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Feminina, não feminista

por Teresa Ribeiro, em 08.03.18

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Sempre que oiço: "Sou feminina, não feminista", pergunto-me o que isso quer dizer. Como por definição "feminista" é quem se afirma a favor dos movimentos pela igualdade de género, devo presumir que as mulheres que fazem esta declaração são contra?

Algumas serão. Em todos os tempos sempre houve mulheres que defenderam convictamente o direito à desigualdade (não confundir com o direito à diferença), ombreando com os homens mais conservadores. Mas acredito que muitas se colocarão em posições intermédias.

Presumo que algumas se afirmam "femininas, não feministas" porque não se identificam com o estereótipo "lésbicas de bigode e pelos nas pernas a queimar soutiens na praça pública". É claro que reduzir as feministas a este velho cliché é alinhar com os que o consagraram com o único objectivo de descredibilizar as suas causas, cobrindo-as de ridículo. Terão estas senhoras a noção disso?

Outra interpretação possível para a frase "Sou feminina, não feminista" é querer com isso dizer que não se tem perfil de activista. Mas neste caso quem o fizer labora num equívoco, porque uma mulher que se afirme defensora das causas feministas, não tem de ser necessariamente uma activista, além de que, last but not least, opõe feminilidade a feminismo, como se os termos se excluíssem.

Mas ainda há a considerar a categoria de mulheres que adopta este chavão para transmitir a ideia de que o termo feminismo não lhes interessa porque não lhes diz respeito, pois nada acrescenta ao seu nível e estilo de vida, que por sinal inclui, sem complexos, muitas ociosidades e futilidades de princesa. Esta é a versão provocatória, a afirmação descomplexada de valores contra o politicamente correcto, que coloca a defesa dos direitos humanos acima de todos os egoísmos.

Dispensarão estas senhoras dois minutos de reflexão sobre o tema da violência contra as mulheres? Talvez no dia 8 de Março, quando ritualmente os noticiários se enchem deste tipo de informação. Ou então, nem isso, porque provavelmente pensam que o tema só interessa às feministas, "a essas mulheres frustradas, sem auto-estima, que não devem ter sucesso nenhum com os homens, por isso os odeiam. Sim, porque todas as feministas odeiam os homens" (fim de cassete). As que pensam assim e se afirmam respeitadas, admiradas, valorizadas e bem-sucedidas, essas o que adoram mesmo é sentar-se, de perna traçada, em cima dos direitos que outras, antes delas, tiveram de conquistar e gozar a vida dentro da sua bolha cor-de-rosa. 

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79 comentários

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De Vlad a 08.03.2018 às 11:42

Desde a Conferência Mundial de Direitos Humanos de Viena (1993), que há a afirmação inequívoca de que os direitos das mulheres são direitos humanos e, logo, universais, indivisíveis e inalienáveis.

O resto, dias da mulher, do pai, do filho, do cão e do gato e de não sei mais o quê, são spots publicitários que animam os comerciantes e a economia. Mais nada.
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De Teresa Ribeiro a 08.03.2018 às 12:09

Vlad, o Dia Internacional da Mulher infelizmente tem razão de ser, porque serve para martelar no tema, sempre actual e dramático, da perseguição de que as mulheres são vítimas nos quatro cantos do mundo. Não basta consagrar direitos numa declaração incensada pelas instâncias internacionais, é preciso perceber se são aplicados e caso não sejam, denunciá-lo.
"Comemorar" o dia é que sempre me pareceu absurdo. Eu comemorarei o dia em que deixar de ser necessário haver um dia...
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De Vlad a 08.03.2018 às 12:54

Deveria haver um Movimento Nacional contra a Violência (assassinato) Doméstica....aliás deveria haver um Dia Nacional das Vitimas de Violência Doméstica (80% são mulheres)

Uma AUTÊNTICA VERGONHA!!!
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De Vento a 08.03.2018 às 14:08

Não, Vlad. 80% das queixas são de mulheres. Todavia, é necessário que quantifiquem a violência doméstica em termos da população nacional. Isto são números que certamente não interessam às ditas causas feministas. Elas pegam em matéria criminal marginal, face ao geral, para dizerem que são umas coitadinhas. É esta subtileza que pretende ganhar terreno para que se atinjam outros domínios e objectivos sociais.
A violência sempre foi e é crime. Porém o facto de existirem mais queixas de mulheres não significa que as mulheres sejam umas santinhas em matéria de violência.
Já agora:
https://www.publico.pt/2016/03/21/sociedade/noticia/resposta-do-pais-nao-esta-pensada-para-homemvitima-e-mulheragressora-1726696

Creio que vai sendo altura de denunciar o feminismo saloio que grassa um pouco pelo mundo. Em particular em Portugal. Que também é protagonizado por alguns homens ditos avançados civilizacionais.
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De Vlad, o Emborcador a 08.03.2018 às 16:48

"Isto são números que certamente não interessam às ditas causas feministas. Elas pegam em matéria criminal marginal, face ao geral, para dizerem que são umas coitadinhas"


Hmmmmm.....cheira-me a Eva, esse seu discurso!.....deveria variar as leituras.

