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Fico à espera das análises

por Sérgio de Almeida Correia, em 16.06.17

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Não hão-de faltar as justificações, os comentários habituais para os que ficaram mal na fotografia e as promessas de mais trabalho, porque estamos a dois anos das legislativas, por parte de quem ficou bem. Embora tudo isto diga muito pouco para quem vê de muito longe, não deixa de ser interessante confrontar estes resultados com o que se tem lido e ouvido.

Cauteloso, e porque de maiorias absolutas também já estou escaldado (prefiro um bom governo de "geringonços" a maus governos de maioria), vou aguardar pelas análises do Pedro Magalhães e de todos os que às sondagens se dedicam. Para já, depois das declarações de Schäuble sobre o bom desempenho nacional, o melhor mesmo é aproveitar a onda e tratar da dívida. 

Quanto à oposição não há nada a dizer. É continuarem a berrar a plenos pulmões e não se desviarem da rota. O estampanço será certo. 


3 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 16.06.2017 às 14:41

Quanto a Schäuble, apenas me questiono o que deverá sentir Maria Luís perante a nova e grande amizade do ministro finanças alemão. Porventura não deve sentir grande coisa, pois toda essa gente sente sempre muito pouco. Têm mais jeito para as coisas da cabeça.
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De Vento a 16.06.2017 às 15:14

Tudo isto que nos aponta tem uma explicação que ninguém ousou abordar. Eu preguei e apregoei isto por aqui, e depois dediquei-me à pregação aos peixes. Como um qualquer tsunami, por estes últimos peticionado, lá aconteceu aquilo que este little Portugal necessitava.

Portugal necessitava de grandes e profundas reformas, reestruturações e refundações.
- A esquerda ignorante dizia que era no feminismo, no aborto, nas quotas para mulheres, no anti-tabagismos, na vacinação compulsiva, no moralismo ecológico e dietético, na cruzada contra os símbolos religiosos - pois fogem como o diabo da Cruz -, contrapondo outros símbolos tais como o preservativo, a pílula do dia seguinte, o dogmatismo do género, a imposição da igualdade no que é diferente... que se encontraria o avanço civilizacional. Em resumo, uma esquerda de amorosos e amorosas, dos que nutrem um profundo amor à lei para limitar a liberdade que tanto apregoam.
- A direita conservada como sardinhas ou cavalas ou arenques, para tal avanço civilizacional, apostava nas grandes reformas, reestruturações e refundações, restaurando somente um passado mal resolvido que passava por manter igual um mundo diferente: um modelo de sacristia bafienta, um modelo de pobreza virtuosa, um modelo de hipocrisia do faz o que digo e não o que faço..., em suma, também estes com amor à lei e contrariando a lei do Amor, que deve ser a grande reforma, reestruturação e refundação de carácter Universal.

Tudo isto para dizer que a grande reforma, refundação e reestruturação passa por incluir o que sempre se exclui na sociedade. A base estrutural de uma sociedade, mostrou-nos Cristo, nunca foram as elites que espartilham, comprimem e abafam as forças vivas de uma sociedade. E ao contrário do que muitos pensam, quando Cristo pronunciou sobre Cefas, Pedro -a Pedra -, o surgimento de uma Nova Igreja, Ele não estava a edificar um templo temporal. Estava antes a construir, tal como Noé, uma barca que pudesse acolher as mais diversas espécies, as que poderiam reproduzir-se num mundo novo e simultaneamente aguentar todos os dilúvios que o Homem enfrentaria na história.
As mais diversas estruturas sociais, onde se inclui a nossa Assembleia, devem ser esta Arca. Uma Arca social e não de umas franjas da sociedade que debitam discursos estéreis para as suas próprias corporações e/ou clientelas.
Concluindo, os farisaísmos e os doutorismos da lei, associados à ditadura da dita ciência, são e serão as causas da exclusão, à direita e à esquerda.

Portanto, o PS se se deixar embandeirar em arco com sondagens e até mesmo com um resultado em ordem com tais sondagens, esquecendo o percurso feito e desejado pelos cidadãos, verá acontecer no futuro uma inesperada aliança: a união tácita entre esquerda e direita na oposição.
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De lucklucky a 17.06.2017 às 18:04

As análises há só uma : O jornalismo português é repelente.

- a "austeridade" desapareceu da narrativa
- os bombeiros " sem meios" desapareceram da narrativa
- os polícias "desesperados" desapareceram da narrativa
- as "comissões de utentes" desapareceram da narrativa
- "há mais vida para além do défice" desapareceu da narrativa, hoje o défice baixo é um feito honroso, há dois anos seria um "crime contra a humanidade"
- crianças chegarem com "fome" à escola desapareceu da narrativa.
- construção de ameaças de violência social feitas por padres e "comentadores" e a sua legitimação também desapareceram num ápice da narrativa.
- o "défice mais baixo da..." não foi acompanhados por dezenas, centenas de reportagens onde se explicam as consequências desastrosas que esse facto implica caso o Governo fosse outro. Teríamos uma lista enorme de "crimes contra a humanidade" para demonstrar os "crimes" que foram cometidos para o défice ser baixo.
- O corte substancial no investimento publico pelo Governo PS/PCP/Bloco não é austeridade,também não é neoliberal, nem radical, nem extremista, nem "ideológico".
-"ser ideologico" foi outra das palavras/acusações que de repente desapareceram como por magia dos jornais e TV's.
-Se fosse outro Governo, quantas greves gerais já teríamos tido?
-Nem um jornal tem em primeira página quanto aumenta a nossa dívida a cada dia.
- Não há um jornalista que mostre o incumprimento das promessas eleitorais quer do PS,PCP, BE. Nem encontram ninguém na Esquerda para o fazer e criticar.
- Mas encontram sempre o "comentador de direita" que tem como principal objectivo e assim manter o lugar de comentador: criticar a direita.



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