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Grécia antiga (18)

por Pedro Correia, em 05.06.15

«Varoufakis é um dos poucos economistas a não encarar esta crise como um mero economista. Onde outros se limitam a proclamar as suas equações e a desconsiderar o resto, Varoufakis entende a necessidade política de procurar soluções que não dependam de fazer de conta que o eleitorado alemão não exista ou que os tratados europeus possam ser ignorados. Coisa rara num economista, não pretende sacrificar os empregos e prejudicar as vidas de milhões de pessoas só para provar que tem razão. (...) Varoufakis está do lado da civilização e, com as suas capacidades de ironia e persuasão, será capaz de convencer uns quantos colegas no Conselho Europeu. Para bem de todos nós esperemos que o consiga.»

Rui Tavares, no Público (28 de Janeiro de 2015)


16 comentários

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De Livre do tempo de avançar a 05.06.2015 às 17:34

Varoufakis, economista? Só na cabeça de ceguinhos voluntários. Uma das especialidades académicas de Varoufakis é teoria de jogos, que leccionou na Universidade de Sydney na Austrália. Outra especialidade - além da cabeça rapada e da fralda de fora - é a aldrabice contumaz.
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De William Wallace a 05.06.2015 às 17:44

Eu sei que não tenho a educação do Pedro Correia mas após ler e interpretar este texto não consigo encontrar nenhuma incongruência ou contradição mas pode ser problema meu.

Quanto ao resto, isto só acaba depois da senhora gorda cantar !


P.S. - Como já começou a campanha eleitoral aqui em Portugal, quando é que começam a sair post's sobre os programas de Garantias e Compromissos já apresentados ?
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De Anónimo a 05.06.2015 às 17:53

Se ele "Varoufakis", conseguir convencer os Marretas dos alemães para pagar mais tarde e sem usura, devem erguer uma estátua ao homem.
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De Toma, que é democrático! a 05.06.2015 às 18:00

"Os bancos gregos registaram quedas em torno dos 10% após o governo grego ter pedido o adiamento do reembolso ao Fundo Monetário Internacional. Os juros da dívida dispararam mais de 100 pontos base nas maturidades mais curtas."

(Negócios, 5/6/2015)
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De Abismo a um passo a 05.06.2015 às 19:22

A banca grega perdeu 700 milhões de euros em depósitos esta sexta-feira, dia em que a Grécia devia ter pago ao FMI 305 milhões de euros mas pediu para juntar todos os pagamentos de Junho para o final do mês. Nos últimos sete dias, a banca perdeu 3.400 milhões de euros em recursos de clientes.
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De rmg a 05.06.2015 às 20:24


Para quem escreve muito e estuda pouco:

http://www.theguardian.com/news/datablog/2015/jun/05/history-of-countries-with-overdue-imf-repayments-greece

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De Bem visto a 05.06.2015 às 23:33

Um país europeu de UE e da zona Euro tem tudo a ver com estes:

Cuba (1959-64)
Egypt (1966-68)
Cambodia (1975-92), 36.9m SDR (special drawing rights)
Nicaragua (1983-85), 14.4m
Guyana (1983-90), 107.7m
Chad (1984-94), 4.1m
Vietnam (1984-93), 100.2m
Sierra Leone (1984-86), 25.1m
Sudan (1984-present), 979.8
Liberia (1984-2008), 543m
Tanzania (1985-86), 22.9m
Zambia (1985-86), 115.1m
The Gambia (1985-86), 10.6m
Peru (1985-93), 621m
Jamaica (1986-87), 50m
Zambia (1986-95), 830.2m
Sierra Leone (1987-94), 85.5m
Somalia (1987-present), 234.6m
Honduras (1987-88), 3.3m
Panama (1987-92), 180.9
Democratic Republic of the Congo (1988-89), 115.4m
Haiti (1988-89), 9.2m
Honduras (1988-90), 27.5m
Iraq (1990-2004), 55.3m
Dominican Republic (1990-91), 24.3m
Democratic Republic of the Congo (1990-2002), 403.6m
Haiti (1991-94), 24.8m
Bosnia and Herzegovina (1992-95), 25.1m
Yugoslavia (1992-2000), 101.1m
Central African Republic (1994-94), 1.6m
Afghanistan (1995-2003), 8.1m
Zimbabwe (2001-present), 81.1m
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De rmg a 06.06.2015 às 14:11


É exactamente esse o fulcro da questão, mas vá-se lá insistir com os defensores dos "coitadinhos" que por aí andam e nem sequer parecem parar para pensar que mesmo na própria zona euro há países muito mais pobres que eles.

E digo "parecem" porque eles páram, mas não lhes convém...

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De E não só a 05.06.2015 às 23:37

What is evident browsing through this list, from Cuba and Cambodia to Sudan and Yugoslavia, is that many of the countries that are on it were characterised primarily by domestic or regional violence, if not by outright war, during the years in question.

The same is true of the longer history and list of sovereign defaults. Many nations that went through extreme financial hardship (again, with notable exceptions such as the recent case of Argentina), and eventually were unable to meet their obligations, often did so not due to economic and political mismanagement alone, but following periods of conflict, civil war, revolutions, world wars or after the collapse of old empires.


