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Greta D'Arc

por jpt, em 24.05.19

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Nas últimas semanas fui vendo em blogs e no Facebook vários pequenos textos de gente que leio com atenção e até de amigos bem próximos, que surgiram azedos sobre Greta Thunberg, a jovem sueca tornada ícone ambientalista. Alguns até partilhando um texto viperino, gozando com a propalada condição da jovem, dita com o síndrome de Asperger. Trata-se de um meio intelectual definível, ainda que algo heterogéneo ideologicamente: é gente que se revê num "centro", "direita" ou até "extrema-direita", que anuncia filiação a um conservadorismo ou a um liberalismo, ou mesclando-os, às vezes de forma um pouco atrapalhada. O argumento é sempre similar: o aquecimento global é um mito, ouvir uma jovem é um populismo e/ou uma infantilização da vida política. Alguns complementam sobre a impossibilidade desta adolescente ter a solução para o problema, ainda que este inexistente, segundo as suas perspectivas, um oxímoro argumentativo que parece escapar a estes locutores.

Foi comentando um desses textos, oriundo de um intelectual português que bem aprecio, que me surgiu a ideia - a qual, de tão óbvia me pareceu, porventura outrem já terá avançado mas se assim aconteceu desconheço-o - que esta adolescente é uma Jeanne D'Arc actual. Pois, lendo a história da donzela de Orleans, tornada símbolo da cristandade e do seu país, de facto do polissémico "morrer pela Pátria", como não intuir que aquele comportamento obsessivo da adolescente camponesa poderá ter sido originado numa peculiar condição? E com toda a certeza, como aliás comprova o seu final, também ela incomodou os sábios "bloguistas" e "facebuquistas" de então. Apesar de ter sido útil ao reino.

Daí esta minha Greta D'Arc, obsessiva na sua dedicação à causa ambientalista. E que tanto incomoda tantos locutores. Esta dedicação extrema teve impacto. Ela apareceu induzindo um movimento ecologista geracional. Se em Outubro os iniciais pequenos grupos ecologistas deste movimento tinham ainda alguma dificuldade em chegar à fala com o secretário-geral da ONU (ainda que acolhidos pelo seu gabinete), agora Thunberg, a sua inspiradora, é recebida, sinal da crescente consciência de alguns líderes políticos da gravidade da situação. Uma esmagadora maioria dos cientistas está convencida que o problema é enorme e urgente. Uma minoria nega-o. Como se sabe, na história nem sempre a maioria dos cientistas (a "ciência normal") tem a razão face às minorias. Mas este argumento tem uma fragilidade nesta questão: as minorias que estavam certas normalmente (ainda que nem sempre) fundamentavam-se em hipóteses e métodos inovadores, afrontando as perspectivas vigentes. Neste caso as minorias renitentes não apresentam essas características inovadoras. Mas mesmo assim é possível que os que negam a hipótese do aquecimento global poderão estar certos - e que bom que será se assim for. Mas ainda que assim seja, que não estejamos na alvorada de uma dramática mudança climática causada pela humanidade, algo é inegável: a degradação ecológica é gigantesca.  E universal. E justifica toda a atenção.

Os que negam a hipótese de aquecimento - e a pertinência de atentar nesta jovem ícone e no actual movimento ecologista juvenil - são também um fenómeno intelectual interessante: os que se dizem conservadores alheiam-se de um tradicional item das agendas políticas conservadoras, a protecção ecológica; e os que se dizem liberais, estão totalmente alheados de uma visão capitalista, se se quiser da "destruição criativa" (eu sei que Schumpeter não é o arquétipo do liberal mas não pode ser dito como um radical anti-liberal), das imensas possibilidades lucrativas de novas políticas ecológicas (nas várias áreas da actividade). Ou seja, nestes locutores não é um conservadorismo e muito menos um verdadeiro liberalismo que vigoram. É um mero atavismo. Não de agora. O sufragar das posições americanas sobre o assunto mostram-no bem: há quase duas décadas, no seu primeiro discurso de tomada de posse presidencial, George W. Bush anunciou o seu distanciamento ao protocolo de Quioto por este ser adverso ao "american way of live". Dizer (resmungar) na altura - e depois - que tal afirmação era vácua, pois o tal "modo de vida" assentou na vigorosa abertura a transformações, devida à capacidade inovadora, organizativa e tecnológica, de uma sociedade cheia de recursos e livre de imensas barreiras institucionais que vigoravam nas suas concorrentes industrializadas de então, surgiria como uma resposta "comunista" ou parecida. Mas é uma coisa tão óbvia ...

