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Greta D'Arc

por jpt, em 24.05.19

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Nas últimas semanas fui vendo em blogs e no Facebook vários pequenos textos de gente que leio com atenção e até de amigos bem próximos, que surgiram azedos sobre Greta Thunberg, a jovem sueca tornada ícone ambientalista. Alguns até partilhando um texto viperino, gozando com a propalada condição da jovem, dita com o síndrome de Asperger. Trata-se de um meio intelectual definível, ainda que algo heterogéneo ideologicamente: é gente que se revê num "centro", "direita" ou até "extrema-direita", que anuncia filiação a um conservadorismo ou a um liberalismo, ou mesclando-os, às vezes de forma um pouco atrapalhada. O argumento é sempre similar: o aquecimento global é um mito, ouvir uma jovem é um populismo e/ou uma infantilização da vida política. Alguns complementam sobre a impossibilidade desta adolescente ter a solução para o problema, ainda que este inexistente, segundo as suas perspectivas, um oxímoro argumentativo que parece escapar a estes locutores.

Foi comentando um desses textos, oriundo de um intelectual português que bem aprecio, que me surgiu a ideia - a qual, de tão óbvia me pareceu, porventura outrem já terá avançado mas se assim aconteceu desconheço-o - que esta adolescente é uma Jeanne D'Arc actual. Pois, lendo a história da donzela de Orleans, tornada símbolo da cristandade e do seu país, de facto do polissémico "morrer pela Pátria", como não intuir que aquele comportamento obsessivo da adolescente camponesa poderá ter sido originado numa peculiar condição? E com toda a certeza, como aliás comprova o seu final, também ela incomodou os sábios "bloguistas" e "facebuquistas" de então. Apesar de ter sido útil ao reino.

Daí esta minha Greta D'Arc, obsessiva na sua dedicação à causa ambientalista. E que tanto incomoda tantos locutores. Esta dedicação extrema teve impacto. Ela apareceu induzindo um movimento ecologista geracional. Se em Outubro os iniciais pequenos grupos ecologistas deste movimento tinham ainda alguma dificuldade em chegar à fala com o secretário-geral da ONU (ainda que acolhidos pelo seu gabinete), agora Thunberg, a sua inspiradora, é recebida, sinal da crescente consciência de alguns líderes políticos da gravidade da situação. Uma esmagadora maioria dos cientistas está convencida que o problema é enorme e urgente. Uma minoria nega-o. Como se sabe, na história nem sempre a maioria dos cientistas (a "ciência normal") tem a razão face às minorias. Mas este argumento tem uma fragilidade nesta questão: as minorias que estavam certas normalmente (ainda que nem sempre) fundamentavam-se em hipóteses e métodos inovadores, afrontando as perspectivas vigentes. Neste caso as minorias renitentes não apresentam essas características inovadoras. Mas mesmo assim é possível que os que negam a hipótese do aquecimento global poderão estar certos - e que bom que será se assim for. Mas ainda que assim seja, que não estejamos na alvorada de uma dramática mudança climática causada pela humanidade, algo é inegável: a degradação ecológica é gigantesca.  E universal. E justifica toda a atenção.

Os que negam a hipótese de aquecimento - e a pertinência de atentar nesta jovem ícone e no actual movimento ecologista juvenil - são também um fenómeno intelectual interessante: os que se dizem conservadores alheiam-se de um tradicional item das agendas políticas conservadoras, a protecção ecológica; e os que se dizem liberais, estão totalmente alheados de uma visão capitalista, se se quiser da "destruição criativa" (eu sei que Schumpeter não é o arquétipo do liberal mas não pode ser dito como um radical anti-liberal), das imensas possibilidades lucrativas de novas políticas ecológicas (nas várias áreas da actividade). Ou seja, nestes locutores não é um conservadorismo e muito menos um verdadeiro liberalismo que vigoram. É um mero atavismo. Não de agora. O sufragar das posições americanas sobre o assunto mostram-no bem: há quase duas décadas, no seu primeiro discurso de tomada de posse presidencial, George W. Bush anunciou o seu distanciamento ao protocolo de Quioto por este ser adverso ao "american way of live". Dizer (resmungar) na altura - e depois - que tal afirmação era vácua, pois o tal "modo de vida" assentou na vigorosa abertura a transformações, devida à capacidade inovadora, organizativa e tecnológica, de uma sociedade cheia de recursos e livre de imensas barreiras institucionais que vigoravam nas suas concorrentes industrializadas de então, surgiria como uma resposta "comunista" ou parecida. Mas é uma coisa tão óbvia ...

