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Grécia antiga (29)

por Pedro Correia, em 22.06.15

«Podem-se acusar os homens do Syriza de vedetismo, deslumbramento pelo poder, protagonismo excessivo, mas nunca de falta de coragem, de falta de competência, de incoerência.»

António Correia de Campos, no Público (16 de Fevereiro de 2015)

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22 comentários

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De Campos e Vales a 22.06.2015 às 19:49

Adultos na sala é coisa de que há grande carência.
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De Anónimo a 22.06.2015 às 20:33

Se há coisa que eles não têm é vedetismo, deslumbramento pelo poder e protagonismo excessivo. Em contrapartida lutam e tudo fazem para livrar o seu povo do martírio de que têm sido vítimas e mais fariam se a eles se aliassem Portugal e Espanha que tudo fizeram para a ajuda ao massacre.
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De Pedro Correia a 22.06.2015 às 21:32

Só na semana passada voaram quatro mil milhões de euros que estavam depositados nos bancos gregos: a fuga de capitais soma já quase 30 mil milhões de euros em seis meses. O sistema financeiro grego está uma vez mais sob respiração assistida, forçando a nova intervenção de emergência do BCE.
É comovente acreditarmos em mitos. Mas não deixam de ser mitos por maior que seja a nossa crença.
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De Anónimo a 22.06.2015 às 22:30

Pois é!... É incrível que a UE nada faça nesse campo. Não são os pobres e a classe média que tem sido sacrificada que retiram o dinheiro, mas os ricos que os levam para os off-shores e a UE, BCE, FMI e EUROGRUPO, nada fazem e assistem impávidos e serenos a essa debandada. Os ricos retiram, a UE consente e a classe média e os pobres sofrem as consequências de tal. Isto de ser forte com os fracos e fraco com os fortes tem muito que se lhe diga.
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De Pedro Correia a 22.06.2015 às 22:50

Só na passada quarta-feira voaram 950 milhões de euros dos bancos, fazendo soar todos os sinais de alarme no sistema financeiro grego que lá voltaram a estender a mão à caridade internacional.
"Os ricos retiram" é conversa para embalar meninos: Os ricos já há muito tempo abandonaram a banca grega. Quem está agora em xeque é o que resta da classe média. Nunca Atenas esteve tão longe do acesso aos mercados financeiros como agora. Ou seja: nunca dependeu tão desesperadamente do BCE, da Comissão Europeia e do FMI.
Da tróica, portanto. Só o nome mudou.
O resto é retórica. Serviu para caçar votos mas não serve para resolver um só dos enormes problemas do país.
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De Anónimo a 22.06.2015 às 23:53

A classe média ter milhões só mesmo na Grécia!... Os ricos já tiraram e continuam. A Troika não fez nada ou melhor aumentou a dívida lá e cá e rebentou com a economia e mesmo assim insistem na dose. Têm de explicar, bem explicadinho como é que um país ou países, sem dinheiro pagam dívidas porque nós estamos no mesmo barco, é preciso não esquecer. Ainda não pagámos nada e falamos e agimos como se isto nos passasse ao lado.
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De rmg a 23.06.2015 às 00:48


Só os 2500 "lesados do GES" tinham lá 527 milhões, o que dá em média um pouco mais de 200 mil euros por pessoa:

http://expresso.sapo.pt/economia/clientes-lesados-do-besnovo-banco-vao-fazer-se-ouvir-no-parlamento=f911524

Como pode ver nas reportagens nenhum deles tem ar de milionário, nem chapéu alto, nem casaca, nem charuto...tudo gente igual à que se senta ao
meu lado no autocarro.

Você não faz de facto a mais pequena ideia do mundo que o cerca quando se põe a escrever essas coisas!

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De Nuno a 23.06.2015 às 09:18

"A classe média ter milhões só mesmo na Grécia!"

Tirar dinheiro do banco não é só transferi-lo para a Suíça. Levantar 600€ por dia também serve.

Em menos duma semana levantam-se 5000€. Se 2 milhões de famílias o fizerem, são 10B€. Tiveram 4 meses de impasse para o fazer.

Qualquer grego com bom senso que tenha 10k€ no banco já tirou metade. Pode chamar-lhes ricos ou porcos capitalistas. É indiferente. Se o banco falir ou saírem do euro, as notas em papel continuam a valer o mesmo.
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De lucklucky a 22.06.2015 às 23:11

O dinheiro é seu?
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De Vento a 22.06.2015 às 22:32

Se apoquente não, Pedro. O BCE tem lá muito dinheiro e já se encarregou de repor tudo isso.

Que os rapazes são corajosos lá isso são. Mas tão importante quanto a coragem é o facto de serem inteligentes. Coisa que vai faltando cá pelo burgo.
Continua-se em Portugal a manter o mesmíssimo discurso do miseravelzito trabalhador e humildezinho que pretende sempre comer as migalhas pelas quais não lutou. Veja aqui:
http://visao.sapo.pt/cimeira-iberica-passos-espera-solucao-que-funcione-para-a-grecia-e-toda-a-zona-euro=f823450

Não sei que dirão seus seguidores. Naturalmente que os gregos estão a ceder em toda a linha e rebéubéubéu pardais ao ninho.
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De Pedro Correia a 22.06.2015 às 22:51

E entretanto, claro, já ninguém fala em "reestruturação da dívida", que - recordo - foi a bandeira eleitoral nº 1 do Syriza na campanha eleitoral de Janeiro.
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De Vento a 22.06.2015 às 23:02

Fala-se, sim, Pedro. Aguarde, e leia aquele meu comentário na nossa trova de impressões há mais ou menos dois meses, em que afirmei que se chegaria a um acordo e que o resto ficava para complementar posteriormente.
Mas há mais antes que a procissão termine.

