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Excerto (5)

por Patrícia Reis, em 20.08.14

“A Perturbação, mas também o deslumbramento estremecido que me tomam ao ler cada um deles, deve-se não sei se à acutilante lucidez a que o seu pensamento conduz, agudizando-se em mim a consciência da minha atroz condição com um futuro eternamente adiado, se à aproximação já dos ventos de revolta que a Lua inevitavelmente arrasta consigo. Tendo como meta abrir no mundo portas e janelas de claridade, desse modo destruindo o antigo estado de negrume onde se encontram firmadas as raízes dos nossos antepassados.”

 

Maria Teresa Horta, “As Luzes de Leonor”

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8 comentários

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De xico a 20.08.2014 às 08:32

Fiquei sem vontade de ler o resto...:(
Esperava mais e melhor do espírito brilhante da Marquesa de Alorna!
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De Patrícia Reis a 20.08.2014 às 18:26

Caro Xico, um excerto é um excerto, vale o que vale, neste caso temos de considerar que o livro tem mil e 4 páginas:) boa semana
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De Miguel a 24.08.2014 às 14:21

7 frases para não dizer nada de interessante; incrível! É sempre triste ver que os nossos autores continuam com as suas manias de nefelibatas de pacotilha, sistemicamente incapazes de narrarem algo que deslumbre o leitor. E é por isso que vou lendo a excelente literatura estrangeira, onde coisas acontecem.
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De Patrícia Reis a 24.08.2014 às 21:39

Caro Miguel, concordamos que discordamos? É civilizado e indolor. Um resto de bom domingo.
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De Miguel a 24.08.2014 às 23:19

Mais civilizado, mas talvez não tão indolor, seria defender o livro contra as minhas provavelmente injustas afirmações. Certamente concordará que discutir e argumentar é um dos prazeres das pessoas civilizadas.
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De Patrícia Reis a 25.08.2014 às 11:36

Miguel, cada um gosta do que gosta.
Eu gosto de Bach e gosto de Xutos e pontapés.
Seria incapaz de dizer que só leio autores portugueses ou de os catalogar a partir de poucas leituras, já que opta, se o entendi bem, por ler apenas os estrangeiros. Uma boa discussão é sempre saudável e constructiva. Hoje não é dia, há demasiada morte em directo, em diferido, esperada, encontrada. Coisas da vida que estão espelhadas em muitos livros, dentro e fora de portas. O Lobo Antunes, autor que deduzo que não conheça muito bem, talvez tenha lido um, quem sabe dois?, diz que os cultos são aqueles que qual é o segundo princípio da termodinâmica. Eu sei e não me sinto mais culta por isso e leio tudo, sem preconceito, e gosto de banda desenhada, de poesia, de romance, de ficção científica, de ensaio, de memórias, de biografia, de livros de cozinha e até outras coisas, gosto por gostar de aprender. Às vezes tenho um desgosto? Claro, todos temos. Mas desistir dos autores de um pais que os tem em quantidade e qualidade? Lamento, não o faço. Talvez por isso leia tanto os de Leste, do novo leste, os africanos. Os inesperados numa biblioteca. Snob? Não, apenas curiosa e, no caso de hoje, sem vontade de mais guerras, feridos e mortos. Uma boa semana
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De Miguel a 26.08.2014 às 00:44

Isto já é uma resposta mais saudável. Disto já se pode fazer algo. Infelizmente é 00:42 e tenho de ir dormir, mas tentarei arranjar tempo amanhã para uma resposta digna. Por ora apenas desejo deixar claro que já li, nem um nem dois, mas oito romances de Lobo Antunes: gostei de cinco deles.
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De Miguel a 27.08.2014 às 01:42

A Patrícia tresleu as minhas palavras, ou acrescentou nuances a elas, se percebeu que apenas leio leitores estrangeiros.

Disse e repito que vou lendo escritores estrangeiros; com isso quero dizer que as minhas preferências passam por eles, pelas razões explícitas: eles tendem a escrever sobre coisas, há nos livros deles movimento, enredos, acção; há especialmente humor, coisa que, entre um Aquilino, uma Agustina, um Ferreira, um Cardoso Pires, uma Gabriela Llansol, é coisa rara pelas nossas letras, salvo o humor corrosivo de Lobo Antunes e a ironia de Saramago.

Quando a devorar "banda desenhada, de poesia, de romance, de ficção científica, de ensaio, de memórias, de biografia, de livros de cozinha e até outras coisas," essa parece-me a forma ideal de se ser leitor, e faço minhas as suas palavras, ainda que me oponha categoricamente a livros de cozinha.

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