Este atavismo impensante dos irritados com o impacto de Greta Thunberg, e do movimento que ela simboliza (e induziu), nota-se num aspecto e prova-se noutro. É comum (porventura como o foi nas gerações precedentes) ouvir os actuais adultos menorizarem as práticas da juventude actual: não são dados à leitura, atentam em youtuberes vácuos, não brincaram na rua, seguem sobre-protegidos e assim alheados da natureza, não socializam, encerrados em consolas de jogos e telemóveis, na futilidade da internet imediatista, são consumidores mimados, são totalmente apolitizados, etc. Subitamente, no espaço de um semestre, um movimento internacional de jovens cresceu: na sua heterogeneidade não surgem folclóricos, presos a velhas pantominas hippiescas; não são um culto de falsos heróis que encestam bolas em redes; nem cultuam LSD ou heroinas, que tanto maceraram as gerações precedentes; não destroem as propriedades públicas e privadas, como os seus "tios" vestidos de coletes amarelos; não saíram dos "seminários de insurreição" promovidos em acampamentos de maoístas e trotskistas; não têm como ídolos um qualquer Ernesto Guevara ("fuzilamos e continuaremos a fuzilar") em frémitos de utopias devastadoras; não seguem perversos pregadores hindús, islâmicos ou evangelistas, advogados de uma "purificação" das almas. Querem, e para isso se manifestam ordeiramente, numa saudável heterogeneidade de estilos, uma mais ampla informação sobre o estado da situação ecológica, e que se desenvolvam políticas de protecção ambiental - questão que há décadas está na agenda internacional mas que não tem conhecido grandes progressos, devido às resistências das elites político-económicas. Querem isso e assim se mostram jovens cidadãos. Interessados e empenhados, bem ao contrário do que deles dizem os mais-velhos, que os proclamam alienados.

Uma questão recente mostra, provando-a, a radical superficialidade destes críticos. Ou a sua estreita visão do futuro: há duas semanas Mike Pompeo - antigo director da CIA e agora ministro dos negócios estrangeiros americano, como tal alguém bem mais importante e escrutinável do que Greta Thunberg - discursou no Conselho Ártico e disse: "Because far from the barren backcountry that many thought it to be in Seward’s time, the Arctic is at the forefront of opportunity and abundance. It houses 13 percent of the world’s undiscovered oil, 30 percent of its undiscovered gas, and an abundance of uranium, rare earth minerals, gold, diamonds, and millions of square miles of untapped resources. Fisheries galore. 

And its centerpiece, the Arctic Ocean, is rapidly taking on new strategic significance. Offshore resources, which are helping the respective coastal states, are the subject of renewed competition. Steady reductions in sea ice are opening new passageways and new opportunities for trade. This could potentially slash the time it takes to travel between Asia and the West by as much as 20 days. Arctic sea lanes could come before – could come the 21s century Suez and Panama Canals."

Passados dias percebe-se que nem um dos incomodados com a visibilidade de Thunberg, desta Greta D'Arc de hoje, e do juvenil movimento ecológico, comentou estas declarações do governante americante. Omnívoras, demonstrando uma visão do mundo até demencial. Nem um, que tenha eu reparado, destes locutores portugueses as comentou. Nem um. Nem um ... 

Isto em Pompeo, e no mundo "trumpiano", é um fundamentalismo mercantil (não liberal, entenda-se bem) patético, tal e qual como os fundamentalismos desses radicais de outros cultos. E nestes luso-locutores (até nos meus amigos próximos que assim bacocam) é muito um mero blaseísmo, a patetice do fastio. Pois ficam muito enfastiados com a agitação alheia, destes "jovens". Isto não é "direita", nem "extrema-direita", nem "centro". É só parvoíce. Perversa. E carregadinha de presunção, a presunção da "distinção". Que gente ... Que se julga, saber-se-á lá porquê, que por intelecto não é, com toda a certeza, acima do vulgo. De nós, comuns. Vão nisso enganados, pois se, como disse Ulianov, "o esquerdismo é a doença infantil do comunismo", este blaseísmo nada mais é que a doença senil do capitalismo. O tal atavismo ...


111 comentários

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De Anónimo a 24.05.2019 às 15:56

Eh eh eh tanto histerismo com o fim do mundo. Tanto desespero, indignação, preocupação, ansiedade, alarmismo e falta de esperança na humanidade. Sejam felizes.
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De Vorph Valknut a 24.05.2019 às 16:09

Quantas pastilhas emborcas? Faltam-te quantos? 5 anitos?
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De José Carlos Menezes a 24.05.2019 às 16:16

Concordo absolutamente com as suas palavras. Duvido que concorde com o que quis dizer.

