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Fevereiro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 02.03.17

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Figuras nacionais do mês

Já vai muito longe o tempo em que eram apontados como gestores modelos. Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, antigos homens fortes da PT, foram constituídos arguidos na interminável Operação Marquês, que se torna assim cada vez mais labiríntica.

 

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Figura internacional do mês

O candidato pós-ideológico Emanuel Macron, ex-ministro da Economia, passou a liderar as sondagens para as presidenciais de Abril em França. E é tido hoje como o mais forte obstáculo na corrida de Marine Le Pen rumo ao Palácio do Eliseu.

 

15674[1].jpg

  

Facto nacional do mês

Contrariando as expectativas das instituições internacionais e do próprio Governo, a economia portuguesa cresceu 1,4% em 2016, segundo dados oficiais divulgados a 14 de Fevereiro. Uma boa notícia, inegavelmente, apesar do recuo registado relativamente a 2015, ano em que o nosso PIB aumentou 1,6%.

 

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Facto internacional do mês

assassínio de um meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong Un no aeroporto de Kuala Lumpur, a 13 de Fevereiro, relembrou ao mundo a face mais cruel do regime totalitário de Pionguiangue. Kim Jong Nam, injectado com veneno, era apontado em círculos diplomáticos como eventual líder de uma Coreia do Norte pós-comunista.

 

centeno_1310[1].jpg

 

Frase nacional do mês 

«Erro de percepção mútuo.» Foi assim que Mário Centeno tentou justificar, numa balbuciante conferência de imprensa concedida a 13 de Fevereiro, a falta de sintonia entre a sua versão e a de António Domingues sobre as garantias dadas ao ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos. A expressão entrou de imediato no nosso léxico político.

 

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Frase internacional do mês 

«O que anda Trump a fumar?» Interrogação irónica do ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt, a 19 de Fevereiro, depois de o inquilino da Casa Branca ter feito referência, num comício, a um  hipotético ataque terrorista naquele país alegadamente cometido por imigrantes ou refugiados. Atentado que nunca aconteceu.

 

 

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20 comentários

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De Luís Lavoura a 02.03.2017 às 14:34

Não me parece apodar Emmanuel Macron de "pós-ideológico". Ele tem as suas ideias, tal como qualquer outra pessoa. O facto de elas não serem perfeitamente conhecidas não quer dizer que não existam. Ademais, a sua atuação e as suas tomadas de posição permitem enquadrá-lo perfeitamente no liberalismo social - uma ideologia perfilhada por muitos partidos na Europa, se bem que não em França.
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De Pedro Correia a 02.03.2017 às 23:10

"Liberalismo social" é uma ideologia?
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De isa a 02.03.2017 às 15:18

Nada acontece na Suécia?

Pois deixo aqui dois suecos e um refugiado que podemos perceber porque falam em inglês e todos eles sabem, muito bem, daquilo que Trump estava a falar, ao contrário de uma Europa onde políticos e "jornalistas", fingem, tentam esconder ou nem querem que se saiba nada sobre o que, realmente, se passa. Trump não errou em Nice, nem em Paris mas, como com a Suécia, errou no dia exato, automaticamente, Nada se passa na Suécia. Quanto ao Ministro sueco Carl Bildt talvez seja outro, com um "Erro de percepção mútuo"

Provavelmente, nesta Primavera e Verão, vão chegar migrantes (homens) e, numa questão de meses, vão ser mais dos que chegaram nos últimos 10 anos (chegar não será a palavra apropriada, talvez invasão) mas, isto, é apenas a minha previsão, a ver vamos se acerto porque, depois, posso dizer que já estava à espera mas, assim, fica por escrito.

Este é jornalista:
https://www.youtube.com/watch?v=BljWsPeoJhg
Donald Trump is correct – I live in an immigrant area in Sweden and it is not working well Nyheter

Este até fala que os suecos já nem conseguem vagas para consultas médicas por estarem atestados com migrantes:
https://www.youtube.com/watch?v=y1_viPSD-bY
Trump and The Truth about Sweden

Um muçulmano na Suécia diz a um jornalista que 80% dos migrantes, apoiam os extremistas islâmicos:
https://www.youtube.com/watch?v=lGzNCAegHTs
Swedish Muslim Tells Journalist Tim Pool 80% Of Migrants Are Extremist
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De Pedro Correia a 02.03.2017 às 23:12

Nos anos 60 havia um filme - comédia 'non sense' - intitulado 'Vem Aí os Russos!"
Agora há quem esteja sempre a ver o filme 'Vêm Aí os Sírios!"
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De isa a 03.03.2017 às 13:45

Pois o problema é mesmo esse, não são sírios, são aqueles que nada têm a ver com eles e, muito menos, serem refugiados.
Quanto aos russos, bem têm tentado fazer deles os "lobos maus" mas, isto, é outra cantiga de outro "filme" mas, dos mesmos "Realizadores, Produtores, Actores", todos seguindo o mesmo Guião.
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De Pedro Correia a 03.03.2017 às 16:57

Os russos agora são bons? Então quem são os maus?
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De JSC a 04.03.2017 às 15:19

O primeiro vídeo já não tem som... :D. Nada que me espante e certamente não a si.

