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Delito de Opinião

Fim de semana (4)

Pedro Correia, 18.07.21

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Até à década de 30, Monsanto era assim: sem uma árvore

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Duarte Pacheco: mãos à obra, dando o exemplo

 

Muitos lisboetas desconhecem em absoluto a sua cidade. Deviam aproveitar estes meses de Verão para conhecê-la melhor. Uma sugestão: passarem uma manhã ou uma tarde na Serra de Monsanto. Podemos todos orgulhar-nos dela: é o primeiro parque florestal certificado da Europa - o maior do continente e o segundo maior do mundo.

Com apenas 230 metros de altitude, ocupa uma área de cerca de mil hectares. Ao contrário do que muitos imaginam, nem sempre foi assim. A intervenção em Monsanto - visionária, como noutras áreas da sua acção enquanto presidente da Câmara de Lisboa e ministro das Obras Públicas - coube a Duarte Pacheco (1900-1943), vai fazer nove décadas. E é recordada numa interessante exposição, no Centro de Interpretação de Monsanto. Que bem merece uma visita.

Há menos de um século, a serra sobranceira a Lisboa - hoje o grande pulmão da capital portuguesa - estava praticamente despida. Tudo quanto lá vemos agora resultou do esforço humano, a partir do final da década de 30. Com a participação de diversos voluntários, a quem se deve a plantação de milhares de árvores. Muitos ignoram tudo isto. Desconhecem também que Monsanto, através dos séculos, sofreu inúmeros episódios de vulcanismo. Nos dias que correm é um paraíso, cheio de espécies vegetais. E animais também: raposas, toupeiras, ouriços-cacheiros, esquilos, coelhos bravos, ginetas, corujas, estorninhos, gaios, cegonhas. Um verdadeiro zoológico ao ar livre.

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