Claro que há aquecimento global.
Apesar de estar mais do que provado que instituições científicas internacionais e a própria NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) americana terem falseado resultados, empolgando dados e resultados experimentais, a verdade é que há mesmo uma pequena anomalia nas médias de 30 anos e há uma tendência global de subida de temperatura.

Essa subida é pouco maior que a descida observada nos anos 60, voltando a subir pelos anos 70 e tais, e após os anos 85 é que começou a haver uma subida mais brusca.

Atenção, isto "visto ao microscópio". Se pusermos uma escala vertical de 1°C, não houve qualquer subida. Temos que pôr uma escala de 0,1°C para que se veja a subida. Na horizontal pomos o tempo.

Por acaso tivemos um período muito frio –"Pequena Idade do Gelo"– que antecedeu a Revolução Industrial. O Tamisa gelava todos os invernos e até se fazia uma feira anual em Londres sobre o seu leito. Há gravuras da época.
Isso pode confundir muito as coisas. Se fizermos um gráfico partindo de 1700, vemos a temperatura a subir, coincidindo com o consumo de combustíveis fósseis.

Mas não explica porque baixou nos anos 60 nem nos anos 20 nem porque resolveu subir (parece que a pique) nos anos 90. Que pusete deu a Terra para que isso acontecesse assim de repente?

Por acaso o "Período Quente Medieval" foi mais quente do que o actual. Provam-no os aneis de crescimento dos corais e das árvores mais velhas, provam-no a análise de sedimentos em lagos continentais, provam-no a existência de aldeamentos com provas de agricultura, hoje em planaltos gelados e provam-nos o nome Gronelândia (ah… já sei o pensou, não vá na cantiga…, não se constroem celeiros e currais se apenas há gelo, confirme).

Estamos num período interglacial. Würm foi há 18 mil anos e acabou oficialmente há 10 mil anos, daí para cá estamos a… aquecer. Até quando?

Bem as eras glaciares correspondem bem com os Ciclos de Milancovich. Eles dizem que vamos começar a arrefecer. Mas há mais ciclos:
O sol se arrefece contrai, se contrai proporciona mais fusão de hidrogénio para produzir hélio, se há mais fusão aquece, se aquece dilata, se dilata arrefece…

E a Terra?
Se há muito CO2, a temperatura sobe devido ao efeito estufa. Então há mais humidade no ar, mais calor, mais chuva, os desertos diminuem e a Terra fica mais verde.
Mas com mais vegetação há mais consumo de CO2, diminuindo o CO2, a Terra arrefece, chove menos, os desertos aumentam, a vegetação diminui, o CO2 aumenta…

O CO2 que temos actualmente na atmosfera é maior que em períodos frios, por isso temos a Terra mais verde do que há 20 anos. Vê-se perfeitamente comparando imagens de satélite.
Mas é ainda o reagente deficitário na fotossíntese. Com luz solar, água e CO2 produz-se vegetação, fruta, celulose, etc. O que impede um maior crescimento da vegetação, mesmo actualmente, é o CO2.

Podemos saber se o CO2 que temos na atmosfera é sobretudo de origem antrópica (humana)?
Sim, podemos. Mas poucos querem saber os resultados e os que sabem não conseguem transmitir. Estranho, não é?

O CO2 vindo dos combustíveis fósseis não tem Carbono-14 (14C) e a produção de 14C na atmosfera é constante desde há milénios.
Ah, mas agora não se pode devido às explosões atómicas. Não? Quem diz que não?

Se for, e é, monitorizado diariamente, pode-se retirar esse ruído de fundo. O resultado é: O CO2 que está na atmosfera provém em pequeníssima percentagem de combustíveis fósseis. 5,5 GTon/ano para um ciclo anual de mais de 700 Gton/ano.

Não me espanta que os jovens estejam preocupados. Afinal é o que lêem nos jornais, vêem nas TV's e aprendem nas escolas.
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De Vorph Valknut a 24.05.2019 às 17:04

https://climate.nasa.gov/causes/

The Role of Human Activity
In its Fifth Assessment Report, the Intergovernmental Panel on Climate Change, a group of 1,300 independent scientific experts from countries all over the world under the auspices of the United Nations, concluded there's a more than 95 percent probability that human activities over the past 50 years have warmed our planet.

