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Frases do debate presidencial

por Pedro Correia, em 21.03.17

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Filllon, Macron, Mélenchon, Le Pen e Hamon ontem na TF1 (foto Le Figaro)

 

Aqui ficam as principais frases do primeiro debate televisivo entre cinco dos onze candidatos presidenciais em França, ocorrido ontem à mesma hora em que os canais "noticiosos" portugueses, totalmente alheados do assunto, preenchiam tempo de antena com intermináveis blablablás sobre futebol:

 

Benoît Hamon: «Quero pôr fim à democracia intermitente, por uma Europa que esteja libertada do dogma da austeridade.»

«Defendo um novo pilar da protecção social, com o rendimento básico universal.»

«Serei um Presidente justo, que porá fim às políticas feitas pelos mesmos de sempre.»

«Serei independente de todos os lóbis.»

 

Emmanuel Macron: «Pretendo proteger o povo francês sem o dividir.»

«Sou capaz de trazer de novo a esperança.»

«Defendo um projecto de alternância profunda, com novos rostos e novos hábitos.»

«Sou favorável à lei de 1905, pela separação da Igreja e do Estado.»

 

François Fillon: «Um francês que vá para a Síria fazer guerra contra nós deve ser privado da nacionalidade francesa.»

«A escalada do fundamentalismo ameaça a sociedade e a própria religião muçulmana.»

«Comigo a França será daqui a dez anos a primeira potência europeia.»

«A nossa saída da zona euro, como defende Marine Le Pen, mergulharia o país no caos económico.»

 

Jean-Luc Mélenchon: «Quero devolver a França aos franceses, libertando-os da monarquia presidencial.»

«Serei o último Presidente da V República. Quero alterar todas as regras.»

«É preciso castigar os corruptos, mas também os corruptores.»

«Comigo sairemos da NATO.»

 

Marine Le Pen: «Temos de declarar guerra total ao fundamentalismo islâmico.»

«Quero ser a Presidente francesa, não quero ser vice-chanceler da senhora Merkel.»

«A segurança é fundamental. Sem paz nas escolas nenhuma aprendizagem é possível.»

«Comigo todas as decisões serão tomadas de acordo com a vontade do povo francês.»

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28 comentários

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De Costa a 21.03.2017 às 12:21

Não creio - mas poderei estar errado - que os dissidentes das ditaduras árabes queiram, generalizadamente pelo menos, a imposição de uma nova "ordem" que passa pelo varrimento da face da Terra de todos os que não professem a sua fé, com especialíssimo ódio pelos cristãos, e pelo desaparecimento da nossa cultura democrática e delimitadora do que é e não é da religião.

Cultura, civilização, que permite por exemplo, Lavoura, este seu inflamado rasgar de vestes por quem, tendo oportunidade, ou o submeteria a uma dominação absolutamente incompatível com o que você aqui escreve, ou o mataria. Provavelmente depois de lhe proporcionar algumas especialmente intensas experiências sensoriais. Tudo em nome de Deus, claro.

Comparemos por isso o comparável, por favor. E procuremos compaginar os nossos princípios, sem dúvida imensamente superiores e património a ensinar e preservar, com o facto de estarmos - estarem - a ser ferozmente atacados por quem os despreza em absoluto. Não se trata, da parte deles, de uma diferente interpretação de valores fundamentalmente comuns. Trata-se da sua absoluta rejeição. Na vida deles e, podendo eles, na nossa.

Tratar o assunto com "punhos de renda", depois de tudo o que se testemunhou e conhece, conferindo estritamente a dignidade de detentor de direitos a quem em absoluto os despreza e se serve deles contra nós, num combate desta dimensão, não resolve coisa alguma e é também terreno fértil para o surgimento de ideias e potenciais líderes (mesmo já mais do que potenciais) que tanto horrorizam os bem-pensantes e vão cativando mais e mais as massas.

Costa
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De isa a 21.03.2017 às 15:36

Estou completamente de acordo consigo e, é pena que poucos entendam que a chave para um Mundo melhor, está na defesa dos Direitos e Liberdades Individuais. Esta, é a nossa única e última linha de defesa contra aqueles que acreditam que uns nascem para mandar e outros para obedecer.

O maior erro, é imaginar que se pode viver sem ter de enfrentar as batalhas de uma vida, sempre apoiados em "alguém" que, verdadeiramente, nunca se interessará por eles e, apesar de todas as tentativas de transformarem adultos em eternas crianças, vão acabar por descobrir, por força das circunstâncias (talvez tarde demais) que a vida não é fácil mas, podia ser muito melhor se não pusessem em mãos alheias o controlo das suas próprias vidas.

Não é por acaso, ver os avanços tecnológicos e, ao contrário, a pouca evolução do ser humano porque isto de desresponsabilizar adultos como se, do nascer até morrer, tivessem que ter "paizinhos" para lhes dizer o que fazer, como e quando, passámos a ter sociedades que se transformaram em completas aberrações, uma espécie de adultos num estado de birra permanente, tal qual, como aquelas criancinhas que sabemos quando foram muito mal educadas

De criança a adulto há um Processo, um caminho que tem se ser percorrido mas, manipulando esse Processo, numa espécie de engenharia social (que convém a uma minoria), só se obtém perfeitas aberrações. Parecem adultos no tamanho mas, têm mentes que nunca tiveram a chance de passar do estado infantil ou da adolescência.

"Os Homens nascem ignorantes mas não estúpidos. Eles se tornam estúpidos por educação" - Bertrand Russell

Sobre este assunto há frases de Benjamin Franklin muito interessantes:
"A Constituição dos EUA não garante a felicidade, apenas a busca da mesma. Você tem que conversar com você mesmo."
"Todos nós nascemos ignorantes, mas é preciso trabalhar muito para permanecer estúpido."

Eu até posso defender a maneira de viver dos comunistas, a de partilharem, nivelarem, tudo o que eles quiserem desde que não me queiram obrigar, a mim, a viver como eles desejam e há gente que não percebe esta "pequena" diferença porque imaginam logo que é alguém que lhes quer roubar alguma coisa, quando são eles próprios que ao centralizar e concentrar o Poder, onde não são defendidos os Direitos e Liberdades Individuais, acabam por estar a ajudar a elite do 1% que quer precisamente o mesmo mas, com os seus triliões, numa escala maior.
E é aqui que Benjamin Franklin "acerta na mouche":

"Aqueles que dão a liberdade para obter um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança."

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