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Facto nacional de 2018

por Pedro Correia, em 03.01.19

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INCÚRIA DO ESTADO

 

Houve consenso generalizado, entre os autores do DELITO DE OPINIÃO, quanto ao Facto Nacional do Ano: elegemos a reiterada incúria do Estado português na protecção e segurança de pessoas e bens. Isto a propósito de acontecimentos tão diversos - mas todos igualmente dramáticos - como o devastador incêndio de Monchique, que dizimou grande parte do maior pulmão verde do Algarve, a derrocada de um troço da estrada municipal que ligava Borba a Vila Viçosa, causando a morte de cinco pessoas, a queda de um helicóptero do INEM em circunstâncias que estão a ser investigadas, havendo a lamentar a perda de quatro pessoas que se haviam distinguido a salvar vidas humanas, ou ainda as repercussões do roubo de material bélico em Tancos, ocorrido em 2017 mas com desenvolvimentos no ano que agora terminou.

Dezoito dos nossos 26 votos recaíram neste conjunto de ocorrências, cada qual com o seu grau de dramatismo e controvérsia. Não apenas em função do que aconteceu mas devido à incapacidade das autoridades em apurar responsabilidades e aplicar a respectiva e efectiva punição. O que deixa muitos portugueses perante a angustiante convicção de que ninguém, ao nível da administração do Estado, nos protege em verdadeiras situações de perigo.

 

Os restantes oito votos dividiram-se em partes iguais.

Metade destacou o brutal assalto à Academia do Sporting, em Alcochete, cometido a 15 de Maio por cerca de quatro dezenas de elementos da principal claque do clube, o que teve consequências aos mais diversos níveis. Para os assaltantes, que em grande parte se encontram detidos, aguardando a conclusão do debate instrutório; para os jogadores agredidos, vários dos quais decidiram rescindir unilateralmente os contratos que os ligavam ao clube; e para o próprio Sporting, que entrou em convulsão interna, culminando no afastamento do presidente Bruno de Carvalho, a 23 de Junho, por vontade expressiva dos sócios, que em 8 de Setembro elegeram Frederico Varandas para o seu lugar.

Houve ainda quatro votos no facto de Portugal ter conseguido em 2018 o défice mais baixo em democracia, excedendo as previsões da Comissão Europeia e do próprio Governo, com o ministro das Finanças - agora também presidente do Eurogrupo - a antecipar um défice cada vez mais próximo do zero nas contas públicas de 2019.

 

 

Facto nacional de 2010: crise financeira

Facto nacional de 2011: chegada da troika a Portugal

Facto nacional de 2013: crise política de Julho

Facto nacional de 2014: derrocada do Grupo Espírito Santo

Facto nacional de 2015: acordos parlamentares à esquerda

Facto nacional de 2016: Portugal conquista Europeu de Futebol

Facto nacional de 2017: Portugal a arder de Junho a Outubro

 

 


34 comentários

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De Luís Lavoura a 03.01.2019 às 11:20

Eu diria que, dos quatro factos que os delituosos apontam como significando incúria do Estado, um deles (o incêndio de Monchique) não tem nada a ver com incúria do Estado (o qual não poderia evitar o incêndio), mas sim com incúria da sociedade como um todo, e outro (a derrocada da estrada) tem muito a ver com incúria de empresas privadas (as que escavaram as pedreiras) e de cidadãos privados (os que decidiam utilizar aquela estrada), e não somente do Estado.
Mas, é claro, em Portugal somos todos uns coitadinhos, nunca temos culpa daquilo que de mal acontece, a culpa é sempre de outrem, em última análise a culpa é sempre e totalmente do Estado, o qual tem a obrigação de nos pôr a mão por baixo, de nos proteger, porque nós somos umas pobres crianças e o Estado é o nosso papá. É essa a tradição e os delituosos honram-na.
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 11:31

Lá vem o bombeiro de serviço ao Governo. Tira-nódoas Lavoura.
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De Vorph Valknut a 03.01.2019 às 17:03

"última análise a culpa é sempre e totalmente do Estado, o qual tem a obrigação de nos pôr a mão por baixo, de nos proteger, porque nós somos umas pobres crianças e o Estado é o nosso papá"


Quero uma Espada, para não dar trabalho, ao Estado, na minha defesa...ou então uma sachola, caso a espada seja muito cara.

