Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Falando em "símbolos coloniais"

por Pedro Correia, em 23.02.21

 

Nas últimas semanas tem havido muita discussão nas redes sociais, em Portugal, sobre a manutenção de "símbolos coloniais". Por vezes com vocabulário datado de há meio século e hoje totalmente ultrapassado. Qualquer folheto ou documentário de propaganda turística demonstra como o adjectivo colonial foi reabilitado, entre elogios ditirâmbicos à «arquitectura colonial», à «gastronomia colonial» e até à «atmosfera colonial» nas mais diversas paragens. Não faltam aliás, ainda hoje, países com possessões coloniais - com destaque para França, Holanda, Reino Unido, Dinamarca e até os Estados Unidos.

Alguns por cá, tolhidos por absurdos complexos de inferioridade e totalmente incapazes de assumir a História com as suas luzes e sombras, não perdem uma oportunidade de esgrimir contra "símbolos coloniais" - seja aos gritos contra a toponímia (como a da Praça do Império, em Lisboa) ou na diabolização de palavras consideradas malditas (como ocorreu na polémica em torno do putativo Museu dos Descobrimentos), passando pela vandalização de estátuas (como a do Padre António Vieira) ou até pela demolição de monumentos (como sugere um deputado socialista, aludindo ao Padrão dos Descobrimentos), mimetizando a histeria em curso nos States. 

Em qualquer dos casos, pretende-se submeter factos passados ao crivo de cartilhas ideológicas actuais em nome da correcção política. Ignorando vozes sábias, como a de Ramalho Eanes, que muito recentemente declarou: «Sem império, dificilmente teríamos mantido a independência em certas épocas. Seríamos uma Catalunha.»

 

Enquanto por cá isto se passa, vale a pena revisitarmos países e territórios que já fizeram parte do império colonial português. Para verificarmos como os símbolos históricos relacionados com Portugal são hoje ali encarados no espaço público. Proponho-vos uma pequena digressão em imagens oriundas de África, América, Ásia e Oceânia.

Sem lamúrias nostálgicas mas com respeito integral pelo tempo que passou.

 

diogo gomes mindelo.jpg

Mindelo, Cabo Verde: estátua do navegador Diogo Gomes

 

Farim.JPG

Farim, Guiné-Bissau: padrão evocativo do Infante D. Henrique

 

76_big[1].jpg

Huambo, Angola: estátua de Norton Matos, governador (1912-1915) e alto-comissário (1921-1924)

 

J santarém p escobar j de paiva.jpg

São Tomé: estátuas dos navegadores João de Santarém, Pero Escobar e João de Paiva

 

vasco-da-gama.jpg

Ilha de Moçambique: estátua de Vasco da Gama

 

tomé souza salvador.jpg

Salvador, Brasil: estátua de Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil (1549-1553)

 

OldGoa-ViceroyArch.jpg

Goa: Arco dos Vice-Reis, com estátua de Vasco da Gama 

 

damão aniceto rosário e.jpg

Damão: monumento aos portugueses que «morreram pela pátria»

 

450px-NunoCunhaDiu.jpg

Diu: estátua de D. Nuno da Cunha, vice-rei da Índia (1529-1538)

 

Jorge alvares.jpg

Macau: estátua do navegador Jorge Álvares

 

Díli padrão henriquino.jpg

Díli, Timor-Leste: padrão evocativo do Infante D. Henrique


50 comentários

Sem imagem de perfil

De V. a 23.02.2021 às 08:19

Esse Ascenso é um idiota chapado e nunca devia ter deixado a lavoura. São os piores estes labregóides arrogantes sem cultura que saem debaixo de umas chapas de zinco a pensar que têm ideias interessantes para o mundo.

Isto é o tipo de gente que as escolas públicas andam a fabricar, transformadas em madrassas do esquerdismo mais abjecto por milhares de professores quase tão ignorantes como os seus alunos. Incultos e estúpidos, com o instinto apurado para a cópia, o pouco que conhecem ou passou num telejornal ou estava na net em brasileiro.
Perfil Facebook

De Antonio Maria Lamas a 23.02.2021 às 11:44

Excelente comentário. Gostava de escrito isto:
"labregóides arrogantes sem cultura que saem debaixo de umas chapas de zinco a pensar que têm ideias interessantes para o mundo."
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.02.2021 às 14:07

