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Delito de Opinião

Fim de semana (6)

Pedro Correia, 08.08.21

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Palácio e jardins de Monserrate: o esplendor do romantismo em Portugal

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Edifício do século XIX foi restaurado, integrando paisagem cultural de Sintra

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No frondoso parque há espécies oriundas de todas as partes do globo

 

A beleza de Sintra é inesgotável. Sinto isso sempre que lá vou. Nunca há dois dias iguais quando a visitamos. Desde logo por ser uma das povoações portuguesas mais bem enquadradas no sempre renovado espectáculo da natureza. 

Agora que os dias são grandes e as vagas turísticas continuam diminutas, é a ocasião ideal para lá voltarmos em romagem. Porque em Sintra há sempre algo mais para ver. O deslumbrante Parque de Monserrate, por exemplo. Tudo começou no século XVI, com uma ermida que ali havia. Depois tornou-se quinta com sucessivos proprietários ou arrendatários - um deles, no final do século XVIII, foi o escritor inglês William Beckford. Byron também passou por lá. Mas o apogeu de Monserrate ocorreu a partir de 1846, quando foi adquirida por outro súbdito da Rainha: Francis Cook, comerciante e coleccionador de arte. É dele a iniciativa de ali erguer o actual palácio de inspiração gótica, indiana e mourisca. E também de ali instalar um vasto jardim povoado de espécies exóticas, das mais diversas proveniências. Esplendor máximo do romantismo em Portugal. 

O palácio foi adquirido em 1949 pelo Estado e todo o conjunto integra a paisagem cultural de Sintra, declarada em 1995 património da humanidade pela Unesco. Isto não evitou a degradação do edifício, que permaneceu encerrado ao público durante muitos anos. Felizmente restaurado e novamente aberto aos visitantes, é uma jóia arquitectónica ali à nossa espera - com vistas deslumbrantes, seja qual for o ângulo. Além do frondoso parque onde podemos deambular durante horas. Recarregando baterias, em busca de inspiração seja para o que for. Se não a acharmos aqui, não a encontramos em parte alguma.

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