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Gloria in excelsis DEO.

por Luís Menezes Leitão, em 30.04.14

 

Tinha escrito aqui há dias que para este Governo o céu é o único limite para o aumento da carga fiscal. Esta apresentação do DEO, depois de sucessivos adiamentos, acaba de demonstrar que estamos perante um Governo de fanáticos, cuja única obsessão são os aumentos estratosféricos de impostos, os quais proclamam para gloria in excelsis Deo. O IVA a 23,25% passará a ser o sexto mais elevado da UE, ultrapassando mesmo a Grécia, que alegam ser o único falhanço dos programas de ajustamento. Os cortes temporários de salários passam a ser de tal forma definitivos que só se admite que o nível salarial de 2010 regresse em 2020, se os programas de redução de funcionários correrem como esperado. A CES, que também se prometia extinguir, afinal vai ser substituída por um sucedâneo qualquer, continuando a ser cortadas as pensões em pagamento. E nem a TSU dos trabalhadores é deixada em paz, permanecendo intocável a dos empregadores. Para mim este Governo acaba de reconhecer o fracasso total destes três anos de ajustamento e deveria ir imediatamente embora. É evidente que já DEO o que tinha a dar.


9 comentários

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De lucklucky a 30.04.2014 às 20:34

Querem Socialismo.
Logo têm Socialismo do Governo mais Socialista das ultimas décadas*.

Qual a surpresa?
Caso não saiba temos 5% de défice e a receita para o resolver só pode ser Socialista.

O pior é para aqueles que não são socialistas. São obrigados pela ameaça de violência do Estado a participar.
A Liberdade desses não interessa. Porque a Liberdade nunca interessou à Esquerda e Direita Socialista.

*Forçado pelas circunstância porque o que este governo também faria se pudesse era ir aos mercados para pagar o socialismo que os portugueses gostam: socialismo com o dinheiro dos outros.
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De Vento a 30.04.2014 às 21:03

A equação é simples:
devolve-se a massa se ela for entregue diária e mensalmente. Diariamente, através do IVA; mensalmente, através da TSU. Do "esforço" da dedução resultará o seguinte: nos salários ou rendimentos elevados a sobra vai para poupança, nos restantes rendimentos a massa vai para a farmácia, para o gás, luz, telefone, transportes, alimentos e serviços (a classe média continuará a perder rendimentos e os pobres não se safam).
Significa isto que num esforço dito comum quem tem menos continuará a suportar o maior esforço (e a classe média continua a ser a que tem menos, isto é, a que tem para perder). Mas os pobres não vêem nada.

Por último, chegaram à conclusão que a reforma do estado só serviria para criar mais miséria, mas ninguém toca na fonte onde se encontra a verdadeira despesa: os negócios público-privados, rendas e o esforço dos contribuintes nos resgates bancários.
Pergunto agora: e a dita economia? E o empreendedorismo, será que alguém se atreve a fazer alguma coisa sabendo que a carga fiscal não deixa espaço para erros e reajustes caso o negócio corra mal?

Eu compreendo o que eles fizeram, e com isto vão arrecadar mais impostos para poder revelar que o défice baixa mas a despesa mantém-se. O que eles pretendem é demonstrar no futuro que o equílibrio foi atingido por um aumento maior na percentagem da receita comparativamente com a despesa que, assim, poderá parecer ter travado ou diminuido.
Não há volta a dar, estamos na mesma parecendo ter os bolsos mais cheios.
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De lucklucky a 01.05.2014 às 07:33

"a verdadeira despesa: os negócios público-privados, rendas e o esforço dos contribuintes nos resgates bancários."

Ah! ainda não descobriu que o Estado Social é um negócio Publico-Privado?

Quando os votos desenham um sistema de pensões insustentável. Julga que é o quê? Quando se inventa mais e mais burocracia e monopólios para agradar aos sindicatos da Função Publica e outros como este Governo faz julga que é o quê?

A despesa está lá no orçamento de estado escusa de inventar.
É um estado gigante que a grande maioria pede para tratar de tudo.
Um gigantesco negócio publico-privado.

Julga que a maioria vota para quê? É para o Estado tirar ao vizinho pois claro.

Durante 40 anos esta lógica foi mascarada pelo endividamento.Todos ganhavam um bocado até aqueles a quem se tirava mais.

Mas acabaram os 40 alegres anos de endividamento só porque o ditador deixou as contas boas. A que devemos adicionar subsídios Europeus e Demografia para ajudar ao contraste com o que vem aí.