The industrial activities that our modern civilization depends upon have raised atmospheric carbon dioxide levels from 280 parts per million to 400 parts per million in the last 150 years. The panel also concluded there's a better than 95 percent probability that human-produced greenhouse gases such as carbon dioxide, methane and nitrous oxide have caused much of the observed increase in Earth's temperatures over the past 50 years.

Indeed, studies show that solar variability has played a role in past climate changes. For example, a decrease in solar activity coupled with an increase in volcanic activity is thought to have helped trigger the Little Ice Age between approximately 1650 and 1850, when Greenland cooled from 1410 to the 1720s and glaciers advanced in the Alps.

But several lines of evidence show that current global warming cannot be explained by changes in energy from the Sun:

Since 1750, the average amount of energy coming from the Sun either remained constant or increased slightly.
If the warming were caused by a more active Sun, then scientists would expect to see warmer temperatures in all layers of the atmosphere. Instead, they have observed a cooling in the upper atmosphere, and a warming at the surface and in the lower parts of the atmosphere. That's because greenhouse gases are trapping heat in the lower atmosphere.
Climate models that include solar irradiance changes can’t reproduce the observed temperature trend over the past century or more without including a rise in greenhouse gases.

Seria interessante referir as suas fontes.
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De Vorph Valknut a 24.05.2019 às 17:26

http://www.pbmc.coppe.ufrj.br/pt/noticias/278-novo-estudo-sobre-clima-muda-opiniao-de-cientistas-ceticos

O professor Richard Muller, físico e cético sobre a mudança climática, fundador do Projeto Berkeley de Temperatura da Superfície Terrestre, disse que ficou surpreso com as descobertas. "Nós não esperávamos esse resultado, mas como cientistas é nosso dever deixar a evidência mudar nossas mentes”. Ele acrescentou que agora se considera um "cético convertido" e suas opiniões foram submetidas a uma "reviravolta total" em um curto espaço de tempo.

"Nossos resultados mostram que a temperatura média da superfície terrestre aumentou 1,5o Celsius ao longo dos últimos 250 anos, incluindo um aumento de 0,9o Celsius ao longo dos últimos 50 anos. Além disso, parece provável que, essencialmente, todo esse aumento resulta da emissão humana de gases do efeito estufa”, escreveu Muller em um artigo publicado no New York Times.

"Não me espanta que os jovens estejam preocupados. Afinal é o que lêem nos jornais, vêem nas TV's e aprendem nas escolas."

Só por mera curiosidade. O José lê o quê, onde e já agora em que altura do dia?

A haver alguma "conspiração", com o clima, ela estaria, obviamente, nos negacionistas, pois com eles estão os triliões das petroliferas/energias fósseis.
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De Anonimus a 24.05.2019 às 19:54

Este Muller?

As Dr. Muller and I discuss, scientists lose their credibility when they become advocates. The value of science is its objectivity, so when scientists throw out that objectivity, they lose their credibility. One example of this identified in the discussion is the issue of global warming. Dr. Muller candidly shares that he believes science has been hurt by global warming since so many scientists have engaged in exaggeration. The result? Scientists lose their objectivity, they are no longer trusted, and they lose their reputation as being the one part of information people can trust.

(2018)
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De Vorph Valknut a 24.05.2019 às 22:37

E....em que parte é que o Dr. Muller se contradiz?
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De Vorph Valknut a 24.05.2019 às 17:41

Isto também passou na tv.

https://youtu.be/EOctIuyVfnA

"Now what scientists are researching currently, and they don't all agree about, is what are the most important components of driving climate change. Is it carbon dioxide? Could it be something else like methane? When methane gets released that's an even more powerful greenhouse gas. We don't agree on how quickly things like the ocean level will rise. People have different estimates for how quickly that will happen. So there still is scientific controversy about what the most important aspects of climate change are and how quickly it will go in the future, but there is no scientific disagreement within NASA that humans are causing climate change."

https://youtu.be/kHp0ph37QRk
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De Manuel da Rocha a 28.05.2019 às 11:49

