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Greta

por jpt, em 12.12.19

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Greta Thunberg visitou Portugal. Estava eu ausente do país, de longe apenas notei o coro dos incomodados. E logo depois é escolhida como "Personalidade do Ano" pela Time (ainda por cima com foto de capa feita em Lisboa) - e é audível como recrudesce o silvo dos dichotes. Broncos e incultos - p. ex. a quantidade de imbecis que leio considerando, até explicitamente, essa escolha como um "Prémio" mostra o quão grave é a pandemia de morcanzite no país.

Quem me conhece sabe do quão autofágico sigo, mesmo que o tom assertivo, até exarcebado, de alguns postais possa aparentar o inverso aos desconhecidos "amigos-FB" e/ou visitas-de-blog. Razões minhas (que seria demasiado intimista explanar). Mas ainda que sob essa condição gosto deste meu texto Greta D'Arc, que aqui botei há meses. Pois nele inventei o cognome à rapariga (não vira antes atribuirem-lho). E porque lá está tudo, até de forma concisa, que é necessário para demonstrar o quão visceral é a estupidez reinante, nesse apatetado e cada vez mais "venturoso" nicho de atrasados intelectuais que se dizem "direita". De alguns, poucos, até sou amigo.

E um tipo envelhece, cada vez mais entalado entre esta vizinhança energúmena feita de joacin@s, (afinal) rangéis e piores-que-isso, para além da asquerosa ladroagem socratista, esta que chamávamos "ciganada" quando éramos putos.

O que vale é que há a esplanada do bairro. E o futebol para se conversar, cruzando imperiais. E é neste refúgio que releio este meu "Greta d'Arc". E digo, humilde, "na mouche, jpt".


53 comentários

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De Anonimus a 12.12.2019 às 11:27

Eu estava no país e notei o coro dos apaixonados.
Se calhar porque o pouco que segui foi via tv, e não pelas redes sociais, onde andaram os tais "haters".
Aquela chegada a Alcântara foi deliciosa. Então a figurinha dos figurões da política nacional foi, como dizem, um happening.
O mais curioso é a Thunberg dizer mal da classe política de cima a baixo, e os capachos ouvirem e aplaudirem como se nada fosse com eles.
A menina é um símbolo, e os símbolos valem o que valem. Por um lado, dão uma visão objectiva a um problema abstracto como é o ambiental, o que é bom, pois ajuda a recolher apoio.
Por outro, desviam as atenções do real problema para a pessoa que simboliza o problema. O tempo que se perde(u) a discutir a Greta seria melhor usado a discutir o que a Greta defende. Mas adiante.
Uma nota: num programa de debate semanal, uma "defensora" da Thunberg afirmava que ela não era uma criança (termo usado por outra participante), mas sim uma jovem ou adolescente.
Deste modo impedia que as opiniões da jovem fossem desvalorizadas pela imaturidade da tenra idade. Passados uns minutos, quando o assunto desviara para os ataques que lhe eram desferidos no espaço público, referiu-se a ela como uma "menina".
Curiosidades.
Activistas à parte, seria bem melhor discutir o plano "anti-carbónico" deste governo, e de algumas autarquias, com Lisboa à cabeça.
O Costa prepara-se para carregar na factura da energia, a bem do ambiente. A malta preocupa-se com a pegada do carbono, mas vem aí um novo aeroporto e expansão portuária.
Transporte ferroviário, nem vê-lo. Mais transportes públicos, jamé. Carros fora do centro da cidade, logo se verá.
Lisboa vai alagar daqui a meia dúzia de anos, mas é boa ideia urbanizar a antiga Lisnave.
Siga a festa.
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De jpt a 12.12.2019 às 12:22

De facto a rapariga não é uma criança - em termos profissionais já tive que andar a resmungar contra as classificações dos organismos ONU que consideram "crianças" até aos 18 anos. É uma parvoíce, ponto final parágrafo. Para mais ontem o Real Madrid teve dois golos marcados por dois miúdos com 2 anos mais que esta rapariga e o Atlético Madrid um, pelo "nosso" João Félix, que vai com mais três anos. Há uma série de profissionais, particularmente artistas e desportistas, abaixo dos 18 e ninguém se preocupa. E há milhares de trabalhadores abaixo dos 18 e poucos tremem - aliás, no mundo da tal "direita" muito se protesta com o "mau ensino" que afasta os jovens das suas "legítimas opções" laborais o mais-cedo (e mais mal remuneradas) possível.