Excelente comentário V !
Mas eu diria mais: Ascenso é a estatua perfeita de uma aberração demente.
Imagem de perfil

De SAP2ii a 23.02.2021 às 08:32

Para o Bloco de Esquerda, Livre, Câmara Municipal de Lisboa e alguns dentro Partido Socialista... isso é tudo para deitar abaixo.
E para a IL, ao defender a mesma Liberdade internacionalista contra as Nações, e ser da facção da Comissária Europeia que queria arrancar as vinhas do Douro, também não sei.
É o Regime Abrilista no seu esplendor, todos ufanos, de cravo na lapela, cantando loas.
Sem imagem de perfil

De João a 23.02.2021 às 11:17

"É o Regime Abrilista no seu esplendor,"
O anterior é que era bom. Aí é que éramos livres para fazermos o que quiséssemos.
Sem imagem de perfil

De V. a 23.02.2021 às 11:49

Vocês repetem sempre a mesma burrice. Parece ser a única validação possível deste regime: não ser o outro.

Bela merda.
Imagem de perfil

De SAP2ii a 23.02.2021 às 12:23

1. Muito mais livres do que agora.
2. Agora têm localizadores de voz, escrita e imagem que nos vigiam a toda a hora e em qualquer lugar (smartphones, computadores, apps, drones, câmaras de vigilância em todas as ruas, etc,).
3. As leis abrilistas de acesso às chamadas telefónicas são muito mais permissivas e anti-democráticas do que antes do 25Abril74.
4. O sonho das pides e de todas as censuras tornou-se uma realidade.
5. E vem você falar do «antes»?
6. Não há Liberdade sem Identidade.
7. Não há Liberdade sem alguma perda de Liberdade.
Sem imagem de perfil

De Vento a 23.02.2021 às 12:47

O meu caro João não sabe o que é "fazermos o que quiséssemos". O BE, PS, Livre e Pan e outros encapotados são os caciques estalinistas do século XXI. E como caciques que são entendem que fazer o que se quiser depende da vontade e decisão deles.
Para você entender o que é "fazer o que quiséssemos" dir-lhe-ei que tudo quanto você é resulta da construção que realiza em si, no seu interior, do que lhe vem de fora. A imagem que você realiza de alguém - a voz, o conteúdo das palavras...- e as emoções que se geram ocorrem no interior de si mesmo e são por si fabricadas. Assim, você faz de sua vida e de sua memória uma dependência do que ouros realizam em si. Consequentemente você é um escravo daquilo que permite que outros realizem em sua vida; e sem nunca saber o que você faz de si.

Como os seus mentores, aqueles que acima referi, são caciques por natureza, também neles se processa a escravidão que oferecem. Como tal, se você pensar em termos de época e de sistemas e do que outros lhe trazem para determinar sua liberdade e autonomia nada mais fará que continuar a ser escravo do que outros realizam sem nunca saber o que fazer de si.
Por este mesmo motivo, e usando uma realidade concreta, você usa conceitos abstractos pensando que eles são racionais.
Você não sabe realmente onde é, e o que é, o norte, o sul, o este e o oeste, pois o norte, sul, este e oeste são meros pontos convenientes por outros estabelecidos e que você julga que o guiam.
Neste sentido, quando o homem não sabe o que fazer olha para o céu pensando que acima dele está o polo norte e até mesmo, por vezes, que se senta nele e tudo o mais a seus pés.
Porém um dia você e aqueles que acima referi dar-são cota que afinal a terra gira. E que olhando para cima você concentra-se em um e no mesmo ponto e está perdendo a direcção.
Perfil Facebook

De Otto Solano a 23.02.2021 às 09:24

A mediocridade e a estupidez iniciaram sua campanha com o assim chamado „acordo (aborto) ortográfico“ e parece terem encontrado terreno fértil para prosseguirem a tarefa com o desvirtuar da História e da Cultura em geral.
Imagem de perfil

De SAP2ii a 23.02.2021 às 12:27

1. Haverá cerca de 6.000 idiomas no mundo. Porém, as palavras mais comuns têm sons parecidos.

2. Cerca de dois terços dos 6.000 idiomas falados no mundo usam sons semelhantes para descrever os conceitos e os objetos mais comuns, segundo um estudo linguístico internacional publicado em 2016 no “Proceedings of the National Academy of Sciences “(Pnas).

3. Este dado desafia um dos princípios fundamentais da Linguística, segundo o qual a relação entre o som de uma palavra e o seu significado é completamente arbitrário.

