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Frases de 2018 (1)

por Pedro Correia, em 11.01.18

«A violação é um crime, mas o flirt insistente ou inconveniente não é um delito, nem o galanteio é uma agressão machista. (...) A liberdade de importunar é indispensável à liberdade sexual.»

Catherine Deneuve, em carta aberta publicada no Le Monde de 10 de Janeiro e assinada por mais 99 mulheres, incluindo a actriz alemã Ingrid Caven e a escritora francesa Caterine Millet

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42 comentários

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De Anónimo a 11.01.2018 às 12:37

Até que enfim aparece alguém com juízo. Coisa que me espantava de ainda não ter aparecido. Já estava farto de Fernandas Câncio e Elzas Amaral para não falar da Joana Amaral Dias.
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De Anónimo a 11.01.2018 às 18:13

Joana Amaral Dias é transfóbica.
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De Anónimo a 11.01.2018 às 13:01

What?
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 16:20

Experimente repetir a pergunta, mas em francês.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 13:17

Flirt insistente e inconveniente deverá/é ser crime. É uma forma de coação e assédio/perseguição intolerável. Mas se tivesse 80 anos e as mamas junto aos joelhos talvez pensasse como a Cath.
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 16:20

Nada machista, esse comentário.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 17:17

A mulher é o sexo forte!

Os homens são uns bebés que procuram na mulher a mãe perdida.

Feminista?
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De Maria Dulce Fernandes a 11.01.2018 às 13:47

Também não exageremos, cara Catherine. Só se sente importunada quem se deixa importunar.
Há algum tempo, mulher digna do género, extirpava os inoportunos e inoportunos em três tempos. Nem sempre era fácil lidar com o pós- operatório e a recuperação podia ser lenta, mas a força de vontade e a dignidade seguramente bastavam para superar tudo.
Mulheres de fibra não se incomodam com tão pouco. Respondem à letra e de preferência com poucas letras, mas bold, maiúsculas, tamanho 30 e em negrito, para se entender bem e não dar azo a quaisquer dúvidas.
Agora, basta um sopro de lamento para carimbar um homem com a letra escarlate.
Quantas vezes nem é preciso se-lo, basta parece-lo...
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De Anónimo a 11.01.2018 às 14:24

"Mulheres de fibra não se incomodam " Pois, lá dizia Maria Manuela Moura Gudes: dá-se-lhes um pontapé no lugar onde os homens são mais sensíveis...
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 14:32

Está bem Dulce, mas nem todas "os têm no sitio" (estou a ser micro-macho?)....ou seja por questões de personalidade existem mulheres que podem não saber lidar com estas situações potencialmente tormentosas...daí a necessidade do Pontapé-mor da Lei.
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De Maria Dulce Fernandes a 11.01.2018 às 15:25

Nada micro-macho: os humores são atributos da espécie que existem tanto nos machos como nas fêmeas, sendo que frequentemente nem uns nem outros os têm na quantidade e qualidade qb para saber superar inconveniências.
As mulheres são parideiras. Parir é sofrer (... agora nem por isso e ainda bem). É da força que nos vem a força. Para tudo. Até para atravessar um sindrome gripal sem mariquices nem lamúrias, pois é certo e sabido que o género masculino passa a neutro quando adoece...
Isso das legislações, das quotas e outras imposições da moda, são para as excepções e não para a regra .
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 17:28

Está a brincar?

Imagine uma mulher tímida que todos os dias ouça, no trabalho :

Papava-te toda....Comia-te à grande!!

Acha isto tolerável como galanteio?

Essa linha argumentativa é semelhante àquela que vê na indisciplina das escolas uma falta de preparação dos professores e não uma desvalorização de autoridade do Poder de Estado, através do seu corpo docente ( o mesmo se passa com as forças de segurança )

Os professores não têm que ser ex-comandos, nem uma empregada fabril ter a tarimba de uma gaija de bairro.

A lei deve proteger quem não o saiba/pode fazer.

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De Anónima e tímida a 11.01.2018 às 19:39

"Papava-te toda....Comia-te à grande!!" É pá!! Nunca nenhum homem me disse nada disso nem parecido mas gostava que me dissessem.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 22:15

Vá a um baile da ACAPO!
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De Anónima e tímida a 12.01.2018 às 00:03

ACAPO, onde é isso?
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De Cristina M. a 11.01.2018 às 21:40

Vlad, concordo consigo neste comentário, à exceção da parte em que qualifica como "galanteio" as frases que refere como exemplo. é (também) aí que reside a diferença.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 22:20

Só neste?
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De Cristina M. a 11.01.2018 às 22:44

nos outros há mais exceções.
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De Maria Dulce Fernandes a 11.01.2018 às 23:36

Olhe Vlad, não preciso imaginar sequer. Vejo. São situações diárias num pequeno universo onde cerca de 200 homens e mulheres exercem idênticas funções.
Há sempre alguém - um bully, um machão, um parvo - com uma posição mais confortável, ou antiguidade no serviço ( sim , até porque para estes tipo de gente a antiguidade é um posto).
Nunca haverá legislação cure a timidez ou o machismo ginofóbico.
A realidade não passa por legislar abismos entre géneros. Passa por mudar mentalidades . Por EDUCAR . Em casa. Na escola. Desde o berço.