Dito isto, muito saúdo o que V. narra, esse "não é criança" seguido do "é criança" saído da candidata a apóstola. É mesmo esse o tipo de patetas que não ajudam à coisa.

Quanto ao resto quero crer (presunção e água benta ...) que o postal que aqui ligo, que escrevi há meses sobre o assunto, é suficientemente claro: ela, na sua peculiaridade, conseguiu catapultar a importantíssima questão ambiental para a "linha da frente" da discussão pública e política. E é isso que é importante, não tomá-la como o ponto da discussão. Como fazem estes patetas que por aqui pululam.
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De Anonimus a 12.12.2019 às 12:25

Se um tipo pode ser jovem agricultor aos 40, porque não criança aos 18? :D
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De jpt a 12.12.2019 às 12:36

Até se podia ser Jovem Empresário de Elevado Potencial. Depois esta merda ficou como ficou ...
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De Anónimo a 12.12.2019 às 15:12

Claro. Grande visão. Ficou com uns jpt
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De jpt a 12.12.2019 às 15:28

nem tão mal assim, não seja exagerado
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De Luís Lavoura a 12.12.2019 às 17:46

[o tempo] seria melhor usado a discutir o que a Greta defende

Mas o que é que ela defende? Ainda não a vi a defender nada de muito concreto.

Eu, que me considero um ambientalista, acho que de facto há pouco a defender neste campo. Porque toda a civilização moderna (*) se baseia na utilização maciça de energia fóssil.

(*) De facto, toda a quantidade de seres humanos que há sobre a superfície da Terra. Uma percentagem não despicienda da energia que gastamos é utilizada no processo Haber-Bosch, essencial para produzir o azoto que constitui cerca de 40% do azoto nos corpos de todos os seres humanos.
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De Vento a 13.12.2019 às 14:06

Caro Luís, de acordo com sua perspectiva. No entanto, o importante em Greta não é analisar o que defende, pois aquilo que se pensa que ela defende compara-se ao que uma criança reproduz da leitura que faz de um livro ou guião, isto é: sobeja a emoção e carece de espírito crítico.

Concluindo, importa analisar o que Greta representa, que, para mim, é a substância do pensamento de jpt. Assim, Greta representa a ausência de toda esta substância. É o símbolo do vazio: vazio interior. Em resumo, quem cria este "totem" busca externamente o que interiormente nunca foi capaz de produzir. Os homens não são deuses, por isto mesmo os ídolos continuam caindo.
Sejam felizes e deixem-se de merdas.
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De marina a 12.12.2019 às 13:41

bem, o totemismo do século XXI , já estou por tudo :)
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De jpt a 12.12.2019 às 15:29

O Totemismo Hoje, belo livro, muito recomendável
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De Cristina Torrão a 12.12.2019 às 15:29

Constato, por vezes, que muita gente que abomina a Greta Thunberg tem ideias semelhantes às dela: que não é novidade nenhuma que é preciso fazer algo pelo ambiente, que já sabem disso há décadas, que ela não veio dizer nada de novo. E eu pergunto: se é problema tão antigo, de que todos têm conhecimento, porque estamos como estamos? Se concordam com ela, de que é preciso fazer alguma coisa, porque a abominam?

Outros dizem que ela se "arma em santa" e "profetiza". Ora, ela não pretende ser nada disso. Ela apenas pretende transmitir a sua mensagem. Não é ela que vai resolver o problema, apenas o põe na ordem do dia. A sua acção termina aí. Quem utiliza termos destes são apenas e exclusivamente os seus opositores. O objectivo é claro: ridicularizá-la. Como lhes faltam os argumentos, chamam-lhe esses "nomes".

Outros têm outra estratégia para a ridicularizar: primeiro, chamam-lhe criança desmiolada. A seguir, atribuem-lhe tarefas que nenhum adulto maduro e sábio estaria em condições de cumprir. O melhor exemplo é Miguel Sousa Tavares: «o ideal seria se a a(c)tivista conseguisse convencer Trump e Bolsonaro a preocuparem-se com estas questões». Daqui: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/miguel-sousa-tavares-greta-thunberg-e-a-joacine-katar-moreira-da-escandinavia-520989

Resumindo: (quase) todos estão de acordo em que é necessário agir. Porquê tanta animosidade, então? Por ela fazer gazeta às aulas? Se ela tivesse começado com os protestos e arrastasse colegas para manifestações nos tempos livres (fins-de-semana, por exemplo), ninguém lhes tinha ligado nenhuma. Todos teriam posto um sorriso benévolo no rosto e dito: deixem os putos divertirem-se! O impacto foi criado precisamente por se tratar da uma transgressão.