Nos últimos 10 anos foram aproximadamente 500 as mulheres assassinadas. Não contando as queimadas, com ácido , as vítimas de stalking....

De uma forma geral a violência praticada pela mulher é defensiva e constitui uma minoria

Hmmmm....começo a desconfiar de "ti"....Não gosto!!!
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De Vento a 08.03.2018 às 19:14

Hmmm. Parece-me um pouco de Adão. Com sentimento de culpa na dentada da maçã.

Meu caro, crime é crime seja ele praticado contra mulheres ou homens. Transformar casos criminosos em causas feministas, que são residuais face à atitude geral, é que me parece um pouco huummmm.

Essa de que a violência da mulher é defensiva é também hummmm.
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De Vlad a 08.03.2018 às 20:54

http://www.psychiatrictimes.com/trauma-and-violence/battered-woman-syndrome
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De Vento a 08.03.2018 às 21:18

Não quer abordar outras causas atribuíveis ao PTSD nos homens e a sua relação em família?
Se quer colocar a questão na ordem clínica, então, tratem-se todos e não persigam somente os homens.
https://medlineplus.gov/magazine/issues/winter09/articles/winter09pg10-14.html

http://www.thehotline.org/2014/07/22/men-can-be-victims-of-abuse-too/

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De Vlad a 08.03.2018 às 22:23

Mas você está a brincar?!! Os casos de violência doméstica praticada por mulheres, sobre os homens, são marginais....

Quer dizer-me que a gravidade da violência doméstica praticada, sobre as mulheres, pelos homens é igual, em gravidade, à praticada pelas mulheres sobre os seus cônjuges? Obsceno, da sua parte, num país, em que, por mês morre (nos "melhores anos"), uma mulher...

Tenha vergonha na cara....típico de quem passa o dia a recitar a Biblia...irra...todos iguais
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De Vento a 08.03.2018 às 23:22

O meu caro, quando lhe faltam argumentos, usa a Bíblia para justificar a sua frustração.
Eu não disse mais nada para além do que disse. Você é que parece não ter nada a dizer para além da Bíblia, que até desconhece.
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De João André a 08.03.2018 às 12:59

Peguei nesse assunto ainda antes de te ler este comentário
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De António a 08.03.2018 às 11:52

Já agora Feminista, não Feminazi.
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De Francisco a 08.03.2018 às 12:22

https://blasfemias.net/2018/03/08/dia-mundial-das-inimigas-estorias-a-proposito-do-dia-mundial-da-mulher/amp/
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 11:46

Caro Francisco,
Só agora tive oportunidade de passar os olhos pelos artigos que citou e o que me ocorre é dizer-lhe algo que já se tornou lugar comum, de tão consensual que se tornou: estudos há para todos os gostos, para provar tudo e o seu contrário. Portanto, valem o que valem.
Mas deixe-me fazer-lhe uma pergunta: porque será a rivalidade entre homens bem vista e a rivalidade entre mulheres censurada? Por que no primeiro caso isso é atribuído ao natural - e saudável - espírito competitivo e no no caso das mulheres é interpretado como manifestação de inveja, ou de qualquer outra coisa igualmente negativa?
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De Vento a 08.03.2018 às 12:33

Não existe igualdade de género da mesma forma que não existem igualdades entre os do mesmo género.
De maneira que a onda feminista actual mais parece um movimento narcísico de quem exige uma atenção para além daquela que lhe deve ser dada.

Existe, isto sim, um direito Universal à dignidade do Ser bem como o respeito pela diversidade cultural, religiosa, política, social.
Na II Guerra Mundial não existiu um movimento de emancipação por via da integração da mulher no mercado laboral. Existiu, sim, um movimento de sobrevivência natural, pois os homens morriam no campo de batalha.
Com o baby-boom americano, surgido no pós guerra, marca-se uma nova relação social por via das marcas da guerra, do progresso tecnológico e da prosperidade material.
Os anos 60 do século passado levam mais em frente essa ordem social, que não é conquista da mulher em particular, e introduz-nos os movimentos hippies com a máxima do sexo drogas & rock & roll, que não dez distinção de género e também originou em muitos casos "O vale das bonecas". Aliás, livro este que se transforma num clássico da cultura pop.

