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Fim da linha

por Pedro Correia, em 02.10.17

PedroPassosCoelho©FranciscoSeco[1].jpg

 

Passos Coelho perdeu ontem nas urnas - o PSD registou o pior resultado de sempre. E perdeu também uma excelente oportunidade, aliás a única, de reagir em tempo útil ao terramoto eleitoral do seu partido. Devia ter anunciado de imediato a resignação ao cargo de presidente dos sociais-democratas ou, no mínimo, que não voltará a apresentar-se a votos no congresso que aí vem.

Não fez uma coisa nem outra. Perdeu-se - como é tão frequente nele - numa floresta de palavras. Incapaz de traduzir em actos concretos o veredicto que os eleitores lhe impuseram nas urnas. Tal como há um ano se mostrara incapaz de ler os sinais internos, prenunciadores desta hecatombe que deixa o partido só à frente de duas das 15 principais cidades do País, incapaz de recuperar qualquer capital de distrito e com uma expressão quase residual em Lisboa e Porto, onde o CDS sobe à sua custa, forçando a reorganização de forças à direita.

Sairá de palco empurrado - o que é sempre a pior forma de sair.


40 comentários

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De Pedro Correia a 02.10.2017 às 17:16

Passos Coelho andou dois anos com a pose de primeiro-ministro no exílio. Que o foi distanciando cada vez mais dos seus apoiantes - e do cidadão comum.
Mas o erro fatal foram as previsões económicas, que saíram furadas. Admito que tenha acreditado nas contas que alguém lhe pôs à frente. Lamentavelmente, quem assim fez tem pouco jeito para contas, como ficou à vista.
Outro erro fatal foi haver apenas este plano na condução da oposição ao Excutivo B. Não havia plano B.
Na política ninguém pode ficar refém de uma estratégia sem alternativa. Que bem pode conduzir a um beco sem saída.

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