Seria interessante que não se focasse, como esses "cientistas" nos 300 anos, para validarem as suas conclusões.
O planeta Terra tem mais de 4000 milhões de anos. Sem ir muito mais longe, no último milhão de anos, a Terra já teve temperatudas médias de 22 graus negativos, tal como já teve médias de 50 graus... durante centenas de anos.
É que os advogados do clima, estão tão concentrados nos últimos 300 anos, que se esquecem que a areia das praias é mais velha do que a existência dos humanos, já tendo passado por muito mais que aqui os "heróis e vilões".
É aí que os protectores do ambiente falham... aproveitando para puxar da carta "o aquecimento global é real". Sim é, falta é justificar que culpam os humanos por ele, quando já aconteceu, milhões de vezes, na história do planeta.
Nem é muito complicado: Durante os primeiros 16 dias de Setembro de 1859, a temperatura média do planeta subiu 9 graus centígrados, voltando ao normal entre dia 17 e 18 do mesmo mês. Nalguns casos a temperatura nocturna, cá em Portugal, esteve acima dos 30 graus, durante o dia chegou a estar mais baixa que de noite. Só que os "cientistas" atiram com isso para o lixo, porque só há relatos e meia dúzia de medições, muitas delas sem terem sido validadas por 5000 cientistas, de renome, que não são validadas.
Nessa altura também morreram mais de 150000 pessoas, naqueles 20 dias. Só que não estão ligadas ás alterações climatéricas... neste caso, pode procurar na internet qual foi a acção humana que provocou esses 16 dias, algo que também encontra milhares de cientistas que consideram "impossível ter acontecido" e milhões de milhões de estudos que confirmam que nunca aconteceu...
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De Maria Dulce Fernandes a 24.05.2019 às 16:34

Que bom ler este postal. Mesmo.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:14

Obrigado pela gentileza
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De Anónimo a 24.05.2019 às 18:30

Há que levar a boa palavra "aos Chineses"...


JSP



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De Vorph Valknut a 24.05.2019 às 19:10

Que eu saiba os chineses não sairam do Protocolo do Quioto, ao contrário dos yankees.

http://www.worldwatch.org/node/144
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De Anónimo a 24.05.2019 às 21:25

Espantoso!
Tanto escrito inútil e reles!
Desde o post-mãe aos comentários.
Bom proveito.
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De Cristina Filipe Nogueira a 25.05.2019 às 11:38

Nada espantoso. Um (mais um) comentador tóxico. Anónimo, como não podia deixar de ser.
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De Anónimo a 24.05.2019 às 21:52

Quioto e a China, a China e Quioto...
Ou é ingenuidade ou optimismo "profissional"...
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De jpt a 28.05.2019 às 13:13

é mais malvadez
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De Cristina Filipe Nogueira a 24.05.2019 às 23:14

Parabéns, jpt, por este texto fantástico.
Assertivo, fundamentado e de uma clarividência desarmante.
Greta’Darc ( momento de grande inspiração) com a sua determinação cândida, representa, não só uma geração que tem vindo a dar mostras de que não são “o bando de alienados” de que muitos falam, sendo, isso sim, cidadãos com um sentido cívico apurado, conscientes e criteriosos nas lutas por que se batem, sendo estas, ironicamente, lutas altruístas, pois a todos beneficiam. Para além disso, Greta, representa uma valente bofetada, um despertar de consciências como há muito não tínhamos (falo por mim e incluo grande parte da minha geração).
Greta, transmite, ainda, uma esperança gigantesca na geração que nos sucederá e que já tem dado provas de estar mais atenta ao que nos rodeia, do que nós alguma vez estivemos.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:13

Agradeço a gentileza
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De JMS a 25.05.2019 às 23:43

Sobre o Sol e os Oceanos, os únicos reguladores da temperatura do planeta Terra, continuo sem ouvir uma palavra.

Começou como "aquecimento global", nos anos 70, mas perdeu força porque a vigarice era tanta que não pegou.

De há varios anos para cá mudaram para "alterações climáticas", frase muito mais consentânea, de acordo com opiniões de vários cientistas não ligados a governos e a organizações de estupidificação global, cientes das várias fases climáticas da terra há milhares de anos.

O clima do planeta Terra não é estático.

Concordo que existam casos localizados e por tempo limitado, por mão do "homem".

Culpar a actividade do ser humano (o "homem", esse vilão!) como o culpado das alterações climáticas, transforma pessoas normais em perfeitos atrasados mentais. Como, aliás, temos visto.

Se querem aumentar cada vez mais os impostos e pôr cada vez mais pessoas a viver pior a nível global, manter "a populaça" como carneiros muito obdientes, levar-nos ao início da Idade Média, é dar cobertura às "ideias" das Gretas Thunberg da vida.