Este atavismo impensante dos irritados com o impacto de Greta Thunberg, e do movimento que ela simboliza (e induziu), nota-se num aspecto e prova-se noutro. É comum (porventura como o foi nas gerações precedentes) ouvir os actuais adultos menorizarem as práticas da juventude actual: não são dados à leitura, atentam em youtuberes vácuos, não brincaram na rua, seguem sobre-protegidos e assim alheados da natureza, não socializam, encerrados em consolas de jogos e telemóveis, na futilidade da internet imediatista, são consumidores mimados, são totalmente apolitizados, etc. Subitamente, no espaço de um semestre, um movimento internacional de jovens cresceu: na sua heterogeneidade não surgem folclóricos, presos a velhas pantominas hippiescas; não são um culto de falsos heróis que encestam bolas em redes; nem cultuam LSD ou heroinas, que tanto maceraram as gerações precedentes; não destroem as propriedades públicas e privadas, como os seus "tios" vestidos de coletes amarelos; não saíram dos "seminários de insurreição" promovidos em acampamentos de maoístas e trotskistas; não têm como ídolos um qualquer Ernesto Guevara ("fuzilamos e continuaremos a fuzilar") em frémitos de utopias devastadoras; não seguem perversos pregadores hindús, islâmicos ou evangelistas, advogados de uma "purificação" das almas. Querem, e para isso se manifestam ordeiramente, numa saudável heterogeneidade de estilos, uma mais ampla informação sobre o estado da situação ecológica, e que se desenvolvam políticas de protecção ambiental - questão que há décadas está na agenda internacional mas que não tem conhecido grandes progressos, devido às resistências das elites político-económicas. Querem isso e assim se mostram jovens cidadãos. Interessados e empenhados, bem ao contrário do que deles dizem os mais-velhos, que os proclamam alienados.

Uma questão recente mostra, provando-a, a radical superficialidade destes críticos. Ou a sua estreita visão do futuro: há duas semanas Mike Pompeo - antigo director da CIA e agora ministro dos negócios estrangeiros americano, como tal alguém bem mais importante e escrutinável do que Greta Thunberg - discursou no Conselho Ártico e disse: "Because far from the barren backcountry that many thought it to be in Seward’s time, the Arctic is at the forefront of opportunity and abundance. It houses 13 percent of the world’s undiscovered oil, 30 percent of its undiscovered gas, and an abundance of uranium, rare earth minerals, gold, diamonds, and millions of square miles of untapped resources. Fisheries galore. 

And its centerpiece, the Arctic Ocean, is rapidly taking on new strategic significance. Offshore resources, which are helping the respective coastal states, are the subject of renewed competition. Steady reductions in sea ice are opening new passageways and new opportunities for trade. This could potentially slash the time it takes to travel between Asia and the West by as much as 20 days. Arctic sea lanes could come before – could come the 21s century Suez and Panama Canals."

Passados dias percebe-se que nem um dos incomodados com a visibilidade de Thunberg, desta Greta D'Arc de hoje, e do juvenil movimento ecológico, comentou estas declarações do governante americante. Omnívoras, demonstrando uma visão do mundo até demencial. Nem um, que tenha eu reparado, destes locutores portugueses as comentou. Nem um. Nem um ... 

Isto em Pompeo, e no mundo "trumpiano", é um fundamentalismo mercantil (não liberal, entenda-se bem) patético, tal e qual como os fundamentalismos desses radicais de outros cultos. E nestes luso-locutores (até nos meus amigos próximos que assim bacocam) é muito um mero blaseísmo, a patetice do fastio. Pois ficam muito enfastiados com a agitação alheia, destes "jovens". Isto não é "direita", nem "extrema-direita", nem "centro". É só parvoíce. Perversa. E carregadinha de presunção, a presunção da "distinção". Que gente ... Que se julga, saber-se-á lá porquê, que por intelecto não é, com toda a certeza, acima do vulgo. De nós, comuns. Vão nisso enganados, pois se, como disse Ulianov, "o esquerdismo é a doença infantil do comunismo", este blaseísmo nada mais é que a doença senil do capitalismo. O tal atavismo ...

