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Há feriados ditos religiosos com claro estatuto de festas de todos (sobretudo pagã, na sua celebração hedonista), caso do Natal e do 1.º de Janeiro? Há, e devem ser como tal assumidas. Já as determinadas, no espírito da Concordata, só para alguns - os católicos que cumprem deveres religiosos, e quão poucos são (13% em Espanha, por exemplo) - devem funcionar como dias normais para os outros. É isso respeitar a liberdade de culto, a soberania e a laicidade constitucional da República portuguesa - e, pasme-se, a Concordata. Mas o Governo que está escolheu o contrário.


11 comentários

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De xico a 06.01.2016 às 09:04

A Fernanda ou é ignorante ou escreve de má fé.
Sou católico e não vou à missa aos Domingos nem aos feriados e no entanto gosto de celebrar a simbólica e a intenção de cada um dos feriados. Pela mesma razão que a Fernanda menciona, só uma pequena porção de portugueses vai à missa, também os feriados civis não se deviam celebrar. A maior parte dos portugueses não sabe o que eles significam e limitam-se a ficar em casa ou ir passear.
Só quem não conhece Portugal pensa que o 1º de Novembro não tem qualquer importância na comunidade para além do simples acto de ir à missa. Basta ver a romaria aos cemitérios apesar de a Igreja celebrar os fiéis defuntos a 2 de Novembro. A afluência às estradas que levam ao interior do país só é comparável à do Natal.
Quanto ao Corpo de Deus, idem aspas. Se só uma pequena percentagem vai à missa, a aldeia mobiliza-se em peso para a festa, feira, procissão e foguetório. É uma das festas mais representativas das pequenas comunidades que lutavam para terem a sua própria festa e procissão.
A própria quinta feira da Ascensão, que não é feriado, costuma ter em muitos concelhos do país tolerância de ponto na parte da tarde porque é dia de feira e de festa, muito para além do carácter religioso (qualquer festa profana ou sagrada é religiosa no entanto). A Fernanda devia saber que as festas religiosas cristãs fazem parte do património cultural e tradicional do Povo português, para lá da obrigação de ir à missa e são celebradas por crentes e não crentes. A Fernanda mostra-se ignorante porque lhe interessa levar a coisa para a laicidade. Acontece muito a quem pensa que a encosta da Ajuda se compara às encostas do Douro porque ambas têm vinha.
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De Luís Lavoura a 06.01.2016 às 11:53

gosto de celebrar cada um dos feriados

Não necessita que seja feriado oficial para os celebrar.

Os não-católicos também celebram os seus dias especiais sem necessitar que sejam feriados.

[n]o Corpo de Deus a aldeia mobiliza-se em peso para a festa, feira, procissão e foguetório

Podem continuar a mobilizar-se à vontade. A feira da Palhaça (no concelho de Oliveira do Bairro) também se realiza sempre nos mesmos dias do mês, que geralmente não calham em fins de semana.

Ademais, Portugal já não é um país de aldeias. A imensa maioria da população vive em cidades e não tem que ter mudar o seu modo de vida devido a esses hábitos rústicos.

A quinta feira da Ascensão costuma ter em muitos concelhos do país tolerância de ponto

Acho muito bem que se conceda aos municípios maior liberdade para instituírem mais feriados municipais, ou às juntas de freguesia para instituírem feriados locais. Assim, cada terra poderá ter mais liberdade para celebrar a quinta feira da Ascensão ou qualquer outro dia especial. Não precisam é de ser feriados nacionais.

as festas religiosas cristãs fazem parte do património cultural e tradicional do Povo português e são celebradas por crentes e não crentes

Essa é um Portugal rústico e tradicional que é hoje muito minoritário e que não deve ser defendido, nem condicionar a vida da generalidade das pessoas. A imensa maioria dos portugueses hoje em dia está-se nas tintas para esse património cultural tradicional.
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De xico a 06.01.2016 às 17:16

"A imensa maioria dos portugueses hoje em dia está-se nas tintas para esse património cultural tradicional." - Perguntou-lhes?
A celebração dos feriados tem como fim a celebração em comunidade. É evidente que eu posso, particularmente, celebrar o que quiser. Mas são as comunidades que se devem pronunciar sobre as suas festas colectivas. A minha argumentação pretendeu demonstrar que os feriados religiosos existentes têm marcas profundas na comunidade para além das crenças religiosas e por isso o argumento da laicidade é enviesado, como enviesado foi o argumento da produtividade para os eliminar.
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De JAB a 06.01.2016 às 09:29

A erudição bacoca de F.C . dá nisto. Falar de Páscoa e falar de Sexta-Feira Santa como feriados religiosos que não sabe justificar é ignorar que a Páscoa é ao Domingo e que a Sexta-Feira Santa não é feriado religioso, mas civil oferecido por Mário Soares... Por outro lado há "feriados religiosos" ou dias santos que os católicos continuam a celebrar mesmo não sendo feriados como o dia de S. José (19 de Março), por exemplo; noutros, como a Ascensão (móvel), foi a celebração transferida para o Domingo seguinte como acontecia agora com o Corpo de Deus. Se com isto se quer afirmar a laicidade do Estado e ignorar a maioria católica (porquê invocar os 13% de Espanha?) então, porque não trabalha ao Domingo e nos outros feriados religiosos? Isso é que era laicidade e civismo... Santa Paciência. Mas também ser a Renascença a dizer que "o Governo vai repor os feriados religiosos"...
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De Luís Lavoura a 06.01.2016 às 16:34

há "feriados religiosos" que os católicos continuam a celebrar mesmo não sendo feriados

E fazem eles muito bem em celebrar! Mais uma razão para que não haja feriados religiosos - as pessoas podem muito bem celebrar mesmo não sendo feriado.
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De Luís Lavoura a 06.01.2016 às 09:31

Eu concordo com a Fernanda, pelo menos neste trecho. Qual é a parte que o Rui quer que explique?
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De Costa a 06.01.2016 às 09:57

Já está explicado, acima. Qual é a parte que o Lavoura não percebeu?