Acho que já não vale a pena alertar as ovelhas, tem de se fazer algo...
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De Luís Lavoura a 02.03.2017 às 15:21

Kim Jong Nam, injectado com veneno

Segundo entendo, ele não terá sido injetado mas sim aspergido. Uma injeção pressupõe uma seringa, que aparentemente não existiu. O veneno em causa, VX, é facilmente absorvido através da pele, pelo que basta aspergir a pessoa com ele para a matar.
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De Pedro Correia a 02.03.2017 às 23:05

Esteja à vontade, pode propiciar-nos mais pormenores sobre essa interessantíssima questão.
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De Einstürzende Neubauten a 02.03.2017 às 15:26

Todo o Pós-Ideologismo soa-me a soluções para além dos partidos. Soa-me a populismo e proto-fascimo.
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De Pedro Correia a 02.03.2017 às 23:07

Populismo tornou-se um rótulo tão abrangente e desgastado que serve para designar tudo e nada ao mesmo tempo.
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De Einstürzende Neubauten a 02.03.2017 às 16:01

Eis o próximo presidente da Polónia!!
Janusz Korwin-Mikke, um pós ideoilógico

"Sabem que posição as mulheres ocupavam nas olimpíadas gregas? A primeira mulher, digo-vos eu, ocupou a posição 800", disse o eurodeputado aos colegas, citado pelo El País. "Sabem quantas mulheres há entre os primeiros 100 jogadores de xadrez? Eu digo: Nenhuma. Então, claro que as mulheres devem ganhar menos do que os homens porque são mais fracas, mais pequenas e menos inteligentes".
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De Pedro Correia a 02.03.2017 às 23:08

Boa era a Polónia sem "populismo" nem eleições.
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De Anónimo a 02.03.2017 às 19:43

Já que de um balanço se trata, prefiro referir-me à encriptação dos dez mil milhões:
1. Um tal Núncio, que poderia perfeitamente ser apostólico, mas que preferiu ser secretário de estado, não para meter a mão na massa, mas para a deixar fugir por entre os dedos, sem dizer nada a ninguém. Abordado sobre o assunto, mentiu enquanto pôde. A chefe do seu partido elogiou-lhe a nobreza de caráter, repetidas vezes.
2. E é nobre, porque assume sozinho a responsabilidade política. Mas o que é isso de responsabilidade política?! Será ficar inibido de voltar a ser secretário de estado, para passar a ocupar outro tacho qualquer a fazer ainda menos e a ganhar ainda mais?!
3. Responsabilidade política?! Sempre ouvi dizer que não há almoços grátis. Fechar os olhos a tanta massa a voar para o paraíso, terá sido grátis?! Quem acredita nisso?! Onde para a responsabilidade criminal?! Não existe para estes senhores?!
4. E como a massa é mesmo muita, ainda que provavelmente seja migalhas comparada com toda aquela de que se não fala, será apenas sua a responsabilidade criminal?!
5. Agora o mais simples e o mais óbvio: e isto tudo, quando trabalhadores e pequenos empresários, após esforço duro e tantas vezes inglório, se privam de muita coisa importante para pagar impostos!

O mais grave é que tudo isto não são exceções. São a regra. Sem ela, os partidos políticos, tais quais os entendemos, não sobreviveriam. Já o disse e repito, porque também já disse o porquê.

Só há um caminho, que se fará caminhando - a democracia direta.
João de Brito



Nós que, desde há muito, mesmo quando ainda nada disto se sabia mas apenas se concluía, nos revoltamos contra esta situação obscena, temos sido chamados de demagogos e populistas.
Então, se assim é, que nome têm os que pactuam com tudo isto?!
Gostava de saber.
João de Brito
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De Pedro Correia a 02.03.2017 às 23:09

Não sei o que é a democracia directa. Uma reunião de condóminos será democracia directa?
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De Anónimo a 03.03.2017 às 11:41

Não acredito que não saiba.
Mas vou aproveitar a deixa para definir a democracia direta de um jeito muito pessoal (afinal é de pessoas que se trata, embora não pareça):
- Democracia direta é a recusa liminar em abdicar da minha opinião em favor de alguém a quem não reconheço nem competência nem probidade superior à minha.
Não, isto não é arrogância.
É cidadania.
João de Brito
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De Pedro Correia a 03.03.2017 às 16:58

Acho bem que não abdique da sua opinião. Mas acho mal que abdique do C em directa.
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De Anónimo a 04.03.2017 às 12:33

É tudo uma questão de coerência: sem o c pelo meio, a democracia fica ainda mais direta.
João de Brito


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De Luís Lavoura a 03.03.2017 às 14:24

Uma reunião de condóminos será democracia directa?

Eis aqui uma pergunta muito adequada e perspicaz, sim senhor.
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De Pedro Correia a 03.03.2017 às 16:57

Pode ser democracia directa se estiverem reunidos a noite inteira.

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