E já agora: o facto de a Malala ter lutado pelo direito de as meninas no seu país frequentarem a escola não tira legitimidade à Greta de usar a greve às aulas. Imaginemos um país que proíba as mulheres de trabalharem fora de casa e onde uma activista lute por esse direito! Isto não tira legitimidade a mulheres de um outro país, empregadas, de fazerem greve para dar voz às suas reivindicações. O facto de se tratar de menores, no caso da escola, e de adultos, no outro caso, não implica, na minha opinião, diferença de tratamento.
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De Anonimus a 12.12.2019 às 16:38

Pessoalmente, não abomino a Greta, até porque não me fez mal algum.
"Abomino" a pantominice que se faz em seu redor, mas aí limito-me a ignorar.
Claro que, quando a menina/jovem tacitamente me acusa (generalizando na geração) disto e daquilo, ganho o direito de resposta. Ou não?
Quanto à resolução do problema que todos reconhecem... é difícil resolver. As soluções de bolso, como ter a horta na varanda e comprar o carro eléctrico, são para entreter papalvos.
É um problema altamente complexo. Se o quisessemos reduzir à simplicidade máxima, seria "tem que se abdicar de algo, mas quem e o quê".
Tão simples quanto isto. Quem está disposto a abdicar do quê. Do bife, da viagem de avião, do carro diário. Claro que depois cada uma destas decisões tem consequências a uma escala global, e, e...
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De Cristina Torrão a 12.12.2019 às 19:11

Por acaso, eu abdico das três coisas que mencionou (além de adoptar outros comportamentos, como usar os saquinhos de plásticos das frutas e legumes em várias idas ao supermercado, tentar só comprar realmente aquilo de que preciso, ter o mesmo telemóvel há quase dez anos), mas compreendo que, para outras pessoas, seja mais difícil (porque também depende das circunstâncias da vida). Se o meu comportamento adianta alguma coisa? Não sei, mas, pelo menos, sou coerente comigo própria.
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De M. Mendes a 12.12.2019 às 22:08

" Se o meu comportamento adianta alguma coisa?" Zero. Tem de se levar a coisa a sério.
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De Cristina Torrão a 13.12.2019 às 12:01

Mesmo assim, é uma questão de respeito por mim própria.

Quando faço doações monetárias a instituições que as merecem, muitas vezes, também me pergunto se adianta alguma coisa. Porém, se todos pensassem assim, ninguém doaria mesmo nada. No caso do ambiente é parecido: se todos pensarem que não adianta, ninguém faz nada. Sou apologista do princípio (não sei agora de onde vem) que reza mais ou menos assim: se pretendes mudar o mundo, começa em tua casa.
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De M. Mendes a 13.12.2019 às 14:29

"se pretendes mudar o mundo, começa em tua casa." É uma superstição. Eu prefiro
"se queres mudar o mundo pensa, o mais cartesianamente possível, a ver se descobres por onde começar".
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De J. M. Alves a 13.12.2019 às 17:06

"ter o mesmo telemóvel há quase dez anos". Está a falar a sério?
Olhe eu ainda uso candeeiro de petróleo como na minha infância para evitar a electricidade devido à sua produção por centrais a carvão. Internet, nem sei o que isso é. Livros não existem em minha casa porque detesto os produtores de celulose, eles são os principais causadores da desflorestação. Pela minha parte nunca será preciso um planeta B (eu sou um troglodita). Acredita? Resultará?
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De Cristina Torrão a 14.12.2019 às 15:24

Caro J. M. Alves, deixe-se de tretas! Pode ser mentiroso, mas eu não sou. Na verdade, enganei-me em cerca de dois anos e meio. O meu telemóvel foi comprado em Julho de 2012 (tenho ainda a factura, outra raridade no meu carácter). Internet, só em casa, no computador.

Não acredita? Azar!
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De J. M. Alves a 14.12.2019 às 18:58

"Pode ser mentiroso, mas eu não sou" Aceito plenamente que não acredite no que lhe conto. E sei que lhe será praticamente impossível averiguar. Mas, por um momento, admitamos como hipótese de trabalho que estou a ser verdadeiro. Então não concluiria que sou mais coerente que a Senhora e faço muito mais pela salvação do planeta? Se muitos fossem como eu (caso eu esteja a falar verdade) não seria salvação da humanidade?
Tenho um amigo muito próximo que diz que o que faço não vale nada, será ignorando por todos e não salvará o planeta da ruína. Diz ele que nem sequer irei para o céu.
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De Cristina Torrão a 15.12.2019 às 18:53

Desculpe, mas enquanto me disser que não sabe o que é a internet através de comentário num blogue, dificilmente acreditarei em si.

