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His master's voice de Setembro

por Pedro Correia, em 30.09.19

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«Ontem, no debate a seis, houve tudo menos um arrufo. Não foi bonito de se ver a interpelação de Catarina Martins a Costa. E ele respondeu-lhe à letra. António Costa foi obrigado a descer a terreiro pq [porque] eram seis contra um. Já chega de debates.»

Luísa Meireles, directora de Informação da Lusa, comentando o debate na RTP entre os líderes dos seis principais partidos

Twitter, 24 de Setembro


4 comentários

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De PNFerreira a 30.09.2019 às 12:01

Gostaria de escrever que fiquei surpreendido ao ler as palavras da senhora directora de informação da Lusa, mas não seria verdade. Não que ela não tenha direito à sua opinião, é evidente que tem, aliás, não sei se é pior essa escancarada militância na causa governativa ou a hipocrisia de outros jornalistas / comentadores que, em contorções dignas do Circo de Monte Carlo, dizem tudo o seu contrário em acalorados considerandos até chegarem à invariável conclusão de que a razão / verdade está do lado do _________________ (a preencher conforme a cor das lentes).
Esta senhora é comentadora no Contraditório da Antena 1. Em tempos foi um programa interessantíssimo, com participantes defendendo pontos de vista diversos, muitas vezes antagónicos, evidenciando enquadramentos ideológicos pessoais, se assim posso dizer, mas quase sempre usando argumentos inteligentes, bem pensados, cultos e sobretudo críticos. Actualmente, quem ainda tem coragem para sintonizar aquilo, leva com Luísa Meireles e Raul Vaz, vozes dos donos versão PS e PSD. O facho que a senhora agora carrega, iluminando a escura mina da indigente justificação de tudo e um par de botas, foi durante o governo anterior corajosamente empunhado pelo cavalheiro. Deve ser isto a chamada alternância democrática...

Jornalismo livre é um direito democrático, insubstituível numa sociedade saudável e que se respeite a si própria. Não me verão a dar para o peditório da crucificação do jornalismo e dos jornalistas. Até porque sei muito bem qual é o verso dessa medalha e prefiro mil vezes jornalismo independente medíocre e cheio de vícios, a jornalismo "de referência" amordaçado. Se escrevo assim é porque me preocupa o estado da comunicação social em Portugal, ou seja, o meu direito a estar informado, e o modo como pessoas com responsabilidades na comunicação social se sentem no direito de dar tão maus exemplos. Parece-me impossível que não impere um certo sentido de decoro ou de missão em quem tão levianamente assim se alivia em público das suas opiniões. Que diabo, nem que fosse um mesquinho sentido de defesa da corporação que levasse esta gente a ser menos opinativa e mais... jornalista!
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De V. a 30.09.2019 às 12:35

Acho que é esse equívoco de haver um "direito a estar informado" que cria o embuste da utilidade pública de uma central de notícias controlada pelo governo.
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De PNFerreira a 30.09.2019 às 13:32

O embuste que refere e com o qual concordo não coloca em causa o que defino como direito à informação. Talvez seja a palavra, rompida de tanto uso, que esteja desvalorizada nestes tempos...

Em tese posso admitir a existência de comunicação social pública em países com baixa literacia, muita pobreza, onde o acesso à informação seja "um luxo" ao alcance de uma minoria, mas num país como o nosso é um mero instrumento ao serviço do poder político. Este é um triste exemplo, embora não seja o único. Repare como até primeiros-ministros que tentaram cultivar uma certa aura liberal (assim de repente penso em Passos e antes Durão Barroso) nunca tocaram na Lusa ou na RTP.
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De V. a 30.09.2019 às 16:47

Sem dúvida, quem quer estar informado e ler jornais — deve comprá-los.

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