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Frases de 2019 (17)

por Pedro Correia, em 10.06.19

«A corrupção é um problema real, grave, disseminado. A corrupção não é apenas um assalto ao dinheiro que é de todos nós: é colocar cada jovem de Portalegre, de Viseu, de Bragança, mais longe do seu sonho. O sonho de amanhã ser-se mais do que se é hoje vai-se desvanecendo porque cada família, cada pai, cada adolescente, convence-se que o jogo está viciado, que não é pelo talento e pelo trabalho que se ascende na vida.»

João Miguel Tavares, presidente das comemorações do 10 de Junho, esta manhã, em Portalegre

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40 comentários

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De Anónimo a 10.06.2019 às 12:23

Excelente, a nota para JMT. MRdS fraquito, repetitivo.
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De Pedro Correia a 10.06.2019 às 23:53

Não era dia de MRS brilhar: deixou, propositadamente, que JMT o fizesse. E que dissesse, porventura, algumas das coisas que o próprio PR gostaria de dizer embora não possa ou não deva, até por estarmos em ano eleitoral.
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De Luís Lavoura a 10.06.2019 às 12:27

A corrupção sempre foi um problema real, grave, disseminado. Não é de agora, nem é por ela que o país tem melhorado.
A única experiência concreta e imediata que tive de corrupção foi quando uma vez, há mais de 40 anos, o meu pai foi parado na estrada pela GNR. Qualquer coisa no carro ou nos documentos não estava em ordem. O guarda queixou-se, disse que teria de multar o meu pai. O meu pai entrou com uma conversa, "senhor guarda, deixe lá, veja, eu até sou um oficial da Marinha, tome lá uma nota de 100 escudos". Já não se lembro se o guarda aceitou a nota ou não, mas deixou-nos seguir viagem sem multar.
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De V. a 10.06.2019 às 14:14

Linda história — explica tudo.
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De Anónimo a 10.06.2019 às 15:06

Não multar os militares era a prática corrente. Fui oficial miliciano e se tivesse problemas de trânsito, ao identificar-me o polícia fazia continência e mandava-me seguir. Se eu fosse fardado, então mal via a farda punha-se em sentido e pedia desculpa. E, claro, eu não dava gorjeta nenhuma nem precisava. Tudo era entendido como o respeito que se devia a um oficial!!
Coisas deste tipo não aconteciam só em Portugal. Isto era um verdadeiro mal?
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De Luís Lavoura a 10.06.2019 às 15:43

Pois, eu no tempo em que este episódio ocorreu era um miúdo e para mais seguia no banco de trás, nem sequer terei entendido bem o contexto. O episódio ficou-me na memória (de forma fiel ou infiel) porque me chocou.
De qualquer forma, o que pretendo ilustrar com este episódio é que a corrupção percorre a sociedade de alto a baixo, não é um exclusivo dos governantes de topo.
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De Vorph Valknut a 10.06.2019 às 16:09

Sim. E o Cancro não mata, pois na minha familia morremos picóticos.

Luís, às vezes é engraçado. Na maioria das outras, um chato.
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De André Miguel a 10.06.2019 às 13:54

Excelente! Arrisco dizer que é séria candidata a frase do ano. Aqui está claro como a água porque emigram anualmente cerca de 100 mil portugueses.
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De Luís Lavoura a 10.06.2019 às 15:58

Eu por acaso conheço algumas portuguesas que emigraram. Nenhuma delas foi devido à corrupção ou devido a sentirem que o jogo estava viciado. Foi, simplesmente, porque viam que cá em Portugal lhes pagavam muito pouco para o que o trabalho delas valeria no estrangeiro.
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De Ricardo Abreu a 10.06.2019 às 21:16

Pela conclusão que tira parece que não percebeu nada.
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De André Miguel a 11.06.2019 às 09:26

V. Exa. tem toda a liberdade de fazer figuras de idiota, mas não queria fazer dos outros idiotas.
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De Anónimo a 11.06.2019 às 14:42

Já dizia o Passos Lavoura: "Não seja piegas. Saia da zona de conforto."

Sm
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De Anónimo a 10.06.2019 às 14:08

Lavoura, "há mais de quarenta anos" era a Polícia de Trânsito que mandava parar.
E a "um oficial da Marinha" só por azar...ou desconhecimento...rapidamente resolvido após identificação..
Nessa realidade os "mérreis" não tinham cabimento...