De qualquer maneira: mais coerente, ou menos coerente, fazer mais ou menos pelo planeta - não acho necessário "medir os contributos", o importante é que se faça alguma coisa.
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De Tiro ao Alvo a 12.12.2019 às 19:46

Inteiramente de acordo, Anonimus.
Reciclar é preciso, mas não me parece que seja isso que esta malta anda a pregar, nem me parece que essa seja uma das prioridades dos nossos governantes. Se os lixos domésticos são recicláveis quase a 100% e apenas 20% são recolhidos selectivamente, porque é que as nossas autoridades fecham os olhos a quem publicamente mistura os lixos nos contentores, impossibilitando essa reciclagem? Não será tempo de se criarem coimas para os prevaricadores? Não deveriam os manifestantes que andam atrás da Greta dar o exemplo, não enchendo a via pública com lixo, como fazem em todas as manifestações públicas?
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De jpt a 13.12.2019 às 12:00

Cristina Torrão, e comentadores subsequentes, para algumas das questões que aqui levantam (e outros comentadores também) eu remeto para um postal que fiz em Novembro passado. o-clima-aqui-em-bruxelas-10383805

Recordo o contexto: terá sido a primeira manifestação estudantil no estrangeiro, e foi algo influenciada pelo sit-in que então Greta Thunberg encetara. Essa influência em nada se deveu a George Soros ou a qualquer Protocolo de Sião como por aí se anda a dizer: pura e simplesmente havia na escola daqueles manifestantes um pequeno, muito activo e imensamente inteligente grupo de reflexão ecologista (gerado em disciplinas curriculares, como Ética, Cidadania e Filosofia - currículo europeu, não o português); e havia uma aluna da escola com um ligação familiar (prima?) com Thunberg.

Eu fui ver a manifestação, por razões paternais. A menina da foto é a minha filha. A autora do texto foi a minha filha (ainda que o texto fosse colectivo). Fui lá porque era perto de casa, por ter curiosidade. E porque previ que, em dia de aguaceiro ainda por cima, estivessem 30 pessoas. Estavam 300. Na semana seguinte juntaram-se os alunos de ene escolas belgas (a inicial eram apenas da Escola Europeia). A partir daí semanalmente juntavam-se milhares, até às dezenas mesmo.

Eu escrevi o postal um bocado ufano, é certo. Mas o que li em comentários (Aqui, no meu blog, no meu FB) foi tétrico. Um conjunto de adultos bestas a insultar os miúdos, que não estudavam nem queriam (uns meses depois este núcleo entrou nas melhores universidades europeis, acabando o liceu com notas entre os 17,5 e os ...20), que eram tontos (escrevem aos 16-17 anos como poucos de nós, bloguistas, o fazemos nesta pré-terceira idade, e como nenhum comentador, anónimo ou não, o faz), que eram porcos, consumistas, e etc. E alienados, eles que não só têm mais informação sobre o geral como muito mais sobre o que verdadeiramente lhes interessa.

Mais, sobre o que eles reinvidicavam na altura sumarizei-o eu no postal: a) informação nada opaca (e por mais que os oponentes digam há uma opacidade na informação, tanto estatal como das multilaterais, sobre imensos assuntos, vide a economia); b) políticas globais de protecção ambiental (nenhum deles tinha nascido quando se discutia o inerte Acordo de Quioto, já agora, o que nenhum dos mais-ou-menos anónimos consegue regurgitar); c) que não se restrinja esta temática à (importante mas insuficiente) reclicagem (individual e familiar), que é "vendida" como panaceia - aliás, no meu postal eu coloquei isso, o Comissário Europeu foi-lhes falar nas medidas para a reciclagem e eles responderam com ... "dois minutos de silÊncio".

Ver um conjunto alargado, seja de gente conhecida e respeitável (Eduardo Cintra Torres, que muito leio e prezo, acaba de publicar um "A Time escolheu a Greta do Ano", uma javardice tétrica, por exemplo) seja a mole de anónimos incultos do bloguismo, a vociferar imbecilidades sobre isto é inacreditável. É apenas uma questão de crença: Não há problema ecológico! E quem diga o contrário é uma "Greta" fornicável (como diz Cintra Torres - é inenarrável ao que o velho desce), um "marxista cultural", um adorador da "Virgem Greta", um lacaio da conspiração judaica, etc.

