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Há políticas que até fazem sentido

por Joana Nave, em 22.01.18

Quem me conhece sabe que sou uma espécie de anti-política. Não me interessa, tudo o que sei abomino e acho até que é uma perda de tempo. Se sei do que falo, sei. Para ter impacto na vida social, não precisamos de fazer parte de um grupo partidário, há tantas outras formas... Hoje em dia, existem milhares de movimentos activistas que têm mais impacto que a política, mas mais importante ainda, que fazem mais com menos recursos, que não necessitam de facções e politiquices, de caciquismo, e afins. Pessoas que fazem a diferença, que influenciam os outros e que têm um impacto positivo na sociedade.

No entanto, esta semana dei por mim a pensar que o meu alheamento não me está a permitir louvar algumas boas políticas que andam por aí. Fiquei surpreendida, no verdadeiros sentido da admiração, por saber que o Governo está a influenciar a redução do consumo de açúcar e sal. É certo que a mudança de comportamentos é cultural e hábitos enraizados não se alteram de ânimo leve, mas cada pequeno gesto conta, rumo a uma vida mais saudável. Já agora, devia haver incentivos para que as pessoas fizessem mais exercício físico, que não apenas a moda das corridas e os circuitos de manutenção.

Parece-me claramente que o mundo está a evoluir em termos de expansão da consciência, estamos a tornar-nos mais atentos à forma como o nosso comportamento afecta o planeta. Ainda assim, há muita falta de civismo, muita cegueira face aos problemas ambientais, e será importante que haja políticas cada vez mais interventivas para mudar o que é necessário.

A política não me fascina, mas devo louvar o que de bom se faz.

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17 comentários

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De Rão Arques a 22.01.2018 às 09:45

"Para ter impacto na vida social, não precisamos de fazer parte de um grupo partidário, há tantas outras formas... Hoje em dia, existem milhares de movimentos activistas que têm mais impacto que a política,".
Confesso que fiquei baralhado por não entender que a politica e seus impactos se esgotam nas atividades partidárias.
Parece-me uma visão demasiado cerceadora e enclausurada.
Isto é politica!
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De Joana Nave a 23.01.2018 às 23:02

Eu é que não percebi... A política e os seus impactos esgotam-se nas actividades partidárias? Talvez... Mas influenciam a nossa vida, quer queiramos quer não!
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De Anónimo a 22.01.2018 às 10:33

O que a política faz de bom são migalhas que caem da mesa onde as classes dominantes se banqueteiam.
E o pior é que o povo agradece, penhorado.
E agradece, porque ainda se não deu conta de que, ao contrário do que lhe têm dito ao longo de milénios de história, a política, como as religiões e afins, não passam de instrumentos estratégicos para o manipular, oprimir e explorar, em favor das referidas classes dominantes.
As evidências são tais e de tal monta, que parece ninguém dar por elas.
Como ninguém dá conta de que respira... até que lhe falte o ar.
Como é possível?!
João de Brito
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De Vlad, o Emborcador a 22.01.2018 às 12:46

"E o pior é que o povo agradece, penhorado."

João, são necessárias as Vanguardas
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De Joana Nave a 23.01.2018 às 23:03

Então e o que sugere para mudar as influências políticas e religiosas?
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De Anónimo a 22.01.2018 às 11:24

A propósito...
Tenho acompanhado o diferendo Angola-Portugal.
Ontem à noite, acompanhei um debate, num canal de televisão, entre um homem da justiça, um homem da política e um homem dos jornais.
Foi a lei e a constituição contra o bom senso, o pragmatismo e os interesses.
Adivinhem quem vai vencer.
Será mais um rude golpe na constituição e na separação de poderes.
Todos sabemos que já não é de agora.
Mas desta vez é de forma assumida, descarada, oficial.
Como Trump com a migração, o ambiente, a ONU...
A política é isto.
Quem ganha são os mesmos - cada vez mais os mesmos, como rezam estatísticas fresquinhas.
Quem perde são os mesmos - cada vez mais sem serem os mesmos.
Até à "rebanhização" final.
Como é possível?!
João de Brito
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De Anónimo a 22.01.2018 às 12:21

Assustador que alguém aplauda o Totalitarismo.