Significa isto que o que Simone de Beauvoir tinha assinalado no seu livro de 1949, "O Segundo Sexo", já começava a ser uma realidade. Aliás, livro este que acabaria por ser tomado como bandeira de movimentos feministas, e em alguns casos particulares de feministas falhadas nas suas experiências pessoais e desilusões sentimentais.

Portanto, a onda feminista não representa as mulheres em movimento. Bem pelo contrário, em alguns casos transformou-se numa agremiação de angustiadas e desiludidas perante a vida, buscando um reconhecimento para além daquele que lhes deve ser atribuído.

Há mulheres que deixam um marco na história. Entre outras, e muitas outras desconhecidas: Ana, Judite e Ester. Mas também Simone Weil, Pearl S. Buck,...

Concluindo, às mulheres deixo o meu abraço. Às feministas, nem por isso.

Ao governo deixo uma sugestão: Uma vez que as mulheres são em maior número que os homens, agradeço que corrijam a lei das quotas e introduzam a regra da proporcionalidade numérica. Tem de haver ainda mais homens nos centros de decisão. É necessário respeitar as minorias.
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De Vlad, o Emborcador a 08.03.2018 às 17:37

E a Eva? E a Pandora? E a Lilith? E a Jezebel? A Dalila? A Salomé?
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De Teresa Ribeiro a 08.03.2018 às 19:13

E não nos podemos esquecer da Messalina!
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De Vento a 08.03.2018 às 19:28

A Messalina era forte e farta. Falta-nos muitas destas, Teresa. Não acha? Mas parece-me que a mulher não gosta de ver tanta disponibilidade para os homens, mesmo vinda de outras mulheres.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 11:48

Falta? Olhe que ela era promíscua e conspirava contra o marido. Ai, ai...
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De Vento a 09.03.2018 às 11:56

Faz, sim. Ela conspirava porque talvez o marido fosse um feminista narcísico. Nada como uma conspiradora activa para animar a malta.
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De Vento a 08.03.2018 às 19:36

E tantas outras. Sansão não perdeu a força porque lhe tivessem cortado os cabelos. Mas porque se quebraram os votos de nazirato ou nazireato. Lilith é a sombra do inconsciente. Anda por aí muita coisa encoberta. Pandora é a esperança. E esta esperança anda a soltar demónios que necessitam ser mais bem conhecidos. Até os mesmos das ditas causas feministas.
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De Teresa Ribeiro a 08.03.2018 às 19:04

Vento,

- Quando se fala de igualdade de género, é de igualdade de direitos que se fala. Não sabia?
- Essa do "movimento narcísico", nem comento. passo.
- A simples integração das mulheres no mercado laboral face à escassez de mão de obra masculina durante a Grande Guerra não foi em si nenhuma promoção, foi sim, uma instrumentalização das mulheres. Mas o aumento da participação das mulheres na vida civil acabou por favorecer a constituição de movimentos pelos seus direitos. Foram mulheres - naturalmente apoiadas por muitos homens progressistas - que levaram à discussão pública o tema da igualdade de direitos face à lei em diversas vertentes.
Quer fazer crer que foi a sociedade que naturalmente promoveu as mulheres, sem que estas para tal tivessem contribuído? Mas que grande falsidade! Se assim fosse, se tivessem tido um papel irrelevante na emancipação feminina, como se explicaria o ódio - sim, o ódio - que as feministas granjearam junto da sociedade mais conservadora?
- E porque hão-de as feministas de ser "falhadas nas suas experiências pessoais e desilusões sentimentais?" Deixe-se lá de clichés! Que as feministas fossem um bando de frustradas seria, de facto o consolo de muita gente, mas felizmente a realidade não é a preto e branco.
- As quotas são aplicadas para se resolver a mal o que nunca mais se consegue resolver a bem e destina-se a discriminar positivamente uma minoria sociológica: as mulheres.
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De Vento a 08.03.2018 às 19:25

Coitadinhas das mulheres que foram instrumentalizadas na II GG porque os homens andavam a morrer também por elas; e elas tiveram que se fazer à vida também por elas.
Qual promoção se refere? Vai ver que as mulheres conquistaram direitos por elas mesmas e não pela evolução da sociedade. Creio que lhe passou ao lado o sentido do meu comentário.
Falhadas são aquelas que se escudam por detrás de causas para compensar suas frustrações. É diferente. E vemos muito isto na saloiada que hoje pulula pelas sociedades, com homens à mistura.
Vai ver que basta colocar umas mulheres como figurino em uma qualquer instituição para que tudo fique resolvido.
A Teresa com essa só mostra a superficialidade da "causa".
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De Teresa Ribeiro a 08.03.2018 às 21:34

Em que se baseia para presumir que todas as mulheres que defendem as causas feministas se escudam nelas para compensar as suas frustrações? Eu respondo: baseia-se no seu preconceito, na recusa em aceitar que o que está na raiz destes movimentos é justo, logo algo em que qualquer mulher bem resolvida se pode rever. Na sua opinião, só o desequilíbrio emocional e a frustração justificam o descontentamento das mulheres relativamente à condição feminina, a seus olhos tão fantástica. Percebo-o bem demais. Como o Vento há muitos. Por isso é que as coisas ainda são como são.
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De Vento a 08.03.2018 às 21:53

Pois, como sempre a veia feminina da vitimização. Pensava eu que as feministas não tinham nada de femininas. Apanhou o Vento para desestruturar-lhe as convicções. E reage mal ao contraditório.