E o problema é que não conseguimos reciclar esta escumalha.
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De Cristina Torrão a 13.12.2019 às 12:20

Obrigada. De facto, não tinha lido este seu texto.

Sempre me pergunto qual a razão de adultos com experiência de vida e cultos destilarem tanto ódio em relação a uma jovem, mesmo que não concordem com as ideias dela, a achem estúpida ou ridícula.

Quando eu era jovem e adultos me queriam convencer da justeza de certos comportamentos, dizendo: "eu já fui da tua idade e sei o que é melhor", eu pensava: "pois, já foste, mas esqueceste-te completamente" (só pensava, claro, era incapaz de desdizer, ou contrariar, um adulto). 30 a 40 anos mais tarde, continuo a pensar o mesmo.

(pergunto-me se Cintra Torres tem filhas...)
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De jpt a 13.12.2019 às 12:26

Filhas não sei se tem. Mas ao tino perdeu-o
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De Ricardo Abreu a 12.12.2019 às 19:21

O meu problema não tem a ver diretamente com a Greta, mas sim com o aproveitamento politico utilizado pelo governo de PT. Este aproveitou para surfar a onda dos impostos "verdes" que servem apenas para continuar a alimentar o "monstro". Impostos existentes são para manter e outros irão surgir.
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De jpt a 13.12.2019 às 12:05

A questão fiscal em Portugal é muito importante, e as práticas deste governo socialista exigem particular escrutínio (está pejado de socialistas socratistas, como tal é um alfobre de potenciais corruptos). Mas a questão da ecologia mundial é algo mais abrangente e fundamental.
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De Ricardo Abreu a 12.12.2019 às 22:08

De longe a melhor crónica sobre o tema.
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De jpt a 13.12.2019 às 05:58

Muito clarividente.
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De Cristina Torrão a 13.12.2019 às 11:50

Excelente. Obrigada pelo link.
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De Anónimo a 12.12.2019 às 22:10

O chamado "aquecimento global" é um mito pseudo-científico , Marcel Leroux, 04/Dez
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De jpt a 13.12.2019 às 12:06

É possível que o seja, e muito espero que isso se confirme. Está essa hipótese firmada no postal original, para o qual este remete.
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De Anónimo a 12.12.2019 às 23:01

Boa noite , cada vez há mais povos burros , depois do Putin, do Trump , do gajo da Hungria , depois de Salvini , depois de Bolsonaro , agora o Boris .
Isto está mesmo mau .

Luis Almeida
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De jpt a 13.12.2019 às 12:06

Pois, os povos são sempre burros quando votam ao invés dos anseios dos iluminados locutores.
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De billy a 12.12.2019 às 23:19

A rapariga tem um grande mérito: chama hipócritas aos miseráveis políticos que engolem o planeta e parte deles ainda aplaude.

A estupidez generalizada da sociedade, que parece viver nas redes sociais, necessitou de uma criança a quem idolatrar como néscios que são e acordar para um problema discutido há décadas.

Povos e povos de energumenos e retardados, essa legião de imbecis que habita o facebook e que necessita de um pastor que lhes apascente o intelecto. Nem que seja uma criança que pouco sabe além de com todo o mérito apontar o dedo a esses políticos vendilhões da pátria.
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De jpt a 13.12.2019 às 12:09

Billy, é possível que V. tenha razão no que refere sobre as bestas de carga que ruminam na internet em busca de um pastor ou pastora. Eu não creio nisso, julgo que na internet, redes sociais e comentários in-blogs, abundam bestas relapsas a qualquer necessário pastoreio, nisso bramindo onomatopeias incómodas.
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De zazie a 13.12.2019 às 11:12

Na minha qualidade de "ecologista à moda antiga"- apenas votei por gosto no Ribeiro Telles, deixo aqui 4 questões que coloquei a mim própria

1- A questão de "não pertencer a partido político" pode ou não ser sintoma de outras formas de gramscismo ou de agregação de causas a movimentos mediáticos. Fora do antigo quadro de "partido político".

2- No seguimento deste- a Greta é ou não é uma personagem mediática por essa via mais difícil de caracterizar, mas com um pode de influência muito diferente por via da internet.

