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Frei Barroso

por Pedro Correia, em 08.04.17

Há poucos dias destaquei aqui Alfredo Barroso, citando uma contundente crítica sua no i ao famigerado "acordo ortográfico".

Qual não foi o meu espanto ao ver agora, também na edição impressa do mesmo jornal, um texto de opinião do mesmíssimo autor escrito em... acordês. Um texto em que se lê "transações(sic) financeiras", "atividade"(sic) produtiva", "Investimentos diretos(sic), etc.

Eis-nos perante alguém que pede meças ao famoso Frei Tomás: faz como ele diz, não faças como ele faz.

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17 comentários

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De Anónimo a 08.04.2017 às 20:32

Caro Pedro Correia
Muito boa noite.
Respeitosamente, não quero acreditar que se espantou.
Cumprimentos.
António Cabral
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De Pedro Correia a 09.04.2017 às 01:02

Todos os dias me espanto com muita coisa, caro António. É prova cabal que estou vivo.
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De José Neto a 08.04.2017 às 21:35

Não faças o que ele diz, faz o que ele faz.

A propósito, «email» é português? Ou será endereço eletrónico?

José Neto
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De José Neto a 09.04.2017 às 16:19

Então, meu caro amigo, escreve com erros ortográficos para além de estrangeirismos

José Neto
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De miguel serras pereira a 08.04.2017 às 22:24

O Pedro tem informação segura a respeito do que escreve aqui? Nomeadamente, pode mostrar que é prova suficiente de que o Alfredo Barroso aderiu ao acordês o facto de o texto da crónica que refere aparecer como apareceu?
Saudações cordiais

miguel serras pereira
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De Pedro Correia a 09.04.2017 às 00:58

Não percebi a sua pergunta, caro Miguel. Talvez devido à hora algo adiantada.
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De Anónimo a 08.04.2017 às 22:37

… e repare o Pedro, por favor, que a última crónica de Alfredo Barroso na edição on line do i não segue, segundo me parece, o novo acordo ortográfico. Cf. "Donald Trump 'candidato da Mancharia'?" (https://ionline.sapo.pt/artigo/557326/-donald-trump-candidato-da-manch-ria-?seccao=Opiniao_i).
Reiteradas saudações cordiais

msp
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De Pedro Correia a 09.04.2017 às 01:03

Reparei, sim. Mas o texto da edição impressa a que me refiro vem redigido em acordês. Não imagino alguém como o Alfredo Barroso consentir que lhe alterem a grafia dos textos à revelia da sua vontade enquanto autor.
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De miguel serras pereira a 09.04.2017 às 09:11

Caro Pedro, o Pedro não acredita que o Alfredo Barroso não tenha consentido o acordos no caso que refere, mas acredita, ou assim parece, que o mesmo AB escreve ora em acordos ora em português conforme o faz para edições impressas ou on line do mesmo jornal. Enfim, deixemos em paz este assunto, mas deixe-me dizer-lhe que, se acho o acordo ortográfico uma brutal estupidez, não penso que a defesa da capacidade de falar sabendo o que se diz e da capacidade de uma leitura bem feita passe no essencial pela linha que o Pedro e outros tal consideram. O acordos será, quando muito, um sintoma acessório e prescindível da erosão do uso responsável da linguagem — falada, escrita e lida — que tem causas bastante mais graves e sérias. Como suponho que o Pedro intui.
Cordiais saudações matutinas

msp
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De Pedro Correia a 09.04.2017 às 10:29

Caro Miguel: tenho dificuldade em conceber que alguém capaz de produzir uma (justa) catilinária contra o AO consinta em simultâneo que um qualquer 'copy' de turno no mesmo jornal lhe adultere a prosa, convertendo-a de português para acordês.
Algo aqui não bate certo.
A questão é esta, como creio ter deixado claro nas sucintas linhas que escrevi.

