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Gambito

por jpt, em 03.05.19

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A três semanas das eleições europeias e a alguns meses das legislativas, tanto se demita o governo ou apenas dramatize o que achar necessário os efeitos da aparente coalizão redistributiva parlamentar, o que acontece neste momento é um magnífico gambito de António Costa. E que dará para ganhar uma simultânea. Vénia ao PM, goste-se ou não dele.

(E percebe-se melhor o florentino Augusto Santos Silva, há dias a dizer a Maria João Avillez - que evidentemente deixou passar, sem apreender o que fora dito - "que se enganara quem pensara Rui Rio morto". Este um tenrinho, como está mais que à vista, e a dar imenso jeito ao poder ...)

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9 comentários

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De Anónimo a 03.05.2019 às 20:08

cheque -mate
ou
Costa o jogador. O dirigente do sindicato dos professores é um apanha-bola.
PS maioria absoluta. Habituem-se.
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De jpt a 04.05.2019 às 08:54

Está enganado, não é para a maioria absoluta que corre. É uma manobra para ganhar por poucochinho, o que estava já em dúvida.
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De António a 03.05.2019 às 21:43

Está fora do meu alcance plebeu entender o funcionamento de cérebros iluminados como os de Rui Rio e Assunção Cristas. No lugar deles eu não daria a Costa um presente destes, nem havia necessidade. Lá está, não sou político.
Portanto agora todos querem o mesmo tratamento dos professores, como é lógico. Por outro lado as reacções de vários sectores da FP não são abonatórias para o PSD e CDS, que nunca se solidarizaram com outras reivindicações - nem sequer com esta, até hoje. E agora, ou prometem que dão a todos se ganharem as eleições - e não há dinheiro, por razões tortas e direitas - e têm de subir impostos, ou têm pela frente um país ingovernável. Se não acabou de ficar.
Quem diria que o PS, depois de tudo, e já lá vai tanto, ainda iria aparecer como a alternativa responsável? Que triste ironia.
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De jpt a 04.05.2019 às 08:55

Ninguém diria porque se continua a sobrevalorizar os líderes e os colectivos destes adjacentes.
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De Vento a 03.05.2019 às 23:30

Não considero que seja gambito de rei. Para isto é preciso saber jogar bem.

Há uns anos encontrei-me em Lisboa, mais concretamente no Baco, com um advogado que falava-me sobre meu pai, pois tinham sido companheiros em vários percursos da vida e também em longínquas paragens. Contava-me ele que tinham um amigo comum, que conheci, homem rico e pobre várias vezes na vida, como acontece com os visionários que acreditam muito em suas capacidades para os negócios mas que se perdem por outros labirintos da vida, que lhe devia uma determinada quantia pelo exercício da advocacia e não havia maneira de lhe pagar.
Foi falar com meu pai, pois precisava de massas, e contou-lhe o que estava a acontecer com os dinheiros a haver de tal individuo. Revelou-me que não só ficou satisfeito pela ajuda recebida como também pelo estranho conselho que tinha recebido.
Meu pai aconselhou-o a estar atento ao momento em que tal personagem se encontrasse junto de suas amantes - hoje diz-se namoradas - e, ao invés de pedir-lhe o pagamento da quantia em dívida, lhe pedisse como empréstimo a quantia realmente devida. E que esquecesse o assunto a partir desse momento.
Contou-me que foi tiro e queda tal conselho. Assim procedeu no momento indicado, e o individuo de imediato se predispôs a emitir o cheque para o "empréstimo" solicitado. Pretendo com isto dizer que o "empréstimo" foi feito para impressionar as namoradas e não como pagamento da dívida que realmente tinha. A vaidade tem destas coisas.

Lembrei-me deste episódio precisamente porque verifico que a suposta demissão é apresentada em antecipação por quem está em dívida, estando aí para impressionar colaterais e não como vontade ou não de largar a massa que na realidade acabará por largar, nem que seja de forma faseada. É somente uma questão de gestão de oportunidade e não de saber fazer um gambito de rei.
Gambito de rei é jogada mais complexa e é necessário oferecer o peão em jogada f4 pedras brancas; e acredito que quem a vai fazer, e bem, será Marcelo. O PS entalou-se, ou come o peão (paga a massa) e leva cheque mais tarde, ou não come o peão (não paga a massa) e vai levar mate na mesma.
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De jpt a 04.05.2019 às 08:58

É uma interpretaçao. Como sabemos há as variações. Eu julgo, sem grande mestria no assunto, que se trata de um gambito de dama - o rei está protegido pelo cavalo de Belém
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De Vento a 04.05.2019 às 10:41

Marcelo não perderá a oportunidade de mostrar que é ele o rei que salva a nação. Será ele mesmo que sacrificará o cavalo, o PS.
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De Buiça a 04.05.2019 às 06:20

Vejamos o tal gambito...
Parece uma opçao do PS por tentar roubar votos ao centro em vez de fazer desaparecer os colegas de coligação, que sem este incidente teriam dificuldade em fazerem-se distinguir do PS aos olhos do eleitorado.
Com duas eleiçoes seguidas e mais uma derrota "por poucochinho" a adivinhar-se na primeira delas, pode ser que o tiro saia pela culatra.

Será interessante ver se o PS rouba mais votos ao centro por se vender como o partido da responsabilidade orçamental, ou se perde um pouco para todos quando se começarem relembrar os queimados dos incendios (e mais uma vez nao ha helicopteros) e todos os casos de desgaste politico enquanto os comunistas e trotskistas vao fazer campanha na base de que todas as devoluçoes de rendimentos foram provocadas por eles e que o PS mudou, olhem como até as PPP querem ressuscitar e como facilmente dao 20 mil milhoes para bancos e se demitem perante a perspectiva de dar uns quantos milhoes para professores e enfermeiros...

Por outro lado não se vê absolutamente ninguém a debater a quantidade de "carreiras" onde pelos vistos continua a bastar o tempo passar (e ser contabilizado) para se ser promovido e/ou aumentado independentemente de se trabalhar bem ou mal, muito ou pouco, o que pode levar a gente de bem (que é a verdadeira maioria, não a que os jornais e telejornais, todos iguais, gostam de projectar) a perceber onde vai tudo isto acabar... afinal de contas nao foi assim à tanto tempo que o paìs faliu com estrondo.
Os dados estao lançados
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De jpt a 04.05.2019 às 09:02

As corporações mais sensíveis a este processo não votam (globalmente) à direita. O PS não estava a ganhar (em termos globais) votos à esquerda, diziam-no as sondagens. Os votos que poderá perder nestas europeias (nas legislativas tudo fia mais fino) é para a esquerda. E o que ganha é no grande centro, de voto relativamente cíclico. A encenação da responsabilidade patriótica avessa a demagogias funcionará. A vitória por poucochinho que seja - e que estava um pouco ameaçada pelo que as sondagens anunciavam - obtem-se assim, e o elan para o outono também.

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