Vamos lá, Teresinha. O desenvolvimento da raiz feminista explicitei no meu primeiro comentário. Se lhe parece enviesado, conteste com a razão e não com essas emoções tão caracteristicamente femininas. A base feminista, que absorve o princípio do livro de Simone de Beauvoir, tem na sua estrutura a sociedade patriarcal então vigente. E parece-me que a Teresa é feminista não pelos princípios mas porque sim. Podia ter arranjado uma outra causa que estivesse à mão. Nos anos 80, morre esta onda. Para regressar agora com mulheres machas a quem lhe incomoda o machismo e que até entendem que submeterem-se a figurinos por quota é uma justa razão para a sua "libertação".

Sim, como o Vento há muitos. Felizmente. Eu gostaria de ver a mulher tratada com mais dignidade.
Mas não se engane, Teresa. O problema da mulher é a própria mulher.
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De Vlad a 08.03.2018 às 22:30

"Vamos lá, Teresinha"

O diminutivo como menorização do interlocutor....vai-te tratar beato...zelota frustrado....

"a sociedade patriarcal então vigente"

A culpa pelo martírio das mulheres têm sido as malditas religiões, em que a mulher é vista invariavelmente como agente do mal....uma história com milénios



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De Vento a 08.03.2018 às 23:13

Já vi que o meu caro tem uma veia feminina bastante acentuada. Mas não tome a peito o que diz respeito a outros. Você infantiliza a Teresinha pretendendo substitui-la nas respostas.
Meu caro...
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De Vlad, o Emborcador a 08.03.2018 às 23:32

Respondo, porque sou estúpido. Deveria estar a ler a esta hora....mas sou muito sanguíneo. ...a Teresa é mais esperta do que eu. Deve estar maribando-se e muito bem.
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De Vento a 08.03.2018 às 23:44

Não é muito difícil a Teresa ser mais esperta que você. Ela sabe calar-se quando não tem resposta.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 18:44

Só agora vi este seu "simpático" comentário: a questão é que não vivo online - faço questão. Sei que é cada vez mais bizarro, mas não tenciono perder o hábito. Portanto, sim, às vezes demoro horas e até dias a voltar ao blog. Não se precipite, portanto, a interpretar ao seu jeito os meus silêncios prolongados. Imagino que "saber calar-se" é uma virtude que aprecia muito nas mulheres, mas nem sempre as coisas são o que (lhe) parecem.
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De Vento a 09.03.2018 às 20:23

Mas também tem um defeito, escreve para nada dizer sobre o tema. Preenche somente muito espaço para fingir que responde às questões.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 11:51

Pois, Vlad, o Ventinho gosta muito de recorrer a diminutivos quando se dirige a meninas. Macho que é macho - pensa ele - faz assim.
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De Ventinho a 09.03.2018 às 12:02

Macho que é macho, pensa a menina, tem de usar lacinho cor-de-rosa ao pescoço.
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De Vlad a 08.03.2018 às 22:12

Teresa, o Vento sabe de coração a Biblia!

Do que estava à espera?

O mal vem de longe, pelo menos desde o Génesis!

PS: Na mitologia nórdica não conheço deusas semelhantes a Eva/Lilith/Pandora, responsáveis pela queda/corrupção do mundo da Idade de Ouro...talvez por isso as mulheres nórdicas acompanhassem, armadas, os homens em batalha....e sejam por lá respeitadas - A Noruega, Islândia, Dinamarca tiveram/têm P.M mulheres


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De Vento a 08.03.2018 às 23:03

Sim, já reparei que você transforma o mito em realidade. Mas desconhece que a mitologia que refere não é somente nórdica. É também germânica.
Admira-me que o meu caro, tão conhecedor da mitologia nórdica, e tão politicamente correcto feminista, esqueça de mencionar que Ódin, ou Alfadur (todo pai), era tido como filho de uma divindade superior a ele, não criada e eterna.
Falamos de um ser masculino.
Se quiser, chegue-se à frente uma vez mais.
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De Vlad a 09.03.2018 às 12:50

"Na mitologia nórdica não conheço deusas semelhantes a Eva/Lilith/Pandora, responsáveis pela queda/corrupção do mundo da Idade de Ouro/Expulsão do Éden."