(Isto para quem entender mais que Bad English).
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De rmg a 06.06.2015 às 14:16


E não só, exactamente, é esta a parte mais importante bem como o parágrafo final.

De resto esqueci-me de pôr lá que o artigo era para ser lido até á última palavra.
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De Ah, então está bem a 07.06.2015 às 10:15

Bem, nesse caso, não podíamos estar mais de acordo...

Os gregos pretenderem o mesmo que um dos pobres países dessa lista (a Zâmbia) apenas revela pura desvergonha.
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De Vento a 06.06.2015 às 00:04

Na realidade o que não faltam são estudiosos sobre esta matéria. O que Rui Tavares diz fazia todo o sentido no contexto inicial.

Porém, neste momento, a leitura é bem simples: A Grécia está decidida a não capitular perante uma task force que conduziu o país a uma recessão que só se vive em tempo de guerra: com a perda de 25% do seu PIB, com 30% de desempregados e cerca de 60% destes nas camadas mais jovens, com uma dívida que evoluiu de 115,1% em 2009 para 180% em 2014.
São estes os números que os ignorantes desconhecem e não falam, e pretendem doutrinar através de sua incapacidade e ignorância atrevida.

A situação é simples, a Grécia espera ou que aceitem suas condições ou que os empurrem para fora do sistema. Aceitando, beneficiam todos; empurrando-os levam consigo muitos outros e tomam as alternativas que já se encontram em suas mãos.

É sempre isto que acontece quando os aprendizes do clube Bilderberg não são capaz de avaliar as alternativas que colocam a outros.
Portugal ainda não sente estes mesmos efeitos porque a Grécia ao longo deste tempo tem vindo a influenciar as políticas em torno da UE. E só com as mudanças que surgirão em Espanha, França e Itália, sem esquecer o que está a passar nos países nórdicos e com o disparo dos juros na dívida alemã, é que se poderá encarar toda esta situação sem a pateta alegrice que se tem vindo a expressar de forma ignorante.
Para todos os efitos a Europa já mudou e vai mudar mais com a determinação dos audazes gregos. A história estava a precisar de encontrar de novo heróis com eles no sítio. E não os de pacotilha sentados em torno de um não sei quê, e outros a lerem jornais e a trabalhar em gráficos números e situações que desconhecem.
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De Heróis?!?!?!?! a 06.06.2015 às 07:50

Heróis?! Não achas pouco esse epíteto só destinado aos Messias como François Hollande ou António Costa, ó flatulência?
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De Vento a 06.06.2015 às 13:23

Eu deito o milho e o pombinho repórter vem.

https://www.youtube.com/watch?v=jmUDzWz8Vho

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De Rui, mas Ramos e não Tavares a 07.06.2015 às 09:12

Tsipras e Varoufakis não têm um problema com a UE. Tsipras e Vaourfakis têm um problema com os gregos. E é esse problema que os empréstimos europeus ou mesmo a saída do Euro talvez já não cheguem para resolver. O Syriza prometeu aos gregos que podiam manter o Euro sem “austeridade”. Mentiu. A mentira serviu, no entanto, para Tsipras e os seus camaradas se apossarem do governo, com a ajuda do sistema eleitoral e da extrema-direita. Uma vez no poder em Atenas, calcularam que seriam capazes de assustar e de dividir a zona Euro com a ameaça de uma falência. A chantagem não chegou até agora para obterem todos os empréstimos que pretendem, mas tem bastado para arrastar as negociações indefinidamente. O pior, para o Syriza, é que, dentro da Grécia, a sua chegada provocou a mais perigosa de todas as revoltas: a dos contribuintes e aforradores. Os contribuintes (um terço dos quais são trabalhadores por conta própria, e portanto menos vulneráveis ao fisco), começaram a deixar de pagar impostos, e os aforradores a tirar o dinheiro dos bancos.


O Syriza tem ainda outro problema na Grécia. O Syriza está a tentar substituir as clientelas dos outros partidos pelas suas clientelas, e portanto não pode pôr em causa o sistema clientelar tradicional. O que significa que não é apenas por ideologia que nunca se atreverá a fazer as reformas de que a economia grega precisa para se libertar de todos os grupos de interesse – sindicais, empresariais, corporativos, etc. — que capturaram o poder político e o usam para obter rendas. Por isso, uma saída do Euro significaria certamente desvalorização, mas não talvez uma grande melhoria de competitividade da economia grega. Os precedentes históricos não auguram nada de bom.

(Observador)
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De Toma, que é socialista! a 07.06.2015 às 15:14

Já este domingo (7/06/2015) , os avisos a Tsipras chegaram de outra voz da União Europeia: Martin Schulz. O socialista presidente do Parlamento Europeu alertou Tsipras para ou fechar o acordo ou “enfrentar as consequências dramáticas”, acusando o primeiro-ministro grego de estar “a fazer jogo político com vista a arrastar o processo” de negociações.

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