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De V. a 10.06.2019 às 14:13

Nós sabemos, nós sabemos — JMT teve de ser amigo das Produções Fictícias, e provavelmente do Benfica, para conseguir alguma coisa.
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De Vorph Valknut a 10.06.2019 às 16:15

V, presumo que, para si, ser-se alguém é mandatório ser-se ninguém.
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De V. a 10.06.2019 às 19:08

Se era bom para o Ulisses então é bom para mim
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De V. a 10.06.2019 às 23:40

ahahah — já estou baralhado. O outro também andava por aí em trajos menores.
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De António a 10.06.2019 às 14:14

Se em 2008 a CGD tivesse emprestado os 300 milhões a Berardo para comprar Amazon em vez de BCP, hoje valiam cerca de 7143 milhões. Quase tanto como chegou a valer a PT, a maior cotada nacional de sempre. Era um risco comprar Amazon? Era. E BCP também. Mesmo aplicando esses 300 milhões num conservador índice sobre o S&P 500, hoje valeriam cerca de 811 milhões. Parece claro que não foi uma perspectiva de negócio a orientar esse empréstimo.
Acontece que as asneiras, só na banca, custaram aos contribuintes cerca de 20000 milhões, desde 2008. Custaram, custam, e custarão por muitos anos.
Junte-se a este valor pelo menos outro tanto em corrupções menores mas abundantes, desperdícios, ineficiências, e roubos.
O que significam na realidade estes números astronómicos? Significam uma carga fiscal enorme, a quase impossibilidade de poupar, o adiar de despesas necessárias, o recurso suicida das famílias ao crédito. Significam não trocar de carro, não reparar a casa, não tratar da saúde senão no limite, não seguir estudos, não constituir uma almofada para a reforma. Significam uma dependência humilhante dum Estado-Providência cada vez mais prepotente e menos amigo. Significam um Estado tão opressor que julga que o povo não é muito mais do que uma carteira onde ir tirar o que ainda há. Admiram-se das pessoas se alhearem do Estado? O Estado há muito que se alheou das pessoas. Só se lembra delas para cobrar - e aí nunca há faltas de memória, nem de meios.
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De Anónimo a 10.06.2019 às 16:55

Arrisco que será o comentário da semana !
Hoje em dia nada se consegue sem um pequeno favor, uma palavra certa a quem pode decidir a favor ou contra...
Infelizmente o mérito é muito mal visto e alvo de inveja sobretudo pelos "espertos" e que ainda por cima fazem gala de o serem.

WW
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De Pedro Correia a 10.06.2019 às 23:50

Concordo, WW: candidato desde já a comentário da semana.
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De Miguel a 10.06.2019 às 18:41

Não é que eu o admire, nem à Amazon, mas ouvi dizerv que o Bezos estudou umas coisas de Física em Princeton, o que apesar de tudo o distingue ligeiramente doo Berardo.
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De António a 10.06.2019 às 21:51

Caro Miguel, a Amazon foi um exemplo ao acaso, nem o mais extremo. Do S&P 500, pelo menos 400 empresas tiveram melhor performance do que o BCP, e do Stoxx 600 a percentagem não será muito diferente. O ponto é que o BCP, estritamente do ponto de vista de negócio, era muitíssimo arriscado. Toda a banca o era, mais ainda a europeia, mais ainda a dos chamados países periféricos.

Se você abrir uma conta de trade numa plataforma especializada, as acções que comprar podem servir de garantia numa conta-margem, mas nunca, absolutamente nunca pelo valor de compra (nos melhores casos, 60% do valor actual de mercado) - há tabelas actualizadas quase diariamente que definem o rácio de cobertura, e se o rácio baixar a níveis que a operadora considere inaceitáveis, a operadora está sempre autorizada a vendê-las por si.
À luz disto que escrevi, considere a monstruosidade de critérios da CGD no negócio BCP (e noutros).

Não sei quais são as habilitações de Jeff Bezos. Sei que as grandes empresas americanas de hoje foram criadas com capital privado, e que os fundos de investimento ligam mais à viabilidade do negócio do que a diplomas. Steve Jobs ou Mark Zuckerberg não terminaram os estudos. Sergei Brin é filho de imigrantes russos, estudou em Stanford, e, com Eric Schmidt, desenvolveu o algoritmo que originou a Google. Em troca de usar os recursos da universidade, Stanford recebeu um lote de acções da Google que foram vendidos por mais de 5 biliões de dólares - e que hoje valeriam muito mais.
Compare-se esse modelo com o que se faz por cá com a Web Summit.