O que que isso tem a ver com Ódin/Wotan (mitologia nórdica=germânica)?


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De Vento a 09.03.2018 às 20:10

Vou por pontos, para ver se nos entendemos e se o meu caro avança um pouco mais em suas considerações ou meditações sobre a Vida:

No mito da criação judaica encontramos Adama (Adão), que significa terra boa, terra fértil. Neste barro é insuflado o Sopro (Espírito de Deus) da Vida; e daqui surge o Homem. Do Homem surge a companheira Eva, que também se pode designar por cheia de vida, isto é, fecunda.

Neste cenário apresenta-se um anjo rebelde, que é conhecido por diabo, isto é, separador.

Acontece que neste paraíso não é o pecado que está em causa, mas a tentação. E a tentação é precisamente o Homem pretender ser como Deus.
Renegando essa condição de húmus (de terra que depende do Sopro, o Espírito de Deus, para sua fecundidade), o Homem aceita-se como detentor da Vida e da Morte, sendo esta última a causa das injustiças e arbitrariedades, e neste constante elevar-se acima dos outros e acima de Deus resulta a separação do Homem por via da diversidade de línguas (vide Torre de Babel); e quiçá do feminismo narcísico (é uma provocação), daquele que se assume com o poder de ceifar Vidas no ventre materno, e até incentiva esta prática.

Desta atitude resulta a separação entre Deus e o Homem, e a arbitrariedade passa a reinar no mundo.

Avançando agora um pouco mais.

Contrapondo esta atitude separadora, a teologia cristã oferece o Novo Homem, Jesus, e a Nova Eva, Maria. Isto é, a Nova Criação e a Nova Criatura. Assim, Deus (re)entra no Mundo para uma Nova Aliança através de Maria, do seu "Fiat", isto é, "Faça-se". Por isto mesmo se afirma que Maria é co-redentora.
A esta Maria também lhe aparece um anjo, desta feita Gabriel ( que do aramaico resulta a tradução por homem forte de Deus), para anunciar que esse Filho nascerá da acção do Espírito. Consequentemente, este Logos, ou Verbo, Palavra, não só encarna como também passa a ser Espírito e Vida para todos os viventes, os que aceitam a dádiva.

Espero que tenha resumido o assunto de forma clara e sem grandes erudições, para que todos possam compreender o sentido bíblico. Essa mesma Bíblia que tanto o atormenta, Vlad.

Tenha um bom proveito. Concluo.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 11:53

Pois. Muito estereotipado, este Vent..inho
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De Vento a 09.03.2018 às 12:07

Já reparei que se sente tocada pelos meus comentários. Dou por bem empregue o tempo.
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De Vlad, o Emborcador a 08.03.2018 às 21:48

E os falhados que se compensam na Religião judaico cristã?

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De Vento a 08.03.2018 às 22:08

Também os existe, à semelhança daqueles que se julgam sucedidos em um não sei quê.
Mas será que essa sua pergunta serve para encobrir a falta de argumentos?
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De Vlad, o Emborcador a 08.03.2018 às 23:29

Prefiro factos a argumentos.

Existe desigualdade de género e não é "natural":

Há duas décadas que os homens estão em desvantagem no ensino superior. Este ano há menos 26 mil alunos que alunas em universidades e politécnicos. A presença é mais forte mas não traz igualdade

https://ionline.sapo.pt/264553
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De Vento a 08.03.2018 às 23:49

Meu caro, mas afinal de que falamos? Do movimento narcísico, denominado de feminista, ou de desigualdades sociais?
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De José Santos a 08.03.2018 às 22:32

" Essa do "movimento narcísico", nem comento. passo." Faz muito bem, pois se comentasse iria deparar com muitas dificuldades.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 11:54

José Santos, com essa é que me deixou... wordless.
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De Vlad a 08.03.2018 às 22:36

Os movimentos sufragistas femininos nascem com os movimentos anárquicos e socialistas, ainda no séc XIX, sobretudo no mundo anglo-saxônico....

