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Futebol ou Saúde? Saúde!

por João André, em 30.06.20

liverpool.jpgnapoli.jpg

Quando se começou a história do "desconfinamento", vieram logo os clubes perguntar se poderiam jogar. Questões de dinheiro, está claro, especialmente para os maiores. Muita discussão houve sobre os jogos à porta fechada, se fariam ou não sentido. Aquilo que para mim não fez sentido foi recomeçar de todo os jogos. Não porque "futebol sem espectadores não é futebol", como dizem muitos do redondo das suas barriguinhas que devem ter dados os últimos toques na bola ao mesmo tempo que Maradona atava ingleses. Tão só porque o futebol, mesmo sem espectadores no estádio, não deixa de ter espectadores fora dele, espectadores que se juntam para ver jogos e, em certas alturas, para festejar desfechos.

As imagens acima demonstram o que se passou em Nápoles, cidade há muito privada de alegrias desportivas e também a sofrer das medidas italianas, e em Liverpool, onde o principal clube local (e possivelmente nacional) não vencia o campeonato há 30 anos, numa altura em que a competição ainda nem existia na forma actual. Os adeptos vieram à rua festejar e o distanciamento social resumiu-se a não conviverem com adeptos de outros clubes.

A Liga Belga decidiu cancelar o resto da época e atribuir o título ao clube que estava em primeiro lugar quando a interromperam. A Liga Holandesa abandonou a época, cancelou subidas e descidas de divisão e não atribuiu o título, apenas atribuindo as qualificações para competições europeias com base na classificação no momento da interrupção. Fizeram isto seguindo as ordens do governo holandês de cancelar eventos públicos até 1 de Setembro. A Liga Francesa também cancelou o resto da época e as classificações ficaram as do momento da interrupção, dando também título.

Talvez haja países onde as condições permitam continuar as ligas sem grandes problemas, como foi o caso da Alemanha, que prosseguiu o campeonato e após o final não se viram grandes celebrações pela cidade de Munique. Nos restantes países, a melhor solução talvez fosse simplesmente não se jogar mais (e o mesmo é válido para as competições europeias). No caso português, isso poderia passar por anular a competição como na Holanda ou cancelar o restante como na Bélgica e França. Eu teria preferido esta segunda opção, dando o título ao FC Porto (que liderava na altura da interrupção) e restantes lugares de acordo com as suas posições.

Não haveria soluções ideais, mas parece hoje claro que o COVID-19 está a regressar e a ganhar força. Ir pela solução que privilegiasse a saúde seria talvez a opção menos má.

 

PS - como benfiquista, tal escolha ter-me-ia poupado às tristes figuras do meu clube. Está claro que o Benfica não soube gerir a interrupção. Já o Sporting de vários dos meus colegas de blogue parece tê-lo feito bem.


29 comentários

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De Luís Lavoura a 30.06.2020 às 10:30

A "solução" que o João André propõe, não haver futebol para que não haja campeão e portanto não haja festa do campeão, é perfeitamente disparatada. Pois que, se o problema é a festa do campeão, então o que se deve fazer é impedir essa festa, por todos os meios possíveis - não é impedir o futebol!

Já agora, permito-me acrescentar que as pessoas que vão às festas de campeão são predominantemente pessoas jovens, que não tem grande mal que se infetem, aliás, é até bom que se infetem, pois só com elas infetadas é que se poderá ir atingindo a imunidade de grupo.
Deixem lá os jovens fazer festas à sua vontade, que eles são naturalmente pouco suscetíveis ao vírus e têm o direito de gozar da sua proteção. Diverti-vos jovens! Cotas, ficai em casa!
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De João André a 30.06.2020 às 10:59

Eu não proponho nada, preferi uma solução onde o campeonato fosse terminado. Também haveria a de anular o campeonato, mas essa desrespeitaria os profissionais envolvidos no mesmo. A solução menos má seria atribuir o título um mês atrás e terminar a conversa, pelo menos na minha opinião. Se você pensa que é possível impedir uma festa, deve andar louco.