Quanto o Luís Naves postar meu comentário de há pouco, por favor, leia.
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De rmg a 22.06.2015 às 22:00


Nem pensar, são de facto de uma discrição absoluta, nada de espectáculo para a plateia, zero de fotos "glamourosas" para revistas cor-de-rosa, discursos no parlamento onde a própria maioria lhes bate (óbviamente) palmas a dizer o contrário do que disseram na véspera noutros locais onde ninguém acredita neles é coisa que nunca aconteceu.

Mas já agora ponha Portugal e Espanha e mais 16 países, dos quais 6 mais pobres ainda hoje do que a Grécia e que estão a contribuír para isto tudo.

Até os portugueses, ainda hoje, têm um PIB per capita um pouco inferior aos gregos...

Por isso eu já aqui escrevi que os que têm reformas muito boas em Portugal não têm que se preocupar com cortes: os que têm reformas miseráveis que nunca teriam cortes encarregam-se de os defender...


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De lucklucky a 22.06.2015 às 23:10

Martírio é para os credores.

Mais um que julga que se pode pedir emprestado e não pagar.
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De Anónimo a 23.06.2015 às 00:00

Os credores na hora de emprestarem, venderem submarinos...não se questionaram se havia dinheiro para pagar e agora é que se lembram. Os credores que falem com aqueles em quem confiaram e não com aqueles que não têm como pagar o impagável.
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De rmg a 23.06.2015 às 01:34


Portanto e na sua opinião, a eleição democrática de uns não lhes permitia fazer nada que os que viessem a ser eleitos não menos democráticamente a seguir achassem mal.

E de aqui se concluí que se um dia destes houver eleições na Grécia e o povo grego eleger outros quaisquer que achem mal o que estes fizeram V. aparece aqui a chamar nomes ao Syriza.

É isso?

PS- Se não foi a si foi a outro "Anónimo" que eu pus a pergunta: tem assim tantas dívidas para estar tão empenhado em exercícios de jurisprudência?
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De Abrenúncio a 22.06.2015 às 22:40

O varoufucker amigo de vedetismo?! Que sacrilégio!
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De Pequeno Problema a 22.06.2015 às 23:20

Enquanto durou o programa de assistência, tivemos sempre a Troika por aqui, a meter o nariz em tudo, a ajustar eventualmente o memorando, mas a conferir se a a coisa estava a correr adequadamente e era para prosseguir.

Suponhamos que, como parece provável, a Grécia assina uma papeleta qualquer a comprometer-se com "isto e mais aquilo". E depois, como é que a coisa vai ser controlada? Os anti-vedetas tipo Varoufakis vão com toda a transparência apresentar sistematicamente o ponto de situação do que andam a fazer?

Não devo estar a inventar nada: uma coisa que me parecia que as "instituições" poderiam OFERECER - digo oferecer - era know-how para os gregos implantarem uma máquina fiscal minimamente eficiente. Isto no caso - de que duvido - de efectivamente pretenderem uma máquina fiscal que funcione e que lhes retire vícios adquiridos e clientelas.
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De rmg a 22.06.2015 às 23:58


Tem toda a razão.

Mas sabe quem é que se ofereceu para os ajudar a implementar uma máquina fiscal eficiente logo em Fevereiro, pouco depois das eleições?

Pois foi a Grã-Bretanha, que nem sequer está no euro.

Mas é óbvio que não querem uma máquina fiscal eficiente e o Sr. Varoufakis até o confirmou quando disse que os grandes armadores (protegidos pela Constituição) e a Igreja Ortodoxa (que é o maior proprietário do país) não íam ser afectados, os 1ºs para não saír mais dinheiro do país (como se o dinheiro deles lá estivesse) e a 2ª porque não gerava lucros (apesar de ter tudo alugado a agricultores).

Quando não se quer tocar nos grandes interesses é assim:

-Se fôr em Portugal o governo é uma vergonha (seja este ou outro);

-Se fôr na Grécia de hoje é mais que compreensível...

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De T a 22.06.2015 às 23:33

Tão corajosos e tão inteligente que as medidas propostas pelos mesmos envolvem privatizações, liberalizações, avaliação de funcionários, impostos, aumento disto e daquilo, muito mas muito mais que as tão draconianas que o programa anterior visava. Entretanto, após 5 meses rebentaram com tudo aquilo que o contribuinte que não tem direito a figurar como herói (até porque não é), paga.
Os ministros da propaganda iraquianos de serviço ainda andam por aí nos comentários na sua ginástica habitual. Incrível.
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De S a 23.06.2015 às 08:20

Mas o que vale é que a gregalhada toda quer é pirar-se do Euro, o que só lhes vai trazer o paraíso, como é bom de ver.
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De Marquês Barão a 23.06.2015 às 09:00

Campos minados.

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