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Fim da linha

por Pedro Correia, em 02.10.17

PedroPassosCoelho©FranciscoSeco[1].jpg

 

Passos Coelho perdeu ontem nas urnas - o PSD registou o pior resultado de sempre. E perdeu também uma excelente oportunidade, aliás a única, de reagir em tempo útil ao terramoto eleitoral do seu partido. Devia ter anunciado de imediato a resignação ao cargo de presidente dos sociais-democratas ou, no mínimo, que não voltará a apresentar-se a votos no congresso que aí vem.

Não fez uma coisa nem outra. Perdeu-se - como é tão frequente nele - numa floresta de palavras. Incapaz de traduzir em actos concretos o veredicto que os eleitores lhe impuseram nas urnas. Tal como há um ano se mostrara incapaz de ler os sinais internos, prenunciadores desta hecatombe que deixa o partido só à frente de duas das 15 principais cidades do País, incapaz de recuperar qualquer capital de distrito e com uma expressão quase residual em Lisboa e Porto, onde o CDS sobe à sua custa, forçando a reorganização de forças à direita.

Sairá de palco empurrado - o que é sempre a pior forma de sair.


4 comentários

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De JPT a 02.10.2017 às 12:25

Houve um partido (ou "coligação") que, ontem, perdeu 35% das Câmaras que detinha, 10 em 28, 9 delas para o PS, incluindo 2 dos mais populosos concelhos do país e uma capital de distrito. Por essa ordem de ideias, o simpático idoso que o lidera devia-se ter atirado da janela do Hotel Vitória. A meu ver esteve bem, Passos, em não se demitir e em descrever, honestamente, o seu processo de raciocínio e acção. Para o PSD, pela conjuntura que o acaso (e a frieza demagógica da máquina socialista) determinou, estas eleições tornaram-se impossíveis de ganhar, pelo que seria algo de tão absurdo como Jorge Jesus se demitir (simplesmente) por ter perdido com o Barcelona.
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De Pedro Correia a 02.10.2017 às 15:03

As suas contas não batem certas.
O PCP tinha 34 câmaras.
Perdeu dez.
Não chega a um terço, portanto. Muito menos a 35%.

Além disso, parece-me algo exagerado comparar António Costa ao Barcelona. A menos que o seu entusiasmo pelo líder socialista seja ilimitado.
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De JPT a 02.10.2017 às 15:19

Tirei o número da imprensa: péssima ideia, de facto. O PCP, afinal, perdeu 29% das Câmaras. O PSD perdeu 9%. A conclusão é a mesma: se é o "fim da linha" para Passos, então o Jerónimo devia ser mandado para o "gulag". António Costa - com quem o meu "entusiasmo" é nulo - com o noticiário e a "comentário" na mão (basta ser-se do PSD e não gostar do Passos e tem-se logo um espaço de opinião, nem que seja no Canal Q), a rua pacificada, a economia a crescer, e mais a tendência que os autarcas têm para serem reeleitos, nestas eleições, era mais imbatível que o Barcelona. Daí só Leais Coelhos se terem entregue à degola.
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De Pedro Correia a 02.10.2017 às 15:33

Medina não era imbatível em Lisboa. Passos Coelho é que o tornou imbatível ao preferir lançar uma candidata de décima escolha, à revelia da estrutura concelhia do partido na capital, só para medir forças partidárias com o CDS, em vez de apoiar Assunção Cristas - aliás sua ex-ministra - e potenciar as sinergias entre as duas forças partidárias.
Foi uma péssima escolha. A candidata, como era óbvio, nunca o quis ser. O PSD teve o pior resultado de sempre em Lisboa. Assunção, ao invés, conseguiu o melhor resultado para o CDS graças a esta inesperada oferenda dos laranjinhas. E Medina transformou a campanha eleitoral num passeio sonolento rumo à reeleição.
Há dez anos, com outra liderança, o PSD ofereceu de bandeja a câmara de Lisboa aos socialistas. Nisto parece nada ter mudado lá no 'bunker' da São Caetano.

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