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Delito de Opinião

Fugiu-lhe a boca para a verdade

Paulo Sousa, 19.05.22

Ao invadir o Iraque em 2003, os EUA cometeram uma grosseira violação do direito internacional. Não era necessário ser anti-americano para ver que nada de bom poderia sair daquele excesso de testosterona de um país que então se comportou como um adolescente rico a exibir o seu poderio militar. O seu presidente de então, George WC Bush, também nunca conseguiu convencer ninguém que parte da sua motivação não ia além de querer mostrar ao paizinho que já era um homem crescido.

Ontem, numa intervenção em Dallas, WC Bush, deixou-se atraiçoar pelo seu subconsciente, e quando falava sobre, a igualmente criminosa invasão russa da Ucrânia, trocou o nome dos países e acabou por se confessar em público, dizendo: “A decisão de um homem de lançar uma invasão totalmente injustificada e brutal ao Iraque”... “Quero dizer, à Ucrânia”.

Mesmo para quem, como eu, gosta de histórias onde os patifes se conseguem redimir, esta escorregadela verbal não teve graça nenhuma.

Os palermas apoiantes dos crimes de Putin, que certamente condenaram a invasão do Iraque, até podem pensar que encontrarão neste lapsus linguae um apoio para evitar cair no poço do ridículo onde escolheram mergulhar, mas estão enganados. Quem tentar justificar um crime cometido com um outro de um outro criminoso, não está a fazer outra coisa que não seja assumir a sua clamorosa falha.

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