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111 comentários

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De Luís Menezes Leitão a 24.05.2019 às 11:57

Por acaso estava em Bruxelas no dia em que a Greta lá foi, tendo sido a primeira vez que ouvi falar dela. Assisti a uma manifestação gigantesca de jovens que encheram as ruas a protestar contra as alterações climáticas. Isso exasperou o motorista de táxi que me conduzia de volta ao aeroporto, que se viu obrigado a contornar sucessivas ruas, tendo por isso eu quase perdido o avião. A certa altura ele vira-se para mim e diz-me: "Se este movimento tiver sucesso, vou ser obrigado a largar o meu carro e passar a transportá-lo de carroça". Fiquei a pensar que a carroça teria que ir até Lisboa, já que os aviões também deixam imensa pegada carbónica. Mas enfim, não era assim que viajámos no séc. XIX? Acho é que a União Europeia não conseguiria funcionar nesse registo.
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De jpt a 24.05.2019 às 12:09

Às vezes a UE é que parece que vai de carroça E sem saber bem para onde vai, o que ainda é pior

O crescimento deste movimento aqui na Bélgica - terá sido um dos primeiros sítios a desenvolver-se - foi súbito. Também, mas não só, pelo facto da rapariga ter contactos directos com os alunos da Escola Europeia. Mas rapidamente ultrapassou esse âmbito mais fechado. É espantoso.

(Bicicletas e trotinetas, ou lá como se escreve isto, vão disseminar-se. E talvez riquexós)
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De Luís Lavoura a 24.05.2019 às 15:40

Bicicletas e trotinetas vão disseminar-se. E talvez riquexós

Não se trata de bicicletas, trotinetas nem riquexós. Trata-se de máquinas com o aspeto externo dessas, mas movidas por um motor elétrico. O que faz toda a diferença. Porque também utilizam energia fóssil (a maior parte da eletricidade é gerada por energia fóssil). E, claro, porque não requerem que o utilizador faça qualquer esforço físico.

Não se deve jamais confundir uma bicicleta ou uma trotineta com um aparelho de aspeto idêntico mas movido a eletricidade.
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De Cristina Torrão a 24.05.2019 às 18:30

Caro Luís Lavoura, bicicleta e trotineta não são a mesma coisa. A trotineta eléctrica até pode não requerer qualquer esforço físico por parte do utilizador, mas o mesmo não se pode dizer da bicicleta, lhe garanto, que tenho uma. Claro que há utilizadores mais preguiçosos do que outros. Eu só utilizo a ajuda eléctrica em casos extremos, de ruas íngremes. Mas mesmo no caso dos que usam e abusam da ajuda, uma coisa é certa: a bicicleta não anda sozinha. Sem pedalar, não se sai do sítio.
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De Luís Lavoura a 28.05.2019 às 14:34

Cristina Torrão, quase ninguém em Portugal (e na maior parte dos países) tem bicicleta elétrica, porque são muito caras. As bicicletas elétricas que se vêem (em grande número) em Lisboa são da Câmara Municipal, para utilização (quase) gratuita. E essas bicicletas funcionam 100% à custa do seu motor elétrico. Os utilizadores têm que pedalar para ligar o motor elétrico, mas não têm que fazer força nenhuma nos pedais.
Acredito que atualmente na Alemanha muita gente tenha uma bicicleta com motor auxiliar elétrico, mas em Portugal não é assim, as bicicletas elétricas são-no mesmo 100%. E aliás têm que o ser, porque na generalidade de Portugal há declives que não se comparam com os alemães.
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De Cristina Torrão a 28.05.2019 às 18:23

Eu, por acaso, vivo numa zona plana, mas aqui também há regiões muito montanhosas, nas imediações dos Alpes e não só.
Sim, as bicicletas eléctricas são caras, sobretudo, quando têm um bom motor, com vários níveis, e uma boa bateria. No entanto, penso que gente jovem e saudável deve evitar, embora haja casos de subidas íngremes difíceis até para um jovem forte e saudável. Para pessoas com mais idade, elas dão muito jeito, são uma boa alternativa ao carro, para deslocações citadinas (desde que haja ciclovias).
Hei de falar aqui na minha bicicleta eléctrica.
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De jpt a 28.05.2019 às 19:44