4. "Estes padrões simbólicos de sons aparecem repetidas vezes ao redor do mundo, independentemente da dispersão geográfica dos humanos e da linhagem da língua. Parece haver algo sobre a condição humana que conduz a estes padrões. Não sabemos o que é, mas sabemos que está lá" (Morten Christiansen, diretor do Laboratório de Neurociências Cognitivas da Universidade Cornell, New York).

5. Por exemplo, na maioria dos idiomas, a palavra para "nariz" tem maior probabilidade de incluir os sons "neh" ou "oo" (como no inglês, "nose"), afirma o estudo. A palavra para "língua" é "susceptível de ter" a letra 'l', e os sons do 'r' costumam aparecer nas palavras para "vermelho" ("red, em inglês) e "redondo".

6. Para o estudo, os cientistas analisaram dezenas de palavras do vocabulário básico em 62% dos mais de 6.000 mil idiomas atuais do mundo, como pronomes, partes do corpo, animais, adjetivos e verbos para descrever movimentos. Não todas, mas "uma proporção considerável das 100 palavras do vocabulário básico tem uma forte associação com tipos específicos de sons da fala humana", afirma o estudo.

7. "Não quer dizer que todas as palavras tenham estes sons, mas a relação é mais forte do que esperávamos". São necessárias, porém, mais pesquisas para entender porque alguns sons estão vinculados a certas palavras.

8. Os coautores do estudo trabalham na Universidade de Zurique (Suíça), na Universidade de Leiden (Holanda), no Instituto Max Planck para a História da Ciência (Alemanha) e na Universidade de Leipzig (Alemanha).
Sem imagem de perfil

De sampy a 23.02.2021 às 09:55

Em abono da verdade: também houve, nas antigas províncias ultramarinas, bastantes estátuas apeadas e alguns monumentos derrubados.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.02.2021 às 11:07

Creio bem que sim. Há alguns anos o movimento indiano Freedom Fighters andava a pedir que se eliminasse este tipo de monumentos de Goa.
Há também todos aqueles nomes de povoações que, lamentavelmente, foram alterados. Por exemplo, o belo Porto Amélia (em homenagem à francesa esposa do rei D. Carlos) que foi transformado em Pemba.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.02.2021 às 10:04

vozes sábias, como a de Ramalho Eanes, que muito recentemente declarou: «Sem império, dificilmente teríamos mantido a independência em certas épocas. Seríamos uma Catalunha.»

A que "épocas" concretas se referia Ramalho Eanes, em que o império preservou a nossa independência?

Eu só posso imaginar uma tal "época", as invasões napoleónicas, em que o rei fugiu para o Brasil.
Sem imagem de perfil

De João a 23.02.2021 às 11:15

Sem império estaríamos como a Catalunha?
Quer dizer que o Império só nos prejudicou? Provavelmente é verdade.
Sem imagem de perfil

De V. a 24.02.2021 às 17:45

Quer dizer que o Império só nos prejudicou? Provavelmente é verdade.

É mais do que óbvio que sim. O próprio Camões deixou esse prognóstico no Velho do Restelo, um momento raro de clarividência entre os papalvos da nossa tribo.

Já temos a tele-escola formatada para alunos africanos, portanto algo correu exactamente tão mal como o Velho previa.

Lá está, como se diz tem T-os-M, o Diabo não é Diabo por ser mau, é Diabo por ser velho.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.02.2021 às 11:54

Considerar a Gronelândia e as ilhas Faroe como colónias da Dinamarca parece-me a modos que abusivo. Trata-se, que eu saiba (posso saber mal), de territórios que nunca foram colonizados pelos dinamarqueses, somente a sua administração foi entregue à Dinamarca.

Da wikipedia: "the Faroe Islands have been self-governing since 1948, controlling most areas apart from military defence, policing, justice, currency, and foreign affairs. Because the Faroe Islands are not part of the same customs area as Denmark, the country has an independent trade policy, and can establish trade agreements with other states"

"In 1979, Denmark granted home rule to Greenland; in 2008, Greenlanders voted in favour of the Self-Government Act, which transferred more power from the Danish government to the local Greenlandic government. Under the new structure, Greenland has gradually assumed responsibility for policing, the judicial system, company law, accounting, auditing, mineral resource activities, aviation, law of legal capacity, family law and succession law, aliens and border controls, the working environment, and financial regulation and supervision. The Danish government still retains control of monetary policy and foreign affairs including defence."
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 23.02.2021 às 16:29

Já cá faltava um leitor a responder em "amaricano" quando eu faço questão de escrever em português.