3- As causas ecologistas dos "nossos tempos" estão ou não estão em parte aceites e mais ou menos resolvidas na Europa- dos espaços verdes ao tratamento de lixos e não-poluição de águas e as que não estão não serão tão ocidentais quanto o movimento Greta.

4- A novidade que faz esquecer tudo isto da "ecologia à moda antiga" é a "aquecimento global", emergência climática, etc, etc, do Al Gore agora renascido e, para o qual, não são as ideologias vegan que o podem entender ou minimizar nas medidas do humanamente possível.

Por último, plenamente de acordo que os netontos não podem, por natureza bling-bling, entender a ecologia ou ligar a ela.
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De Cristina Torrão a 13.12.2019 às 11:56

zazie, sim, na Europa tem-se felizmente sido mais ou menos sensível para o problema da ecologia e dado importantes passos. Mas isso não chega, porque muito dos nossos comportamentos influenciam o que se passa noutros locais do mundo, aumentando a pobreza e destruindo o ambiente. Sei que nós consumidores temos apenas uma pequena parte de responsabilidade e, na maior parte das vezes, nem sequer temos escolha. Mas ter consciência de e reflectir sobre isso já ajuda.
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De Anónimo a 13.12.2019 às 14:37

Muito sinceramente acho que há um enorme preconceito acerca da destruição ambiental em todo o lugar que não é Europa.

E sempre com a desculpa que estão agora a desenvolver-se e é natural. Não é. Há umas décadas não se sabia tratar, agora sabe-se. Se não fazem é porque não querem.

Quanto a comportamentos pessoais, creio que valem o que valem e não penso que seja uma geração mais nova a inventá-los.
Eu ando a pé ou de transporte público mas não sou vegan e acho isso particularmente perigoso, em crianças, por exemplo. A vitamina B12 não se substitui a não ser que fiquem gordos, anémicos e balofos.

Ou seja- sou o mais possível anti-PAN e todo o teriofilismo malthusiano que representam mas não deixei de ser ecologista, como sempre fui.

Suponho é que a ecologia não se restringe ao Clima e esta "febre climática" tem tom demasiado utópico tornando-se presa fácil dos aluados e revolucionários de sempre.

O resto, como alguém por aqui já disse, são impostos. Substituir aviões por barcos à vela é maluqueira que nenhuma geração mais nova pretenda fazer.

Já agora, pelo facto de andar sempre a pé na cidade (chego a demorar 1 hora e meia para o trabalho, em podendo) o que menos me convence é o "ambientalismo" dos marados em cima de rodas a atropelarem meio mundo.

Esta geração devia era aprender logo de criança a andar a pé. Qualquer dia já nem isso sabem. E bicicletas ou trotinetas não substituem carros. Quem anda nelas dantes deslocava-se a pé e de transporte público.
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De zazie a 13.12.2019 às 15:12

Era eu, Zazie
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De Cristina Torrão a 13.12.2019 às 16:45

Ninguém quer substituir aviões por barcos à vela, estas viagens da Greta são simbólicas, ela própria disse isso. Porque, se ela viajasse de avião, também a criticariam forte e feio. Ainda antes de ela ter deixado a Suécia, já se adivinhando que participaria em certos eventos no estrangeiro, logo li, numa rede social: "já a estou a ver a andar de avião de um lado para o outro, como o Gore". Ela não o faz. Mas tinham de pegar com ela de qualquer maneira...

Acho muito bem que ande a pé, eu também gosto. Não faz bem apenas ao ambiente, também nos faz bem a nós. Mas não sei o que tem contra bicicletas. Têm a vantagem de serem mais rápidas do que os nossos passos, o que para certas distâncias é bastante útil.
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De zazie a 13.12.2019 às 17:08

Nem me estava a referir às viagens dela.
Estava a dizer que sem isso, nada se altera. Ou praticamente nada se altera.

E o turismo tem aumentado imenso o uso de aviões e de todas as energias.

Daí que ou faz-se umas coisas pequenas e previne-se os efeitos do inevitável, ou então é tratar de regressar tudo à Pré-História.

O simbólico, neste caso cósmico, do Clima, não serve para nada.

Já em termos de ecologia- chamo-lhe assim- tratar da nossa casa- dos lixos, da poluição, pode-se e deve-se fazer e exigir a todos- sem preconceitos de "culpa de homem-branco", muitíssimo mais.

Contra as bicicletas tenho o mesmo que sempre tive contra as "cavalgaduras do asfalto". Como se já não bastassem esses, agora nem nos passeios se pode andar. Os marados das bicletas são uma nova espécie de "cicloples".
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De zazie a 13.12.2019 às 17:13

"já a estou a ver a andar de avião de um lado para o outro, como o Gore".