Se as habilitações de Joe Berardo são nulas (não sei quais são), as dos gestores públicos que lhe emprestaram os milhões são quase todas sonantes, muitas em universidades estrangeiras. Não serviram de muito. Ou talvez sim.

Os negócios agora vindos a lume foram notícia quando aconteceram. Não eram segredo, e sempre os vi como, digamos, pouco ortodoxos. Eram do tipo que, a mim, nunca me seriam propostos - talvez porque eu, ingenuamente, sugeriria investir na Amazon.
Para que eu me metesse numa embrulhada óbvia era preciso ter todas as garantias e mais algumas de que não iria saír prejudicado do imbróglio. Acredito que Berardo, calejado, as tenha.
Do mesmo modo, acredito que nenhum dos responsáveis últimos pelas operações tenha estado presente nas reuniões decisivas - quem decidiu começou a proteger-se desde o dia zero, se estivesse no lugar dessa gente era o que eu faria. Quando Constâncio garante que não esteve nesse dia no BdP, acredito nele - é possível que tenha sido o único dia em que não esteve.

Não tomo nenhuma dessa gente por parvos. Era bom que me retribuíssem o favor.
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De Vorph Valknut a 10.06.2019 às 23:29

"os fundos de investimento ligam mais à viabilidade do negócio do que a diplomas"

Pergunto, viabilidade de que negócio? Do delas, ou da dos outros, como quando compram divida soberana de países, como Portugal? ( divida externa - 125%do PIB)

Quem são e o que representam os fundos de investimento? Os fundos na maioria das vezes são um grupo muito heterógeneo e com interesses opostos. Muitas vezes, escolhem os investimentos, não com base na racionalidade do negócio, em sim, mas no interesse dos principais investidores desses fundos , que estão longe de constituirem a maioria. (ex: PPR que compram divida/obrigações de empresas falidas porque esses mesmos fundos estão demadiado expostas a essas mesmas empresas....)

Quanto às empresas gigantes, de sucesso, e a racionalidade subjacente ao seu modelo de negócio, lembro-me das "milhentas" que ficaram pelo caminho. Quando se tem sucesso tudo ganha um sentido. Um sentido que no inicio não existia. No final de uma história de sucesso até os erros estão certos.

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De Vorph Valknut a 10.06.2019 às 23:49

"em si..." and so on
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De António a 10.06.2019 às 23:55

Como vai a Kraft-Heinz?
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De Vorph Valknut a 11.06.2019 às 00:14

Não comprei. Acho que vai muito mal.

Esta é que tem andado bem:

EDIT - Editas Medicine, Inc....pelo menos até há umas semanas....
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De André Miguel a 11.06.2019 às 09:31

O ponto é mesmo esse, relembremos que a crise financeira estalou em 2007, a banca internacional estava toda a arder! Portanto, quem é que no seu perfeito juízo compraria acções do BCP em 2008 sabendo que todos os títulos da banca iriam desvalorizar a sério?! Não faz o mínimo sentido.
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De Anónimo a 11.06.2019 às 09:59

No não fazer o mínimo sentido , pois aí é que bate o ponto , tantas decisões tomadas sem nexo , lógica, mas mesmo assim levadas avante porque o objectivo era mesmo esse , destruir. ...

WW
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De António a 11.06.2019 às 10:10

Depende. Faz sentido se o interesse fosse tomar o BCP, e nesse sentido, nem sequer seria desejável que o comendador cumprisse. A CGD não poderia ter participação senão através dum proxy que tivesse que executar.
Nesse sentido, também, nem foi a queda das acções que tramou a jogada, foram os sucessivos aumentos de capital do BCP (creio que mais de duas dezenas em pouco tempo). Berardo não foi a esses aumentos e a CGD não podia ir - e a posição acionista diluiu-se. Perdeu-se o controle do banco e o valor das garantias ao mesmo tempo.
Caro André Miguel, não esqueça que tudo isto se fez com dinheiros públicos, certas coisas farão um sentido diferente se pensarmos que quem se meteu nisto sabia que não estava a arriscar nada do seu bolso.
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De Anónimo a 11.06.2019 às 14:35