Sobre esse tema, tenho a dizer o seguinte:

Gronelândia: independência, já.
Ilhas Faroé: independência, já.
Sem imagem de perfil

De V. a 23.02.2021 às 11:56

Para nos livrarmos por completo do colonialismo, teremos de nos livrar também do pós-colonialismo que se define a si próprio pelo não-ser, mas também não é nada de novo ou de útil e continua preso aos fantasmas do cocó do Salazar. Esta república (esta gente toda) tem de desaparecer. E isto não é uma metáfora.

A mim, livre desses traumas coloniais, estátuas e trambolhos da história não me fazem espécie nenhuma. Aliás, se deitam isso tudo abaixo ficam sem nada para mostrar aos bifes, porque na realidade estes panascas ainda não fizeram nada que se veja — a não ser subúrbios horríveis cheios de chungaria.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.02.2021 às 12:23

Acho muito bem! Sou pela demolição!
Abaixo as obras simbolo do fascismo!
A ponte 25 Abril
Biblioteca Nacional
As Universidades
Hospitais
O Mosteiro do Gerónimos esse marracho abaixo.
O Mosteiro da Batalha essa inutilidade abaixo
etc etc....
Concluindo e resumindo tudo o que foi feito pelo Estado Novo e para baixo que vá abaixo!
A verdadeira história é de hoje para frente, queremos outra verdade que dignifique a liberdade.





Sem imagem de perfil

De João a 23.02.2021 às 12:55

"O Mosteiro do Gerónimos "
Ou é da minha vista ou a sua literacia não é muito avançada.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 23.02.2021 às 14:04

"Gerónimos" certamente em putativa homenagem ao grande chefe apache que o famigerado "poder branco" dobrou nos EUA.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 23.02.2021 às 16:42

Para isso será preciso criar o Homem-Novo
https://en.wikipedia.org/wiki/New_Soviet_man
que pode acabar nisto:
https://en.wikipedia.org/wiki/Homo_Sovieticus
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 28.02.2021 às 12:22

Esse "homem novo" já morreu há muito.
De velho.
Imagem de perfil

De Isabel Paulos a 23.02.2021 às 12:26

(desculpem o comentário longo.)

O mais impressionante nestes dias nem são os autóctones ascensos palermas, que não passam disso mesmo. Mas o facto de quase se ter que pedir desculpa antes de escrever uma linha ou abrir a boca para enumerar factos, pela simples razão dos mesmos factos não se enquadrarem na narrativa das balelas que habitualmente se dizem sobre as antigas colónias. E nesta ignorância militante tanto têm responsabilidade as tais almas saídas das ‘madrassas do esquerdismo’ (nas palavras do leitor V.) como os mui intelectuais e saloios (quanto mais sofisticados e eruditos se consideram e dizem, mais provincianos se revelam) estudiosos portugueses, que do alto do seu pedantismo pacóvio e deslumbre pelas ‘Oxfords’ deste mundo, desprezam e desconsideram a vida dos portugueses que ao longo dos séculos se foram espalhando pelo mundo, fazendo-as corresponder a catalogações que dizem mais do curto e mesquinho quadro mental dos ditos intelectuais do que da efectiva experiência de vida dos portugueses, a tal que é feita de ‘luzes e sombras’ que raramente são apreendidas e percebidas por quem quer à viva força defender teses (de aparente cunho anglo-saxónico) e para isso recorre a estudos e testemunhos absolutamente orientados e viciados. E eu até aprecio bastante os ingleses, o que odeio é a bajulice provinciana. Os ingleses sabem muito sobre eles e sobre a forma de se valorizarem. Pena que os ‘intelectuaizitos’ lusos se deslumbrem ao invés de aprender como se faz. Aliás, como se fazia, já que hoje em dia nem a elite inglesa sobrevive à doutrinação da ignorância.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.03.2021 às 08:58

E entretanto os ingleses vão mantendo as suas colónias. Tal como os franceses. Quando berravam, noutros tempos, contra o "anacronismo" das colónias portuguesas.
Façam o que eles dizem, não façam o que eles fazem...

Comentar post


Pág. 1/3



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D