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Fora da caixa (7)

por Pedro Correia, em 14.09.19

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«O PSD vai perder as eleições.»

José Pacheco Pereira, na TVI 24 (4 de Setembro)

 

As sondagens variam, mas todas apontam na mesma direcção.

A da Pitagórica atribui 43,6% das intenções de voto ao PS e apenas 20,4% ao PSD - um fosso de 23,2% entre os dois principais partidos. A do ICS-ISCTE estabelece uma diferença de 19 pontos percentuais:  42% para o PS, 23% para o PSD. A da Eurosondagem concede a vitória aos socialistas, com 38,1%, ficando o partido laranja com 23,3% - um intervalo de 14,8%. E a da Intercampus fixa esta diferença em 14,3% - correspondente ao intervalo entre os 37,9% do primeiro e os 23,6% do segundo.

Seja qual for a distância que venha a registar-se nas legislativas de 6 de Outubro, alcance ou não o PS a vitória por maioria absoluta, um dado é inquestionável em todas estas pesquisas de opinião, elaboradas a cerca de um mês do escrutínio real: o PSD prepara-se para obter o seu pior resultado eleitoral de sempre. Coroando assim uma tendência: a da queda global do partido fundado por Francisco Sá Carneiro - em declínio desde a fuga de Durão Barroso para Bruxelas, no Verão de 2004. No ano seguinte, com Santana Lopes no comando, perdeu. Quatro anos depois, sob a liderança de Manuela Ferreira Leite, voltou a perder. Passos Coelho inverteu esta tendência, vencendo em 2011 e 2015, mas o rumo anterior é retomado agora com Rio ao leme.

 

Há pontos de contacto entre a derrota registada em 2009, frente ao PS de José Sócrates, e aquela que se antevê para o mês que vem, face ao PS de António Costa: num caso e noutro, o partido está nas mãos do mesmo grupo interno. Rui Rio chegou a ser apontado como proto-candidato há dez anos, acabando como mandatário no Porto da antiga ministra das Finanças, além de seu braço direito como primeiro vice-presidente da Comissão Política Nacional; agora, Manuela retribui com a defesa persistente de Rio na sua tribuna semanal da TVI 24. Paulo Mota Pinto, que presidiu à Comissão de Honra da candidatura de Rio, em Novembro de 2017, foi o mandatário nacional de Ferreira Leite em 2008.

Um grupo que, derrota após derrota, vai destruindo aquela que chegou a ser a maior força partidária portuguesa. Ao invés do que sucedia com Sá Carneiro, que conduziu o PSD a partido de governo, alicerçado em duas expressivas vitórias eleitorais possibilitadas pelo alargamento da sua base sociológica, estes seus putativos herdeiros estreitaram-na no afã de perseguirem a "verdadeira" social-democracia - agora também reclamada pelo BE de Catarina Martins  - com Rio a garantir que não quer «disputar eleitorado à direita».

 

Eis a consequência directa de um rumo encetado há muitos anos e que não surge por acaso: Rio, como Ferreira Leite antes dele, tem como estratego de cabeceira o biógrafo de Álvaro Cunhal, José Pacheco Pereira, que militava na esquerda radical quando Sá Carneiro presidia ao PSD. É ele o mentor da «viragem à esquerda» de um partido que sempre foi interclassista e avesso a catalogações ideológicas. Quatro anos após ter sido empossado o Executivo da "geringonça", Pacheco ainda espuma de raiva contra «o governo de Passos e Portas», de que foi um denodado combatente desde o primeiro dia.

Agora também ele já concede a derrota antecipada nas legislativas - a segunda que traz a sua marca estratégica no espaço duma década. O PSD, quando lhe atribui o estatuto de maitre penseur, sai sempre mais fraco e debilitado.

Será currículo ou cadastro? Eis matéria para reflexão a partir do dia 7 de Outubro, quando o partido tentar emergir dos escombros.


36 comentários

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De Vorph Valknut a 14.09.2019 às 10:08

Percebendo o que o Pedro quer dizer, não sei bem se o PSD perdeu, com Ferreira Leite, por causa do seu ideólogo, do seu programa ou do seu discurso (quantos eleitores lêem um programa eleitoral?) Julgo que na política, salvo raras excepções(ex: partidos radicais com programas extremistas, etc), o carisma do líder conta muito e na altura de votar os eleitores são muito mais irracionais nas suas escolhas.

https://www.google.com/amp/s/amp.theguardian.com/commentisfree/2015/may/07/voting-irrational-emotions-politics-ideology

https://www.amazon.com/Myth-Rational-Voter-Democracies-Policies/dp/0691138737

A Ferreira Leite faltava-lhe carisma. Quanto à vitória do PS ela é circunstancial, escudando - se nos bons resultado, nos tais "indicadores" que todos e a todo o tempo nos falam, mas que quase ninguém entende, ou sente, destes 4 anos de governação. O que poderia o PSD prometer que o PS não tenha "entregado" ? Corte nos rendimentos? O quê, exactamente? Falta a Rio a oportunidade para ganhar estas eleições. Qualquer PSD as perderia, sendo pertinente saber se, com outro líder, a derrota teria a mesma magnitude.

