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Grécia antiga (18)

por Pedro Correia, em 05.06.15

«Varoufakis é um dos poucos economistas a não encarar esta crise como um mero economista. Onde outros se limitam a proclamar as suas equações e a desconsiderar o resto, Varoufakis entende a necessidade política de procurar soluções que não dependam de fazer de conta que o eleitorado alemão não exista ou que os tratados europeus possam ser ignorados. Coisa rara num economista, não pretende sacrificar os empregos e prejudicar as vidas de milhões de pessoas só para provar que tem razão. (...) Varoufakis está do lado da civilização e, com as suas capacidades de ironia e persuasão, será capaz de convencer uns quantos colegas no Conselho Europeu. Para bem de todos nós esperemos que o consiga.»

Rui Tavares, no Público (28 de Janeiro de 2015)


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De Rui, mas Ramos e não Tavares a 07.06.2015 às 09:12

Tsipras e Varoufakis não têm um problema com a UE. Tsipras e Vaourfakis têm um problema com os gregos. E é esse problema que os empréstimos europeus ou mesmo a saída do Euro talvez já não cheguem para resolver. O Syriza prometeu aos gregos que podiam manter o Euro sem “austeridade”. Mentiu. A mentira serviu, no entanto, para Tsipras e os seus camaradas se apossarem do governo, com a ajuda do sistema eleitoral e da extrema-direita. Uma vez no poder em Atenas, calcularam que seriam capazes de assustar e de dividir a zona Euro com a ameaça de uma falência. A chantagem não chegou até agora para obterem todos os empréstimos que pretendem, mas tem bastado para arrastar as negociações indefinidamente. O pior, para o Syriza, é que, dentro da Grécia, a sua chegada provocou a mais perigosa de todas as revoltas: a dos contribuintes e aforradores. Os contribuintes (um terço dos quais são trabalhadores por conta própria, e portanto menos vulneráveis ao fisco), começaram a deixar de pagar impostos, e os aforradores a tirar o dinheiro dos bancos.


O Syriza tem ainda outro problema na Grécia. O Syriza está a tentar substituir as clientelas dos outros partidos pelas suas clientelas, e portanto não pode pôr em causa o sistema clientelar tradicional. O que significa que não é apenas por ideologia que nunca se atreverá a fazer as reformas de que a economia grega precisa para se libertar de todos os grupos de interesse – sindicais, empresariais, corporativos, etc. — que capturaram o poder político e o usam para obter rendas. Por isso, uma saída do Euro significaria certamente desvalorização, mas não talvez uma grande melhoria de competitividade da economia grega. Os precedentes históricos não auguram nada de bom.

(Observador)

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