A partir de agora paga-se o Socialismo. E mais os juros que o Socialismo fez.

A única vantagem que teremos é a tecnologia que continua a evoluir a cada ano.
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De Vento a 01.05.2014 às 12:07

Mon ami lucky,

ainda não compreendeu que esse estado social a que se refere sustenta a economia neoliberal. E no caso português sustenta o estado social dirigido aos negócios público-privados e à economia em geral. É aqui que se concentra o rendimento social disponibilizado pela classe média e pelos pobres que o deixaram de ter para eles. E é esse estado gigante, que nunca me foi util, que dá o pão a estes negócios. Logo, se este gigantismo for transferido para o interesse comum e não privado verificará que essa mesma despesa será coberta pelas receitas que originará.

O mon ami também ainda não compreendeu que estes rapazitos na onda da refundação surfaram a crista pura e dura da socialização das perdas privadas e da privatização dos lucros públicos.

Mas o lucky anda traumatizado com a "minha esquerda" e as equações que faz saem sempre desajeitadas.

Por outro lado, a maioria simplesmente não vota; e o maior partido nacional é dos abstensionistas.

Um dia dirigi-me com uma amiga a um hospital dinamarquês, desde a entrada até à saída não vi que ela levasse as mãos aos bolsos. Perguntei-lhe em tom de brincadeira se ela era dona do hospital. Respondeu-me que sim, que era dela e de todos os demais cidadãos, pois tinha-o pago com os impostos.
Aqui pagam-se hospitais públicos e privados (nestes garantindo receitas) e continua-se a pagar mais outros tantos hospitais só por entrar neles sem nunca se ver estes a funcionar com o propósito a que se destinam e sem ver outros mais que também são pagos.

Mas o mon ami lucky fique descansado que eu já enviei umas mensagens à "minha esquerda" por este mundo e pedi-lhes que invadissem Portugal para expulsar os socialistas que nos desgovernam e que garantem postos privados à custa da coisa pública.

Já agora, só para ver que nada mudou, acrescentaram-se mais umas corporações e mais nada (espero que não faça a leitura fácil olhando para pessoas. Quero que veja o vídeo mas olhe para o sistema e para a trama que se mantém):
http://www.youtube.com/watch?v=0cKcls8g_Cc

Viva a tecnologia!

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De William Wallace a 01.05.2014 às 19:24

Caro Vento eu também gosto dessa sua esquerda !


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De lucklucky a 01.05.2014 às 22:03

Economia neo-liberal?

Só nos cafés, nos trabalho dos imigrante, dos recibos verdes e em empresas exportadoras existe liberalismo em Portugal. Pois são os únicos que podem falir.

A economia liberal só existe para os que podem falir, aqueles que estão dependentes de alguém que lhes entre na porta e diga pago por isto.

São também os únicos Sociais em Portugal pois são os únicos que estão dependentes da sociedade Voluntariamente lhes comprar produtos.

Os Socialistas de todas as cores são anti-sociais pois são a favor do Estado.

A economia que defende, a economia do Estado que defende dá aquilo que aparentemente condena.

Significativo que você dá o exemplo Dinamarquês como se fosse bom. Deve julgar que me consegue comprar, pois é esse o objectivo.

-É voluntário? se não é, é tirania.
-Desassocia os custos dos efeitos.
-Contribui para a ignorância da população sobre aspectos importantes da vida.
-Paternalista
-Totalitário pois único, sem escolha.
-Anti redundante- regras e métodos de trabalho seguindo o pensamento único quer dizer que uma crise grave pode destruir tudo, pois não há pensamento diferente.
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De Vento a 02.05.2014 às 00:12

Meu caro,

você não quer compreender que muitos desses estão a falir porque outros não podem suportar custos de produção altamente elevados (energia - electricidade, gás e também água) - e é aqui que reside a falta de competitividade e produtividade, não conseguem vender devido à carga tributária sobre as famílias e por último o resgate ao sector financeiro.

Se o estado neste momento despedisse de uma acentada uma boa parte dos trabalhadores ao seu serviço, a banca perdia depositantes, o comércio e a indústria cairiam a pique, o crédito mal parado aumentaria, os serviços iam para o galheiro e a base tributável aumentaria ainda mais sobre quem trabalha e sobre as actividades económicas e até mesmo o sector imobiliário, já debilitado, entraria em colapso.
Pois são exactamente os desempregados (onde se incluem também empresários e trabalhadores independentes) do privado que serviram para aguentar todos os demais, do público e do privado. E já que isto ocorreu não se faça mais merda.