Já agora, no meu tempo, a social democracia era uma ideologia popular, moderada, simpática à classe média. Lendo-o à algum tempo, que ideologia preconizaria, o Pedro, para o PSD? Ou já não há ideologia? Já não há necessidade de sermos coerentes ideologicamente? É essa a nova virtude democrática? Um navegar à vista, sem coerência ideológica? Tornar o PSD liberal, economicamente, num país com 25%de pobres, com um salário médio de 800 euros mensais, com 30%de jovens desempregados? O que prometeria um partido desses? A nacionalização do SNS, da SS? A lógica do utilizador /pagador? A proposta de reforma do Estado, quando é o Estado que alimenta as cliques partidárias, e que financia os partidos, através dos desvios orçamentais nas obras públicas, ou através das empresas que repetidamente ganham concursos públicos? O PSD, com Rio, ganharia se o PS tivesse apanhado uma conjuntura europeia diferente da actual.

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De Anónimo a 14.09.2019 às 20:20

Vorph , não sei se lê o Pedro Correia há muito tempo ou não mas ele tem um post na sua "rubrica" "penso rápido" bastante esclarecedor do que ele (e outros) que defende sobre SS e "estado social" e por arrasto outros direitos básicos.
Os "democratas liberais" não irão descansar enquanto não alcançarem o seu objectivo de agarrar o pote novamente. Enquanto alguns (muito poucos) criaram um partido artificial, a Aliança, a esmagadora maioria sabe que é no PSD que tem que continuar pois só um grande partido como o PSD lhes pode dar os votos suficientes para atingirem o seu objectivo.

WW
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 22:54

Aldrabice sua, não sustentada em factos.
Se estivesse, trazia aqui citação.
Como não traz, tenho de chamar-lhe aldrabão.
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De Anónimo a 15.09.2019 às 00:00

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-34-6172811

WW
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De Pedro Correia a 15.09.2019 às 00:15

«O Estado Social é inseparável do crescimento económico: nos 30 anos subsequentes à II Guerra Mundial, estas duas realidades progrediram a par. Potenciadas por múltiplos factores entretanto desaparecidos: mercados coloniais, matérias-primas baratas, petróleo a bom preço, taxa de natalidade muito elevada, proteccionismo industrial, restrições à circulação de produtos, pessoas e bens. Tudo isso terminou. Fomos os últimos a fazer cair o pano com o fim do nosso império, em 1975. As três décadas seguintes caracterizaram-se pela inversão dos dados anteriores. E, portanto, pela atrofia europeia enquanto as restantes regiões do globo registavam índices de prosperidade jamais alcançados. Alguns que tanto defenderam a globalização - a quebra de fronteiras e barreiras - sentem-se agora vítimas dela e pretendem regressar ao quadro anterior. Que é impossível. Não há colónias como mercado de escoamento de bens manufacturados e fonte de matérias-primas baratas. Nem petróleo a preços reduzidos. Nem restrições à circulação de pessoas e capitais. Nem filhos em número suficiente. Nem pode haver, por tudo isto, o Estado Social que houve em tempos anteriores.»

O que é que você não entende ou contesta relativamente a isto?
E o que é que os "30 anos gloriosos" do crescimento europeu (1945/75) e a globalização iniciada na última década do século XX têm a ver com o estado comatoso do actual PSD de Rui Rio?
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De Anónimo a 15.09.2019 às 01:17

Eu já contestei na altura.
Não tem nada haver claro, mas mostra a perfídia de meia-duzia de pessoas para controlar um partido como forma de chegar ao poder e as "reformas" que pretendem adoptar. Um organismo vivo pode sobreviver a um cancro isoladamente mas creio que a dois ao mesmo e que se alimentam mutuamente não é muito fácil.
Também escreveu um penso rápido sobre sondagens, quer que lhe deixe o link também ?
Se Soares meteu o socialismo na gaveta existe muita gente em Portugal interessada em enterrar a social democracia a começar na extrema esquerda com o entusiástico apoio dos "liberais democratas".
Ontem (sexta-feira) Rui Rio explicitou de forma concreta o que pretende realizar se for essa a vontade dos portugueses.