Depois não se queixe, quando lhe baterem à porta. Porque você não é igual a maioria.
Também não admire com a mediocridade de um país de incapazes que vai criar.

Se a autora julga que os portugueses não têm capacidade para escolher o sal e o açúcar têm capacidade para votar?

Lucklucky
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De Joana Nave a 23.01.2018 às 23:06

Incapacidades há muitas e infelizmente nem sempre as pessoas tomam as melhores decisões. Faz parte da condição humana errar, mas também não acho que a anarquia seja a solução. Se não houver regras, instala-se o caos!
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De Vlad, o Emborcador a 22.01.2018 às 12:31

"Para ter impacto na vida social, não precisamos de fazer parte de um grupo partidário "..." movimentos activistas que têm mais impacto.. que fazem a diferença, que influenciam os outros e que têm um impacto.... na sociedade"

Condena portanto partidos políticos, louvando movimentos políticos.

Joana , até na secção de legumes , ao escolhermos rábanos de agricultura biológica, decidimos politicamente.


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De Cristina M. a 22.01.2018 às 18:21

mas há quanto tempo não existem políticos, os mesmo mesmo, esses de que fala?
a Política é uma coisa nobre, e não é, seguramente, o que move quem senta o traseiro no hemiciclo cá do retângulo.
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De Vlad, o Emborcador a 22.01.2018 às 18:56

Ser-se nobre é não precisar de política para nada.
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De Cristina M. a 22.01.2018 às 20:33

ser-se político, é precisar ter Nobreza em tudo.
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De Joana Nave a 23.01.2018 às 23:07

Eu costumo comprar os legumes e a fruta na "Fruta Feia"... Será uma decisão política apoiar uma cooperativa que evita o desperdício alimentar, ao invés de alimentar os lucros das grandes superfícies comerciais?
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De jj.amarante a 22.01.2018 às 15:21

A verdadeira política é a arte de influenciar uma sociedade de forma que ela adopte características que valorizamos. Neste processo existe uma necessária luta pelo poder que por vezes atraiçoa a luta pelas características que nos moveram inicialmente. Por vezes as pessoas julgam que a luta pelo poder é o que constitui a política quando esta é realmente uma luta pelos valores.
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De Joana Nave a 23.01.2018 às 23:09

Estou de acordo!
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De Sarin a 23.01.2018 às 22:05

Política é o conjunto de estratégias e objetivos, não é exclusivamente o resultado da actividade partidária.

Sou pela responsabilização directa, causa e efeito, incumprimento e sanção. Porque há que respeitar as escolhas individuais, e quem sou eu, aquele ou o Estado para impedir a figura de urso. Mas quando estas escolhas têm implicações na saúde o incumprimento e sanção não chegam - porque todos os casos de saúde acabam por ser casos de saúde pública, quanto mais não seja pelo ónus.

Também me desagradam as proibições de substâncias não psicotrópicas. Por isso achar a sobretaxação uma medida inteligente, uma medida que, dando liberdade de escolha, responsabiliza o consumidor.
Lamento é que o produto das taxas sirva para a requalificação das empresas e não para a sensibilização dos consumidores ou para a (melhor) dotação de alas hospitalares de apoio a diabéticos e hipertensos! Porque reduzir sal ou açúcar é mera questão de reformulação, e não vejo o produto dos impostos do tabaco a serem dados aos agricultores para reconverterem os seus campos - estes, sim, em maus lençóis com a diminuição do consumo.
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De Joana Nave a 23.01.2018 às 23:09

Não podia estar mais de acordo!

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