Eu não escrevi isso em parte alguma. Se era resposta ao meu comentário foi ao lado.

Eu apenas disse que esta vaga de "emergência climática" é um remake do Gore e que no tempo do Ribeiro Telles e ecologia do PPM, isso não era falado. E agora tudo se resume a algo demasiado megalómano para poder ser tratado como a poluição.

Apenas isso. De modo a alterar mesmo, só regredindo milhares de anos. E em todo o planeta.

Pode-se evitar algumas coisas e preparar para as inevitáveis, partindo do princípio que mesmo que não seja culpa humana, as alterações existem e podem vir a afectar muito toda a gente.
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De zazie a 13.12.2019 às 17:16

Ok. Não era para mim.

Não ligo a facebooks e nada disso. Acho perda de tempo todos esses apartes em relação à rapariga.
Não adiantam nem atrasam.

Ela conseguiu este movimento, isso é inegável, o que daí resultar é que é outra coisa. E o que ela diz já o Gore dizia. Agora o que se acrescenta é o tal leque de causas da moda e essas são aparvalhadas.
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De zazie a 13.12.2019 às 17:20

Sabe em que é que acredito?
No meio termo. Na noção aristotélica que a Natureza tende para o equilíbrio. Se é maltratada ou se exagera em "virar tudo às avessas", ela acaba por repor uma ordem necessária. A ordem de tudo- dos cosmos à ética- o equilíbrio- a gravitas, o meio-termo.

Quero com isto dizer que tendo a usar mais isso que modas. Não sou vegan mas não como muito. :)
Não sou de andar de carro mas também não ando à pressa em bicicletas- vou a pé, saindo mais cedo.
E por aí fora. Tendo naturalmente para conservar tudo o que tem provas dadas e é agradável, bonito, bom e duradoiro.
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De jpt a 13.12.2019 às 12:16

Zazie, eu não concordarei com o ponto 3, assim de modo tão linear (essa "Europa" parece-me generalização excessiva) mas não contesto, nem aos outros pontos [ainda que eu venha também do voto em Ribeiro Telles]. O que eu abordo nestes postais é reacção a Thunberg - e estou ciente de que o impacto que ela teve no último ano deve ter mudado não só algo como ela se autoconcebe como deve ter "encantado" a sua "entourage. Mas de facto é o "negacionismo" radical, tanto da existência de qualquer problema ecológico à escala mundial (e da miríade de processos degenerativos) como da legitimidade racional de movimentos juvenis de índole política (mesmo que fora do tradicional "enquadramento político"). Os putos em Hong Kong saem à rua para defender a democracia e a autonomia do território? Nós saudamos. Saem alhures à rua para alertar para o estado ecológico? São uns javardos ilegítimos. Este grau de imbecilidade (netontos?, não está mal esgalhada a expressão) é horripilante.

Sobre isto em elaborei agora mesmo, um pouco acima, em resposta ao comentário da Cristina Torrão (co-bloguista aqui) e dos comentadores que lhe seguiram.
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De zazie a 13.12.2019 às 14:50

Vamos lá a ver. ser na Europa não estão mais ou menos resolvidas, então em África e na Ásia nem se fala.

Rios poluídos, ambiente espatifado, esgotos sem tratamento, como me contam documentalmente e de forma factual, é mato em África e em muitos países da Ásia interior.

A questão do "negacionismo" é mais um termo de língua-de-pau a cheirar a inquisição que não me agrada.

Nesse aspecto a minha lógica continua a ser a mesma de há umas décadas- não há provas, não se sabe até que ponto deriva muito, pouco ou nada do ser humano mas é daquelas coisas em que se não se previne, muito menos se remedeia.

Portanto, defendo que naquilo que se pode evitar se deve evitar mas sem histerismos ideológicos.

E é mesmo no ponto dos histerismos ideológicos que as coisas tendem a cair.

Se calhar por um motivo- os conservadores, as pessoas que não são revolucionárias nem engagées, por natureza tendem a ser pouco dispostas para a acção.

Eu não me estou a ver em manif seja de que espécie for.
Agora em relação à Greta há 2 aspectos contraditórios que vejo:
1- Positivo- a capacidade que o ser humano ainda tem e, se calhar, terá sempre, de se juntar e tentar fazer coisas positivas.