Quanto às suas considerações ulteriores, concordo no essencial com elas. Aliás as minhas críticas ao abastardamento quotidiano da língua portuguesa que testemunhamos diariamente estão longe de cingir-se ao AO, como os arquivos deste blogue documentam.

Retribuo com gosto as suas saudações.

P. S. - Por coincidência, e para um trabalho que tenho entre mãos, ando a revisitar as suas traduções para a série Simenon da Dom Quixote do final dos anos 80. Merecem louvor, até pelo evidente contraste com tanta indigência incapaz e atrevida que anda por aí em matéria de tradução.
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De miguel serras pereira a 09.04.2017 às 10:51

Bom, Pedro, acho que já ambos deixámos claro o que pensamos do caso Alfredo Barroso. E o Pedro convirá em que não é fácil — seria até uma forma de bipolaridade bastante curiosa — que alguém escreva de manhã em acordês e à tarde segundo a norma anterior ao acordo. Mas adiante.
Obrigado pelas suas amáveis palavras sobre as minhas traduções dos anos 80 do século passado. Concretamente, as que fiz do Simenon, se as fizesse hoje teria adoptado uma ou duas opções de ordem geral diferentes. Nada de grave, todavia. O que lamento é não ter oportunidade de traduzir ou ver bem traduzidas por terceiros mais romances do autor e o facto de, a partir de certa época já recuada no tempo, as traduções dos Margret na Vampiro se terem tornado praticamente ilegíveis, obrigando-nos a reconstituir muitas vezes o francês do original para sabermos o que estamos a ler. Ora, como o Pedro sabe, desastres que tais não se resolvem em torno de questões ortográficas — e evidenciam até a sua relativa menoridade. Porque, mal por mal, será sempre preferível uma boa tradução (teremos outras oportunidades de discutir o que quer isso dizer) em acordos do que uma tradução ortograficamente impecável mas enfermando dos vícios que inutilizam, por exemplo, boa parte dos Margret pelas razões que sugeri.

Renovadas saudações cordiais

msp
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De Costa a 09.04.2017 às 11:37

Breve passagem por uma livraria, esta manhã.

As Memórias de Raul Brandão, em recentíssima edição (Quetzal, creio) em acordês. Não foi novidade, mas não deixou de entristecer pegar no volume e confirmar. Valha a edição da Relógio D'Água, ainda no mercado (há uns meses atrás, pelo menos). E valham os alfarrabistas.

43 anos e 6 meses de má política. Ainda não o tinha visto. Faz(ia) parte da lista de compras (a sua afinidade com este blogue não é estranha a tal intenção). Pego um exemplar e folheio. Está em acordês. E não é um acidente isolado, um lapso de revisão, é mesmo acordês. Estão assim todas as datas e bem mais do que as datas. Lá o deixo, ao exemplar. Com pena e surpresa.

Que os mortos se não possam defender e sejam alvo especialmente fácil dessa impune violentacão, não espanta. Mas que vivos que nunca se esperaria o permitissem - do que deles se julgava saber, enfim - assim cedam (mesmo que apenas como "organizadores"), entristece especialmente.

A coisa avança como peste. Fortemente contagiosa, está visto.

Costa

Ps: Miguel Real salvou essa "vadiagem" matinal entre livros. Os Traços Fundamentais da Cultura Portuguesa estão impressos em português. Vieram comigo.
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De Susana Bastos a 09.04.2017 às 14:12

Parece-me evidente que foi um lapso, por vezes acontece com os jornais que adoptaram o AO, lamentavelmente. O mesmo já se passou com Joel Neto algumas vezes. Não nos precipitemos.
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De V. a 09.04.2017 às 23:10

A ética republicana é assim, flexível.
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De Luís Lavoura a 10.04.2017 às 09:32

Pode ser que Barroso tenha escrito o seu texto na ortografia antigo e que o jornal o tenha convertido, sem o conhecimento dele, para a atual ortografia.
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De sampy a 10.04.2017 às 11:26

E perdemos a Maria Helena.
Requiescat.

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