Ficamos já à espera dessas crónicas ciclistas
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De Luís Lavoura a 29.05.2019 às 10:49

penso que gente jovem e saudável deve evitar

As bicicletas elétricas da Câmara Municipal de Lisboa são, como é normal nesse tipo de máquinas, pesadíssimas (para que as pessoas não lhes possam roubar peças) e sem mudanças. Se não fosse o motor elétrico, seriam bastante difíceis de pedalar. De facto, a Câmara tem dois tipos de bicicletas, 1/3 delas não são elétricas e as outras 2/3 são-no. Na prática, quase toda a gente opta pelas elétricas (vê-se isso pela velocidade a que andam e pelo aspeto airado com que os utilizadores vão a pedalar). Nas bicicletas elétricas, toda a gente vai com o motor ligado (pois se a eletricidade é de borla, porque é paga pela Câmara, para que raio iriam a esforçar-se?).

Tudo isto para concluir que é como lhe digo, aquilo não são bicicletas, são veículos elétricos acionados a pedais. Aliás, a generalidade das pessoas que as utiliza fá-lo em substituição de utilizar transportes coletivos como o metropolitano: em vez de se usar eletricidade no metropolitano, usa-se eletricidade nas bicicletas.

Quanto aos jovens, desengane-se a Cristina, o que mais se vê cá em Lisboa são jovens a circular nas bicicletas e, ainda mais, nas trotinetas elétricas. Os jovens não são mais amigos de fazer esforços físicos do que os idosos. Bem pelo contrário, aquela sensação de irem a grande velocidade sem fazerem esforço nenhum é altamente para eles.
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De jpt a 30.05.2019 às 06:34

Por aqui abomino os ciclistas. Todos seguem a ideologia dos "direitos adquiridos" - são pequenos ditadores da rua, associam os direitos rodoviários aos de peão presumido, cruzam ruas em passadeiras, guinam para a rua sem prévio aviso, ultrapassam pela direita sem qualquer rebuço. São pequenos ditadores, que me fazem ansiar por um concílio de camionistas que os excomungue
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De Luís Lavoura a 30.05.2019 às 09:33

Concordo consigo, eu quando vivi na Alemanha também fiquei muito desagradado com a forma imprudente (para com os peões) como os ciclistas alemães se comportavam.
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 14:38

Essa lógica, " do porquê se fazer isto se nunca vamos acabar com aquilo?"poderia ser usada noutros contextos. Por exemplo, se todos morreremos um dia, e se o Sol se apagará, porque raio nos deveremos preocupar com seja o que for?
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 18:05

"porque raio nos deveremos preocupar com seja o que for?"

porque raio nos deveremos preocupar com o que quer que seja
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De jpt a 30.05.2019 às 06:35

A única coisa que justifica atenção/preocupação é, como é bem sabido, a hipótese de o céu nos cair em cima da cabeça
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 18:09

São opções, estimado Luís Menezes. Fazemos uma lista. De um lado pomos o que não podemos abdicar, por falta de alternativas. Do outro, o que podemos reduzir, ou arranjar alternativa. Nada de dramatismos com mulas.
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De Anónimo a 28.05.2019 às 16:24

Então na Bélgica os taxistas também dizem parvoíces?
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De jpt a 30.05.2019 às 08:48

Anónimo, os taxistas são um categoria universal
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De Robinson Kanes a 24.05.2019 às 12:08

O problema de Greta? Não estar filiada em partidos nem em correntes intelectuais e outros grupos... Esse é o problema...
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De jpt a 28.05.2019 às 13:18

se estivesse criticariam por isso, não estando criticam por isso
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 12:10

Excelente postal, jpt. Um prazer de leitura e pensamento.

É interessante e paradoxal os mais velhos virem a terreiro protestar, desanimados, vituperando, alguns, contra o alheamento politico dos mais jovens. E quando aparece algum que se faça ouvir, que abrace uma causa, reclamam esses egrégios de batina que a causa ,em questão, é despicienda, quando não um manifesto de "ignorâncias". No final, fica-se com a impressão que os catedráticos de naftalinas criticam os mais novos porque sim...o que aliás é, num certo sentido, um comportamento infantil.

Quanto à "mão humana" ,nas alterações climáticas, julgo que não há nenhum instituto cientifico credivel que não lhe atribua considerável responsabilidade. Contudo, mesmo para os descrentes, penso que é óbvio que a actividade humana, inserida no paradigma, crescimento económico exponencial vs mundo finito, tem tido um impacto ambiental devastador ex : desflorestação, extinção de milhares de espécies animais, contaminação de lençóis freáticos, em virtude do uso abusivo de pesticidas....