"(o qual não poderia evitar o incêndio)"

Evitar, não. Combatê-lo, eficazmente, sim.

https://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/comandante-afastado-dos-incendios-de-monchique-falhou-em-2012

https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-08-13-Falhou-tudo-no-incendio-de-Monchique


"incúria de empresas privadas (as que escavaram as pedreiras)"

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/relatorio-preliminar-sobre-derrocada-em-borba-responsabiliza-autarquia

És mesmo palhaço….Lavoura

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De Luís Lavoura a 03.01.2019 às 17:20

Não seja néscio. Portugal já tem 40 anos de experiência de grandes incêndios. Grandes incêndios que, aliás, tendem a ser cada vez maiores.

Conclusão, racional: é
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Não seja néscio. Portugal já tem 40 anos de experiência de grandes incêndios. Grandes incêndios que, aliás, tendem a ser cada vez maiores.

Conclusão, racional: é <strong<impossível</strong> combater eficazmente um incêndio que atinge uma certa dimensão, quando a quantidade de massa combustível contínua é suficientemente grande e quando as condições meteorológicas são suficientemente adversas. Impossível.

Se fosse possível, não haveria cada vez maiores incêndios em Portugal.

Se fosse possível, ter-se-ia apagado o incêndio de Monchique, que todos os especialistas em fogos tinham já previsto que aconteceria muito em breve (se não fosse em 2018 seria em 2019 ou 2020).
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De Vorph Valknut a 03.01.2019 às 18:23

Só concordo, com a parte, em que diz:

Não seja néscio.

Os relatórios apontam falhas no combate. Ponto Final Parágrafo

Já agora fica outro:

https://www.dn.pt/pais/interior/queda-de-helicoptero-do-inem-estado-falhou-diz-marcelo-rebelo-de-sousa-10337559.html

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De Luís Lavoura a 04.01.2019 às 09:53

Eu à queda do helicóptero não me referi. Nada digo sobre ela.

Referi-me ao incêndio de Monchique. Acredito perfeitamente que tenha havido falhas no combate a esse incêndio. Mas, mesmo que o combate tivesse sido sem falhas, provavelmente esse incêndio teria tido aproximadamente a mesma dimensão que teve. Porque, perante uma mata com a densidade e continuidade de material combustível que aquela tinha, perante a orografia muito acidentada daquele terreno, e perante as altíssimas temperaturas que havia, qualquer combate seria sempre impotente.
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De Vorph Valknut a 04.01.2019 às 13:23

"qualquer combate seria sempre impotente."


Então o melhor era aquele extinguir-se naturalmente.
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De Anónimo a 03.01.2019 às 11:50

Noto uma preferência clara por desgraças.
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 11:55

Em que mundo vive?
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De jj.amarante a 03.01.2019 às 17:36

No mesmo que o seu mas vejo factos importantes que não são desgraças.
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 17:49

Que factos importantes? Poupava tempo se começasse a indicar alguns.
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De jj.amarante a 03.01.2019 às 19:19

Existem vários sucessos em 2018 em indicadores económicos do país que poderiam ser candidatos, como por exemplo o controlo sustentado do défice das contas públicas, finalmente a convergência com a União Europeia de que nos estávamos a afastar há tantos anos, etc. Como já fizeram a votação seria ocioso eu enumerar mais, qualquer um deles pode ser considerado como não tão importante como o que escolheram. O que eu chamo a atenção é para o aspecto sistemático de nos últimos 7 anos haver uma predominância tão nítida de factos negativos. Enquadra-se no padrão nacional de dizer que caminhamos para o desastre. Há 60 anos que ouço lamúrias sobre o caminho que o país toma, o país está muito melhor do que há 60 anos mas todos os anos tive que ouvir que estávamos a piorar.
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De Vorph Valknut a 03.01.2019 às 19:38

Contas limpas à custa do quê e de quem?

