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Facto nacional de 2019

por Pedro Correia, em 04.01.20

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NOVOS PARTIDOS NO PARLAMENTO

O ano que agora terminou foi dominado por factos políticos a nível nacional. A 6 de Outubro, os portugueses regressaram às urnas para escolher um novo elenco parlamentar do qual saiu o segundo Executivo liderado por António Costa - desta vez vencedor, embora longe da maioria absoluta que o PS ambicionava. Em 2019, recorde-se, houve dois outros escrutínios: as europeias, a 26 de Maio (triunfo eleitoral do PS, com 33,4%), e as regionais na Madeira, a 22 de Setembro (vitória do PSD, com 39,4%, e a consequente formação de um Governo de coligação com o CDS, facto inédito a nível regional).

Na opinião maioritária dos autores do DELITO DE OPINIÃO, o mais relevante neste conjunto de consultas eleitorais foi a entrada de novos partidos na Assembleia da República - ampliando o que já sucedera em 2015, com a eleição do solitário deputado do PAN.

Desta vez o partido animalista foi muito mais bem sucedido: obteve 3,3% nas urnas, multiplicando por quatro a representação parlamentar. E três forças políticas estreantes passaram a ter assento no hemiciclo: o Chega (1,3%), com André Ventura, a Inciativa Liberal (1,3%), com João Cotrim de Figueiredo, e o Livre (1,1%), com Joacine Katar Moreira.

Onze dos nossos 24 votos distinguiram esta ascensão dos novos partidos parlamentares como acontecimento do ano em Portugal. Em segundo lugar, com seis votos, ficou a degradação do Serviço Nacional de Saúde - facto que não deixou de ser notícia ao longo de 2019.

 

Os restantes sete votos recaíram, isoladamente, noutras ocorrências, confirmando o variado leque de opções aqui registado de ano para ano.

Foram mencionadas desta forma:

- Vitória eleitoral do PS nas legislativas;

- Prepotência de Ferro Rodrigues como presidente da Assembleia da República;

- O fim da "geringonça";

- Greve dos camionistas de matérias perigosas;

- O novo sindicalismo;

- Violência doméstica;

- A maior carga fiscal de sempre.

 

 

Facto nacional de 2010: crise financeira

Facto nacional de 2011: chegada da troika a Portugal

Facto nacional de 2013: crise política de Julho

Facto nacional de 2014: derrocada do Grupo Espírito Santo

Facto nacional de 2015: acordos parlamentares à esquerda

Facto nacional de 2016: Portugal conquista Europeu de Futebol

Facto nacional de 2017: Portugal a arder de Junho a Outubro

Facto nacional de 2018: incúria do Estado


2 comentários

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De Luís Lavoura a 04.01.2020 às 17:20

Repare o Pedro Correia no seguinte. Neste post diz, corretamente, as percentagens do voto popular que cada um dos partidos obteve; mas no post anterior da mesma série apenas disse que o Partido Conservador britânico obteve um certo número de deputados - omitindo a percentagem de votos dele!
E (quase) toda a gente faz o mesmo que o Pedro Correia - diz, em relação aos resultados de eleições britânicas, quantos deputados, mas não que percentagem de votos, cada partido obteve!
Se as pessoas lessem os resultados das eleições britânicas também em termos de percentagem do voto popular, e não somente em termos de deputados eleitos - exatamente como fazem para as eleições portuguesas, ou de outros países - apeceber-se-iam de como as vitórias e derrotas no Reino Unido são tanto (ou mais) fruto do sistema eleitoral como do voto popular...
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De Anonimus a 04.01.2020 às 18:08

Acabei de ouvir o distinto PM discursar sobre redução do iva na electricidade e alterações climáticas. Da coerência (o novo aeroporto também é coerente?).
E depois o populismo é de Direita...

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