E se pensa que são pessoas predominantemente jovens que vão às festas de títulos deve ter-se ausentado do país nos dias seguintes a estes serem conquistados. Ou então é cego e surdo.
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De Luís Lavoura a 30.06.2020 às 15:39

Se você pensa que é possível impedir uma festa, deve andar louco.

Ainda agora acabam de ser impedidas as festas dos Santos Populares. Primeiro em Lisboa, depois no Porto, foram muito eficazmente proibidas. Não foi nada impossível proibi-las.
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De João André a 30.06.2020 às 23:39

Não são festas organizadas? Há uma diferença entre essas e as espontâneas. Compreenda desta forma: umas são "autoritárias". As outras "livres". Vá lá, não me obrigue a desenhar, não tenho jeito nenhum.
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De Luís Lavoura a 30.06.2020 às 10:44

É pavoroso observar neste post o proibicionismo e a falta de amor à liberdade. Primeiro pretende-se proibir as pessoas de se infetarem (mesmo que elas não se importem nada de ficar infetadas), passa-se daí para pretender proibir toda e qualquer festa na qual pessoas se possam infetar, e daí passa-se para tentar proibir toda e qualquer coisa que possa dar motivo para pessoas festejarem. De proibição em proibição até à total obliteração da liberdade. É triste, muito triste.
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De João André a 30.06.2020 às 11:02

A sua estupidez com este comentário vai para lá de "lavouradas". Acima diz que se deve proibir uma festa (que não proponho em lado nenhum). Depois acusa-me de proibicionista.

Você está a candidatar-se a novo luckylucky? Um alucinado que nem tem noção da realidade? Já marcou presença no próximo comício MAGA com os outros alucinados?

Nem sei porque o explico, mas fica assim: o primeiro dever de um estado é proteger os seus cidadãos. Para lhes dar a LIberdade de estarem vivos, por vezes tem de cercear outras liberdades. A Liberdade, ao contrário do que os maluquinhos como o lucky pensam (e sempre pensei que você não fosse um deles), não é absoluta. É sempre relativa a outras pessoas e a outras liberdades.

Isto não deveria ser necessário explicar.
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De ShakaZoulou a 30.06.2020 às 15:12

Que tal proibir a circulacao automovel, sabe quantos anos de vida seriam salvos com essa proibicacao. Ou proibir banhos no mar, que so servem para satisfacao e entertenimento pessoal e que retira inumeros anos de vida aos portugueses. Porque se deve contar os mortos por numero total e nao por anos de vida perdidos, um morto no transito ou no mar com 30 anos de idade corresponde aos anos de vida perdidos por 25 octagenarios. Na selva ja se contabiliza ao contrario, a morte de octagenario e capaz de ser equivalente a morte de umas dez criancas, a proabibilidade de de uma dessas criancas atingir a sabedoria e os conhecimentos do octagenario deve ser baixa. A brigada dos 'vamos ficar em casa ate a vacina' que se recolha em casa e deixe o resto da populacao ser livre.
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De Luís Lavoura a 30.06.2020 às 15:37

A brigada dos 'vamos ficar em casa até à vacina' que se recolha em casa e deixe o resto da população ser livre.

Concordo.

Quem está em grupos de risco deve ter o direito (e talvez até a obrigação) de se proteger.

Todos os outros devem ter o direito de se expôr.
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De João André a 30.06.2020 às 23:42

Que se vão expor longe dos outros. O seu direito de se exporem não se sobrepõem ao direito dos outros em não serem expostos por causa de bestas quadradas.
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De João André a 30.06.2020 às 23:40

Banhos no mar e automóveis não "se pegam".