O neo-liberalismo tem tanto de selvagem quanto de burrice, e é esta burrice que se tem verificado no caos que se implementou em Portugal e no mundo.

Mas os ditos patrões portugueses aprenderam a lição e é bem provável que alguns surjam, agora que a troika se vai, a pedir o abaixamento de salários por dificuldade em forçar uma descida dos preços da energia. Os ditos patrões, também em Portugal, foram daqueles também que mais se chegaram ao estado para poder despedir, e agora clamam por taxas mais baixas. Esqueceram eles que isto da economia é para quem vê longe e não para quem anda debaixo das saias da mamã. A sua mentalidade rural, em oposição a uma visão cosmopolita da economia, andou sempre em volta da pescadinha de rabo na boca, isto é, por cada volta que davam mordiam o próprio traseiro. E o estado, que é representado por muitos funcionários destes visionários, embarcou na lenga-lenga.

Há três coisas que o meu caro deve saber interpretar para falar sobre economia: o contexto sociológico, a dimensão geográfica do mercado interno e a capacidade de competir em mercados internacionais. E o potencial da economia portuguesa, volto a referir, também com a adesão à UE serviu para ser desmantelado e transformar-se esta num mercado de consumidores de produtos e créditos. Por isto mesmo quer banqueiros quer os restantes membros da União paguem a trampa que fizeram, desejaram e consentiram.

Quando dei o exemplo da dinamarca não pretendi comprá-lo, entenda-se antes que é você que se quer vender. Eu limito-me a responder a reptos.
O exemplo da Dinamarca surge como ponto de urbanidade em oposição ao que falta nas relações das corporações que se instalaram também em Portugal pós 25 de Abril na relação com seus concidadãos. É assim na saúde, na justiça )no tailor made), no sector público e privado, no sector político e no sector segurador e financeiro.

E faço aqui alguma ressalva relativamente ao sector da educação, porque Portugal tem excelentes profissionais de todos os graus de escolaridade, também reconhecidos no mundo, por causa desta formação recebida que abre a cada aluno as portas do mundo que lhes tem sido sempre estreitadas por essas corporações referidas. E este mundo que refiro é o mundo do conhecimento que foi possível administrar aos que passaram por bancos de escolas, de liceus e de faculdades. Foram os professores em primeira instância os guias das potencialidades, ainda por descobrir nos próprios e na família, da maioria de alunos que lhes passou pelas mãos (e eu não sou professor).

Perguntar-me-á, então e os líderes que se diz não se ter em Portugal não saíram daí? Eu respondo: não! Esses foram moldados por uma falsa ambição e pela vergonha que a maioria sente de suas próprias raízes. A conversa do homem que sobe a pulso é conversa fiada. Sobe-se a pulso quando se muda o sistema e não quando se se molda ao sistema e/ou procura-se moldá-lo para que permaneça na mesma.

Por último, verifico que foi tocado pelo vídeo que lhe anexei, e a sua reacção vem ao encontro do que eu pretendia alcançar. Foi você que fez cair a máscara. Você defende-se a si mesmo e a um falso conceito de supremacia intelectual a tocar o arianismo hitleriano.

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De Diogo a 30.04.2014 às 22:35

Luís Menezes: «estamos perante um Governo de fanáticos, cuja única obsessão são os aumentos estratosféricos de impostos, os quais proclamam para gloria in excelsis Deo»


Não são fanáticos nenhuns. São apenas criminosos que estão a soldo da Banca, a grande mentora e ganhadora com a «Austeridade» que assola toda a Europa. Votar no PS vai dar no mesmo. A Banca é dona dos dois partidos que se alternam no poder.

Chris Gupta chama-lhe - The Establishment's Two-Party Scam. Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objetivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.
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De Anónimo a 01.05.2014 às 02:38

Chamar fanáticos a estes MENTIROSOS é um insulto aos fanáticos que o são porque acreditam com todas as forças nas suas convicções, ora estes MENTIROSOS não têm convicções têm INTERESSES.

Perderam-se 3 anos , 1 milhão de desempregados , 200 mil emigrantes e tudo continua na mesma em termos de gorduras do estado , PPP , BPN (e demais) e negócios das oligarquias vigentes através de monopólios.

Eu ofereço-me para 1º ministro por 500€ mais ajudas de custo porque para cortar salários e aumentar impostos não é preciso grande estudo ou inteligência especialmente aquela que é facultada nas Universidades Privadas por professores de 3ª com ambições de merda ou também nas empresas formadoras que pululam por aí a vender novas oportunidades travestidas.



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