Obviamente que a politica ambiental não se pode ver reduzida à diminuição da emissão dos gases com efeito estufa. É todo um modus vivendi que tem de ser alterado.

PS: Luck, se vieres com as bactérias, mais o ébola, não te respondo.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:16

Obrigado pela gentileza
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De Luís Lavoura a 24.05.2019 às 12:23

a propalada condição da jovem, dita com o síndrome de Asperger

O síndrome de Asperger não tem necessariamente nada de mal. Suspeita-se que Albert Einstein o tivesse (de forma moderada), e diversos outros génios, em diversas áreas, também. É um síndrome do relacionamento social da pessoa mas não da sua capacidade intelectual.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:21

Há quem avente a hipótese, tal como para Newton, há quem conteste - dizendo, de modo que me parece acertado, que temos dificuldade em explicar a excelência ímpar (o génio) que assim o tentamos reduzir a uma especificidade "patológica". Mas sim, concordo, acima de tudo nem o síndrome é uma doença (ainda que sendo inibição) nem me parece curial gozar essa condição para contestar a pertinência da acção da rapariga.
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De Luís Lavoura a 24.05.2019 às 12:27

os que se dizem conservadores alheiam-se de um tradicional item das agendas políticas conservadoras

Isso não é bem assim. A maior parte dos que se dizem conservadores não querem de facto conservar nem a economia nem a ecologia, querem somente conservar a moralidade pública e as relações de poder sociais. Ou seja, são conservadores numas coisas mas não noutras.
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 14:47

Luís as relações de Poder conservam-se pela imutabilidade económica, social e politica.
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De jpt a 30.05.2019 às 06:35

Tudo se transforma, até o poder
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De jpt a 28.05.2019 às 13:22

Lavoura aqui concordo e muito consigo
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De Luís Lavoura a 24.05.2019 às 12:30

os que se dizem liberais, estão totalmente alheados de uma visão capitalista, se se quiser da "destruição criativa, das imensas possibilidades lucrativas de novas políticas ecológicas

Muitos liberais não querem que haja quaisquer políticas, ecológicas ou outras. Rejeitam totalmente a intervenção do Estado e a sua definição de políticas. Eles não querem ouvir falar de aquecimento global precisamente porque sabem que ele servirá de justificação para os Estados adotarem políticas.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:22

não percebem que estão assim a adoptar políticas, um paradoxo que os ultrapassa
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De Cristina Torrão a 24.05.2019 às 12:32

Caro jpt, nem tenho palavras. Muito, muito obrigada por este excelente post. Gostava de escrever assim!

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De jpt a 28.05.2019 às 15:46

Obrigado pela gentileza
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De Vento a 24.05.2019 às 12:42

Se me permite, para melhor orientar o prpósito de meu comentário, pegarei no sentido sociológico que imprime em sua posta dividindo-a, à posta, em duas perspectivas:
Os que fizeram os caminhos de Katmandu, e de lá vieram com uma mão cheia de nada; e os caminhantes para um horizonte com uma pequena mão que se enche de tudo para poder alcançar mais e diferente.

Greta D´Arc transforma-se, assim, no estado puro da inocência que uns e outros sabendo-a, à inocência, perdida alguns sinais dela ainda conservam. Pretendo com isto também dizer que ainda é possível cultivar uma infância sem infantilidade. A infância é por natureza curiosa, confiante em sua entrega, abnegada... e, se bem estruturada, poderá permitir um crescimento e um alcançar do estado adulto sem a perda dessa mesma identidade, mas sem infantilidade.
O que a mocinha nos propõe é tão somente ser o sonho um combustível que não pode ser defraudado, e isto também é fazer ecologia e lutar pela ecologia.
A forma como este sonho se realizará tem diversas etapas. Porém nenhuma delas se realizará por exclusão de partes à priori.