Sobre o que se passava em Portugal até à década de 60-70, do séc XX, é melhor nem falar...
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De Vento a 08.03.2018 às 23:08

Deixe-se de conversas, Vlad. Não me venha com historietas sufragistas para desviar a atenção do tema.
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De Vlad, o Emborcador a 09.03.2018 às 08:25

Os movimentos sufragistas femininos estão indissoluvelmente associados aos movimentos feministas - não fazer depender um Direito político do Género

Ex:Mother Jones, Mary Wollstonecraft, Elizabeth Cady Stanton, Susan Anthony...
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De Vento a 09.03.2018 às 11:46

Isso é um romance feito por si, Vlad. O movimento sufragista tem suas raízes não nas causas feministas mas na urbanização e industrialização do século XIX. É uma sociedade em transformação que origina o avanço social e diminui as disparidades sociais.
Esses mesmos movimentos incluíam homens, operários, que em outro sentido, mas para uma causa comum, homens e mulheres, introduziram outros avanços sociais.
Portanto, não faça de uma birra dita feminista, que mais não é que um movimento narcísico de pseudo-libertas, a génese da luta por uma maior igualdade social.
Elizabeth Cady Stanton e Susan Anthony são aquelas que mais tarde influenciam os activistas na luta contra a escravidão. Portanto, não confunda a participação de mulheres nas causas sociais com a degradação saloia e pseudo-feminista que hoje corre mundo.
Curiosamente, é a Nova Zelândia, em 1883, o primeiro país a permitir o voto feminino. E sem quaisquer revoluções feministas.
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De Vlad a 09.03.2018 às 12:41

"O movimento sufragista tem suas raízes não nas causas feministas mas na urbanização e industrialização do século XIX."

Presumo, pela mesma linha de raciocínio, que a Democracia surgiria, naturalmente, sem democratas. Os Direitos Civis dos afro-americanos, surgiriam naturalmente sem a pressão e a iniciativa da população negra do sul dos EUA. A liberdade de culto religioso surgiria, naturalmente, sem a pressão de outras confissões (veja a história do Protestantismo em Portugal, no séc XIX). Os movimentos operários em defesa dos Direitos laborais surgiriam, naturalmente, sem a contestação do operariado...e assim por diante....

Não seria necessário, então, mexer uma palha....o Progresso, por si, traria tudo em bandeja.

A dinâmica da sociedade depende da contestação daqueles que dela se vêm excluídos. Por si só o Progresso até pode, como nos tempos presentes, abolir Direitos há muito consagrados.

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De Vento a 09.03.2018 às 13:06

Meu caro, você presume o que lhe der mais jeito. Se não é capaz de aceitar a evidência, eu deixo-o com os seus pressupostos.
A génese do movimento sufragista é a urbanização e industrialização do século XIX.
A génese do movimento feminista, bem exposto no livro de Simone de Beauvoir, mais tarde adoptado por essa causa, é o que já referi.

O meu caro tem de conter a sua presunção em pretender saber tudo, mas revela não saber assim tanto.
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De Vlad, o Emborcador a 08.03.2018 às 23:21

"Não existe igualdade de género da mesma forma que não existem igualdades entre os do mesmo género."

Outra pérola :

Mulheres participam menos na força de trabalho e têm maior probabilidade de desemprego

http://expresso.sapo.pt/economia/2018-03-07-Mulheres-participam-menos-na-forca-de-trabalho-e-tem-maior-probabilidade-de-desemprego#gs.wpXmhyM

"Número de mulheres grávidas forçadas a deixar o emprego duplicou"

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-08-31-Numero-de-mulheres-gravidas-forcadas-a-deixar-o-emprego-duplicou

https://www.publico.pt/2016/06/13/sociedade/noticia/quando-sandra-disse-que-estavagravida-o-seu-contrato-a-15-dias-caducou-1734895

DESIGUALDADE DE GÉNERO: MULHERES GANHAM METADE QUE OS HOMENS NA ALEMANHA

https://lifestyle.sapo.ao/vida-e-carreira/novidades-vida-e-carreira/artigos/desigualdade-de-genero-mulheres-ganham-metade-que-os-homens-na-alemanha


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De Vento a 08.03.2018 às 23:33

Mas você repetiu a pérola que eu ofereci. Só confirma a veracidade do que escrevi.
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De Vlad, o Emborcador a 09.03.2018 às 08:06

Não. O que vossa excelência faz é minorar a importância do movimento feminista - exigência de uma justiça de direitos que não varie conforme o género - contendo-o numa outra discussão, mais geral e diferente, de desigualdade social.

"Não existe igualdade de género da mesma forma que não existem igualdades entre os do mesmo género."