WW

P.S. - Você como jornalista não acha no minimo indecoroso que muitos dos seus colegas que defendem (e defenderam) tudo menos o "estado" estejam amparados por ele agora já que perderam o emprego. No fundo são liberais enquanto isso lhes paga as contas e depois passam para uma fase ainda pior, passam a mercenários, uma das razões do declínio da profissão e em breve o seu desaparecimento, tal como outras.

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De Pedro Correia a 15.09.2019 às 09:03

As sondagens andam a deixar-vos desesperados. A culpa, claro, é dos jornalistas. Não há disco mais riscado do que esse.

Quanto à "extrema-esquerda", pergunte ao biógrafo do Cunhal. Sobre esse tema, o especialista é ele.
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De Anónimo a 15.09.2019 às 11:30

As "sondagens" não nos andam a deixar desesperados de modo nenhum, o que conta é o voto em urna e é interessante que elas deêm sempre resultados tão aproximados e abstenção não vai haver.
Quanto ao jornalismo, contra factos não existem argumentos...e já por falar em jornalismo vamos ver se o negócio manhoso da compra da TVI vai para a frente patrocinado por um banco "desconhecido", um empresário socialite, e uma empresa que deve milhões em impostos por quase metade do preço anteriormente proposto por empresa de referência a nível mundial.

WW
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De Pedro Correia a 15.09.2019 às 11:41

Cada vez percebo menos. O que é que a venda da TVI tem a ver com o estado quase-comatoso do PSD?
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 23:00

Se há cenário recorrente, em cada campanha eleitoral, é surgirem vozes a questionar a "ideologia" de alguns partidos.
Estranho, nunca ouvir ninguém começar por questionar a "ideologia" do Partido Comunista.
Se fosse consequente, o PCP era um partido revolucionário. Mas não: é um partido reformista, que viabilizou as "políticas de direita do governo PS" plasmadas em quatro orçamentos do Estado sujeitos à disciplina orçamental ditada por Bruxelas e ao menor investimento público de sempre na democracia portuguesa.
Orçamentos que o PCP aprovou sem pestanejar.
E ninguém questiona os dirigentes comunistas sobre os defuntos princípios "revolucionários" há muito sepultados numa esconsa gaveta de um obscuro gabinete da sombria sede da Soeiro Pereira Gomes.
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De Anónimo a 14.09.2019 às 10:33

Só um comentário:


Os portugueses deviam ir votar, não deixem que o PS e o resto da esquerda votem por vós, Portugal agradece.

A.Vieira

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De Anónimo a 14.09.2019 às 20:21



WW
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De Isabel a 15.09.2019 às 10:26

Como conciliar os resultados das sondagens de agora como o resultado da sondagem/ europeias de maio que deram: abstenção+brancos +nulos=75%; partidos que não elegeram deputados e que não têm direito a “debates”:10%; partidos que elegeram deputados e que enchem o espaço mediático:15%.
Porque ninguém fala deste retrato do país político? Nenhum jornalista olhou para estas contas?
Podem dizer que nas europeias a abstenção é, tradicionalmente, muito elevada. O mesmo equivale a dizer que o voto útil terá pouco significado. Aquele é, pois, o panorama político do país.
Todos estes pseudo-debates ( ou, antes, monólogos ) trazidos para a cena antes do tempo, ignorando os pequenos partidos e fazendo de contas que os ex-grandes partidos ainda contam mais do que uns míseros 5 ou 6% de eleitores, são mais uma expressão de um sistema que se mantém para perpetuar no poder aqueles que o criaram.
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De Anonimus a 14.09.2019 às 10:36

Nostradamus vive. E comenta no círculo de quatro lados.
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 23:01

A fazer o pino. Semana após semana.
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De jo a 14.09.2019 às 11:45

Conselhos aos militantes que combatem Rio de dentro do PSD:

Se não gostam de uma pessoa para líder, não a elejam, e apresentem-se a votação na altura própria para os outros militantes terem escolha.

Se não querem assumir a responsabilidade de dirigir o partido têm duas opções: seguir o líder que escolheram ou abandonar o partido.