"Necessário vos é nascer de novo" é proposta e afirmação feita por Jesus, que nos indica ser necessário sair do estado contaminado de adulto e regressar aos primeiros passos da infância para se fazer uma nova caminhada a construção de um Novo Ser. Significa isto poder alcançar a condição do Homem Novo e do Novo Adão.
A Ecologia do Ser é a primeira etapa para se poder abordar a ecologia.
Saudações.
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De Corvo a 24.05.2019 às 16:14

Era só mesmo o que faltava, a necessidade de nascer de novo.
Como se o descalabro, a imensurável devastação da vida e das coisas não tivesse sido mais do que suficiente num só nascimento.
Eu preconizo que ao invés de nascerem de novo, que sejam enterrados mais cedo que o mundo, embora nunca podendo voltar às origens, pelo menos não agrava as mazelas com que os velhos o brindaram.
Reforço a minha convicção de que as pessoas vivem de mais. A partir de uma certa idade, muito ao contrário do que se diz que idade é sabedoria, tenho para mim que idade é mais obtusidade ditatorial alicerçada em pretensa sabedoria.

Isto partindo do princípio que o caro Vento se refere ao Crucificado, porque se se referir ao outro nosso conhecido, então uma só vez não chega e para uma perfeita assimilabilidade da empreitada há que nascer dez vezes
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 16:53

O que mais me deixa fodido é ouvir um velho dizer a um puto: Não vais conseguir!

Bardamerda para todos esses anquilosados
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De jpt a 28.05.2019 às 15:47

E a mim irritam-me os putos que dizem aos velhos, não vais conseguir. São questões de pontos de (tomada de) vista
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De Vento a 24.05.2019 às 18:00

Os meus fãs apresentaram-se. Caro Corvo, faça o que diz. A liberdade pertence-lhe.
Mas este nascer de novo está mais ligado à célebre antítese carne-espírito, que no hebraico tem um sentido diferente do grego.
Desejo-lhe um bom nascimento.
Agora vou ao Vorph, porque ele também precisa de atenção. De vez em quando ele fica tímido e promete a si mesmo não me dar palavra. Mas os rompantes são maior que ele, e lá vem à conversa.
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De jpt a 28.05.2019 às 15:47

Gosto do amor que perpassa entre os comentadores do DO
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 16:49

"O que a mocinha..."... "Teresinha...."

Só uma questão, fá favor:

Poderemos considerar uma infantilidade a crença que afirma ter sido possivel a uma judia ter emprenhado sem fornicação, há mais de 2000 anos?

Já agora, um tipo que anda constantemente a recitar a Biblia é o quê? Infantil, ou perturbado?

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De Corvo a 24.05.2019 às 17:27

Pode, Pedro Vorph. Pode sim.
Mas vamos esperar pelo esclarecimento do Vento., o que nos evitará perda de tempo em longas explicações.
Mas pode sim, aliás, pôde.
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De Vento a 25.05.2019 às 11:31

Corvo, matéria dessa natureza não pode ser abordada com leviandade e muito menos com levianos, como é o caso do Vorph nestas matérias.
O Vorph julga-se um cientista, e convence-se que é. No fundo é um solitário que não se suporta, mas necessita travestir-se para tornar mais leve a pena com que auto-inflige-se.

A concepção virginal de Maria deve ser objecto de uma profunda reflexão à luz do que é a Nova Criação e a Nova Criatura: a Nova Eva e o Novo Adão. A ideia do fim dos tempos, bem patente na tradição religiosa judaica, não é necessariamente a visão apocalíptica, isto é, catastrófica, que abundou no imaginário popular.
Apocalipse significa Revelação. Mas esta Revelação tornou-se plena com o Nascimento de Cristo, em quem tudo e todos se renovam. Neste sentido, não poderá olhar-se para o Fiat (Faça-se) de Maria senão com os olhos de uma Personalidade que intervém na História do Homem e na História de Deus como Co-Redentora. Das Chagas de Jesus jorrou o sangue de Maria; e se este sangue, isto é, esta oferta de Si mesmo, redime, então, Maria Co-redime.

Em conclusão, e sem estar tudo dito, se no mito da criação se espelha a degeneração das gerações vindouras fruto não do pecado ter entrado no paraíso mas pela cedência à tentação, simbolizada na malícia da serpente, na Nova Criação, que ocorre através de Maria, o inverso nos é mostrado. Porém esta adesão é e será sempre fruto de uma decisão pessoal, isto é, na liberdade que o Homem tem para optar entre os dois caminhos: a morte ou a vida.
Na simbologia bíblica, Luz significa Sabedoria, e Trevas a ignorância. A opção por uma destas determina a condição referida.
Portanto, não se pode fazer uma caminhada de fé ignorando estes aspectos. É aqui que os irmãos luteranos, evangélicos, pentecostais e etc. derrapam ao longo de toda a pista.
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De Vento a 24.05.2019 às 18:12

Um tipo que se perturba por afirmações de um "perturbado", como afirma, o que é? Eu respondo: falta-lhe o argumento e nada mais mostra o quão perturbado anda com o que o perturba.
Vá lá, tem de se esforçar mais. Arranje uma qualquer afirmação do Levítico para contrariar o que o deixa tão perturbado.
Cuidado! O demónio também foge da Cruz!