Como facilmente se constata pelas referências jornalísticas a discriminação social e laboral sublinhadas depende, exclusivamente, da condição do ser-se Mulher. Exclusivamente. Diferentemente de outras desigualdade sociais cujas causas são bastante mais latas -acesso à educação, saúde, habitação, alimentação, localização geográfica (litoral /interior ), instituições de apoio culturais (Bibliotecas, etc)




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De Vento a 09.03.2018 às 11:48

Não há nenhum movimento feminista, meu caro. Existe um movimento narcísico. O meu caro anda baralhado. Precisa repousar mais.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 11:59

O truque do Vento é velho, Vlad. Quando não se consegue argumentar contra factos, distorce-se a conversa confundindo temas, ou seja, entra-se no domínio da desonestidade intelectual.
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De Vento a 09.03.2018 às 12:13

Teresa, a menina é mesmo boa na gramática. Essa da desonestidade intelectual está aí até aparecer uma nova. É só para encher espaço.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 18:57

"A menina", variante de "Teresinha" e na raiz a mesma soberbazinha machista: distorcer conversa, confundindo temas para dribalar os argumentos do oponente é algo que se traduz por desonestidade intelectual, caríssimo. Onde é que está a dúvida?
Mas não responda, que a pergunta é retórica. Para mim, chega.
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De Vento a 10.03.2018 às 21:30

Jamais deixaria uma feminista angustiada sem receber resposta de um machista como eu. No entanto, como não passo a vida online, peço desculpa por só agora o fazer.
Um machista contemporiza com o génio feminino de uma feminista e aceita qualquer pergunta retórica.
Pode ser assim como diz.
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De Lucklucky a 08.03.2018 às 12:40

Feminismo hoje é Marxismo nada mais.

A autora pode começar por explicar porque não se ouviu nada das Feministas sobre que o pintor que os Obama escolheram que gosta de de pintar cabeças de mulheres brancas decepadas. Não é homens é mulheres.

Imagine-se se fosse Trump. Abria telejornais e fazia capas dos jornais.

Assim se vê o que é o Feminismo: Silêncio quando conveniente.

"Dispensarão estas senhoras dois minutos de reflexão sobre o tema da violência contra as mulheres?"

Facilmente bem mais que as Feministas. Veja-se a censura das feministas a Ayaan Hirsi Ali por exemplo.
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De Teresa Ribeiro a 08.03.2018 às 18:51

Quem não é marxista para si? Aposto tudo em como é dos tais que também acha que o Papa Francisco é comuna. Acertei?
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De Lucklucky a 08.03.2018 às 20:15

Noto que não respondeu ao comportamento das feministas que referi.

Mas eu respondo. Boa parte dos socialistas do Séc XIX não eram Marxistas. Hoje são.

Continua a confusão de conceitos. Um Comunista é Marxista, mas um Marxista não precisa de ser Comunista.
Comunismo é só um dos métodos do Marxismo. Existiu enquanto os Marxistas se queriam responsabilizar. Hoje boa parte não querem.
Os Fascistas são Marxistas também.
O Politicamente Correcto outro instrumento Marxista.

Um Marxista moderno - ou seja conhecedor da História - não se quer responsabilizar, convive bem com o Capitalismo pois usa-o como espantalho para ganhar poder além de lhe pagar as contas- permite não se responsabilizar por nada e acusar o Capitalismo. E isto sem ter a cabeça em risco do ataque dos seus pares.

O confortável guardião da moral.

Veja-se os empregos que os Marxistas privilegiam.
A quantidade de Marxistas que mandam nas Fundações de "grandes grupos económicos" ou trabalham em Publicidade ou vão para os Jornais ou Educação onde aumentaram o âmbito das Ciências Sociais exponencialmente.

Tudo áreas soft onde as coisas não precisam de funcionar. Trabalham com palavras,.. Se o texto está errado nada acontece, é só um texto, nunca há consequências. Se os alunos sabem ou não sabem é mais uma área cinzenta. Ninguém vai verificar os artigos de jornal onde se dizia que não haveria mais neve no inverno ou que o petróleo iria acabar...
É este o mundo do Marxista moderno e é ao mesmo tempo a sua vantagem e a sua perda esta recusa.

Não têm de lutar contra a física, contra a natureza onde a realidade é muitas vezes dura, binária . Contra o material que se quebra e se tem de arranjar a solução que mais ninguém descobriu ainda.
Se partiu não há um texto que salve a situação. E tem de ser resolvido no dia seguinte, não é "esquecível".
Um texto, um desenho é algo maleável. Uma ponte que cai, uma operação médica que correu mal não se apaga nem se esquece. Tal como a comida que não chega às lojas e apodrece em armazém com os supermercados vazios.
O Comuna queria lidar com isto tudo e falhou. O Marxista moderno viu que há alternativa mais confortável. O mundo soft da Educação, do Jornalismo, da Publicidade.

