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Delito de Opinião

História

Maria Dulce Fernandes, 14.11.25

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Todos crescemos com histórias de deuses, demónios e anjos, de terras de oiro, fontes de juventude, animais monstruosos e homens capazes de feitos de tão grande heroísmo que os elevaram muito acima do comum dos mortais.

Quem não se lembra do panteão de deuses imortais e semideuses valorosos que decoram as raízes étnicas de todos os credos e culturas?

Quem nunca ouviu falar no heroísmo e tenacidade da padeira de Aljubarrota, de Rómulo e Remo, de Robin Hood, Wilhelm Tell, Paul Bunyan ou  Hans Brinker?

São lendas e mitos que fazem parte da história, porque afinal a história trata de compilar, avaliar e verificar todo o tipo de informação transcorrida desde que o conhecimento existe. Existe história em tudo, e tudo e todos fazemos parte da história com maior ou menor grau de relevância.

Há a história que nos contam os antigos, que a ouviram de outros que a sabiam porque alguém mais velho lhes contou; é a tradição oral de quem conta um conto, tão enraizada no folclore dos homens desde que existem em grupos nómadas ou sedentários.

Todas as histórias juntas perfazem a história que estudamos nos livros das escolas, colégios e universidades. A história de alguns, de muitos, de todos e a sua influência no Mundo para ter chegado ao dia de hoje nos moldes em que o conhecemos.

Por fim, há a história viva. São aqueles factos ou pessoas que não passaram à história, só porque fizeram parte dela. Não há muita gente que tenha sobrevivido à sua história. Pessoas maiores são diferentes e normalmente as diferenças assustam e o resultado é eliminá-las  antes que  aniquilem a nossa forma de vida. Aconteceu há mais de 2000 anos na Galileia.

O tempo é implacável e o mundo vai perdendo todos os dias pedaços vivos da sua história, da  história dos homens, aqueles que viveram e fizeram História.

Pena que muitas pessoas que deixaram marca no tempo, enquanto são vivas, caiam no esquecimento com tanta facilidade e só se volte a falar nelas quando morrem. Como só a morte lhes pudesse dar a devida grandeza.

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