2- A facilidade que o ser humano tem, de se deixar levar por "ventos da moda" que assim como aparecem, desaparecem e a coisa fica mais como "novela emotiva" que resultado prático.

Neste caso, a Greta consegue juntar tudo porque ela é uma menina filha de produtores de espectáculo. E isso bastaria para nem ser preciso andar à procura de mil e uma teoria de conspiração a manipular. Agora que a comunada aproveita, aproveita.

E há muito tempo que a ecologia tinha sido tomada por toda a treta de "causas fracturantes" mais in.

Não é de admirar que até seja uma causa feminista, anti-patriarcal, vegan, LGBT e anti-capitalista. A irmã canta isso à boleia e há muito que essa é a música de fundo.
Lado positivo, na escola ensinam o básico ecológico que a nossa geração teve de aprender por conta própria.
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De J. M. Alves a 13.12.2019 às 17:21

"A questão do "negacionismo" é mais um termo de língua-de-pau a cheirar a inquisição que não me agrada."
A mim também não. Acho mesmo detestável e odioso. Parece que me estão a chamar nazi. Desgastam as palavras e, se formos por aí, a certa altura parece que ser nazi ou ter um pensamento rigoroso e crítico é a mesma coisa. Isto é, ou acreditamos sem discutir no que grande número de pessoas e os media dizem, ou somos rotulados de nazis. Apetece-me dizer (como o outro): negacionista é a tua tia ( e digo tia porque sou bem educado o que me apetecia era outra coisa. Mas controlo-me).
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De zazie a 13.12.2019 às 15:02


Há 14anos chamava-lhes dinastia pechincha (http://www.cocanha.com/archives/335) e aos neotontos, porcalhões bling-bling (despareceu a foto do cigano de dentes de ouro) (http://www.cocanha.com/archives/336)”com a poluição sentes-te limpo- sentes-te o rei do bling bling”

Mas falava em poluição e não em “esquentamento global”. Esse aí, logo na altura que me pareceu mais de “afrontamentos íntimos” que coisa muito racional, passe o atestado “científico” com que se embrulha.

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De zazie a 13.12.2019 às 15:05

Os putos sempre saíram à rua e esta saída é mil vezes mais saudável que outras à Maio 68.

Agora a questão é que os putos crescem. E o resultado só depois de já cá não estarmos.

E isto tem sido sempre assim- maravilhamo-nos muito com a juventude por projecção mais para trás que para a frente.

Eles quando crescem também mudam e, tenho para mim, que é melhor mudarem influenciados pelos pais que os pais mudarem influenciados por eles.

";O)
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De Anonimus a 13.12.2019 às 14:19

Isso da Europa ser ecologista tem muito que se lhe diga.
Portugal, caso impeça a exploração do Lítio (que tem impacto ambiental, maior ou menor), será um exemplo de ecologia.
Mas o lítio para aquelas baterias de telemóvel e carros que vão salvar o mundo terá de vir de algum lado.
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De zazie a 13.12.2019 às 15:17

V, é que não conheceu praias completamente poluídas, como até do Monte Estoril da minha infância, com esgoto directo para o mar e cagalhões a boiarem.

O lítio é novidade. As coisas resolvem-se depois de provas e cada vez há saber mais rápido.

Eu não faço a menor das menores ideias se o lítio é mesmo perigoso.

Mas lembro-me muito bem de uma excursão do PCP a Chernobyl que à chegada até "apitavam" nos detectares, de tal modo vinham contaminados mas felizes porque a energia nuclear comunista só pode fazer bem à saúde.

O Lenine até dizia que comunismo eram sovietes a electricidade. Foi a época de "progressismo" e desenvolvimento industrial.

Hoje em dia, pelo menos, numa coisa os nossos comunas ainda têm préstimo- não vão atrás da nivelação de todas as espécies, para deixarmos o planeta limpinho à bicharada que é mais que gente.
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De Anonimus a 13.12.2019 às 17:56

Se a Zazie diz que não conheci, tudo bem. Acredito em si, saberá melhor que eu onde estive e quando estive.
Mesmo não tendo conhecido a praia de carcavelos com água a cheirar a esgoto, isso não invalida o que disse. A Europa "é limpa", mas suja noutros sítios.
Se não percebeu...
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De zazie a 13.12.2019 às 21:00

Suja Luanda com a mão-de-obra chinoca escrava e depois esgotos a céu-aberto?

Se calhar é essa a eterna culpa do "homem branco" até nesta cena cósmica e milenar do "aquecimento global".

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