O Papa é Marxista. Não me parece que seja Comuna.
Como tal arrisca-se a transformar a Igreja numa mera ONG sem História.
Não acertou.
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De Vlad, o Emborcador a 09.03.2018 às 18:53

Em duas linhas qual a diferença entre comunistas e marxistas?
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De João André a 08.03.2018 às 13:09

De acordo Teresa. Feminismo e Feminidade pouco se relacionam. Ambos podem perfeitamente ser também domínio dos homens. E nenhuma mulher tem obrigação de ser qualquer delas ou sequer alguma delas.
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De Beatriz Santos a 08.03.2018 às 15:00

Na verdade a distinção entre ser feminina e ser feminista não faz sentido. Julgo que é dita por muita gente sem uma reflexão prévia e sensata. Eu mesma já a usei e alguém fez o favor de me mostrar a inconsequência de tal opinião. Sou, por princípio, contra dias disto e daquilo, mas abro algumas excepções, gosto do dia da música, do dia da poesia por exemplo. Não consigo avaliar se vale a pena haver um dia da mulher. Não me sinto particularmente confortável com o caso, se penso nisso fico até ligeiramente ofendida.
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De Teresa Ribeiro a 08.03.2018 às 19:11

Vale a pena, Beatriz. Porque há mulheres que vivem um inferno neste mundo e este dia dá-lhes visibilidade, alerta consciências, dá força aos movimentos que as apoiam. Infelizmente este dia é necessário, mas pelos piores motivos, por isso não compreendo como é que acriticamente tantas mulheres aceitem "comemorá-lo".
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De Psicogata a 08.03.2018 às 15:29

Há mulheres, infelizmente são muitas, que envergonham a sua condição de mulher. Homens há que também o fazem, mas estamos a falar de mulheres.
Em relação ao feminina e não feminista, existe ainda muita dificuldade em distinguir os termos e em saber os seus significados, muitos estereótipos e muitos mitos.
Sou feminista, sempre fui, no entanto discordo de muitos temas e polémicas lançados por feministas, fazem demasiado ruído com detalhes insignificantes desviando a atenção dos que são realmente importantes e depois desacreditam toda a classe.
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De Teresa Ribeiro a 08.03.2018 às 18:49

Também me incomoda o exagero e o fanatismo e a desonestidade intelectual de certas feministas. Essas, embora estando em minoria, por fazerem muito ruído e suscitarem polémica prestam um péssimo serviço a todas as outras. Mas não se pode confundir a árvore com a floresta.
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De Anónimo a 08.03.2018 às 22:37

"Essas, embora estando em minoria," O problema é que estão em maiorias.
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De Teresa Ribeiro a 09.03.2018 às 12:02

Ai sim? E baseia esse palpite em quê?
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De Corvo a 10.03.2018 às 12:41

Caro Vento.
Transcrevendo-o. "Existe, isto sim, um direito Universal à dignidade do Ser bem como o respeito pela diversidade cultural, religiosa, política, social."
E que proveito traz às mulheres se esse direito é sistematicamente violado?
De que adianta às ovelhas fazerem manifestações a favor do vegetarianismo se os lobos tiverem uma opinião diferente?
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De Vento a 10.03.2018 às 22:58

Que proveito traz a um homem esse direito ser sistematicamente violado? Quer transformar uma desigualdade social numa causa de um não sei quê?

Quer que as ovelhas pastem sem pastor, por serem cegas?
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De Corvo a 10.03.2018 às 23:35

Um homem, um homem, sempre o homem.
Está tão obcecado com o homem que me responde sem interpretar devidamente a pergunta.
Que proveito traz às mulheres? O que ganham elas com isso? Com esses direitos universais que, qual farol a espalhar luminescência, trouxe para cá.
" numa causa de um não sei quê?" Então se não sabe não a discuta.
Um homem...a porcaria do homem. Faz tanta falta a uma mulher um homem como uma bicicleta a um peixe.
Se bem que, duvido que entenda. O "pastor" para as ovelhas elucidou-me convenientemente até aonde lhe vai o discernimento interpretativo.

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De Vento a 11.03.2018 às 10:54

O Corvo responde com gincana para fingir ter grande discernimento. O seu só vê a mulher; e como só vê a mulher é natural que não saiba o que significa Universal. Aliás, o movimento narcísico é isso mesmo, passar por cima dessa Universalidade para se concentrar em si mesmo
Por último, quem quer ser ovelha sabe que não pasta por si mesma. Tem de ter pastor. Mas como as ovelhinhas não querem pastor, aceitam um qualquer redil que não obrigue a qualquer esforço para alimentarem-se. Daí que até quotas sirvam para figurino.

Recomendo-lhe o estudo sobre o que é (foi) verdadeiramente o movimento feminista. Como não tem termos de comparação é natural que também fique por um não sei quê.
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De Corvo a 11.03.2018 às 15:25

Sinta-se aplaudido...e dono da bicicleta.
Terminado, valeu?
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De Vento a 11.03.2018 às 21:41

Valeu o quê?
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De Faty Laouini a 10.03.2018 às 21:57

Excelente artigo.
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De Teresa Ribeiro a 12.03.2018 às 13:35

Obrigada, Fátima

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