É do mais elementar bom senso parar as lutas internas durante as eleições nacionais, a menos que o que se pretenda é fortalecer os outros partidos.
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De Anónimo a 14.09.2019 às 20:51

Ainda Rui Rio não tinha tomado posse, já tinha começado uma campanha de maceração do homem.
Mas as coisas vão correr-lhes muito mal e por arrasto ao poucocinho Costa e aos ps´s que ainda andam por aí em vez de estarem atrás das grades.
Até o PR (como eu esperava) tomou as dores da geringonça durante todo o seu mandato, o homem quer é ser popular e fazer de conta.
O PS e a restante esquerda aprovaram 4 orçamentos que depois de analisados espelham bem os truques de que são capazes para sobreviver tal como o poucochinho fez na noite das eleições anteriores.
Os impostos aumentaram todos os anos, apesar de com o ligeiro alivio da crise internacional a massa cobrada também ter aumentado, quem ganhou e muito com isso foi a função publica especialmente a que trabalha em áreas "não essenciais" do Estado, os serviços públicos nomeadamente o SNS, Educação e Infra-estruturas, (não falo no resto porque a culpa foi do Verão e da ganância dos empresários) são meras repartições do ministério das finanças que elabora orçamentos com cativações até mais não.
Note-se que Portugal viveu nos últimos 2 anos num tempo em que a conjuntura internacional não foi má, antes pelo contrário e uma vez mais foi o sector privado a fazer pela vida e o Estado limitou-se a cobrar cada vez mais impostos e dar em troca piores serviços.
O que eu sei é que o poucochinho Costa ao 1º sinal de turbulência ou dá ao slide ou diz logo que está (estamos) entre a espada e a parede, tal como aconteceu no caso dos professores e o PR dar-lhe á cobertura tal como aconteceu, ou apoiando ou ficando calado.
António Costa e o PS são como aqueles gestores que só estão de porta aberta para receber os louros, as culpas nunca serão deles, haverá sempre algo ou alguém para arcar com as culpas.
Neste século Portugal está ligado a inúmeros falhanços e calamidades, se do lado do PSD tivemos o mordomo das lages e o best-off de Passos Coelho, do lado do PS temos as "cenas" do 44, a trafulhice bancária (também com Passos Coelho) e agora tivémos durante 4 anos os esquemas de António Costa que inaugurou uma nova filosofia de estar na vida: quem perde, ganha.
Cabe aos portugueses escolher e obviamente arcar com as consequências, é da sua inteira responsabilidade.

WW
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De V. a 14.09.2019 às 22:08

Rio teve espaço para quebrar a resistência inicial — mas rodeou-se de gente esquisita e optou por uma atitude de campeão lá da rua dele que não é a adequada para convencer as pessoas de que se vai fazer alguma coisa de diferente. Tal como Passos Coelho, aliás, que foi logo arranjar aquela equipa de retornados encabeçada pelo Relvas que anunciava mais do mesmo que tínhamos tido até ali.
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De Anónimo a 14.09.2019 às 22:30

Ainda Rui Rio não tinha tomado posse, já tinha começado uma campanha de maceração do homem.

Factual.

Posso andar esquecida, mas não tenho memória de nos últimos anos ter percebido tamanha má vontade com um dirigente partidário nos meios de comunicação social. Desde o primeiro minuto, jornais, comentadores televisivos e virtuais foram implacáveis. É verdade que JPP foi um furioso combatente de primeiro dia do PPC, mas do outro lado, apareceram dezenas de furibundos combatentes de RR, dentro e fora do partido, ainda este não tinha aberto a boca.

Não concordo, contudo, que as 'coisas vão correr-lhes muito mal'. Os políticos, como sabe, não são responsabilizados e os comentadores políticos interpretam o seu ofício como desporto de estratégia sem ter em vista o bem comum. É a arte da retórica, tanto faz quem seja o visado, o que conta é estar na arena, manejando as palavras de ordem da clubite em defesa dos jogadores preferidos. Uns e outros estarão sempre à tona, o País é que nem por isso.

Portugal vai sobrando, para um qualquer dia acordarmos e percebemos que andamos a apanhar bonés. Espero que não seja demasiado tarde.


(já fui buscar o capacete e o escudo, preparada para as pedradas ;)

Isabel
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De Anónimo a 15.09.2019 às 11:01

Por mim não precisa ir buscar nada, concordo consigo.
Numa nota breve acrescento que continuo a viver com dificuldades. Ainda não senti no bolso dinheiro a sobrar.
Para os nossos políticos só o Poder se vislumbra para que se abocanhe.
O povão que se aguente.
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 23:02

Quais lutas internas? Não vejo luta interna em partido algum neste período pré-eleitoral.
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De jpt a 14.09.2019 às 11:59

Lembras-te do Pacheco Pereira a discursar, julgo que na Aula Magna, pouco antes desta legislatura, num encontro tipo "Estados Gerais", congregador de várias sensibilidades da esquerda, em que começou a arenga com "camaradas e amigos" e explicou porque usava a velha expressão, como se simbolizando uma frente popular contra um (quase)fascismo vigente? Ele foi ali o proponente da Geringonça, é mais do que o ideólogo deste PSD é-o também, ainda que longínquo, deste número actual.
Também por isso vergonhoso o facto do seu antigo colega Costa ter, como PM, intercedido - em público e decerto que em privado - para que lhe mantenham o programa de "debate" político, onde é remunerado - se pouco ou muito é indiferente para o relevante, a sua situação avençada no campo político português.
Uma pena, foi alguém. Deixou de ser.
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De Anónimo a 14.09.2019 às 12:34

Lembro-me muito bem.