Caro António as minhas palavras eram num sentido mais abrangente, o que não falta por aí são grandes empresas privadas a destruir mercados inteiros e a deixar na penúria os respectivos accionistas também.
O BCP foi enxameado de boys na altura, na CGD e PT não cabiam muitos mais.
Quiça convinha ao DDT inactivar a capacidade de concorrência do BCP destruindo-o por dentro o que foi em parte alcançado e que só não foi mais longe porque entretanto entrou a troika.
A melhor forma de o Estado supervisionar o mercado é na minha opinião estar representado no mesmo através de uma empresa publica quando seja possível haver concorrência ou então dominar todo um sector caso o mesmo seja um monopólio natural.

WW
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De António a 11.06.2019 às 16:49

O Estado não precisa de ter nada. A melhor forma do Estado supervisionar o mercado é supervisionar MESMO o mercado. Se nem no próprio banco do Estado a supervisão funcionou!
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De Vorph Valknut a 10.06.2019 às 23:47

António sabendo que nada tem a ver com, fica aqui. Ouvi dizer que o preço anormalmente baixo do petróleo se deve a uma guerra secreta movida pela Arábia Saudita às empresas de shale oil norte americanas. Ouvi dizer existirem explorações sauditas que conseguem ter lucros a partir dos 3 dólares/barril (a EOG entre outras tem como referência os 40 dólares)...além do mais a continuarem assim a Rússia vai sofrer, sobretudo com os gastos milionários na Defesa (a lembrar a USRR e a guerra das estrelas)...

Comprei Haliburton e EOG e estou a arder, há 3 meses...e eu que estive para acções da Raytheon
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De André Miguel a 11.06.2019 às 09:36

De secreta não tem nada. É mesmo isso que se está a passar, pois os EUA já utrapassaram a produção petrolífera dos Sauditas.

http://fortune.com/2019/03/11/u-s-top-oil-exporter-by-2024/

https://www.offshore-technology.com/features/oil-production-by-country/

Digamos que os EUA estavam uma bocadinho cansados da OPEP. Como diz alguém que todos conhecemos: America First!
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De António a 11.06.2019 às 13:09

Caro Pedro, aconselho-o vivamente a ver o documentário “Collapse”, de Chris Smith. É de 2009. Vai ver que não perde tempo.
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De Vorph Valknut a 11.06.2019 às 15:26

Já vi O Michael suicidou-se (um homem "sem jeito" para cá viver)...leio agora Crossing the Rubicon: The Decline of the American Empire at the End of the Age of Oil

Apocalypse, Man - Mike Ruppert - Vice - FULL VERSION UNCUT - The World's End


https://www.youtube.com/watch?v=VN6O0WD9Y0c
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De Gonçalo Correia a 17.06.2019 às 12:11

Excelente comentário! Bem haja para o António.
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De Vorph Valknut a 10.06.2019 às 16:07

Excelente discurso, sobretudo para aqueles que no palanque o ouviram fingindo não o ouvirem. De olhos cegos, postos no infinito e de boca aberta, não de espanto, mas na esperança de uma nova moeda.

Viam-se bem, esses, pousados atrás do PR. A Edilidade dos maus costumes. O Ministros da camuflagem

O convite do PR, a JMT, cheirou-me a uma pequena "maldade".
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De Pedro Correia a 10.06.2019 às 23:50

Excelente discurso: também achei.
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De Anónimo a 10.06.2019 às 21:07

Mas alguém ainda acredita nesta suposta democracia?

O problema não são necessáriamente os politicos ou os seus partidos, é o próprio regime que não tem resposta para os problemas de hoje.

Quem achar que os problemas vão-se resolver com o individuo A ou B do PSD ou CDS ainda não percebeu que o regime é irreformável como é.

Mais cedo ou mais tarde isto irá ceder, não há troika que nos salve de nós mesmos, se um povo (seja ele qual for) não sabe governar-se sem entrar na bancarrota 3 vezes em pouco mais de 40 anos de democracia, bem, isto só entra nos eixos em ditadura.

A democracia é um regime que confere direitos mas que exige dos seus cidadãos deveres também, ora se um povo não se apercebe ou é demasiado apático para se importar com a sistemática falência do estado em todos os setores que ele deve ter um presença importante (justiça, educação, segurança do território), ele não se pode queixar do que vier a seguir.

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