Quanto à outra questão, existe um santo que tem uma fórmula simples para o contrariar, aqui vai: Ipse venena bibas.
Vá lá à universidade do Google saber o que isto significa.
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 19:32

Fick dich! Vá lá à universidade do Google saber o que isto significa.
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De Vento a 24.05.2019 às 21:40

Não preciso. Já vi que anda carente.
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De jpt a 30.05.2019 às 06:38

Há uma longa tradição, Vorph, de consulta, leitura e citação do Livro. Não a deve desvalorizar dessa maneira. É a forma como se lê que pode ser criticável.
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De Anonimus a 24.05.2019 às 13:31

Curioso que a geração que quer salvar o planeta é aquela que piores hábitos ambientais tem, em termos de produção de lixo.
Há questões políticas, mas acima de tudo é necessário mudar toda uma sociedade e ter tecnologia para o fazer.
Todas as "soluções" apresentadas levantam outros problemas. Fala-se em abdicar da carne em detrimento da agricultura, como se esta não fosse agressiva para com o ambiente. Fala-se em carros eléctricos, como se as barragens tivessem zero impacto e os Painéis solares não gerassem lixo. Telemóveis, PCs, tablets, produtos com ciclo de vida curto e altamente poluentes, são a base desta geração. Como vai ser?

A questão do transporte é gira, agora são bicicletas e trotinetas que vão salvar o mundo. Quem faz diariamente 100 ou 200km, vai ter de ficar em forma se quiser ir trabalhar
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 16:07

"Curioso que a geração que quer salvar o planeta é aquela que piores hábitos ambientais tem, em termos de produção de lixo."

Aponte-me um estudo sobre isso que afirma. Tenho noção que esta geração se preocupa muito mais com o ambiente, do que as que lhe precederam (reciclagem, hábitos alimentares...)

A sério? Qual geração? A que trabalha, a que trabalha e vive na casa dos pais, ou a que ainda vive na casa dos pais?

Meu caro, esta geração está muito mais habituada a partilhar (via internet, uber, ebooks, software, etc) do que estiveram outras, mais preocupadas em ser proprietárias (talvez se perceba por motivos socio-económicos). Mas também os mais jovens estão crescentemente mais preocupados com aquilo que comem ( nunca houve tanto vegeterianismo, veganismo como agora),o que em termos ambientais (alimentos biológicos) é de louvar.

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-09-23-Millennials-A-geracao-que-vem-revolucionar-o-capitalismo

https://www.group.pictet/wealth-management/consumption-patterns-are-changing-younger-generations



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De Anonimus a 24.05.2019 às 19:43

Sim, agricultura, tao bom para o ambiente.
Há aí sites, basta procurar. Convém é não apenas ir pescar o que se quer.
O Pedro que pesquise tambem por "poluição digital" para perceber que essa cultura da partilha via internet é extremamente danosa para o meio ambiente.
Há também estudos com a periodicidade com que se compram novos dispositivos electrónicos, ou os millenials andam por aí com telemóveis com 5 e 6 anos?
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De Pedro Vorph a 24.05.2019 às 22:30

Meu caro, sublinhei fontes com credibilidade. Mas cada um pode olhar o mundo da maneira que mais se adeque ao seu "mundo". Para alguns o mundo é um vale de lágrimas, para outros ainda existe esperança, mas tenho a certeza que não podemos contar, com os primeiros, para nada.
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De Manuel da Rocha a 28.05.2019 às 11:37

