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De Luís Lavoura a 14.04.2015 às 17:40

Chamam a isto "fórum + debate", mas debate não haverá nenhum, porque tiveram o cuidado de não convidar ninguém que defenda a nova ortografia.
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De fgy a 15.04.2015 às 04:00

A nova ortografia é a brasileira de 1943? Aquela a que os brasileiros voltaram por motivos xenófobos e nacionalistas, como confessou Houaiss ("o acordo de 1945 foi rejeitado por parecer lusitanizante"?) e que querem agora impor a Portugal, por intermédio de políticos com a estatura intelectual de Miguel Relvas?
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De Luís Lavoura a 15.04.2015 às 11:24

Estou-me nas tintas para os brasileiros, tanto os de agora como os de 1943. O Brasil que escreva como quiser. A nova ortografia é a que vigora em Portugal e é a adaptada ao português tal como ele é falado em Portugal. Tem consoantes que se pronunciam em Portugal, tal como a ortografia brasileira tem consoantes que se pronunciam no Brasil. Tal como a ortografia do castelhano tem consoantes que se pronunciam em castelhano mas não se pronunciam em português, e vice-versa.
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De fgy a 16.04.2015 às 19:28

Não se esteja nas tintas para os brasileiros que foram eles que impuseram este acordo. "As pressões no Brasil" de que falou Cavaco.
Quanto à ortografia portuguesa, é a do Decreto 35 228.
A lei não é para cumprir?
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De Anónimo a 15.04.2015 às 04:14

A "nova" ortografia (isto é, a velha, brasileira, de há 80 anos) não precisa de "defesa": tem o Cavaco a defendê-la e nos governos gente como a ministra alçada ou miguel relvas. Eminências, portanto.
E parece que faz parte dos artigos de fé da religião que tem como fiéis gente que, muito discretamente e de avental posto, está sempre no poder, mesmo quando está oposição.
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De Mal por Mal a 14.04.2015 às 18:15

Primeiro temos que ouvir o que dizem os brazucas.
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De Pedro Correia a 16.04.2015 às 00:28

Eles vão mandar carta com aviso de recepção. Que em acordês, em nome da "unificação ortográfica", passou a escrever-se 'receção' - palavra homófona de recessão. Mas só em Portugal. Porque no Brasil continua a ser recepção. Como sempre foi.
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De José Neto a 14.04.2015 às 21:43

Só não entendo a razão pela qual, assumida que é uma conclusão (diga não ao acordo ortográfico), deram a esse encontro o epíteto de «debate». Será possivelmente tudo; debate é que não.

José Neto
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De Pedro Correia a 16.04.2015 às 00:25

Quem impôs o "acordo ortográfico" à revelia da quase totalidade dos pareceres científicos e de quase toda a comunidade de utentes qualificados da língua, começando pelos nossos maiores escritores, foram as parteiras deste aborto. Debate zero. Daí, em vez de se unificar a ortografia - objectivo aliás inalcançável - temos hoje pelo menos três ortografias em vigor no chamado espaço lusófono. Fora as aberrações quotidianas que não se enquadram em pauta ortográfica alguma mas que vigoram por aí na mesma.
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De Helena Sacadura Cabral a 14.04.2015 às 21:52

Pedro que pena não ter sabido antes. Gostaria muito de lá ter ido!
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De Pedro Correia a 16.04.2015 às 00:22

O anifiteatro encheu, Helena. E ainda bem. Cheio em quantidade e em qualidade.
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De jo a 14.04.2015 às 22:15

Os doutos proponentes do debate conseguiram fazer um cartaz com erros, quer considerando o AO quer considerando a grafia imediatamente anterior.

Pelo menos já provaram que as asneiras não são devidas exclusivamente ao AO.
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De Pedro Correia a 16.04.2015 às 00:22

A asneira anda à solta em todo o lado, começando no Diário da República e terminando nas legendas de filmes e séries, passando pelas páginas do jornais. Os exemplos que surgem no cartaz surgem de casos reais. Eu próprio tenho referido vários neste blogue de há vários anos para cá.
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De Costa a 14.04.2015 às 23:56

Leio por aqui umas pessoas muito incomodadas com a ausência entre os convidados, a título de oradores, de defensores do nojo ortográfico que por estes tempos viola a cada instante a língua portuguesa. Nem o tinham que ser, a entrada era - que saiba - livre e o debate, como indicado, "com o público presente".

Sendo este encontro organizado por pessoas que abertamente se não rendem à vergonha ortográfica ilegal e arrogantemente imposta entre nós, e não por "neutros", era apenas de elementar coerência que não convidassem partidários dessa ignomínia na qualidade de oradores. Ou consideram-se os "acorditas" tão superiores que se torna intolerável a ousadia de os não convidar para um evento que expressamente terá visado combater o que professam? Admitamos que seria (será) no mínimo de um deslumbramento, de uns, e de uma submissão, de outros, repugnantes.

Mas se estão eles, os seguidores dessa mistela, tão certos da sua razão, teriam apenas que integrar o "público presente" e esmagar com a superioridade da sua opção - que decerto demonstrariam à saciedade - toda a sala, com isso obtendo retumbante vitória a favor da causa do abastardamento da língua portuguesa. Fizeram-no?

Não sei. Infelizmente, não me foi possível participar neste debate.

Quanto às palavrinhas que não integram o AO e cuja apresentação tanto incomoda esses súbitos e tão irados zelotas do português, apelo ao que neles ainda possa subsistir - não mais do que residualmente, na melhor hipótese, temo - de boa fé: é que esses aleijões ortográficos, também fruto da absoluta confusão lançada pelo AO, e que por aí campeia indomável, podem ser repetidamente encontrados por todo o lado, de publicações tidas como de "referência", ao Diário da República. Sejam coerentes, então, essas virgens ofendidas: organizem uma larga série de debates, ou o que lhe queiram chamar, no sentido de rapidamente sanar esse dano, mais um criminoso dano, que se deve à estúpida, indefensável e absolutamente desnecessária acção de desestabilização que impuseram ao nosso idioma.

Costa

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De Maria Dulce Fernandes a 15.04.2015 às 09:41

Gostava muito de poder ter assistido/participado ( não consta que a plateia tenha que ser muda, como as consoantes que retiraram do poster).
Quem nunca teve vontade de esmagar um smartphone ou um tablet, depois de escrever um texto cuidadosamente pensado e constatar que (se enviou sem reler, como tantas vezes acontece) criou um monstro sem forma nem sentido, porque os gadjets têm correctores ortográficos que obedecem cegamente ao AO que nos "corrigem" traiçoeiramente a escrita como qualquer bom funcionário do Ministério da Verdade?
Depois do mal feito, é cortar a cabeça à hidra das palavras. Nunca deveria ter sido vendida em terras lusas com a funcionalidade do teclado em Português, pois bem vistas as coisas não passa de algo verde e amarelo, defectivo e amarfanhado.
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De Pedro Correia a 16.04.2015 às 00:20

A hidra sem cabeça fica idra, Dulce. Poupa-se no h, essa orrorosa consoante muda, e gastam-se assim menos palavras, na genial definição de alguém que tentou exibir sapiência nesta caixa de comentários.

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