Exemplo de um material muito popular em Portugal:

A cortiça que colocada na água vai flutuando ao sabor das correntes !

A.Vieira
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 22:52

Lembro-me do Pacheco Pereira a combater o PSD de Sá Carneiro. Militando na esquerda radical.
Hoje tornou-se "intérprete autêntico" do pensamento de Sá Carneiro.
As voltas que a vida dá.
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 22:53

Pacheco, Capucho, Rio: cada qual a seu modo, foram activistas contra o governo PSD/CDS.
Ao contrário do que supõem, a memória dos portugueses não é fraca.
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De Anónimo a 15.09.2019 às 11:04

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De Anónimo a 14.09.2019 às 15:37

Mas qual vitória? Mas qual derrota?

A única vitória é a da partidocracia, sempre. A única derrota é a de todos os portugueses, para não variar.

Com um sistema eleitoral baseado em listas fechadas, um "esquema" que, entre nós, remonta à monarquia constitucional, quem elege os deputados são os partidos e o papel dos eleitores resume-se a votar neles, já Eça o dizia.

Tanto é assim que lhe lanço o seguinte repto: apresente-me o número de deputados eleitos por cada partido nas três últimas eleições, em qualquer distrito, que eu lhe direi, com uma probabilidade que estimo em 80%, aqueles que já estão virtualmente eleitos.
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 22:51

Partidocracia? O que é a partidocracia?
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De V. a 15.09.2019 às 13:04

A partidocracia é a redução da intervenção da sociedade civil em prol do controle partidário e parlamentar de toda e qualquer iniciativa na comunidade: nada mexe que não passe pelo crivo partidário, central ou autárquico — ou então pela bola, que mais ou menos são partidos por onde passa um determinado conjunto de negócios muito valiosos. É o massacre das pessoas bens instaladas no Estado sobre as gerações seguintes através de toneladas de legislação (que já vai legisla sobre a própria legislação perdida nos labirintos do Estado) e do que é definido como "interesse nacional" por apenas alguns ideólogos de má nomeada. Em suma é a colonização de todo o espaço civil pela política e toda a tralha que gravita em torno dela.
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De Anónimo a 14.09.2019 às 20:58

Em 7 textos desta série, 3 deles apoucam Rui Rio e o PSD que o elegeu.
Tal como há 10 anos os "liberais democratas" escolheram a sua barricada antes mesmo de ter sido erguida, junto da esquerda mais reaccionária, revanchista e com um desdém nunca visto pela vida humana e sociedade.


WW


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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 21:03

Em 11 comentários ao meu texto, no momento em que escrevo estas linhas, quatro são seus.
Em defesa desesperada do Rui Rio.

A sua barricada é mais alta do que a do defunto Muro de Berlim. Vai cair às 20 horas de 6 de Outubro.
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De Anónimo a 14.09.2019 às 22:00

Comentários ao seu texto só fiz um , os outros são "respostas" a outros.
Eu não tenho blog, nem sou filiado em nenhum partido e se o incomoda a forma e quantidade de comentários aos seus textos, só tem de os censurar (como já fez) ou manter em "banho maria".
O meu muro pode cair uma vez mais, o seu nunca passará dos caboucos...

WW
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De Pedro Correia a 14.09.2019 às 22:50

Não me incomoda nem deixa de me incomodar. Quem andou a fazer contabilidade dos meus textos, pelos vistos incomodadíssimo, foi você.
Já devia saber que ia levar troco.
Eu não sou do género de levar desaforo para casa.
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De Luís Lavoura a 15.09.2019 às 16:48

O PSD não vai perder as eleições.
O PSD nunca perdeu eleições nenhumas.
Em todas as eleições, o PSD tem ganhado. Tem ganhado alguns deputados - nuns casos mais, noutros menos. E assim sucederá também (creio) daqui a três semanas: o PSD elegerá alguns deputados.
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De V. a 15.09.2019 às 18:16

morto, morrido, matado

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