Em vez de andar na internet a copiar links "de fontes confiáveis", vá a uma escola e peça a quantidade de lixo que era enviado para reciclagem, nos anos 90, a partir dos 6-8 caixotes de reciclagem que cada escolha possuía e os 40-60 caixotes actuais. Vai notar que os valores subiram menos de 1%... mesmo que os caixotes tenham subido mais de 8 vezes. Por outro lado, o "lixo orgânico" disparou quase para 5 vezes mais. De facto, não existe verificação do que vai nos sacos de "lixo orgânico/indeferenciado", mesmo assim, subir 5 vezes quando a reciclagem nem 1% aumentou? Algo está errado nas escolas...
Outro coisa simples: na sexta-feira, centenas de milhares de alunos fizeram "greve pelo clima" e foram para manifestações. Em Lisboa e Porto, a quantidade de lixo recolhida das ruas, onde aconteceram as manifestações, disparou para 300 vezes mais que o habitual. A quantidade de cartões pintados, latas de spray, garrafas de vidro, garrafas de plástico, latas e plásticos foram imensas. Mas, os jovens reclamavam uma mudança, ao mesmo tempo que despejavam o lixo para os passeios e para a rua...
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De Miguel a 24.05.2019 às 19:32

É "simples": tem de se fazer uma transição drástica na energia e na agricultura sob constrangimentos severos como é o de ter de diminuir drasticamente o consumo energético, o consumo de metais, diminuir as emissões de gás de efeito de estufa, etc ... "abdicar" da carne quer dizer reduzir significativamente, digamos passar de 14 a 4 refeiçōes de carne por semana. Entre outras coisas, porque os animaizinhos comem muitos cereais. Vai acontecer com a carne o que aconteceu com o vinho. Bebia-se muito, mau e barato; hoje bebe-se menos, bom e mais caro. A produção agrícola mundial terá de duplicar ou triplicar, para alimentar uma população mundial que vai continuar a aumentar. Se insistirmos na carne, então, as estimativas apontam para a necessidade de a quintiplicar. Dizem os especialistas que isso é impossível.
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De jpt a 28.05.2019 às 15:51

Obrigado pelo seu comentário Miguel. As reacções críticas às preocupações ecológicas são tão patéticas, agitam tanto vácuo, que é saudável ver as coisas colocadas de modo simples e claro. Mas duvido que esses reactivos integrem algum do bom senso que aqui deixou. Estão blindados a isso.
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De António a 24.05.2019 às 13:50

É importante os jovens terem uma figura inspiradora, em primeiro lugar porque o futuro é deles, mas também porque são os alvos actuais do consumismo que trouxe o planeta até este estado deplorável. Se ela não é alinhada com nenhum partido ou ideologia política, tanto melhor, o apelo é mais transversal.
Já li muito fel sobre a pessoa, basicamente tudo serve para a tentarem desacreditar. É nova demais para perceber. Usa telemóvel. Veste roupa. Viaja de avião. Não sabia dessa do Asperger, mas é mais uma.
Não sei o que queriam que fosse a voz da razão - talvez uma reclusa vestida de trapos a falar para as paredes? Pelo menos não consta que use o jacto particular e toneladas de fuel para ir de Los Angeles a Nápoles comer ravioli e voltar.
Espero que resista à tentação que inevitavelmente lhe colocarão no caminho. Esta capa desta Time pode ser já um princípio.
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De jpt a 28.05.2019 às 07:20

As reacção negativas à rapariga são estuporadas. E assentam num desconhecimento visceral - basta ver os comentários acima, afirmam que ela - e os movimentos ecologistas que vêm surgindo, propõem uma série de coisas (o combustível limpo, o abandono da pecuária, coisas assim) que, pura e simplesmente, não são propostas, E depois de dizerem essas coisas, e de as escreverem - muito ciosos da sua pertinência e razoabilidade - vão patacoar sobre outras coisas quaisquer.
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De António a 06.06.2019 às 21:24

E continuam a denegrir a rapariga. Um dos patéticos argumentos é ela ser “representante” duma geração consumista, a “pior de sempre”, que não vive sem “os gadgets” e “as marcas” e “as playstations”. E eu perguntei, muito simplesmente, se a Greta tem 16 anos, e “representa” os adolescentes, quem lhes dá o dinheiro? Quem dá o dinheiro à “geração mais consumista de sempre”? Qual é, afinal, a geração mais consumista de sempre? Ou, alternativamente, quem a criou?
Uma pergunta que nem só não teve resposta, como nem passou no crivo da censura dos libertários cá do sítio.
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De Anónimo a 07.06.2019 às 21:28

A escumalha negacionista até adolescentes difama. Não merecem ser apelidados de humanos.

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