Você gosta de desconversar não?
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De o cunhado a 30.06.2020 às 13:14

Estou 100% de acordo com o post. Nada mais podia acrescentar nem retirar.
O campeonato não se reiniciava, o título era do Porto que era quem ia à frente aquando da sua interrupção, e todas as outras equipas mantinham a posição que ocupavam na tabela classificativa.
E acima de todas as liberdades, de todas sem excepção, está o bem comum.
Como dizia a minha avó, senhora que não conhecia uma letra do tamanho de uma pirâmide: primeiro está a obrigação, e só depois a diversão.
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De Luís Lavoura a 30.06.2020 às 15:34

acima de todas as liberdades, de todas sem excepção, está o bem comum

... sendo que sou eu quem define o que é o bem comum e, portanto, tenho o direito de retirar as liberdades a todos os outros.
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De o cunhado a 30.06.2020 às 18:23

Caro Luís Lavoura.
Você pode fazer o que quiser e lhe der na sua real gana, assim como qualquer outro o pode fazer. Mas não deve.
E não deve porquê?
Porque não vive sozinho neste planeta, nem o mundo é exclusivo seu e se a saúde diz uma coisa para o bem comum, não é você que pode arrogar-se a sabedoria de que todos marcham com o passo trocado e só o Luís o leva acertado.
Diz o Luís: "... sendo que sou eu quem define o que é o bem comum e, portanto, tenho o direito de retirar as liberdades a todos os outros."
E eu pergunto: quem é o Luís para decidir o que é bom e mau para os outros? Não é nada. Absolutamente nada.
Mas como disse, pode fazer tudo o que quiser e lhe dê na sua real gana, mas faça-o sozinho.
Isole-se, vá para o meio do deserto do Namibe, por exemplo; e aí dê largas à sua vontade.
Enquanto inserido no meio civilizacional em que me encontro, e milhares de outros cidadãos como eu, é que não porque fazendo-o mostra uma muito má partilha social e educacional perante inocentes cumpridores sujeitos a contraírem a doença pela má-formação de um único.
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De João André a 30.06.2020 às 23:43

Respondeu a tudo, nem me dou ao trabalho.
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De ShakaZoulou a 30.06.2020 às 16:21

Já no tempo da outra senhora se dizia no final das leis " A bem da nação" . Vem aí outra pandemia vamos continuar com este início de ditadura? Há muitas pessoas do grupo de risco com alguma saúde que preferem viver ao invés de estarem presos de casa a esperar pelo fim da vida de robe e afastados da família o bem da nação sobrepõe-se? Com menos custos económicos o estado construía hospitais de campanha assépticos, alguns quartos com ventiladores, dava formação em cuidados básicos de enfermagem a quem quisesse para cuidar dos internados e mobilizava o exército para entregar bens de primeira necessidade a quem quisesse ficar em casa. E depois era só transmitir os conselhos da DGS, que pessoas seguiriam se quisessem.
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De João André a 30.06.2020 às 23:44

Compreende a diferença entre impedir ajuntamentos massivos e impedir tudo? Há uma diferença, olhe bem. Não é rasteira.
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De João André a 30.06.2020 às 23:42

Bem lembrado.
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De ShakaZoulou a 30.06.2020 às 16:30

Se não se seguisse com o campeonato até ao fim, o lógico seria não ser atribuído título e não haver provas desportivas no ano seguinte. Ou então na perspectiva de um benfiquista ser atribuído a classificação pelo resultado da primeira volta do campeonato quando pelo menos todos jogaram entre si. Na Holanda foi decidido atribuir a classificação pelas posições em que estavam o Utrecht não entra directo na taça UEFA, quando tinha hipótese de vencer só mais um jogo na final da taça da Holanda e também tinha boas hipóteses de melhorar a sua classificação pois tinha menos 3 pontos, um jogo a menos e vantagem no desempate por pontos em relação ao quinto classificado.
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De João André a 30.06.2020 às 23:45

Acredite ou não, ligo mais averdade desportiva que ao meu clube.

Mas a sua opinião relativamente ao anular do campeonato é tão válida como a minha.
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De ShakaZoulou a 30.06.2020 às 16:44

Eu não quero um governo que Vogue ao sabor da opinião pública. Eu quero um governo que tenha planos de contingência já preparados para o caso de acontecer um grande terramoto, catástrofes por cheias ou incêndios e mesmo para o caso inverossímivel de acontecer um contacto extraterrestre e para o caso de pandemias e outras grandes catástrofes. Andamos anos a pagar para isso e sem ter sido apresentado esse plano logo no primeiro estado de emergência, agora alguém a bem da nação decide que posso pôr combustível às 22h00 mas não posso comprar uma água ou que eu antes de apanhar com um índice de UV de 11+ e água com uma salinidade intoxicante para o meu tracto digestivo na praia tenho de desinfectar com álcool, mascarar-me e não conviver com estranhos
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De João André a 30.06.2020 às 23:46

