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Eu não.

por Luís Menezes Leitão, em 22.05.18

Há muito que acho que a situação na Catalunha ultrapassa tudo o que é admissível num Estado democrático. Governantes e deputados que se limitaram a executar o programa com base no qual foram eleitos encontram-se presos preventivamente há largos meses, como se fossem meros arruaceiros que invadiram a academia de Alcochete. O presidente da Generalitat, que obteve a maioria no parlamento, encontra-se alvo de um mandato de detenção internacional e não lhe permitiram tomar posse. Aceitaram depois dar posse a um substituto, mas depois não o deixam formar governo, pretendendo manter o art. 155, que consagra um estado de excepção, eternamente em vigor. Em Portugal há gente que procura olhar para o lado e ignorar tudo o que se está a passar, incluindo o Presidente da República que vai a Salamanca falar da "Espanha una e eterna", parecendo querer retomar a divisa franquista "Una, Grande y Libre!",  e não diz uma palavra sobre pessoas que neste momento em Espanha estão presas ou exlladas apenas pelas suas convicções políticas. Não é o meu caso. Prefiro seguir outra divisa: "Etiam si omnes, ego non". O que penso sobre a situação na Catalunha escrevi-o hoje aqui.

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9 comentários

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De Anónimo a 22.05.2018 às 17:50

É vergonhoso que Marcelo seja um lacaio do estado fascista espanhol. Em 2009 a direita opôs-se à ligação de alta velocidade Lisboa-Madrid (uma das poucas medidas de jeito da governação Sócrates) porque não queria que Portugal se tornasse uma província espanhola. Hoje a direita, representada pelo seu presidente, presta subserviência ao estado espanhol mas continua a não haver ligação de alta velocidade para ninguém.
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De Anónimo a 22.05.2018 às 17:52

"Una"... com Olivença, não é?!
De lamentar o assobiar para o lado da UE.
Inadmissível o poder judicial estar ao serviço do executivo. Do constitucional ainda menos isenção se pode esperar.
Espanha democrática? Tem dias.
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De Anónimo a 22.05.2018 às 19:48

O estado espanhol é um estado fascista. A Bélgica, a Suíça e a Alemanha, três países com um governo federal, recusam-se, e bem, a extraditar Puigdemont mas no caso de Portugal assiste-se a uma subserviência vergonhosa. Apenas os partidos à esquerda do PS condenam a repressão na Catalunha.
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De JS a 22.05.2018 às 18:18

"Catalunha" é uma cultura secular.
Tem demonstrado uma invejável capacidade de sobreviver -ao longo de séculos- a tentativas de aglutinação por Monarquicas ou Repúblicanas, impostas guerras civis e outras agressões culturais tipo art. 155 e mesmo a, politicamente muito incorrecta, "Espanha una e eterna".
Pelo andar da carruagem não é este Judicial, nem este Executivo, Espanhois, nem mesmo um sempre bem intencionado Presidente - convivial vizinho de ocasião- que terão sucesso em provocar tão díspar, senão ridícula, absorção ou metamorfose.
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De Vento a 22.05.2018 às 19:02

O Estado democrático, tal como hoje ocorre em Portugal, é aquele que retira o poder das mãos dos cidadãos para os colocar nas mãos das instituições compostas por esses mesmos interessados.

"Em 2016, o Tribunal Constitucional espanhol chegou mesmo a julgar inconstitucional uma lei catalã que proibia as touradas na Catalunha, apesar de a Constituição espanhola não conter qualquer norma sobre corridas de touros…"
Na realidade, pegando na citação, os Estados democráticos que hoje por aí pululam são estados fascistas, stalinistas e até nacional-socialistas que, subvertendo a ordem natural, se esforçam por criar um artificialismo legislativo que, tal como no passado ocorreu nos países ditos socialista e fascistas, acabou em ruína e na ruína de seus cidadãos.

Vem isto a propósito para referir que se alguém hoje abater um touro, um sobreiro ou levar uma cadela com crias em seu ventre a abortar, acabará na prisão.
Porém legislasse a favor do aborto e da eutanásia levando mesmo médicos a tentar explicar o que jamais será explicável. Concretamente: levar a efeito a eutanásia NÃO FAZ PARTE DO ACTO MÉDICO NEM É CONSIDERADO COMO TAL.

Portanto, como essas actuações não são descritas nas normas de cuidados de Saúde Internacionalmente ratificadas, bem como nos códigos deontológicos e nas Constituições, que garantem a expressão civilizacional do Direito à Vida, a Viver, e à Dignidade em qualquer situação da Vida e do Viver, COMO ACTO MÉDICO, aquilo que se tem vindo a fazer é transformar uma ideologia que não expressa os valores civilizacionais, QUE ATÉ NEM SÃO RELIGIOSOS, ainda que as religiões os ratifiquem, em uma norma ditatorial que subverte os princípios de toda uma civilização.

Consequentemente, não se pode aceitar que a opinião favorável a estes actos vindas de um ou vários médico expresse qualquer validade científica que permita ratificar estes métodos. Pretendo com isto dizer que o que está em causa não diz respeito a uma classe, a deputados ou à ciência, mas aos cidadãos.

Por outro lado, o sofrimento não justifica estes métodos. No caso do aborto, muito se falou sobre a educação sexual, que hoje se expressa por educação para a cidadania, como importância ABSOLUTA para contrariar o que se considerava como um "problema de saúde pública". A educação foi levada a efeito, e o aborto mantém-se. Ou faliu a educação ou o que se observa confirma a falência dos "cientistas", ou de ambos.

É caso para dizer basta. E o PCP, como garante também dos valores culturais basilares desta sociedade que acima refiro, já não pode continuar a abster-se.
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De Luís Lavoura a 23.05.2018 às 09:33

Governantes e deputados que se limitaram a executar o programa com base no qual foram eleitos encontram-se presos

Em qualquer Estado há leis que limitam a democracia. Ou seja, não se pode fazer toda e qualquer coisa a favor da qual o povo tenha votado.

Por exemplo, em Portugal, antes de se convocar um referendo, a pergunta do dito tem que ser aprovada pelo Tribunal Constitucional. Nem sequer se dá ao povo o direito de votar sobre algo que o Tribunal Constitucional desaprove.

As democracias têm limites.
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De Anónimo a 23.05.2018 às 13:33

Em contrapartida na República da Irlanda qualquer revisão constitucional tem que ser aprovada em referendo. Por algum motivo são um país mais desenvolvido que Portugal e, em vez de estarem sempre de rabinho voltado para a União Europeia, puderam negociar os termos dos acordos com a UE.
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De Anónimo a 23.05.2018 às 11:17

A Catalunha, donzela prendada, foi forçada, por reais interesses, a casar, sem amor, com a imperial Castela.
Era assim, naqueles tempos.
Hoje, quer divorciar-se.
Mas a Constituição não deixa!...
Que tal, se o mesmo se passasse com muita gente, entretanto divorciada e que apoia Castela?!
João de Brito
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De Anónimo a 23.05.2018 às 13:35

Como disse Valtonyc (condenado a três anos e meio de prisão pela Audiência Nacional por ter feito uma música sobre o rei Juan Carlos há seis anos), "Espanha é um disparate".

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