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Há vida para além das notícias

por Pedro Correia, em 29.10.19

Todos os dias, ao ligar o computador, recebo um "agregador de notícias" que pretende resumir-me o que de mais importante aconteceu nas horas precedentes à escala global.

Vale o que vale como fonte noticiosa: nada. Mas justifica atenção enquanto reflexo do ar do tempo. Como sintoma da espuma de irrelevância que invade o nosso quotidiano.

Esta manhã, foi este o flash noticioso que me chegou: «As saias do assessor de Joacine continuam a dar que falar, a fotografia do cão que Trump publicou e outras notícias.»

Só o anedótico, o irrisório e o descartável parecem importar na ditadura do algoritmo que condiciona os critérios editoriais. E, no entanto, a vida real continua a pulsar, indiferente aos mecanismos mediáticos que a ignoram.


14 comentários

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De Luís Lavoura a 29.10.2019 às 14:42

Muitos soldados em guerra são violadores.
Violar as mulheres do inimigo faz parte da humilhação que se lhe pretende infligir.
No final da 2ª grande guerra, dezenas de milhares de mulheres alemãs foram violadas por soldados soviéticos.
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De Anónimo a 29.10.2019 às 16:09

E temos a transformação de algo escalar em algo binário. Uma das tácticas da argumentação Marxista.
Todos os exércitos têm violadores - como também têm assassinos -afinal nas grandes guerras estamos a falar de milhões de pessoas.

A diferença é a escala, o que é parte da política/estratégia/ideologia/religião, o que tolerado, o que é punido.

lucklucky
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De o cunhado do acutilante a 29.10.2019 às 23:26

Todos os exércitos têm violadores. Descobriu, o mundo espantado.
Quem diria, hem?!
E todas as sociedades civilizadas, bem-falantes, educadas, calmas e pacíficas, bem-trajadas e engravatadas têm violadores, estupradores, extorsores, estripadores, falsificadores, e por aí adiante.
E tudo brilhantemente executado sem rasto nem laivos de visionamento enviesado, que no caso primeiro a violência do combate hipoteticamente levaria a conjecturar.
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De Manecas a 29.10.2019 às 19:30

"Violar as mulheres do inimigo faz parte da humilhação"
Não é só isso. Fiz parte do exército colonial (obrigaram-me).
É que os soldados sofrem muito. Passam fome, perigos, vêem amigos morrer e ficarem estropiados. Por vezes com as tripas de fora. Na guerra não se morre como nos filmes de cowboys, vê-se sangue e vísceras. Foi assim na guerra colonial que não foi das piores. Muitas privações, incluindo sexuais. Logo quando têm uma oportunidade .... muitos não se controlam. E se estiverem em território inimigo em que as mulheres locais são vistas como parte do inimigo .... e que frequentemente cedem sem ser preciso violência explicita. A guerra tem de se viver para se perceber. Os manuais de história (com a exaltação do herói, etc.) não mostram como é. Imagine o seu amigo com a barriga aberta a arrastar as tripas e o fígado no chão....Um tipo assim que não vê mulher há meses .... como se comportará?
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De o cunhado do acutilante a 30.10.2019 às 01:24

Como se comportará?
Depende dos instintos do animal. Também fiz parte dessa guerra, quatro anos a partir do início quando ela era mais acesa e sanguinária, matei e vi morrer porque me disseram que estava ali para defender a pátria, mas nunca violei, maltratei ou usei de violência para quem estava em posição vulnerável, e muito pelo contrário defendi e protegi quando alguém do meu lado deixava escapar a fera.
Tudo depende, portanto, dos instintos de cada um, ou de em quaisquer circunstâncias saber-se distinguir o bem do mal.

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