Ao que isto chegou, sem ninguém se escandalizar. Por onde andam os indignados profissionais? Em Portugal, todos sabemos onde estão. E no resto do planeta também.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:13

Eu não sei? Pode avançar do paradeiro deles?
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De Anónimo a 28.05.2019 às 10:35

A carinha e o sorrisinho da Mona Lisa, o vestidinho do Conan Osíris, mais aquela do governante americante…
Estou de rastos.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:12

Compreendo-o bem anónimo, eu próprio já mal rastejo
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De Anónimo a 28.05.2019 às 13:58

O Manuel Cardoso escreveu: "As eleições europeias obtiveram valores altos de abstenção, como esperado. A culpa é tua, jovem."
Depois, perde-se em considerações inúteis e termina aconselhando a juventude a "bater à punheta", eles e elas, obviamente.
Continuo de rastos.
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De jpt a 28.05.2019 às 16:44

não sei quem é esse Manuel Cardoso mas presumo que seja alguém que lhe é significante. As melhoras
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De Anónimo a 28.05.2019 às 18:44

Segundo o próprio, presumo, "Manuel Cardoso é humorista. Posiciona-se contra quem tenta ser divertido em notas biográficas claramente redigidas pelos próprios. Escreve palavras no Word e por vezes interpreta-as. É stand-up comedian, faz vídeos, entre outras atividades criativas e egocêntricas, difíceis de explicar em almoços familiares."
Como vê, é insignificante e, muito provavelmente, punheteiro.
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De jpt a 28.05.2019 às 19:48

Não fazia a mínima ideia, obrigado. Aqui no blog - e até nesta caixa de comentários - comenta-se bastante a Bíblia. Julgo que nela o onanismo é condenado. Talvez esse comediante que você preza seja infiel.
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De jpt a 30.05.2019 às 06:43

Já o vi na página do Sapo, nunca reparara. Obrigado pela chamada de atenção
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De Anónimo a 28.05.2019 às 15:02

Eu acho é que o problema do ambiente não se resolve com conversa fiada.
O cidadão comum não tem a culpa do ambiente. Foram os capitalistas que nunca se preocuparam com o ambiente e os políticos sempre ganharam com isso. Quem resolveu que a água devia ser vendia em garrafas de plástico que até lhe tira o sabor? Qual era o mal da água em garrafa de vidro? Agora até o azeite é vendido em garrafas de plástico! São os capitalistas das marcas de carros que têm culpa de nunca ter fabricado carros limpos para o ambiente. Chega a ser estranho ser o cidadão a pagar imposto de carbono pois a alternativa não existe. Os impostos do ambiente devem ser cobrados aos fabricantes de produtos e nunca ao cidadão.


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De jpt a 28.05.2019 às 15:53

De pé ó vítimas da fome ...
Vamos lá a reduzir as preocupações ecológicas à luta de classes, é mesmo esse o caminho a seguir.
Francamente, pior do que os malucos dos negacionistas é este tipo de colonização comunista
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De Anónimo a 28.05.2019 às 16:09

Você é mais um com conversa fiada. Falei eu em luta de classes ou colonização comunista? Eu apenas referi quem tem a culpa do problema do ambiente que não é de forma alguma uma questão politica ou ideológica. A culpa é dos produtores de coisas más para o ambiente e dos políticos que as aceitam assim. E nunca do cidadão que nunca tem hipóteses usar sempre produtos amigos do ambiente. Você é um deturpador das minhas palavras.
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De jpt a 28.05.2019 às 16:24

Anónimo nada deturpei. Você para comentar textos, de modo concordante, discordante ou neutral, tem que os perceber. Fui eu que falei de luta de classes e em colonização comunista. Porque é isso que está no cerne do seu entendimento da questão. Ou seja, eu não deturpo as suas palavras, analiso as suas ideias - que não são apenas suas, é uma argumentação - letal, diga-se - que por aí anda. Você discorda da minha perspectiva, e da minha interpretação do que diz você? Ok. Mas não as pode dizer deturpação. Quanto ao ser "conversa fiada" paciência, lamento que tenha perdido o seu tempo com ela.
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De Anónimo a 28.05.2019 às 16:35

Mais lhe digo. A solução do ambiente passa forçosamente pela obrigação de fabricar apenas produtos 100% ecológicos e os estados ou governos terem de controlar isso totalmente. Quem não cumprir isso deve pagar pesados impostos na sua origem. E o capitalismo não é uma ideologia politica como você fez crer. É um sistema económico horrível. O capitalismo visa apenas o lucro passando por cima do ambiente e das pessoas.
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De jpt a 28.05.2019 às 16:43

Ok, é isso mesmo que eu dizia

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