Leia a Economist desta semana, tem lá com que se entreter.
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De Anonimus a 30.06.2020 às 18:07

O texto equivoca-se logo no título.
Devia ser "Dinheiro ou Saúde".
Os clubes escolhem o dinheiro, o Governo segue os clubes, como segue as transportadoras aéreas, ginásios, hotéis e restaurantes, etc...
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De João André a 30.06.2020 às 23:47

Pode escrever o seu post co esse titulo.
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De Anónimo a 30.06.2020 às 19:21

Se se tivesse atribuiido o campeonato ao Porto haveira festa na mesma, como a que vai haver se o Porto for campeão.
O futebol não se resume aos jogos mas também serve para que as pessoas possam gastar as suas energias que não se libertam ficando em casa.
Interssante será ver se os festejos em Nápoles (há quase 15 dias) e em Liverpool m(há 5 dias) aumentarão significativamente o número de contágios, de internados e de mortos. Se tal não acontecer, ainda por cima em dois países onde o vírus atacou em força, então espero que a comunidade médica/científica se explique de vez, de forma clara.
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De João André a 30.06.2020 às 23:48

Se a decisão tivesse sido em Abril, as pessoas estariam em confinamento e em geral não haveria ajuntamentos sequer semelhantes aos das fotografias acima. Mas estou à espera de ver os Aliados completamente cheios daqui a umas duas semanas, no máximo.
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De João André a 30.06.2020 às 23:50

A comunidade científica explica-se sempre e normalmente de forma clara. Infelizmente muita gente não entende essas explicações porque querem respostas de preto ou branco e nenhum cientista as quer dar dessa forma.
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De ShakaZoulou a 01.07.2020 às 03:23

"Banhos no mar e automóveis não "se pegam".

Você gosta de desconversar não"

Circulação automóvel provoca em média a perca de 25000 anos de vida ( média de 500 pessoas á volta dos 30 anos para uma esperança média de vida de 81 anos) por ano, mas como é uma actividade essencial pode-se dar a desculpa que não tem comparação com a proibição do futebol para salvar vidas, assim temos que se proibisse o lazer de mergulhar no mar se salvariam 5000 anos de vida por ano. Dois tipos de proibições provavelmente ilógicos para si, mas que admite a proibição do futebol para salvar zero anos de vida devido às mortes que essa actividade possa levar ao contágio do Covid-19. Pois a média de idade dos mortes por Covid-19 em Portugal equivale à esperança média de vida.
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De ShakaZoulou a 01.07.2020 às 03:43

"Leia a Economist desta semana, tem lá com que se entreter." Deixei caducar a assinatura, pois optei por fazer períodos de abstinência do consumo de media.
Após uma semana desse jejum em que me dediquei a uma actividade que foi considerada ilegal mas que eu por desconhecimento fiz já que no multibanco a DGRM vendeu-me a licença para a pesca lúdica sem hipótese de devolução dos montantes gastos e sem ter qualquer aviso que não me a venderia devido á pesca lúdica estar proibida devido ao estado de emergência ou calamidade.. Fui pintar a casa de uma pessoa amiga de 73 anos que barricou-se em casa com outras duas pessoas do grupo de risco. Durante as refeições impressionou-me a lavagem cerebral que elas levaram, impressionaram-me os noticiários tentei abrir um jornal desportivo online para me distrair um pouco do vírus antes de aceder a qualquer notícia levei logo com uma notícia referente ao número de mortos por Covid-19.
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De ShakaZoulou a 01.07.2020 às 03:53

"Mas a sua opinião relativamente ao anular do campeonato é tão válida como a minha."
Se pelo algoritmo para a gestão da pandemia que deveria ter sido apresentado à população no primeiro estado de emergência tivesse como um dos fins o término das competições desportivas; tentei justificar porque considero a sua proposta injusta.

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