Também a outra, e o velhinho antes dela, diziam ter os cofres cheios
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 21:17

Registo, JJ Amarante, que a existência de acordos parlamentares à esquerda em 2015 e a conquista do Campeonato da Europa de futebol em 2016 são para si factos negativos que se "enquadram no padrão nacional de dizer que caminhamos para o desastre".
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De jj.amarante a 03.01.2019 às 23:36

Eu usei a expressão "Noto uma preferência clara por desgraças" (como anónimo porque me esqueci de escrever o nome) e não "uma preferência exclusiva por desgraças".
Considerando esses 2 factos que cita como positivos, com o que eu comcordo, constata-se um resultado de 5-2, o que num jogo se considerava "uma grande abada", se bem que não tenha a certeza se ainda se usa a expressão.
A avaliação que eu fazia em 2015 do acordo parlamentar à esquerda era positiva e continua a ser, foi um facto notável merecedor de distinção por parecer inverosímil mas nesse caso, com o que ouvi no último trimestre desse ano 2015, uma parte dos votantes do Delito deve ter achado que era mais uma desgraça.
Quanto à vitória no campeonato europeu de Futebol não terá sido uma desgraça e fiquei contente pela alegria que senti na maioria dos portugueses, eu próprio achei agradável, mas repito aqui um pequeno trecho do Umberto Eco sobre futebol que muito aprecio e já citei no meu blogue:
«...pedi várias vezes ao meu pai, equilibrado mas constante adepto, que me levasse consigo a ver o desafio. E um dia, quando observava com distanciação os insensatos movimentos lá em baixo no campo, senti como se o sol alto do meio-dia envolvesse com uma luz enregeladora homens e coisas, e como se diante dos meus olhos se desenrolasse uma representação cósmica sem sentido. Era aquilo que mais tarde, lendo Ottiero Ottieri descobriria como o sentimento da "irrealidade quotidiana", mas, então, tinha treze anos e traduzi a meu modo: pela primeira vez duvidei da existência de Deus e considerei que o mundo era uma ficção sem objectivo. ..."
em O MUNDIAL E AS SUAS POMPAS, escrito por Umberto Eco em 1978, inserido no livro "Viagem na Irrealidade Quotidiana".»
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 23:54

Devo então concluir, se bem entendo o seu raciocínio, que factos como a brutal crise financeira de 2010, a intervenção da troika em 2011, a derrocada do império financeiro da família Espírito Santo em 2014 ou os devastadores incêndios que mataram mais de uma centena de pessoas em 2017, com aterradoras imagens que deram a volta ao mundo, deviam ser desvalorizados ou mesmo desconsiderados por terem conotações negativas.
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De jj.amarante a 04.01.2019 às 00:04

Não, não acho que devam ser desconsiderados, constato apenas que "Negativos-5, Positivos-2".
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De lucklucky a 04.01.2019 às 10:18

O Governo é de Esquerda por isso não se deve falar em desgraças. Censure-se.
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De lucklucky a 03.01.2019 às 12:46

A função principal do Estado Português é o Socialismo, ou seja tirar a A para dar a B e assim ganhar em permanência os votos de B.

Não é a segurança de pessoas e bens.


Noto uma coisa estranha... um défice baixo - quanto mais zero que eu ultra-neo-liberal defendia- não era segundo o Jornalismo Marxista um crime contra a humanidade ainda há muito poucos anos atrás?
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De Manolo Heredia a 03.01.2019 às 14:54

Tirar a A (reformados, pensionistas, funcionários públicos) para dar a B (empresários que só trabalham se tiverem Lucro Mínimo Garantido [PPPs] e banqueiros!)

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De Luís Lavoura a 03.01.2019 às 15:12

Noto uma coisa estranha... um défice baixo - quanto mais zero que eu ultra-neo-liberal defendia

Agora já não defende?