E acho bem que a mulher tímida se prepare para agir se ouvir continuada e repetitivamente" Papava-te toda....Comia-te à grande!!" E se isso realmente a incomodar. Se estiver à espera de uma legislação que accione mecanismos que fechem a bocam ao tipo, bem pode esperar sentada.

Eu sempre me regi por um princípio : as pessoas só têm a importância que nós lhes atribuímos. Ignorar sistemáticamente alguém que não vale um chavo e se acha a última coca-cola no deserto, é atingi-lo onde lhe dói mais, em cheio no orgulho.

Funciona melhor do que um número de diploma barra mês, barra ano, impresso no Diário da República.


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De Maria Dulce Fernandes a 11.01.2018 às 17:25

Errata: O primeiro dos "inoportunos" era suposto ser "importunos"
( ainda sou do tempo :) )
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De Anónimo a 11.01.2018 às 15:45

Toda essa conversa esquece uma coisa - estamos, no caso do assédio sexual (ou pelo menos no que eu chamo "assédio sexual") de importunações feitas por pessoas com poder para prejudicar a vida ao importunado (ou na maior parte dos casos à importunada) - falar de "liberdade" no contexto de uma relação de subordinação hierárquica (não necessariamente formal - pode haver situações em que o ator principal de um filme ou de uma série - ver caso Kevin Spacey - tem mais poder real que os realizadores) não faz grande sentido.
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 16:22

Perdi-me com tantos parêntesis.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 17:34

Mais logo andamos a dizer :

"Estava a pedi-las"....ou "foi só um apalpadela e ela até gostou porque não disse nada"...por amor da Santa!

Parece que por aqui já andam baralhados das ideias e a defender o indefensável
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De Anónimo a 11.01.2018 às 18:04

Também não consegui.. e tentei reler.
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De Paulo Sousa a 11.01.2018 às 16:40

Os episódios sobre esta temática fazem-me lembrar das guardiãs dos costumes da minha terra nos anos 70. Eram quase todas solteironas e provavelmente inteiras. Nunca faltavam à chamada do sino para a oração das 18:00. Ninguém lhes questionava a devoção, embora as más línguas dissessem que eram devotas sim, mas do apessoado sacerdote. Ouvi estórias que nunca reproduzirei por escrito pois continuo a viver na mesma terra e também porque não iria resolver nenhuma das alegadas consequências.
Quando o ashtag #metoo e afins regressam à ribalta penso sempre que a agonia e repulsa que outrora o mundo de Hollywood e Woostock causava às ditas senhoras seria, se ainda cá andassem coitadas, substituída por uma total identificação pela muito defendida vivência sexualmente segregada. Os homens podem falar apenas com homens (nunca mais novos, como poderá confirmar o recém-impichado Kevin Spacey), mulheres apenas com mulheres, dispensando-me a dissertar sobre outras derivações de género.
Quando por estrita necessidade social se tiver falar sobre o tempo (a mais banal temática em qualquer parto globo) com alguém do género oposto deve evitar-se palavras como, “molhado”, “abertas”, “encoberto”, “precipitação” entre outras que se lembrem de acrescentar ao index.
Mantendo a trajectória em breve serão necessárias as técnicas de abordagem usadas nas esplanadas de Teerão, trocar mensagens via bluetooth com nicknames fictícios. Fora disto corre-se o risco de cair nas garras das solteironas guardiãs de moral.
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 17:12

Adeus, Maio de 68; olá, puritanismo sexual.
O macho anda afoito? É castrar esse animal.

Freiras laicas dão urros:
"os homens são 'munta' burros."

Um piropo dá prisão.
Um beijinho, excomunhão.

Madre abadessa já disse: todo o sexo é tolice.
Tocam sinos a rebate. Contra qualquer engate.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 17:35

Não é uma questão sexual. Mas de educação e respeito.
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 18:46

Já dizia o doutor Salazar.
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De Anónimo a 11.01.2018 às 18:14

Sabe o significado da palavra "consentimento"?
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 18:46

Sei o significado da palavra anónimo. Ausência de nome.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 18:50

Está a chover! Vou deixar cobrir-me por um casacão
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De Anónimo a 11.01.2018 às 20:10

Que o Pedro é obcecado por anónimos já eu entendi.
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 21:24

Isto não é porta de lavabo público. A partir de hoje fecha a torneira. Só assina aqui comentários quem trouxer nome.
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De Anónimo a 11.01.2018 às 22:05

Está falar a sério?
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De Pedro Correia a 11.01.2018 às 22:19

O mais a sério possível.
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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 22:18

Isso é discriminação contra as minorias anónimas!
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De Cristina M. a 11.01.2018 às 21:42

#jesuisdeneuve
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De Cristina M. a 11.01.2018 às 22:21

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De Vlad, o Emborcador a 11.01.2018 às 22:22

Não há flores grátis....quanto mais almoços!
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De Joana a 13.01.2018 às 16:00

Cristina: metoo!

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