Costa
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De jo a 06.01.2016 às 11:19

A maior parte das pessoas nem sabe o que se comemora no Corpo de Deus nem consegue dizer em que dia é o feriado sem ir ao calendário. O feriado é bem vindo mas não por razões religiosas. A maioria das pessoas não se importaria que fosse numa data sagrada maometana ou budista ou simplesmente civil. Dizer o contrário é andar enganado.
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De ainda a 06.01.2016 às 11:31

A nanda é um animal, uma besta, uma cabra. Nada disto é palavra de cristão. Mas é palavra de português. A gaja (faltava esta) não diz quantos cristãos há em Portugal; certamente há mais na India. E, como muito bem escrito nos posts anteriores, só mostra má fé e/ou ignorância.
Continuando no estilo ordinário, que vá bardam
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De isa a 06.01.2016 às 12:00

Nos tempos atuais, quanto mais se ouvem explicações, mais a confusão se instala e, basta ver aquela da escola francesa que não fez festa de Natal para não melindrar os alunos muçulmanos. Isto de liberdade de culto, tem muito que se lhe diga, quando, outros interesses, a nível global, andam a ser "costurados" na Sede da ONU, onde o "futuro culto", estará mais "virado" para a criação de um Estado Totalitário a nível global e, onde um grupinho de "divindades" (não eleitas pelos cidadãos) já passaram a 1ª fase, ao controlar o dinheiro, através das grilhetas das dívidas e, estão no caminho, de legislar tudo o resto. Sinais que se vão acumulando, sempre em nome das boas intensões, como o desarmamento da população nos EUA para que só uma elite possa controlar essa parte. Será bom relembrar:
“Firearms stand next in importance to the Constitution itself. They are the American people’s liberty teeth and keystone under independence.” – George Washington
“I prefer dangerous freedom over peaceful slavery.” – Thomas Jefferson.
“A free people ought to be armed.” – George Washington.
Washington podia ter sido Rei ou o 1º Ditador da América mas, percebia a importância da liberdade que só estaria garantida, se o povo tivesse meios de se poder defender, até no caso extremo, do seu próprio governo.
Quando falam no número de mortos por armas de fogo, deviam falar no número dos que morrem em acidentes rodoviários (a perspetiva mudava radicalmente). A manipulação está no auge.
Se olharmos para a Europa, podemos reparar que, para além das forças policiais e militares, só os criminosos e os terroristas, têm facilidade em obter armas de fogo e, como os cidadãos europeus, parecem patos numa, qualquer e eventual, "época de caça".

Nesta passagem do ano, saiu hoje a notícia que, na Alemanha, aumentaram as violações de mulheres por grupos de homens (mais de 1000 no total), entre os 18 e os 35 anos, com aparência árabe ou do norte de África, onde alguém da parte do governo, prontamente, veio avisar para "não serem tiradas conclusões precipitadas" mas, estão a esquecer-se de um pormenor que, certas religiões, só consideram mulheres decentes, quando seguem as regras de um determinado tipo de vestuário. Basta que o número aumente, dos que têm este tipo de visão para, facilmente, haver problemas graves de convivência entre as populações, algo que já estaria previsto e, aqui, mais um sinal de que as boas intensões, não serão assim tão boas e, onde o desejo estará mais em restringir, cada vez mais, as liberdades civis e individuais dos cidadãos que ficam dependentes onde, até a lei marcial acaba sempre, por roubar mais, ao cidadão inocente do que aos criminosos. Como diz o provérbio: "De Boas Intensões, está o Inferno Cheio".
Aposto que, no Texas, onde até as mulheres andam com armas, esta situação de total liberdade, para se formarem grupos de violadores, nunca poderia acontecer. A primeira linha de defesa, há muito que foi roubada na Europa mas, quando fizerem o mesmo na América, os europeus, de lei em lei, vão acabar por esquecer, o que é liberdade ou o que, ainda, nos resta dela.

Em nome, das "boas intensões", na Alemanha, há multas e penas de prisão para quem usar da sua liberdade de expressão e, discordar de algo sobre o islão... por aqui se começa, em nome do politicamente correto e, vão silenciando as opiniões divergentes, no final, entre o que se diz e o que se pode fazer para "não melindrar" ninguém, só poderá ser chamado de escravidão, completamente submetidos e subjugados, aos que legislam, fora de cada Nação e, como se tem visto, até a informação começa a ser controlada. Se não fossem os cidadãos ainda poderem gravar o que se vai passando, colocando-a na net, muita dessa informação, nunca seria vista. Como, muitos, só veem a "informação filtrada", no final, nem vão perceber, quando acabarem numa gaiola sem grades.

Neste momento, muito se passa neste nosso pequeno Planeta mas, uma grande maioria, parece completamente adormecida e, convencida que o que foi conquistado durante séculos, nunca lhes será roubado. Quanto à liberdade religiosa, vai seguir o mesmo caminho, de todas as outras, sonegadas de lei em lei, onde criam os problemas para, levar os cidadãos a pensar que são eles a exigir as soluções que, há muito, foram pré-determinadas.
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De cristof a 06.01.2016 às 15:51

O oportunismo está a fazer caminho. Quando deviamos separar a religião do vida publica, tomando a decisão de só ser permitida a partica dos credos a partir dos 14 ou 16 anos, temos o governo a fazer crer que somos todos crentes.

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