Dá-lhe azia o facto de essa coisa que Você defendia ter sido alcançada por um governo socialista?
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 15:32

Fantástico. O ministro preferido dos banqueiros é "socialista". As coisas que a gente aprende consigo.
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De Luís Lavoura a 03.01.2019 às 16:12

O Pedro Correia também está com azia.
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 16:21

De forma alguma. Nem que você apareça aqui trinta vezes me causa azia.
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De Vorph Valknut a 03.01.2019 às 17:08

Eu estou com uma colite!
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 17:13

Também chamada lavourite.
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De lucklucky a 04.01.2019 às 10:17

E temos o Luís Lavoura a defender a destruição da democracia com base campanhas eleitorais enganosas e na diabolização dos adversários quando na oposição.

"Há mais vida para além do défice" disse um famoso Socialista...um dos que nos ajudou a chegar à bancarrota

Mas é pior que simplesmente não defender em campanha. É a destruição da Democracia que está em causa quando se diaboliza uma medida quando se está na oposição e depois se faz quando se está no governo o que se diabolizou.

Os Socialistas e o Jornalismo Marxista em peso quando estavam na oposição - sim o Jornalismo em Portugal também vai para oposição - diziam que o combate ao défice era crime contra a humanidade e a causa dos mais variados males do país. Aliás tivemos eminências entre os quais vários "comentadores de direita" e de Esquerda a darem aval a violência política por causa da redução do défice do Governo anterior.

Agora segue-se a censura dos mesmos. Auto-censura que é a pior censura.
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De Vorph Valknut a 03.01.2019 às 17:07

A função principal do Estado Português é o Capitalismo, ou seja tirar a A (o seu tempo, para a produção de bens e serviços) para dar a B (bens de consumo) e assim ganhar em permanência os votos de A e B, ao pagar os salários a A e B.
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De Rão Arques a 03.01.2019 às 17:28

O GOZO DO PRELIMINAR
Os autores do relatório Borba obrigam-se a explicar preliminarmente quem é responsável por ter deixado chegar a exploração até à prumada da borda da estrada.
Foi esse desleixo que provocou a ruina da estrada, responsabilidade que não pode recair sobre o desamparado autarca Anselmo, mas sim no sistema de fiscalização de obras, empreendimento e explorações tutelado pelo governo central.
Por exemplo qual será o papel da ACT- Autoridade para as condições de trabalho e outros organismos de topo que viram, leram ouviram e calaram? Perguntar ainda se havia plano de segurança, quem o aprovou e fiscalizou?
Responda quem souber, mas não nos atirem com pedaços de mármore aos olhos.
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De Manolo Heredia a 03.01.2019 às 18:19

Leram, ouviram e calaram porque a culpa não é deles.
Os serviços de higiene e segurança no trabalho, do Ministério do Trabalho, há muito se queixam de não terem condições para fiscalizar as atividades económicas no âmbito das suas competências.
- Viaturas antigas, a maior parte paradas paradas por falta de reparação
- Inexistência de verbas para gasóleo e portagens...

Limitam-se a atuar quando há acidentes mortais.

Nas pedreiras não houve nenhum acidente mortal. Foi um acidente devido às más condições da rodovia !!! ahahah!
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De Rão Arques a 03.01.2019 às 19:07

ahahah!
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De Anónimo a 03.01.2019 às 21:03

Boas!
À dias perdi duas "amostras" de pesca! F...... O fio partiu-se! O Estado é uma m...... As autoridades competentes do controlo de qualidade não são capazes de fazerem o seu trabalho! Devem ganhar por baixo da mesa. Vou pedir para ser ressarcido em 25€! E já não falo da poluição que aqui vejo todos os dias pela calada da noite em Sines. O ganha pão é sujo nestas bandas....
Olha P.C. porque não vais ver se há cágados no fundo da pedreira?!
Cpts
Alendaqui
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De Pedro Correia a 03.01.2019 às 21:13

Em resposta à estúpida pergunta final: não estou interessado em conhecer a tua família.
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De Vorph Valknut a 03.01.2019 às 22:14

O problema não foi do fio. Foi da cana. Curta e frágil.

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